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9 de agosto de 2021

Guerra Colonial ou Guerra do Ultramar?

Comandos Africanos: “Os portugueses traíram-nos, fomos abandonados sem piedade”


Mas não é a mesma guerra?

Então porque fazem uns tanta questão em chamar-lhe Guerra Colonial e outros em chamar-lhe Guerra do Ultramar?

Porquê?

Porque estão em jogo a legitimidade do Golpe Militar de 25 de Abril de 1974, bem como a legitimidade da Terceira República Portuguesa de que o dito golpe foi acto fundador.

Vejamos…

Se os territórios eram colónias, território estrangeiro a explorar enquanto tal fôr vantajoso para a metrópole, a vender, trocar, dar, abandonar, quando tal exploração deixar de ser vantajosa pata a metrópole, o Golpe Militar e a Terceira República estão legitimados: não era do interesse dos portugueses stricto sensu que Portugal continuasse sendo uma potência colonial.

Mas se os territórios eram território nacional, não colónias, tese defendida pelo General José Maria Mendes Ribeiro Norton de Matos, pelo Doutor António de Oliveira Salazar, por muitos outros, o Golpe Militar e a Terceira República estão deslegitimados: era do interesse dos portugueses lato sensu que Portugal continuasse sendo uma potência multicontinental, multirracial e multicultural.



Portugueses stricto sensu Os portugueses nascidos na Península Ibérica e, vá lá, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, que são suficientemente brancos para não serem considerados pretos como o são os cabo-verdianos e os são-tomenses.

Portugueses lato sensu Os portugueses nascidos em qualquer parte do mundo, sejam brancos, pretos, indianos, chineses, timores, mestiços.








Etiqueta principal: Guerra do Ultramar.

6 de janeiro de 2019

Conquista pela Dívida

There are two ways to conquer and enslave a country.
One is by the sword. The other is by debt.


Existem duas formas de conquistar e escravizar um país.
Uma é pela espada. A outra é por dívida.



Existem duas formas de conquistar e escravizar um país. 
Uma é pela espada. A outra é por dívida.

¡ só que a primeira forma procede de fora para dentro 
e a segunda de dentro para fora !

E se é relativamente fácil apercebermo-nos de que estamos ameaçados de ser conquistados pela espada é relativamente difícil apercebermo-nos de que estamos ameaçados de ser conquistados pela dívida.


A estratégia da conquista pela dívida consiste em convencer os governos do país a ser conquistado, bem como as demais pessoas individuais e colectivas desse país, a contraírem dívidas. 
Convencê-los a contraírem dívidas, de preferência elevadas, de preferência em bancos, ou em moeda, estrangeira.




O Bloco quer voltar a salvar bancos?

Agora vamos às perguntinhas de algibeira: 
Quem acha que vai acudir aos bancos?

Por Camilo Lourenço no Jornal de Negócios a 01 de Janeiro de 2019 às 21:30

Conquista e escravidão por dívida.

O Bloco de Esquerda quer que a entrega de casas aos bancos (que as tenham financiado) salde a dívida das famílias.

A solução permite que quem não queira continuar a pagar a hipoteca relativa ao imóvel que comprou, possa entregar esse imóvel ao banco e não ficar a dever nada.

Imaginemos a seguinte situação: você comprou uma casa por 150 mil euros. Entretanto o valor de mercado desse imóvel caiu para 130 mil euros. Você, porque ficou desempregado ou porque vai mudar de cidade (ou outra razão qualquer), devolve-o ao banco. Este, por causa da desvalorização, fica com uma dívida “extra” de 20 mil euros. 

Imagine agora esta situação multiplicada por dezenas de milhar de casos, com valores muito superiores ao considerado neste exemplo. A conclusão é óbvia, mesmo para quem não tenha feito um curso de Economia: os bancos vão registar menos-valias colossais. Com a consequente necessidade de constituirem provisões e aumentos de capital. Ao mesmo tempo passarão a estar na mira das agências de rating, com os inevitáveis downgrades

Agora vamos às perguntinhas de algibeira: quem acha que vai acudir aos bancos? Lembra-se dos milhares de milhões que os contribuintes tiveram de injectar nos bancos a seguir a 2011? Pois, é o que poderá acontecer se a proposta do Bloco for para a frente.

Os meses que antecedem as eleições são sempre de eleitoralismo barato. Mas a proposta do Bloco é mais do que isso: é eleitoralismo rasca, incompreensível num partido que está sempre a gritar que não está disposto a salvar bancos… mas faz exatamente o contrário.

Fim do artigo “O Bloco quer voltar a salvar bancos?”



Notícia da proposta do Bloco de Esquerda
Origem do artigo “O Bloco quer voltar a salvar bancos?”
Origem das imagens
  1. John Adams Debt and Sword Poster” from Zazzle; Product ID: 228813180084462145; Created on: June 23, 2012 at 22:47.
  2. A dívida como instrumento de conquista colonial do Egito” em Esquerda.net a 28 de Julho de 2016 às 00:41.
Referências e Bibliografia
  1. There are two ways to conquer and enslave a country. One is by the sword. The other is by debt.” from John Adams Quotes on Economy.
  2. John Adams” from Wikipedia, the free encyclopedia.
  3. Enslaved by Debt” from  Rock The Capital on July 20, 2011 at 14:38.
  4. Beyond the Greek Impasse” from Stratfor Worldview on Jun 30, 2015 at 08:00 GMT.
  5. The Absurdity of Student Loan Debt” from Medium on June 14, 2018.
  6. Debt bondage” from Wikipedia, the free encyclopedia
  7. A dívida como instrumento de conquista colonial do Egito” em Esquerda.net a 28 de Julho de 2016 às 00:41. 
  8. Como evoluiu o mercado automóvel desde 1974?” no Jornal de Negócios a 04 de janeiro de 2019 às 15:40.
Este texto em "pdf"

Etiqueta principal: Política.
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