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23 de fevereiro de 2021

A “Bazuca” e a Escravidão por Dívida


Orçamento e Escravidão por Dívida


Uma imagem, um artigo, dois comentários.


artigo

O Jogo do Rapa

O governo já aprovou. Os “aliados” também. Ainda há margem para negociação e ajuste, mas o essencial está ali. Seguiu para o Parlamento, com cedências e compromissos assumidos. Como é hábito. Quem sempre protestou contra o facto de as negociações orçamentais serem feitas “nas costas dos deputados” está agora silencioso. É normal: as negociações parlamentares são precedidas ou seguidas de discussões a dois ou três, mais ou menos discretas. Só se queixa quem não faz parte dessas conversas.

António Barreto • Diário de Notícias • 16 de Outubro de 2016 - 00:00 • Original

Mais do que nunca, o Orçamento é objecto de luta intensa. As razões são evidentes. Primeiro, há o confronto entre governo e oposição. O dinheiro é pouco, a Europa está a ver, as agências de rating também, o endividamento continua a crescer, a economia estagna e o investimento reduz. Ora, as promessas de acabar com a austeridade e iniciar um novo ciclo de prosperidade eram muitas. Sem resultados visíveis. O que é preocupante.

Segundo, há a luta entre aliados. Os partidos que apoiam o governo têm de satisfazer clientes, não podem ficar de mãos a abanar. Entre estes, as negociações são mais duras do que as convencionais entre situação e oposição. O PCP e o Bloco têm de mostrar alguma coisa: taxas e sobretaxas, aumentos de pensões e de subsídios sociais. Seja o que for, mas que permita justificar a “paz social” que se vive nas escolas, nos hospitais, na administração e nos transportes públicos. O PCP e o Bloco abandonaram a rua, mas é preciso que tal não se perceba.

O Orçamento é a folha de contabilidade de mais de metade da economia portuguesa: competir por fatias de orçamento é lutar pela divisão de poder, pelos interesses das classes e pelos ganhos e perdas. Como pouca coisa vive fora do Orçamento, é o prato essencial. A maior parte dos grupos económicos depende das encomendas do Estado, dos investimentos públicos e dos fundos europeus. As obras também. Tal como o novo emprego. Subsídios, bolsas, pensões e benefícios dependem do Estado. As discussões que se conhecem e de que a imprensa se fez eco são relativas aos pagamentos ao Estado ou do Estado. Não há praticamente quem queira debater a economia, a actividade das empresas, os planos de investimento, as prioridades industriais e de serviços ou as condições de crédito à actividade económica. Nada disso parece ter qualquer importância! Como também não foram marcantes as discussões sobre o Serviço Nacional de Saúde ou o sistema público de educação. Na verdade, a discussão aproximou-se muito daquele antigo Jogo do Rapa, em que o pião ditava a sorte de cada jogador: Rapa, Deixa, Tira e Põe!

Como toda a gente sabe que a prosperidade não é possível para breve, que vai ser necessário fazer sacrifícios, que as ameaças de sanções e de cortes de fundos são reais e que o investimento continua a não dar sinais de vida, o que é mais interessante é ver que ninguém, da situação e da oposição, quer ficar na fotografia. Muito pelo contrário, a agitação é toda para culpar os outros do que vai correr mal.

O problema é que quanto maior for a economia no Orçamento, ou dele dependente, menores são o crescimento e a eficácia. Como menor é o investimento privado. É verdade que aumenta a capacidade de decisão política e que assim se consolida o velho lugar-comum do primado da política, isto é, da subordinação da economia à política. Convém no entanto recordar que alguns dos maiores desastres da humanidade, como a colectivização forçada soviética, a revolução cultural chinesa e a economia de guerra nazi são boas ilustrações desse princípio. Cá em Portugal, a ditadura, a Censura, a guerra em África, o analfabetismo persistente, o condicionamento industrial e a nacionalização de empresas são também, à nossa escala, bons exemplos da “política no posto de comando”. É bom recordar!


primeiro comentário

Escravidão por Dívida

Uma questão radical:

Será que o objectivo do Governo, ou de quem nele manda,
não é mesmo levar Portugal a um novo resgate?

Quem beneficiaria se Portugal fosse de novo resgatado?


segundo comentário

Política Primeiro

A “política no posto de comando” a “política primeiro”, «politique d'abord» no original, foi, e é, característico do Maurrasianismo (de Charles Maurras), do Nacionalismo Integral e do Integralismo Lusitano,  não do Marxismo (de Karl Marxe do Socialismo Científico, quer na sua versão Social-democrata quer na sua versão Comunista.

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Bazuca e Escravidão por Dívida


Quanto está acima da linha acima foi publicado no meu descriado Facebook Profile Álvaro Aragão Athayde em 

numa data que não sei precisar, mas certamente posterior 16 de Outubro de 2016, a data do artigo de António Barreto que transcrevi e re-transcrevo.

O Facebook Profile foi descriado, quanto lá tinha sido publicado desapareceu, mas a minha pasta que continha as imagens e o rascunho não desapareceu, e foi a partir desse rascunho e dessas imagens que me foi possível reconstruir o que então publiquei e agora republico.

Na dita pasta estava ainda um gráfico sobre a Evolução Histórica da Dívida Pública de Portugal, gráfico que então não publiquei mas que agora vou publicar:

Dívida Pública Portuguesa 1850-2012
Do semanário “Expresso”, mas não consegui recuperar a hiperligação para o original.


Entretanto, e ao procurar a dita hiperligação, encontrei mais gráficos sobre a mesma questão, Evolução Histórica da Dívida Pública de Portugal:

Dívida Pública Portuguesa 1850-2010
O Ser, a Aldrabice e a Propaganda

Dívida Pública Portuguesa 1850-2018
A grande mentira


Lembrei-me da publicação “Orçamento e Escravidão por Dívida” e fui recuperá-la por causa da Bazuca que ai vem e tanto entusiasma o tanta gente.

A Bazuca é Dívida!

A Bazuca é Dívida, mais Dívida!!!

Parte dessa Dívida já foi contraída pela Comissão Europeia em nome dos Estados da União Europeia – logo de Portugal… também –, a restante será contraída pelos Portugueses – Estado, Empresas, Particulares – se para a contraírem tiverem crédito junto das competentes instituições: bancos, capitalistas, emprestadores, financiadores, como preferirem chamar-lhes







Etiqueta principal: Escravidão por Dívida.

1 de fevereiro de 2021

Que probabilidade tenho de não morrer… 97,724% !!!


Suponhamos que me constipo, que fico com alguma dificuldade em respirar normalmente, que me assusto, Será covid?, que faço o teste e que dá positivo.

Que probabilidade tenho de morrer… de COVID-19?

Alguma terei… mas qual?

Como sou meio alérgico a médicos e a hospitais, resolvo calcular a dita probabilidade antes de ir a correr para o banco de urgências mais próximo.

Para efectuar o cálculo necessito de dois valores:

  1. O da confiabilidade do teste.
  2. O da probabilidade de uma pessoa morrer de COVID-19.

Para a confiabilidade do teste o melhor que encontrei foi um artigo da Deutsche Welle onde se afirma, cito: 

De acordo com as fabricantes, os testes (rápidos de antígenos) deverão ter 97% de precisão – mas isso só se aplica em condições ideais de laboratório. Em condições reais, a sensibilidade do teste estaria entre 80% e 90% – o que é bom, mas, ao mesmo tempo, isso significa que cerca de 20% dos infectados não são detectados e seguem adiante com a sensação enganosa de que o teste deu negativo, podendo infectar centenas de outras pessoas.

Afirma-se isto e dá-se a entender que os demais testes têm uma confiabilidade superior à dos testes rápidos de antígenos.

Não dispondo de mais informação decidi arbitrar ao teste que tinha realizado uma confiabilidade de 95%, isto é, de 0,95, menos 2% do que os fabricantes afirmam e mais 5% do que o máximo em condições reais.

Para a probabilidade de uma pessoa morrer de COVID-19 tomei como estimador o número de óbitos por cem habitantes, valor que pode ser calculado a partir dos dados em Worldometers.info

De 15-02-2020 a 31-01-2021 foram imputados, em Portugal, 12.482 (doze mil quatrocentos e oitenta e dois) óbitos ao COVID-19, sendo a população do país, em 2020, de 10.196.709 habitantes.

Logo, dividindo 12.482 por 10.196.709, obtenho um estimativa da dita probabilidade, 

  • 12.482 ÷ 10.196.709 = 0,001.224.120.449.059
  • aproximadamente 0,122 por cento.

Isto feito posso aplicar a fórmula que sumariza o Teorema de Bayes 

Usando os seguintes valores 

P(B|A) = 0,95
  P(A) = 0,001.224.120.449.059
  P(B) = 0,95 x 0,001.224.120.449.059 + 0,05 x 0,998.775.879.550.941
       = 0,001.162.914.426.606 + 0,049.938.793.977.547
       = 0,051.101.708.404.153

e efectuando o cálculo 

P(A|B) = [P(B|A) x P(A)] ÷ P(B)
       = (0,95 x 0,001.224.120.449.059) ÷ 0,051.101.708.404.153
       = 0,001.162.914.426.606 ÷ 0,051.101.708.404.153
       = 0,022.756.860.052.677
       = 2,275.686.005.267.665 por cento
       ≈ 2,276%

concluo que, sabendo que testei positivo ao COVID-19, tenho uma probabilidade de pouco mais de dois por cento de morrer do dito e uma probabilidade de pouco menos de noventa e oito por cento de não morrer do dito.


Tenho 97,724% de probabilidade de não morrer… de COVID-19!

Bem bom!!!








Etiqueta principal: Coronapânico.

31 de janeiro de 2021

Jovens Mabecos vs Velhas Hienas



JOVENS MABECOS VS VELHAS HIENAS

Nas redes sociais há um conjunto de investidores amadores que está a ditar as tendências de investimentos, com portugueses em cena.

O caso mais recente é o da GameStop. Mas há mais.







Etiqueta principal: Financismo.

20 de janeiro de 2019

ASCUNO, o novo nome da CENSURA




O novo nome da CENSURA é ASCUNO, acrónimo de Autoridade de Segurança Cultural e NoticiosaA missão da Autoridade de Segurança Cultural e Noticiosa, ASCUNO, é dar cumprimento à legislação que vai ser publicada tendo em vista a “regulação da selva das redes sociais” para “não nos deixarmos render ao império das teorias conspirativas”, reforçar o “no nosso instinto vital democrático” e, também, a “nossa capacidade de resistir à toxicodependência mediática e de distinguir o verdadeiro do falso”.


E se Trump for mesmo um espião russo?

Não têm fim os hipotéticos cenários para as teorias da conspiração veiculadas pelas redes sociais.

Por Vicente Jorge Silva no PÚBLICO a 20 de Janeiro de 2019 às 08:00.

Trump espião russo? Salvini e Orbán marionetas de Putin ou o “Brexit” um cenário montado por Moscovo com o objectivo de lançar o caos na Europa? Já agora, Rio e Montenegro agentes de Costa para enfraquecer o PSD e dar ao PS a maioria absoluta? Não têm fim os hipotéticos cenários para as teorias da conspiração veiculadas pelas redes sociais e devoradas pelas multidões de novos toxicodependentes que as consomem e propagam. Vivemos num mundo onde parece cada vez mais difícil distinguir entre as fake news e as notícias verdadeiras, tal é a escorregadia opacidade que se instalou entre a verdade e a mentira.

Retomemos então a hipótese de Trump ser um espião russo, aprisionado nas malhas da submissão a Moscovo desde os tempos em que se envolveu em negócios imobiliários, concursos de misses e televisão ou aventuras sexuais na Rússia. Se tivermos em conta o padrão de comportamento de Trump, a desafiar permanentemente os limites da verosimilhança (ou da anedota delirante), essa hipótese acaba por aparecer como credível – sem esquecer o que se sabe das suas embaraçosas relações com Putin.

Aliás, no início da semana passada o New York Times referia que a guerra que Trump trava pela sua sobrevivência política faz com que o shutdown mais longo da história americana pareça reduzir-se a uma questão menor – sendo o pano de fundo dessa guerra os laços altamente comprometedores do Presidente americano com Moscovo.

Paradoxalmente, o raríssimo desmentido feito anteontem pelo procurador especial Robert Mueller a uma nova notícia que envolvia Trump nesse enredo mais parecia uma manobra táctica para mostrar a independência de julgamento do procurador (encarregado do inquérito às suspeitas de interferência russa na campanha presidencial a favor do candidato republicano) do que um efectivo desmentido.

Ora, se o próprio Presidente da maior potência global – apesar de se tratar de uma personagem tão inverosímil como Trump, o que já diz muito sobre o estado a que o mundo chegou – pode estar refém da sua dependência em relação à Rússia, isso não legitimará as teorias de conspiração que hoje tendem a propagar-se por meio das redes sociais? Por outro lado, quando os tenores do populismo através do mundo – e da Europa – se permitem espalhar aos quatro ventos as mais grosseiras distorções da verdade factual e são acolhidos por multidões de fiéis sedentos dessas mistificações, isso não será também um sinal de que as democracias estão em risco?

Num estudo da Universidade de Cambridge referido pelo Expresso em Novembro passado e na penúltima edição do magazine francês Obs, os dados recolhidos em nove países, incluindo Portugal, revelam uma inquietante vulnerabilidade às fake news e teorias conspirativas, que evoluíram de uma questão marginal para um fenómeno mainstream – segundo um dos autores do estudo, Hugo Leal. Curiosamente, Portugal é o país menos receptivo a essas teorias (onde predomina o tema migratório), embora seja aquele onde mais se acredita que um grupo secreto governa o mundo (42 por cento das opiniões) e que haverá sempre uma elite a sobrepor-se ao poder dos eleitos.

A velha sentença de Churchill – segundo a qual a democracia é um regime péssimo mas todos os outros são piores – nunca terá sido tão pertinente como agora. Ora, para além da necessária regulação da selva das redes sociais, a única verdadeira solução para não nos deixarmos render ao império das teorias conspirativas está em nós, no nosso instinto vital democrático, na nossa capacidade de resistir à toxicodependência mediática e de distinguir o verdadeiro do falso. O que é, convenhamos, cada vez mais problemático, quando as duas dimensões se misturam e a irrealidade de Trump ser um espião russo se pode revelar simplesmente…real.


Origem dos textos
  1. E se Trump for mesmo um espião russo? no Público.
  2. Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas.

Origem da figura


Etiqueta principal: Política.
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6 de janeiro de 2019

Conquista pela Dívida

There are two ways to conquer and enslave a country.
One is by the sword. The other is by debt.


Existem duas formas de conquistar e escravizar um país.
Uma é pela espada. A outra é por dívida.



Existem duas formas de conquistar e escravizar um país. 
Uma é pela espada. A outra é por dívida.

¡ só que a primeira forma procede de fora para dentro 
e a segunda de dentro para fora !

E se é relativamente fácil apercebermo-nos de que estamos ameaçados de ser conquistados pela espada é relativamente difícil apercebermo-nos de que estamos ameaçados de ser conquistados pela dívida.


A estratégia da conquista pela dívida consiste em convencer os governos do país a ser conquistado, bem como as demais pessoas individuais e colectivas desse país, a contraírem dívidas. 
Convencê-los a contraírem dívidas, de preferência elevadas, de preferência em bancos, ou em moeda, estrangeira.




O Bloco quer voltar a salvar bancos?

Agora vamos às perguntinhas de algibeira: 
Quem acha que vai acudir aos bancos?

Por Camilo Lourenço no Jornal de Negócios a 01 de Janeiro de 2019 às 21:30

Conquista e escravidão por dívida.

O Bloco de Esquerda quer que a entrega de casas aos bancos (que as tenham financiado) salde a dívida das famílias.

A solução permite que quem não queira continuar a pagar a hipoteca relativa ao imóvel que comprou, possa entregar esse imóvel ao banco e não ficar a dever nada.

Imaginemos a seguinte situação: você comprou uma casa por 150 mil euros. Entretanto o valor de mercado desse imóvel caiu para 130 mil euros. Você, porque ficou desempregado ou porque vai mudar de cidade (ou outra razão qualquer), devolve-o ao banco. Este, por causa da desvalorização, fica com uma dívida “extra” de 20 mil euros. 

Imagine agora esta situação multiplicada por dezenas de milhar de casos, com valores muito superiores ao considerado neste exemplo. A conclusão é óbvia, mesmo para quem não tenha feito um curso de Economia: os bancos vão registar menos-valias colossais. Com a consequente necessidade de constituirem provisões e aumentos de capital. Ao mesmo tempo passarão a estar na mira das agências de rating, com os inevitáveis downgrades

Agora vamos às perguntinhas de algibeira: quem acha que vai acudir aos bancos? Lembra-se dos milhares de milhões que os contribuintes tiveram de injectar nos bancos a seguir a 2011? Pois, é o que poderá acontecer se a proposta do Bloco for para a frente.

Os meses que antecedem as eleições são sempre de eleitoralismo barato. Mas a proposta do Bloco é mais do que isso: é eleitoralismo rasca, incompreensível num partido que está sempre a gritar que não está disposto a salvar bancos… mas faz exatamente o contrário.

Fim do artigo “O Bloco quer voltar a salvar bancos?”



Notícia da proposta do Bloco de Esquerda
Origem do artigo “O Bloco quer voltar a salvar bancos?”
Origem das imagens
  1. John Adams Debt and Sword Poster” from Zazzle; Product ID: 228813180084462145; Created on: June 23, 2012 at 22:47.
  2. A dívida como instrumento de conquista colonial do Egito” em Esquerda.net a 28 de Julho de 2016 às 00:41.
Referências e Bibliografia
  1. There are two ways to conquer and enslave a country. One is by the sword. The other is by debt.” from John Adams Quotes on Economy.
  2. John Adams” from Wikipedia, the free encyclopedia.
  3. Enslaved by Debt” from  Rock The Capital on July 20, 2011 at 14:38.
  4. Beyond the Greek Impasse” from Stratfor Worldview on Jun 30, 2015 at 08:00 GMT.
  5. The Absurdity of Student Loan Debt” from Medium on June 14, 2018.
  6. Debt bondage” from Wikipedia, the free encyclopedia
  7. A dívida como instrumento de conquista colonial do Egito” em Esquerda.net a 28 de Julho de 2016 às 00:41. 
  8. Como evoluiu o mercado automóvel desde 1974?” no Jornal de Negócios a 04 de janeiro de 2019 às 15:40.
Este texto em "pdf"

Etiqueta principal: Política.
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