Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Internacionalismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Internacionalismo. Mostrar todas as mensagens

18 de fevereiro de 2019

Portugal, a Magna Carta e os Barões Ladrões




Este, castigador foi rigoroso 
De latrocínios, mortes e adultérios: 
Fazer nos maus cruezas, fero e iroso, 
Eram os seus mais certos refrigérios. 
As cidades guardando justiçoso 
De todos os soberbos vitupérios, 
Mais ladrões castigando à morte deu, 
Que o vagabundo Aleides ou Teseu.

Do justo e duro Pedro nasce o brando, 
(Vede da natureza o desconcerto!) 
Remisso, e sem cuidado algum, Fernando, 
Que todo o Reino pôs em muito aperto: 
Que, vindo o Castelhano devastando 
As terras sem defesa, esteve perto 
De destruir-se o Reino totalmente; 
Que um fraco Rei faz fraca a forte gente.



Porque não funciona em Portugal a Magna Carta?

Porque a Magna Carta é filha da derrota do Rei pelos Barões e em Portugal nunca os Barões derrotaram o Rei.

E não só em Portugal nunca os Barões derrotaram o Rei como em Portugal sempre o Povo se aliou ao Rei, e o Rei ao Povo, para pôr fim aos desmandos dos Barões Ladrões.



Fontes
  1. Os Lusíadas (Canto III - estância/estrofe 137)”, Luís de Camões, OsLusíadas.org. Sem data de publicação. Recuperado a 18 de Fevereiro de 2019, às 07:45.
  2. Os Lusíadas (Canto III - estância/estrofe 138)”, Luís de Camões, OsLusíadas.org. Sem data de publicação. Recuperado a 18 de Fevereiro de 2019, às 07:47. 
  3. Luís de Camões: O fraco rei faz fraca a forte gente.”. Pensador. Sem data de publicação. Recuperado a 18 de Fevereiro de 2019, às 07:49.


Etiqueta principal: Política.
___________________________________________________________________________

14 de fevereiro de 2019

Globalismo e Internacionalismo




Denário do Imperador Tibério, a Moeda do Tributo.



O actual Globalismo dos EUA, e da UE, 
e o pretérito Internacionalismo da URSS, 
são avatares da mesma divindade.

Por isso, não nos devemos espantar se, 
quando acossados, 
os fiéis dessa divindade puserem de lado o que os divide 
e geringonçarem as geringonças necessárias 
à sua defesa e à defesa da sua fé.



Fontes



Referências
  1. Denário”, Wikipédia, a enciclopédia livre. Página editada pela última vez às 06h24min de 21 de julho de 2018. Recuperada a 14 de Fevereiro de 2019, às 14:32.
  2. Avatar”, Wikipédia, a enciclopédia livre. Página editada pela última vez às 06h24min de 21 de julho de 2018. Recuperada a 14 de Fevereiro de 2019, às 14:38.


Etiqueta principal: Ideologia.
___________________________________________________________________________

20 de janeiro de 2019

ASCUNO, o novo nome da CENSURA




O novo nome da CENSURA é ASCUNO, acrónimo de Autoridade de Segurança Cultural e NoticiosaA missão da Autoridade de Segurança Cultural e Noticiosa, ASCUNO, é dar cumprimento à legislação que vai ser publicada tendo em vista a “regulação da selva das redes sociais” para “não nos deixarmos render ao império das teorias conspirativas”, reforçar o “no nosso instinto vital democrático” e, também, a “nossa capacidade de resistir à toxicodependência mediática e de distinguir o verdadeiro do falso”.


E se Trump for mesmo um espião russo?

Não têm fim os hipotéticos cenários para as teorias da conspiração veiculadas pelas redes sociais.

Por Vicente Jorge Silva no PÚBLICO a 20 de Janeiro de 2019 às 08:00.

Trump espião russo? Salvini e Orbán marionetas de Putin ou o “Brexit” um cenário montado por Moscovo com o objectivo de lançar o caos na Europa? Já agora, Rio e Montenegro agentes de Costa para enfraquecer o PSD e dar ao PS a maioria absoluta? Não têm fim os hipotéticos cenários para as teorias da conspiração veiculadas pelas redes sociais e devoradas pelas multidões de novos toxicodependentes que as consomem e propagam. Vivemos num mundo onde parece cada vez mais difícil distinguir entre as fake news e as notícias verdadeiras, tal é a escorregadia opacidade que se instalou entre a verdade e a mentira.

Retomemos então a hipótese de Trump ser um espião russo, aprisionado nas malhas da submissão a Moscovo desde os tempos em que se envolveu em negócios imobiliários, concursos de misses e televisão ou aventuras sexuais na Rússia. Se tivermos em conta o padrão de comportamento de Trump, a desafiar permanentemente os limites da verosimilhança (ou da anedota delirante), essa hipótese acaba por aparecer como credível – sem esquecer o que se sabe das suas embaraçosas relações com Putin.

Aliás, no início da semana passada o New York Times referia que a guerra que Trump trava pela sua sobrevivência política faz com que o shutdown mais longo da história americana pareça reduzir-se a uma questão menor – sendo o pano de fundo dessa guerra os laços altamente comprometedores do Presidente americano com Moscovo.

Paradoxalmente, o raríssimo desmentido feito anteontem pelo procurador especial Robert Mueller a uma nova notícia que envolvia Trump nesse enredo mais parecia uma manobra táctica para mostrar a independência de julgamento do procurador (encarregado do inquérito às suspeitas de interferência russa na campanha presidencial a favor do candidato republicano) do que um efectivo desmentido.

Ora, se o próprio Presidente da maior potência global – apesar de se tratar de uma personagem tão inverosímil como Trump, o que já diz muito sobre o estado a que o mundo chegou – pode estar refém da sua dependência em relação à Rússia, isso não legitimará as teorias de conspiração que hoje tendem a propagar-se por meio das redes sociais? Por outro lado, quando os tenores do populismo através do mundo – e da Europa – se permitem espalhar aos quatro ventos as mais grosseiras distorções da verdade factual e são acolhidos por multidões de fiéis sedentos dessas mistificações, isso não será também um sinal de que as democracias estão em risco?

Num estudo da Universidade de Cambridge referido pelo Expresso em Novembro passado e na penúltima edição do magazine francês Obs, os dados recolhidos em nove países, incluindo Portugal, revelam uma inquietante vulnerabilidade às fake news e teorias conspirativas, que evoluíram de uma questão marginal para um fenómeno mainstream – segundo um dos autores do estudo, Hugo Leal. Curiosamente, Portugal é o país menos receptivo a essas teorias (onde predomina o tema migratório), embora seja aquele onde mais se acredita que um grupo secreto governa o mundo (42 por cento das opiniões) e que haverá sempre uma elite a sobrepor-se ao poder dos eleitos.

A velha sentença de Churchill – segundo a qual a democracia é um regime péssimo mas todos os outros são piores – nunca terá sido tão pertinente como agora. Ora, para além da necessária regulação da selva das redes sociais, a única verdadeira solução para não nos deixarmos render ao império das teorias conspirativas está em nós, no nosso instinto vital democrático, na nossa capacidade de resistir à toxicodependência mediática e de distinguir o verdadeiro do falso. O que é, convenhamos, cada vez mais problemático, quando as duas dimensões se misturam e a irrealidade de Trump ser um espião russo se pode revelar simplesmente…real.


Origem dos textos
  1. E se Trump for mesmo um espião russo? no Público.
  2. Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas.

Origem da figura


Etiqueta principal: Política.
___________________________________________________________________________