There arise occasions in the course of human affairs that cannot be properly characterized without resorting to the strongest possible language. In situations when nothing can be made to work and all has come undone the term “collapse” tends to get a lot of use, but it is too abstract and too technical to do justice to the visceral experience of the event. It comes from the Latin col-labi—to slip together—but the exclamation “Goodness gracious, we slipped together!” just doesn't resonate.
What one is more likely to hear is something more along the lines of “Holy shit, we are totally fucked!” or some other string of obscene expletives, and this rather spoils the solemnity of the occasion. What is called for is a way to ennoble our suffering, not to cheapen it with vulgar expressions.
The connection between the sacred (that which is holy) and the sacral (that which is related to the pelvis and its varied functions) is a most intimate one. Both derive from sacrum, which is an anatomical term: it is the triangular bone in the lower back formed from fused vertebrae and situated between the two hipbones of the pelvis. The word is a Latin translation—os sacrum—of the Greek term—hieron osteon(holy bone)—for the Ancient Greeks believed the sacrum to be the seat of the soul. There may be something to this belief: when we suddenly realize that we may be about to die and as our soul makes emergency preparations to leave the body, we tend to experience a pronounced tingling sensation centered on the sacrum. The entire pelvis also tends to become affected: the anal sphincter relaxes, sometimes resulting in something vernacularly referred to as “losing one’s shit,” and, in men, the scrotum tightens and the testicles retract.
At that point many people also involuntarily utter sacrilegious profanities (there’s sacrum again!) which freely combine references to sex, defecation, genitalia, motherhood and God. Across many languages much use is made of vulgar terms for female genitalia: they form a sacred portal through which all human (and even some divine) life enters this world, and this makes references to them particularly potent in this context.
The holy and the obscene are really one and the same; swearing is a form of prayer and the female pelvis is the altar to which we spontaneously direct our prayers when we suddenly find ourselves in extremis. One often hears that there are no atheists to be found aboard a foundering ship but a lot of cursing/praying to be heard; are these two in some sense not the same?
The need to be vivid and evocative yet polite when referring to financial, commercial, political, social and cultural collapse forces people to resort to euphemisms. One nation that has a recent and profound of experience of collapse is Russia, having lost an estimated ten million people to alcoholism, violence, emigration and despair in the wake of the collapse of the USSR during the 1990s.
Referring to collapse, the Russians tend to make references to “the white furry animal,” thereby indirectly referring to the arctic fox, Vulpes lagopus. The Russian word for it is песец (peséts). It is a polite substitute for the term пиздец (pizdéts), which is reasonably well conveyed by the English exclamation “Holy shit, we are totally fucked!” It is in turn derived from the word пизда (pizdá), which is a vulgar term for female genitalia.
Take this white fluffy animal into your heart, and you will no longer have to wanly banter about collapse; instead, you can now harness the full depth of the sacred and the profane and refer to it as “the advent of the arctic fox” or, if you want to be coy and use a euphemism, you can instead obliquely mention “a certain furry animal.” Those in the know will appreciate this bit of finesse while those who have no idea... well, what of them?
Witnesses to the advent of the arctic fox need a sacred symbol, which I am happy to provide. In keeping with the light-hearted, whimsical nature of the subject, it is a talisman that symbolizes Golgotha, with four crosses rather than the usual three. One cross is, perforce, for Jesus Christ. At the center is the symbol of Death, which Christ vanquished through His resurrection. Two more crosses are for St. Petrov and St. Boshirov, the intrepid time-traveling GRU agents who will have had been crucified together with Jesus, cleverly disguised as the two thieves. And the fourth cross is for your own good self: on it you will be crucified during the advent of the arctic fox but will, with any luck, be reborn into a new life once the arctic fox departs.
Please order your copy of The Arctic Fox Cometh, available locally wherever Amazon.com has a foothold (now including Australia).
By Dmitry Orlov at Club Orlov on Thursday, June 03, 2021 at 08:25 AM.
A Matança da Páscoa, também conhecida como operação matança da Páscoa, é a designação de uma suposta operação militar de preparação de um golpe de estado em Portugal, em 1975, atribuída por certos comentadores ao Partido Comunista Português, apoiado pela União Soviética, que passaria pelo assassínio de várias personalidades contrárias a Moscovo. Entre as personalidades a abater estariam 500 oficiais e 1000 civis apoiantes do antigo presidente Spínola.
Os receios causados pela divulgação desta suposta operação desencadearam o golpe de 11 de Março de 1975. Vasco Lourenço, implicado nesta acção, declarou mais tarde que não havia lista nenhuma na operação matança da Páscoa. Diz terem sido serviços de informação americanos ou russos que puseram a circular essa ideia com o fim de «lançar a casca de banana aos spinolistas». A mesma opinião seria partilhada por Manuel Alfredo de Mello: «… foi estendida uma casca de banana ao Spínola e os seus apaniguados caíram, deixando a retaguarda de um lado da resistência ao PCP desmantelada».
História
A 8 de Março de 1975, António de Spínola foi avisado pelos serviços secretos espanhóis e franceses que estaria em marcha a operação da “Matança da Páscoa”, tendo a mesma informação sido comunicada a organizações da extrema-direita militar lideradas pelo general Tavares Monteiro. Esta circulação de rumores impulsionou Spínola a reagir, tendo montado de forma mal preparada e mal organizada o golpe de 11 de Março de 1975.
Em 2014, aquando da publicação de documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos referentes à política externa norte-americana entre os anos 1969–1977, foi divulgado que Frank Carlucci e William Hyland indicavam António de Spínola como sendo àquela data o maior risco para os objectivos norte-americanos.
Nesse dia, cheguei à minha janela da cozinha num oitavo andar e olhei PARA BAIXO 👇 para ver passar uma parelha de T-6 da FAP! Foi inesquecível..!
Posso-vos afirmar que absolutamente ninguém percebia um corno do que se estava a passar. Nem eu, com dez anos, nem Frank Carlucci, o Embaixador dos Estados Unidos, nem o Exército, nem a população, nem o Governo, ninguém! Foi o maior granel de que me lembro. Andava tropa pelas ruas, civis armados de G-3, tudo a gritar que a Reação não passará, T-6, F-86 e Alouettes a abrir a baixa altitude sobre Lisboa, tudo excitadíssimo e ninguém se entendia.
Retrospectivamente até parece cómico e foi, mas houve pelo menos um morto e uma série de feridos no RALIS e isso já não tem piada nenhuma.
O PREC foi um período extraordinário que valeu a pena viver. Mil vezes mais interessante do que esta chachada do Covid. Se tivesse havido Covid na altura ninguém ligava nenhuma nem cumpriria ordens estúpidas do Governo.
Este vídeo, que foi publicado a 16/02/2020, tem actualmente 15.579 visualizações e 84 comentários, alguns bem interessantes.
A Região Euro-Mediterrânica no início do 1.º Milénio d.C.
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A Região Euro-Mediterrânica no início do 2.º Milénio d.C.
3
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVI d.C. – meio do 2.º Milénio d.C. –
4
Unificação Quinhentista do Mundo – passagem da Era pré-Gâmica à Era pós-Gâmica –
5
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVII d.C.
6
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVIII d.C.
7
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XIX d.C.
8
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XX d.C.
9
A Região Euro-Mediterrânica no início do 3.º Milénio d.C. – início do Século XXI –
Política e geopolítica
na nova ordem mundial:
uma nova ordem?
Para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.
Por Jaime Nogueira Pinto no Observador a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Tem comentários dos leitores.
A pandemia, os números repetidos diariamente dos infectados, dos recuperados, dos mortos, dos internados, dos cuidados intensivos, os altos e baixos dos continentes e países levam-nos a esquecer ou subalternizar que, há vida – e morte – para além do coronavírus.
Mas há. E para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.
A Nova Constituição Russa
Tivemos um referendo, em que Vladimir Putin procurou sustentação popular para as mudanças e reformas na Constituição russa. Para além da mais citada e sublinhada, a que lhe poderá permitir ficar na presidência até 2036, há outras medidas de fundo ideológico que traduzem a consagração de uma linha de nacionalismo conservador, religioso e identitário. Isto não é novidade para quem tenha acompanhado a trajectória, as raízes ideológicas e as alianças de Putin. Este, depois de ganhar apoio popular com a melhoria da situação económica e restabelecer a autoridade e estabilidade no conflito com os radicais chechenos, foi buscar uma base de apoio ao patriotismo do povo russo e ao conservadorismo da Igreja Ortodoxa.
Mas, sentindo que, apesar dos horrores do bolchevismo e do estalinismo, subsistia também, entre os russos, algum sentimento de orgulho patriótico em relação à “Guerra Patriótica”, teve o cuidado de não rejeitar todo o período da URSS na sua concepção do patriotismo russo. Por outro lado, revolucionariamente tradicional, reintroduz “a fé em Deus, transmitida pelos nossos antepassados” e definindo-se contra o politicamente correcto impõe o casamento como “união entre um homem e uma mulher”; e que o “povo russo” é elemento determinante da constituição do Estado. Fica também uma nota de “unificação” ou estatização mais identitária.
Por isto não nos podemos admirar que os movimentos nacionalistas populares europeus – com o Rassemblement Nationalde Marine le Pen e o Lega de Matteo Salvini – tenham grandes simpatias e afinidades com Putin.
O discurso político do líder russo traz claramente de volta, os valores de Deus, da Pátria e da Família, num catecismo que está bem longe do liberalismo político-cultural “do Ocidente” e ainda mais da sua versão do esquerdismo politicamente correcto.
Trump no Monte Rushmore
E foi do mesmo tom o discurso do 4 de Julho, de Donald Trump, que muitos conservadores consideraram o seu melhor discurso político: aproveitando a ocasião para exaltar os “patriotas” que a 4 de Julho de 1776 fundaram oficialmente a América, o Presidente dos Estados Unidos fez um elaborado contra-ataque e desmontagem da ideologia inspiradora dos “bandos agressivos“ que há algumas semanas vêm destruindo estátuas, saqueando lojas, criando zonas “livres” em cidades, retratando-os como iconoclastas, inimigos da cultura e do povo americanos.
Ao mesmo tempo veio sublinhar a natureza totalitária dessa cultura da Anti-América, que se exprime para além da destruição ou dessacralização de símbolos e monumentos da História americana, na imposição de uma nova linguagem, que à semelhança do Newspeak orwelliano, traz um Newspeak que promove certas palavras e expressões e proíbe outras tantas.
Por outro lado, e com grande aplauso da assistência, anunciou a detenção de alguns dos responsáveis pelas destruições e vandalizações dos monumentos a George Washington, Andrew Jackson, Abraham Lincoln e Ulysses Grant.
Passando à inspiração ideológica destes comportamentos antipatrióticos, Trump disse que resultava de “anos de doutrinação e preconceitos na educação, no jornalismo, em instituições culturais”, de uma formação antipatriótica que, sistematicamente, distorcia a história americana, de modo que os jovens, em vez de respeitar aqueles heróis e construtores da Pátria, passavam a vê-los como racistas, esclavagistas, imperialistas, figuras para odiar e não para admirar.
Traçou depois os perfis dos Presidentes imortalizados ali, no Mount Rushmore, de George Washington a Thomas Jefferson a Lincoln e Ted Roosevelt, que simbolizam a aventura da Nação Americana.
Mais adiante, sempre muito ovacionado pela multidão juntou num mesmo rol de representantes dos ideais de cultura americana, figuras de militares como George Patton, de cantores e músicos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Elvis Presley, mas também inventores e pioneiros da técnica como os irmãos Wright, escritores e poetas como Mark Twain e Walt Whitman, actores como Bob Hope e Frank Sinatra. Brancos e negros, conservadores e liberais, republicanos e democratas, mas todos patriotas.
E terminou com um apelo à unidade da América e dos Americanos na data da sua independência e sob as esculturas gigantes dos Presidentes, da autoria de Gutzon Borglum, ali representados.
O discurso de Trump no Mount Rushmore, embora no quadro polémico de uma pré-campanha eleitoral e como resposta à vaga de esquerda iconoclasta dos “valores americanos”, acaba por sublinhar e defender os valores de Pátria, a Religião, o Patriotismo, a Família, a importância da História – da História correctamente contada, na formação dos cidadãos.
Putin atacou claramente o liberalismo ou progressismo no sentido europeu; Trump a correcção política e um “liberalismo” (à americana) que sob a forma do radicalismo da Nova Esquerda, ataca não só teórica ou doutrinariamente os valores americanos, mas materialmente destrói os seus símbolos.
E a Europa?
Na Europa, a UE continua a proclamar uma agenda oposta – a Constituição europeia rejeitou expressamente a inclusão do nome de Deus, a maioria das legislações consagrou os casamentos homossexuais, e o patriotismo e o nacionalismo são vistos como perigosos desvios da doutrina oficial da integração europeia, inimigos da democracia e da liberdade.
Mas o facto é que em quase todos os países da Europa existem hoje e afirmam-se partidos e movimentos políticos que vão no sentido, precisamente, de um reforço deste tipo de valores, embora permanecendo um laicismo mais forte e fora do conservadorismo religioso da América e Rússia. O que terá a ver com a descristianização da Europa Ocidental.
E, por outro lado, a Oriente, agora sob todos os focos pela crise aberta pela pandemia, mas também pela presença nas economias do resto do mundo, e pela linha agressiva de uma política recente, ergue-se a República Popular da China, a potência nova no status quo.
10
Idade do Bronze Tardia na Europa (circa 1.300 – 750 a.C.) – a “Europa” da União Europeia está a amarelo –
A “Europa” da União Europeia está a amarelo no mapa 10.
Com excepção da antiga Marca Hispânica Carolíngia, actual Catalunha, a Península Ibérica não é “Europa” da União Europeia, tal como o não são a Península Balcânica, a Península Escandinava, as Ilhas Britânicas e toda a Península Europeia a Oriente da Bacia Hidrográfica do Rio Vístula.
A cultura da “Europa” da União Europeia, bem como a dos Estados Unidos da América, é a Cultura Galo-Romano-Germânica, mais conhecida por Cultura, ou Civilização, Ocidental, uma cultura, ou civilização, que de Cristã tem pouco. x Os “pais” da Cultura, ou Civilização, Ocidental, foram:
Siágrio, General Romano, (430 – 486/487 d.C.),
Clodoveu I, Rei dos Francos (c. 466 – 511 d.C.),
Carlos Magno, Rei dos Francos (742 – 814 d.C.),
Leão III, Papa (c. 750 – 816 d.C.),
Otão I, Imperador Romano-Germânico (912 – 973 d.C.),
Gregório VII, Papa (c. 1020/1025 – 1085 d.C.),
Martinho Lutero, Teólogo (1483 – 1546 d.C.),
Henrique, Rei, VIII de Inglaterra (1491 – 1547 d.C.),
Carlos V, Imperador Romano-Germânico (1500 – 1558 d.C.),
João Calvino, Teólogo (1509 – 1564 d.C.),
Jaime VI, Rei, da Escócia e I de Inglaterra (1566 – 1625 d.C.),
Thomas Hobbes, Filósofo (1588 – 1679 d.C.).
Pese embora António de Oliveira Salazar tenha afirmado que “Portugal não é um país europeu e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos.” Jaime Nogueira Pinto, e as demais auto-denominadas “Direitas Portuguesas”, parecem estar convencidos de que Portugal é um país europeu, da “Europa” da União Europeia.
Mas não é.
Já o não era quando protagonizou a Unificação do Mundo, na viragem do século XV para o século XVI, menos o passou a ser depois, menos ainda o será no futuro.
Fontes
Mapas 1-3 e 5-9: “History of Europe”. Euratlas. No publication date. Retrieved on July 10, 2020.
Mapa 10: “Ficheiro:Europe late bronze age-pt.svg”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado às 01h37min de 31 de maio de 2016. Recuperado a 11 de julho de 2020, às 10:43 UTC+01:00.
A empresária angolana Isabel dos Santos. Fotografia: Eneias Rodrigues / LUSA.
Dois artigos de opinião.
O um publicado no português Observador, o outro no angolano Folha 8.
Hienas caçando, e comendo uma Pacaça.
Vida Selvagem - Reino Selvagem.
Ainda há por aí mais heróis para baterem numa mulher no tapete?
Se compreendo que faça a sua defesa com os meios a que tem direito, com uma argumentação digna da mulher inteligente que é, o que me choca e decepciona é que se tenha afirmado vítima de... racismo!
Por Guilherme Valente no Observador às 00:27 de 08 Fevereiro 2020.
“I am a poor lonesome cowboy” Lucky Luke
Frágil e velho, eu que nunca vi a Senhora em causa de um mundo onde nunca entraria, num país aonde nunca irei e em que só não me indigna e me preocupa a imensa gente pobre, boa e explorada que lá sofre e sobrevive, eu, digo que Isabel dos Santos não é só monstro, seja lá o que de condenável e chocante tenha feito.
Entre os vários irmãos a quem caíram no regaço os milhões de que se fala, foi ela a única que criou milhares de empregos também em Portugal, para inúmeros portugueses. O que não teria precisado de fazer para gozar e tentar estoirar essa fortuna toda.
Milhões que alguns aqui debicaram, de que toda a gente sabia a origem, mas que raríssimos tiveram a dignidade e a coragem de sempre revelar.
E de que outra maneira num regime revolucionário, anti-colonialista e anti-capitalista, como o de Angola poderia ter sido conseguida a acumulação que lhe permitiu esses investimentos? Corrupção, corrupção organizada, apoiada e consentida pelo Estado. Num nível só possível quando não há separação de poderes, quando os tiranos e a sua clique mandam na Justiça, e em tudo. Modelo e regimes aberrantemente cantados, aliás, na Assembleia da nossa livre, tolerante, República democrática-liberal.
Pelo que leio e ouço, também eu não posso deixar de fazer o meu juízo sobre as peripécias em que a Engenheira Isabel dos Santos surge envolvida. Mas seja qual for esse juízo não esqueço o que de combate sujo pelo poder haverá misturado nisso tudo. Nesse mundo onde nada garante que de repente uns tenham passado a ser melhores do que os outros. E Isabel dos Santos, quiçá, até poderá ter sido ou vir a ser melhor.
E esse juízo que faço não pode apagar também a apreciação pessoal, as visíveis capacidades de inteligência, espírito empreendedor, liderança, que muitos seguramente lhe invejaram e invejam. E noutro plano, a elegância, o charme dela…sou sensível a isso.
Pelo contrário, se compreendo que faça a sua defesa com os meios a que tem direito e pode dispor, com uma argumentação digna da mulher inteligente que é, o que me choca e decepciona é que se tenha afirmado, disseram-me, vítima de… racismo!
Racismo? Uma mulher que foi e ainda será modelo de sucesso para tantas mulheres — e homens — de todas as cores?!
E os empresários e governantes aqui merecidamente encharcados por rios de notícias sobre as suspeitas fundamentadas ou as condenações mais humilhantes? Brancos, Engenheira Isabel dos Santos, sem a sua — quanto a mim, anémico extremo ocidental — belíssima cor de pele. Feia, muito feia, é a única cor de pele e de carácter que vejo neles.
Uma mulher com o seu estatuto e história não pode querer confundir-se com os que inventam racismos, os que exploram a vitimização e a miséria que aprisiona tantos africanos num absurdo complexo, contribuindo para que se mantenham em guetos de exclusão. (De que cumpre, aliás, ao Estado democrático liberal, aos Governos, ao empenho dos homens de boa vontade ajudá-los a sair.)
Vitimização que tem ajudado ditadores e regimes ignóbeis a manter a generalidade da África na dependência e na pobreza. Projectando sobre o outro, o “branco”, hoje cada vez mais inventado, o que é responsabilidade dos africanos, antes de mais dos tiranos que os dominam. Tudo em nome das tretas revolucionárias, socialistas, anti-colonialistas e anti-capitalistas que se sabe.
Deixe a exploração repugnante da vitimização e invenção de racismos para os negros e os brancos (que assim aqui são mais) que lucram ou pensam vir a lucrar com esse negócio sujo, que ameaça o verdadeiro combate que é imperativo travar contra todas as formas de discriminação.
A Senhora Engenheira é uma mulher cosmopolita, adulada por todos com quem quis conviver no mundo. Mundo que teve aos seus pés (até em Davos), e que se a Senhora tivesse dado outro destino a esses biliões até a poderia justamente admirar.
Racismo?! Não se coloque ao nível de Joacine Katar Moreira, que idêntica à Senhora só tem, vagamente, a cor de pele.
Repare o que puder reparar e… caia de pé, igual a qualidades que vi em si. Seja lá o que for de imperdoável em que tenha incorrido.
Repare o que puder reparar e… caia de pé, igual a qualidades que vi em si. Seja lá o que for de imperdoável em que tenha incorrido.
Alemanha vai ajudar a pôr o Reino (e África) em ordem
O Presidente de Angola, também Presidente do partido no Poder desde 1975 (o MPLA) e Titular do Poder Executivo, João Lourenço, desafiou hoje a Alemanha a investir nos sectores dos transportes, energia e agricultura, entre outros, sublinhando que existe agora um ambiente favorável ao sector privado.
Por Redacção F8 no Folha 8 a 07 Fevereiro 2020.
Falando após uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, que cumpre hoje uma visita de algumas horas a Angola, João Lourenço focou o interesse recíproco dos dois países no sentido de intensificar as relações empresariais e económicas.
“Angola ao longo destes anos tem beneficiado de linhas de crédito da banca comercial alemã para projectos de infra-estruturas públicas, mas quase nenhum investimento privado de destaque, o que pretendemos hoje, uma vez que estamos a criar com algum sucesso um ambiente de negócios favorável ao investimento privado”, salientou João Lourenço.
O chefe de Estado destacou ainda algumas preferências, que vão ao encontro das capacidades do sector industrial alemão, como a siderurgia e o aço, a agricultura e pecuária, a ciência e a saúde, o sector automóvel e o turismo.
João Lourenço indicou que durante a visita da chanceler alemã vão ser apresentadas várias iniciativas que visam ampliar o quadro de cooperação bilateral entre os dois países na área da capacitação e formação de quadros.
O aprofundamento da relação com instituições bancárias para financiamento de projectos de gás, energia e águas, parcerias público-privadas para estradas, ferrovias e portos, centrais hidroeléctricas e apoio à vigilância marítima, sobretudo no Golfo da Guiné, são outras áreas a explorar.
Por seu turno, Angela Merkel assinalou que a Alemanha quer dar a sua contribuição para o desenvolvimento de Angola e pretende contribuir com a sua presença para iniciar um novo capítulo da cooperação entre os dois países que se traduzirá na assinatura de acordos concretos.
Trata-se da segunda visita da chanceler Angela Merkel a Angola, tendo a primeira ocorrido em 2011, ocasião em que foi acordado com José Eduardo dos Santos uma parceria alargada entre os dois países.
João Lourenço visitou a Alemanha em Agosto de 2018 e voltou a encontrar-se com a chanceler Merkel em Nova Iorque, no mês de Setembro.
Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, referiu que a Alemanha é já um “parceiro tradicional” de Angola, onde tem instaladas um “conjunto de empresas que têm um impacto directo” na economia angolana e nas condições de vida da população.
Ninjas biométricos, milho e Alemanha
O Governo do MPLA determinou a entrada em funcionamento, no reino de que é proprietário (Angola), dos Conselhos e Vigilância Comunitários (CVC), previstos na lei desde 2016, para auxiliar os órgãos de defesa e segurança no combate e prevenção da criminalidade. Na verdade, importa reconhecer, os CVC serão uma espécie de “ninjas biométricos” que também vão ajudar o milho a crescer e os laranjais a florescer.
Analisando a proposta, um verdeiro Ovo de Colombo – segundo MPLA, verifica-se que o Presidente João Lourenço tinha toda a razão quando, no dia 22 de Agosto de 2018, disse numa conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, em Berlim, que queria atrair investimento alemão na área da Defesa, na “vigilância e segurança marítima”. Nesse dia, o Folha 8 perguntou: Que outra prioridade poderiam os angolanos querer? Isto porque investir na Defesa faz crescer o… milho!
Na verdade, João Lourenço – com a sua única e divina capacidade de antecipação – já sabia que os CVC iriam ser fundamentais para essa campanha agrícola que nos levará para o paraíso da auto-suficiência alimentar.
O chefe de Estado sublinhou na altura a “necessidade de atrair investimento privado alemão para praticamente todos os domínios da economia”. Mas deu destaque à área da defesa, revelando que Angola tem “uma costa marítima bastante extensa” que é preciso “cuidar”. E quem melhor do que os “ninjas biométricos” para cuidar dessa vertente da segurança? Sim, quem?
“Um país que se desenvolve e descura da sua defesa, não age de forma correcta”, reconheceu o ex-ministro da… Defesa, hoje Presidente da República, certamente convicto que a razão da força é bem mas decisiva do que a força da razão dos nossos 20 milhões de pobres. Pobres que, contudo, vão ser estimulados pelos CVC a serem mais assertivos na sua luta diária para aprenderem a viver sem… comer.
“Estamos a convidar os investidores alemães a trabalhar com o estado de Angola (leia-se MPLA) na protecção da nossa costa, com o fornecimento de embarcações de guerra, tal como de outros meios eléctricos, para podermos controlar melhor esta vasta fronteira marítima que é uma parte do Golfo da Guiné, uma parte que é cobiçada pelos piratas, pelos terroristas como forma de atingir os nossos países, de atingir as nossas populações, as nossas economias”, recordou o chefe do Estado do MPLA.
Na conferência de imprensa conjunta, Angela Merkel confirmou o “interesse de Angola em cooperar com a Alemanha no domínio da defesa”, acrescentando a chanceler que há muito interesse em que “a costa angolana seja segura”, porque “não existe desenvolvimento sem segurança, nem segurança sem desenvolvimento”. O Folha 8 “sabe” que já nessa altura Merkel foi informada por João Lourenço sobre o grande trunfo da sua governação: a implementação dos Conselhos e Vigilância Comunitários.
Por isso Merkel garantiu que a Alemanha tem disponibilidade em cooperar desde que exista interesse por parte das empresas, congratulando-se com o “novo vento” que sopra de Angola.
João Lourenço, que visitava pela primeira vez a Alemanha desde que foi (digamos) eleito, assegurou ter gostado muito do “ambiente das negociações” que manteve com a chanceler, convidando Angela Merkel a visitar Angola, em 2019.
Questionado sobre a visita que logo a seguir iria fazer a Pequim, e uma eventual cooperação militar com a China, o chefe de Estado angolano declarou que “os laços de amizade e cooperação são sempre diversificados e quantos mais amigos, mais parceiros, melhor”.
Em 2009, o antigo chefe de Estado de Angola e patrono de João Lourenço, José Eduardo dos Santos, esteve na Alemanha e, em retribuição, a chanceler alemã, Angela Merkel, visitou Angola em 2011.
Presidente, general e ministro (da Defesa) dos “ninjas”
Recorde-se, por exemplo, que em Fevereiro de 2015 as marinhas da Alemanha e de Angola realizam, ao largo de Luanda, um exercício naval conjunto que marcou o alargamento das relações entre os dois países à cooperação militar, já então com os “ninjas biométricos” em fase de quase gestação.
O exercício decorreu da presença em Angola de quatro navios da Marinha alemã, nomeadamente três fragatas de guerra, no âmbito da Força Operacional e de Formação 2015 daquele país europeu, visando o combate à pirataria.
De acordo com o anúncio feito a bordo da fragata ‘Hessen’ – que estava atracada no porto de Luanda -, pelo capitão-de-mar-e-guerra Andreas Seidl, que liderava esta força, o exercício constou de uma abordagem das forças navais angolanas a um dos navios da frota da Alemanha, tendo lugar a duas milhas da costa.
“A visita desta força da Alemanha pode ser vista como o primeiro passo visível na intensificação da cooperação militar entre as nossas duas nações”, sublinhou Andreas Seidl.
O oficial esclareceu que a cooperação entre as marinhas de ambos os países estava na altura centrada na formação de operacionais angolanos (já com uma vertente embrionária dos Conselhos e Vigilância Comunitários), mas que era intenção das duas partes alargar a base desse entendimento à cooperação na área técnica.
A inclusão de Angola na rota dos navios alemães seguiu-se à visita, em Novembro de 2014, do ministro da Defesa angolano, o general João Lourenço, à Alemanha, ocasião em que foi assinado um acordo de cooperação de Defesa entre os dois países.
Na apresentação dos meios navais em Luanda, o embaixador alemão em Angola, Rainer Müller, assumiu “o orgulho” da Alemanha em ter Angola “agora também como parceiro na área da Defesa”. E se já havia esse orgulho antes da existência dos CVC, o que dizer agora?
“Angola é um parceiro muito poderoso e influente em África e que tem uma bela história para contar”, afirmou Rainer Müller. Na altura – diga-se de passagem – José Eduardo dos Santos ainda não tinha passado de bestial a besta. E não tinha porque, pura e simplesmente, era quem estava no Poder.
Em cima da mesa, entre outros aspectos, esteve o envio de conselheiros técnicos das Forças Armadas alemãs para assistir as forças angolanas.
“Cabe aos ministérios da Defesa dos dois países decidir, mas a Alemanha está disposta a fazer muita coisa”, enfatizou o embaixador da Alemanha em Luanda.
A missão operativa, com incursão pelo mar do norte, oceano Atlântico, Golfo da Guiné, Cabo Esperança, oceano Índico e do Canal de Suez para o mar Mediterrâneo, tinha como objectivo a formação do núcleo de participação alemã nos grupos de intervenção internacionais, no âmbito de tarefas marítimas.
Contudo, o comandante desta força descartou acções de envolvimento directo pela Marinha alemã no combate à pirataria, sendo a prioridade a capacitação das marinhas dos países afectados.
VERMELHO Países de língua inglesa (London, Pretoria, Washington).
AMARELO Países de língua castelhana (Buenos Aires, Madrid, México).
VERDE Países de língua portuguesa (Brasília, Lisboa, Maputo).
Parece ser claro que ao Triângulo Vermelho corresponde o Atlântico Setentrional, ao TriânguloAmarelocorresponde o Atlântico Central e ao Triângulo Verdecorresponde o Atlântico Meridional.
O TriânguloAmarelo e o Triângulo Verde não se sobrepõem quase nada.
• Hispanofonia • Lusofonia •
OsTriângulosVermelho e Amarelo sobrepõem-se no Atlântico Centro-Ocidental e no Atlântico Central.
• Anglofonia • Hispanofonia •
O Triângulo Vermelho e o Triângulo Verde sobrepõem-se na Costa Ocidental de África, particularmente, no Golfo da Guiné.
• Anglofonia • Lusofonia •
NOTA
Os lados dos triângulos são segmentos de recta que de alguma forma aproximam as geodésicas que ligam as cidades indicadas (como não dispunha de ferramentas cartográficas tive de recorrer a este processo rudimentar…)