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11 de março de 2021

“Matança da Páscoa” - O Golpe de 11 de Março de 1975


A Matança da Páscoa, também conhecida como operação matança da Páscoa, é a designação de uma suposta operação militar de preparação de um golpe de estado em Portugal, em 1975, atribuída por certos comentadores ao Partido Comunista Português, apoiado pela União Soviética, que passaria pelo assassínio de várias personalidades contrárias a Moscovo. Entre as personalidades a abater estariam 500 oficiais e 1000 civis apoiantes do antigo presidente Spínola.

Os receios causados pela divulgação desta suposta operação desencadearam o golpe de 11 de Março de 1975. Vasco Lourenço, implicado nesta acção, declarou mais tarde que não havia lista nenhuma na operação matança da Páscoa. Diz terem sido serviços de informação americanos ou russos que puseram a circular essa ideia com o fim de «lançar a casca de banana aos spinolistas». A mesma opinião seria partilhada por Manuel Alfredo de Mello: «… foi estendida uma casca de banana ao Spínola e os seus apaniguados caíram, deixando a retaguarda de um lado da resistência ao PCP desmantelada».

História 
A 8 de Março de 1975, António de Spínola foi avisado pelos serviços secretos espanhóis e franceses que estaria em marcha a operação da “Matança da Páscoa”, tendo a mesma informação sido comunicada a organizações da extrema-direita militar lideradas pelo general Tavares Monteiro. Esta circulação de rumores impulsionou Spínola a reagir, tendo montado de forma mal preparada e mal organizada o golpe de 11 de Março de 1975.

Em 2014, aquando da publicação de documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos referentes à política externa norte-americana entre os anos 1969–1977, foi divulgado que Frank Carlucci e William Hyland indicavam António de Spínola como sendo àquela data o maior risco para os objectivos norte-americanos.

Referências
— Ver “Matança da Páscoa (Golpe de 11 de março de 1975)”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h03min de 13 de março de 2021.



🇵🇹 Portuguese Revolution - 11 Mars 1975 - “Matança da Páscoa” (In Portuguese only)

Comentário de Duarte Simões há 1 semana

Nesse dia, cheguei à minha janela da cozinha num oitavo andar e olhei PARA BAIXO 👇 para ver passar uma parelha de T-6 da FAP! Foi inesquecível..!

Posso-vos afirmar que absolutamente ninguém percebia um corno do que se estava a passar. Nem eu, com dez anos, nem Frank Carlucci, o Embaixador dos Estados Unidos, nem o Exército, nem a população, nem o Governo, ninguém! Foi o maior granel de que me lembro. Andava tropa pelas ruas, civis armados de G-3, tudo a gritar que a Reação não passará, T-6, F-86 e Alouettes a abrir a baixa altitude sobre Lisboa, tudo excitadíssimo e ninguém se entendia.

Retrospectivamente até parece cómico e foi, mas houve pelo menos um morto e uma série de feridos no RALIS e isso já não tem piada nenhuma.

O PREC foi um período extraordinário que valeu a pena viver. Mil vezes mais interessante do que esta chachada do Covid. Se tivesse havido Covid na altura ninguém ligava nenhuma nem cumpriria ordens estúpidas do Governo.

Este vídeo, que foi publicado a 16/02/2020, tem actualmente 15.579 visualizações e 84 comentários, alguns bem interessantes.



A Carnation Revolution, a primeira Regime Change Operation a que foi dada uma cor, logo a primeira Colour Revolution, correu mal do ponto de vista dos seus promotores, como todas têm corrido, e exactamente pelas mesmas razões:

  1. Nem todos pensam a agem como os estadunidenses pensam que eles pensarão e agirão.
  2. Existem actores que os estadunidenses não controlam, por vezes de que nem sequer conhecem a existência, ou reconhecem a importância.


Globalmente falando:

  1. Todos enganaram todos.
  2. Todos perderam, embora uns mais, outro menos.
  3. Alguns, poucos, ganharam umas coisinhas, poucas.







Etiqueta Principal: PREC.

25 de novembro de 2020

Vinte e Cinco de Novembro

 

Ramalho Eanes à nossa esquerda, Jaime Neves à nossa direita.


Já repararam que faz hoje quarenta e cinco anos que Álvaro Cunhal desistiu de ser o Lenine Português assim evitando a Guerra Civil e a Intervenção Espanhola?

Francisco Costa Gomes avaliou a situação militar e recomendou a Álvaro Cunhal que desistisse de ser o Lenine Português como ele, Álvaro Cunhal, e Mikhail Suslov, ambicionavam fosse.

Álvaro Cunhal aceitou a recomendação de Francisco Costa Gomes, os Folclóricos e os Trotskistas não aceitaram, mas foram facilmente derrotados pelas forças sob o comando de António Ramalho Eanes e Jaime Neves.

O Pacto de Desistência, que teve por base o Documento dos Nove, durou até ser tornado caduco, em 2015, pela constituição da “Geringonça”.

Durou o Pacto quarenta anos, quase duas gerações, não foi nada mau.



Fonte da imagem 




Etiqueta principal: História de Portugal.

24 de novembro de 2019

História de Angola e de Portugal: LAD e LIS, 2.º Sem. '75

Cerimónia da Independência de Angola
11 de Novembro de 1975



História de Angola e de Portugal

Luanda e Lisboa no Segundo Semestre de 1975



Carlos Athayde partilhou, às 00:26 de 14 de Novembro de 2019, um texto de José Luís da Costa Sousa que José Lemos tinha publicado às 08:51 de 12 de Novembro de 2019.

Seguem-se a partilha de Carlos Athayde, o texto de José Lemos e os comentários na partilha de Carlos Athayde.
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CARLOS ATHAYDE
14 de novembro de 2019 às 00:26 ·
·
E Esta ... as memórias pessoais a falar...😎
Ainda faltam mais testemunhos de quem viveu e processionais estes acontecimento do passado. 👌👍🍀
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·
JOSÉ LEMOS
12 de novembro de 2019 às 08:51 · 
·
ANGOLA vs PORTUGAL vs URSS e CIA,
Tudo gente sem vergonha.

Retirado,

45 ANOS DEPOIS DA NEOCOLONIZAÇÃO DE ANGOLA PELA URRS... permito-me contar umas histórias por mim vividas durante a descolonização.... que são vergonhas ... que a História para sempre escondeu e esconderá.

Ago75, o MPLA tinha em curso a acção militar de expulsão do FNLA de Luanda, que gerou uns milhares de FNLA´s refugiados junto do Palácio do Governador/Alto Comissário, cargo na altura desempenhado pelo General Silva Cardoso, da Força Aérea Portuguesa.

Era eu então o Comandante Militar da Segurança do Palácio do Governador, dispondo para o efeito duma Companhia de Paraquedistas.

O MPLA comemorava a euforia psicopata da vitória em curso contra o FNLA e sua expulsão de Luanda (de 31Jul a 08Ago75) e à qual se seguiu de imediato a expulsão da UNITA (de 09Ago a 15Ago75)

O recolher era obrigatório, a morte e o terror tinham-se instalado e generalizado na cidade.

Os incontáveis mortos, dos massacres ocorridos nesses dias em Luanda, eram carregados em viaturas militares portuguesas e enterrados, por uma escavadora, em valas comuns, algures para os lados do campo de golfe.

Havia centenas de prisioneiros, brancos e negros, feitos pelo MPLA e detidos na Praça de Touros, no Morro da Luz, etc… onde eram torturados e assassinados, diariamente.

Eu próprio entreguei, por três vezes, ao Capitão Fernandes, da Força Aérea, Oficial de Ligação com o Alto Comissário, a lista exaustiva desses prisioneiros (cerca de 300), a pedido directo dos seus familiares, que em copiosas lágrimas de mortes adivinhadas, me pediram que acompanhasse, pessoalmente, o caso.

Assim fiz, de forma muito empenhada, até dias antes da Independência; todas as semanas vinham os seus familiares saber de decisões, e do Gabinete do Alto Comissário sempre me deram desculpas de engana tolos, pois, quer Luanda, quer Lisboa, não exigiram ao MPLA a libertação dos portugueses, tudo ainda sob soberania de Portugal.

Portugal abandonou-os lá à sua sorte e morte, mesmo depois da independência, por ordem vinda de Lisboa que, segundo o Capitão Fernandes, os apodavam de reaccionários e, como tal, potencialmente perigosos no regresso a Portugal

Um ano depois os prisioneiros feitos sob soberania portuguesa pelo MPLA, ainda lá estavam nas masmorras.

Fora da capital, o MPLA estava a ficar sob forte pressão militar em duas frentes, os Sul-africanos a Sul e o FNLA a Norte.

O dia da Independência aproximava-se e o controle militar e político de Luanda e do Governo de Transição eram fundamentais ao MPLA, para este justificar ser o único recipiente formal da Independência, como foi.

Apesar das vitórias em Luanda, com o apoio informal de Portugal, o potencial militar do MPLA, face à situação geral, não garantia que mantivesse Luanda até 11Nov75, dia da Independência.

O MPLA precisava de urgentes reforços militares de Cuba, braço armado da URSS; navios cubanos, com armamento e militares a bordo, em espera já nos limites das águas territoriais de Angola, aguardavam a oportunidade política e a ordem para os desembarcarem.

O ambiente em torno do Palácio do Governador era caos e drama.

O MPLA e o seu “poder popular”, varriam a cidade, continuamente, a altas velocidades em jeeps de caixa aberta, com metralhadoras fixas instaladas e abarrotados de “criminosos” armados com RPG´s, Kalashnikov´s e PPSH´s, etc…, fitas vermelhas nas acéfalas testas de Rambos negros, drogados, a maioria mercenários estrangeiros dos países vizinhos, urrando incessantemente “Vitória é Certa” e em busca de FNLA´s, que abatiam no acto.

Os dois milhares de militantes do FNLA, refugiados em torno do Palácio, à minha responsabilidade, aguardavam em terror a prometida evacuação para o Norte, a partir da Base Aérea nr 9 e da Base Naval na Ilha.

Ninguém das altas instâncias fez nada nesse sentido, excepto promessas de evacuações, pois havia riscos que não queriam assumir; tive eu, responsável da segurança do Palácio e dos refugiados, de ir solicitar viaturas ao exército, (ao ainda Coronel Firmino Miguel), nomear motoristas paraquedistas para o efeito e, dado o elevado risco de ataques do MPLA nas muitas travessias da cidade, eu comandei sempre as escoltas a estes movimentos; senti que não devia exigir riscos aos paraquedistas, que eu também não corresse.

Num destes dias, 14Ago75, todas as autoridades político militares portuguesas estavam reunidas no Palácio: - o Alto Comissário, General Silva Cardoso, o General Paraquedista H. Almendra, então Cmdt Militar da Defesa de Luanda, o General Valente, Cmdt da Região Aérea de Angola e o General Ferreira de Macedo, ex Cmdt da Zona Militar Leste, etc…

O “Descolonizador Mor do MFA”, Major Melo Antunes, Ministro sem Pasta, chegava nessa noite, vindo de Portugal, em missão urgente, o que significava algo de extraordinário.

Jornalistas e serviços secretos de muitas nacionalidades, agitados e nervosos, amontoavam-se à volta do Palácio, e adivinhavam ou sabiam de novidades.

Naquele dia de manhã, um providencial jornalista Brasileiro ao serviço da Reuters, claramente agente da CIA, pediu para falar comigo, alegando um assunto urgente e grave, para a segurança do Palácio.

Disse-me que, fontes muito fidedignas, lhe tinham passado a seguinte e inacreditável informação: -

“Hoje o MPLA, apoiado por forças do Exército e da Marinha Portuguesa, com a colaboração dum General do Exército Português já aqui presente no Palácio, que identificou pelo nome, vão à noite tomar de assalto o Palácio, deter o Alto Comissário, mais o General Cmdt Militar de Luanda e os militares portugueses que se opuserem, para o MPLA declarar, unilateralmente, a Independência, assumir o Poder e, afastado o governo Português, o MPLA pedir de imediato o apoio militar dos Cubanos"

Inocente eu de políticas, achei a história fantasiosa, reflectindo uma traição entre militares portugueses, que a ética e camaradagem militar não me permitiam acreditar ser possível; agradeci e nada fiz.

Passada uma hora, insistiu de novo em falar comigo e disse-me ter confirmado a informação (com a Reuters, disse), e que eu a devia tomar muito a sério; ele estava totalmente convicto do que me informava.

Pelo sim pelo não, reforcei a defesa do Palácio com mais 2 Pelotões de Para-quedistas, vindos do BCP 21.

Horas depois, 3:00 PM, o Sargento Paraquedista responsável pela segurança externa do Palácio, um minhoto duro, reportou-me que duas “Chaimites” da Polícia Militar portuguesa, tinham tentado penetrar a linha de segurança exterior e que, só depois de impedidas pela ameaça das armas paraquedistas recuaram... sem dizerem nada.

Estranhei, dei mais credibilidade à informação do jornalista, reforcei seriamente o efectivo com mais uma Companhia de Paraquedistas do BCP 21 e tornei, absolutamente rigorosas, as ordens para impedir, por todos os meios, a aproximação do Palácio, a quaisquer militares portugueses do Exército, Marinha e do MPLA.

Na descolonização de Angola, só mesmo a Força Aérea Portuguesa (FAP) foi sempre integra e leal a Portugal e aos militares portugueses, até ao fim.

Pedi para falar com o General Valente, Cmdt da Força Aérea em Angola, presente no Palácio, informei-o da situação, disse-me não acreditar, foi falar com o Alto Comissário e veio reafirmar-me, mais tarde, ser tudo especulação.

Entretanto e pela 3ª vez, a Polícia Militar portuguesa, desta feita, com sete viaturas e sob comando dum Capitão meu camarada da Academia, voltaram a tentar penetrar a defesa afastada exterior ao Palácio, mas, de novo impedidos pela ameaça séria das armas paraquedistas, recuaram.

Os militares do MPLA circulavam louca e raivosamente em torno da área do Palácio, ao largo.

Já sem quaisquer dúvidas, contactei de novo com o General Valente, e requeri ordens claras para defender ou não o Palácio, face à informação do Jornalista Brasileiro, que referia conivências entre alguns militares Portugueses e o MPLA e considerando os incidentes ocorridos aqui relatados com o Exército Português.

Foi o próprio General paraquedista Heitor H. Almendra que, pouco depois, veio reconfirmar-me no Jardim do Palácio, as ordens de defesa intransigente do Palácio, contra quem quer que fosse.

Já noite, subitamente, do exterior foram disparados tiros contra as sentinelas paraquedistas, sem as atingirem.

O dispositivo de defesa que eu tinha montado, reagiu de imediato e em força; tinha sido fogo de reconhecimento para testar a defesa.

Logo a seguir aos tiros, o primeiro elemento a sair do interior do Palácio, muito tenso e alarmado, foi o General do Exército, exactamente aquele que o jornalista me tinha nomeado como estando conivente com o MPLA, na execução de tal plano.

Visivelmente perturbado e zangado, o General interpelou-me de forma agressiva acerca do porquê de tal aparato de defesa, dizendo-me-: "Nunca vi para-quedistas tão nervosos; ao que respondi que não, não estavam nervosos, apenas prevenidos "

Depois de alguns desenvolvimentos, nada mais aconteceu; a determinação da defesa teria abortado o plano e isto, graças á informação do jornalista Brasileiro.

Cerca da meia-noite, chegou o Ministro sem Pasta e Executivo Mor da Descolonização, o Major Melo Antunes, que fez uma breve reunião no Palácio e foi encontrar-se de imediato, à 1:00 hora da noite, com o Dr. Agostinho Neto, na sua residência do Futungo de Belas, o que por si só diz da urgência dos assuntos a decidir.

Vinha validar e gerir as consequências da expulsão do FNLA e da UNITA de Luanda e deste golpe planeado, mas falhado e, acordar a entrada das tropas Cubanas em Angola.

Este sinistro Major, alma negra da revolução, foi sempre o omnipresente e omnipotente executor e condutor pró URSS da descolonização, armadilhando-a onde foi preciso para o efeito, por vezes, sem conhecimento do Presidente Spínola e dos Governos anteriores ao 28Set74, mas depois dessa data, sempre em sintonia com o Presidente Costa Gomes e com o PM Vasco Gonçalves, ambos afins e serafins obcecados do PCP/URSS.

Mais tarde Melo Antunes diria, cinicamente, que tinha sido “a descolonização possível, mas exemplar”

Tempos depois, onze da noite em Luanda, seguindo eu de carro mais a minha mulher, para um Hotel a caminho do BCP 21, onde eu estava instalado, encontrei-me frente a frente, na recta da Corimba, junto das bombas de gasolina da Sonangol, com uma coluna de umas 30 viaturas militares com Cubanos. (oficialmente não estavam e nem podiam estar ainda dentro de Angola!)

Deslocavam-se a coberto da noite e do recolher obrigatório, que eu não tinha respeitado; vinham da barra do Kwanza em direcção a Luanda e estavam a abastecer-se naquelas bombas.

Surpreendido e confuso parei, por sorte estava fardado, saí da viatura e identifiquei-me aos dois militares que se me dirigiram, um MPLA e outro Cubano; mandaram-me seguir, sem nada mais dizerem.

Portugal traiu assim, politicamente e de facto, os acordos de Alvor, assinados com os três movimentos, em benefício exclusivo do MPLA e da URSS.

Uns seis meses mais tarde em 76, já em Portugal, encontrei-me num juramento de bandeira em Tancos, com o Snr General Valente da FAP, com o qual tinha dialogado no Palácio em Luanda no decurso deste episódio e, que lá me tinha garantido, convicto, que a história do jornalista não tinha fundamento.

O General Valente dirigiu-se-me então, por sua iniciativa, no Clube de Oficiais do Regimento de Para-quedistas e, sem eu nada perguntar, em privado, disse-me: - “O Costa Sousa lembra-se daquele incidente em Luanda no Palácio?”

Respondi que sim e o General continuou: - “Pois eu confirmei já, aqui em Portugal, que de facto, aquele plano de assalto e tomada do Palácio existiu, tinha a intenção de declararem a Independência de Angola, era para executar e só falhou, pela resistência inesperada lá instalada”.

Caso o milagroso e misterioso jornalista Brasileiro, não me tivesse alertado para o traiçoeiro e criminoso projecto de Lisboa e do MPLA, paraquedistas portugueses poderiam ter sido mortos e presos por outros militares portugueses e pelo MPLA, tudo em nome da (in)dependência pró URSS, hoje já pró USA, de Angola.

Eram estes então os representantes do poder político em Portugal! Gentes desqualificadas, patriótica, ética, cívica e moralmente, sem quaisquer valores a não serem os dos seus egos e ambições pessoais, mais uns tantos inocentes úteis, crentes em idealismos utópicos, hoje enterrados nos cemitérios da História.

Tais gentes colocaram, muitas e variadas vezes, os portugueses, militares e civis, em situações de confrontação militar iminente entre si, como neste caso aqui reportado e também no 11Mar75, no 28Set74, no 25Nov75, tudo em defesa dos interesses anti Portugal da URSS e dos seus próprios oportunismos e ambições.

Este episódio, entre muitos outros, ilustra bem a irresponsabilidade duma descolonização anti africana e antiportuguesa, precipitada, feita sob ordens e pressão da URSS e não só, e que conduziu ao longo destas mais de quatro décadas, milhões de seres humanos à morte pela guerra, fome, doença e ao não futuro.

Um ideal político, por si só não é bom, sê-lo-á sim se, na prática, dele resultar mais felicidade e melhor viver para o povo a que se destina; não foi o caso.

Muitas das vezes o ideal ou as ideias são o pior inimigo dum povo, pois são apenas uma mistificação política e uma máscara de algo muito pior; foi o caso.

Enfim, misérias daquilo que foi o agonizar dum Portugal, que era até então grande, prestigiado, respeitado e sobretudo invejado nas suas riquezas ultramarinas, que se foram para terceiros, que não para os africanos.

“Os Países também se abatem e morrem” Aconteceu-nos.

PS. Angola, factos da sua Independência neocolonial

“Havia tantos Navios Cubanos ancorados na Baía de Luanda, que o Presidente Agostinho Neto, ao contá-los da sua janela, sentiu um estremecimento de pudor, próprio do seu carácter”

“Não é justo, disse ele a um funcionário amigo, por este caminho, Cuba vai arruinar-se”

Agostinho Neto, tendo dito isto, pelos vistos era um inocente, pouco iluminado pela inteligência e ignorante das coisas políticas reais, que não das etílicas.

No dia 26Jul75, já depois de Cuba ter recebido o 1º pedido de apoio militar do MPLA, feito em Maio de 75, Fidel Castro pediu a Otelo Saraiva de Carvalho, em Havana, que Portugal autorizasse a entrada de reforços militares Cubanos em Angola, ao que este respondeu afirmativamente.

Os navios Cubanos, com reforços militares para o MPLA em Angola, foram o “Vietnam Heróico”, que fundeou em Porto Amboim a 4 de outubro de 75, às 6:30 hrs da manhã, o “Coral Island” que chegou no dia 7 de outubro 75 e o “La Plata” a 11 de outubro 75 em Ponta Negra.

Chegaram sem licença e sem oposição de ninguém, mais de um mês antes da Independência.

E nos dias 7, 8 e 9Nov75, antes da independência a 11Nov, chegaram também durante a noite, ao aeroporto de Luanda, vários aviões militares Cubanos, com muito mais tropas e armamentos!

Angola era já terra sob pesada ocupação militar Cubana, braço armado da potência Neocolonizadora, a URSS, quando, a 11 novembro de 75, proclama e iça a Bandeira da sua Independência neocolonial!

Cuba, em nome e como máscara da URSS, tinha-se já substituído a Portugal!

José Luís da Costa Sousa 
Capitão Paraquedista (presente na descolonização de Angola)
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ORIGINAL https://www.facebook.com/herminio.lemos/posts/3060805160613746
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COMENTÁRIOS NA PARTILHA DE CARLOS ATHAYDE
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DUARTE PACHECO PEREIRA 
14 de novembro de 2019 às 16:03 ·
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A verdade é como o azeite, caro Carlos Athayde, vem sempre à superfície.

Foi por essas e por outras que a chegada dos Paraquedistas do Almendra a Lisboa "virou o jogo" em Portugal.

E nem precisaram de actuar, os Comandos do Jaime Neves, na sua quase totalidade veteranos já desmobilizados que regressaram ao activo, resolveram a questão limpamente.

Os Fusos não saíram, ao contrário do que tinham prometido, e o General Francisco da Costa Gomes, Presidente da República e Chefe do Estado-Maior General, após avaliação da situação aconselhou o Dr. Álvaro Barreirinhas Cunhal a mandar recolher o seu pessoal, conselho que este seguiu.

Assim se evitou a Guerra Civil e assim Costa Gomes e Cunhal são réus de "Traír a Revolução" no dizer da quase totalidade dos Bloquistas, de alguns Comunistas e de alguns Socialistas.
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CARLOS ATHAYDE
14 de novembro de 2019 às 19:44 ·
Carlos Athayde –> Duarte Pacheco Pereira Pois... Pois...
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ORIGINAL https://www.facebook.com/carlos.athayde.5/posts/2375921512537142
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FOTOGRAFIA
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“Cerimonia da Independência de Angola - 11 de Novembro de 1975”. Jesus Manolo Manolo. Flickr. Publicada a 22 de Março de 2008. Recuperada a 23 de Novembro de 2019. [https://www.flickr.com/photos/moitas61yahoocombr/2352218397/in/photostream/]

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Fonte
  • Old Boys Network. Recebido às 18:54 de 23 de Novembro de 2019.



Etiqueta Principal: História.
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