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7 de junho de 2021

The Order of the Arctic Fox

 


Why the Arctic Fox?

And wherefore cometh he?

There arise occasions in the course of human affairs that cannot be properly characterized without resorting to the strongest possible language. In situations when nothing can be made to work and all has come undone the term “collapse” tends to get a lot of use, but it is too abstract and too technical to do justice to the visceral experience of the event. It comes from the Latin col-labi—to slip together—but the exclamation “Goodness gracious, we slipped together!” just doesn't resonate.

What one is more likely to hear is something more along the lines of “Holy shit, we are totally fucked!” or some other string of obscene expletives, and this rather spoils the solemnity of the occasion. What is called for is a way to ennoble our suffering, not to cheapen it with vulgar expressions.

The connection between the sacred (that which is holy) and the sacral (that which is related to the pelvis and its varied functions) is a most intimate one. Both derive from sacrum, which is an anatomical term: it is the triangular bone in the lower back formed from fused vertebrae and situated between the two hipbones of the pelvis. The word is a Latin translation—os sacrum—of the Greek term—hieron osteon(holy bone)—for the Ancient Greeks believed the sacrum to be the seat of the soul. There may be something to this belief: when we suddenly realize that we may be about to die and as our soul makes emergency preparations to leave the body, we tend to experience a pronounced tingling sensation centered on the sacrum. The entire pelvis also tends to become affected: the anal sphincter relaxes, sometimes resulting in something vernacularly referred to as “losing one’s shit,” and, in men, the scrotum tightens and the testicles retract.

At that point many people also involuntarily utter sacrilegious profanities (there’s sacrum again!) which freely combine references to sex, defecation, genitalia, motherhood and God. Across many languages much use is made of vulgar terms for female genitalia: they form a sacred portal through which all human (and even some divine) life enters this world, and this makes references to them particularly potent in this context.

The holy and the obscene are really one and the same; swearing is a form of prayer and the female pelvis is the altar to which we spontaneously direct our prayers when we suddenly find ourselves in extremis. One often hears that there are no atheists to be found aboard a foundering ship but a lot of cursing/praying to be heard; are these two in some sense not the same?

The need to be vivid and evocative yet polite when referring to financial, commercial, political, social and cultural collapse forces people to resort to euphemisms. One nation that has a recent and profound of experience of collapse is Russia, having lost an estimated ten million people to alcoholism, violence, emigration and despair in the wake of the collapse of the USSR during the 1990s.

Referring to collapse, the Russians tend to make references to “the white furry animal,” thereby indirectly referring to the arctic fox, Vulpes lagopus. The Russian word for it is песец (peséts). It is a polite substitute for the term пиздец (pizdéts), which is reasonably well conveyed by the English exclamation “Holy shit, we are totally fucked!” It is in turn derived from the word пизда (pizdá), which is a vulgar term for female genitalia.

Take this white fluffy animal into your heart, and you will no longer have to wanly banter about collapse; instead, you can now harness the full depth of the sacred and the profane and refer to it as “the advent of the arctic fox” or, if you want to be coy and use a euphemism, you can instead obliquely mention “a certain furry animal.” Those in the know will appreciate this bit of finesse while those who have no idea... well, what of them?

Witnesses to the advent of the arctic fox need a sacred symbol, which I am happy to provide. In keeping with the light-hearted, whimsical nature of the subject, it is a talisman that symbolizes Golgotha, with four crosses rather than the usual three. One cross is, perforce, for Jesus Christ. At the center is the symbol of Death, which Christ vanquished through His resurrection. Two more crosses are for St. Petrov and St. Boshirov, the intrepid time-traveling GRU agents who will have had been crucified together with Jesus, cleverly disguised as the two thieves. And the fourth cross is for your own good self: on it you will be crucified during the advent of the arctic fox but will, with any luck, be reborn into a new life once the arctic fox departs.



Please order your copy of The Arctic Fox Cometh, available locally wherever Amazon.com has a foothold (now including Australia).



By Dmitry Orlov at Club Orlov on Thursday, June 03, 2021 at 08:25 AM. 
Original here. Comments only for subscribers.

I ordered my copy at 2:33 pm on Saturday, June 5th, 2021, I received it today, Monday 7th at 10:30 am. Spanish Amazon is working well.





References






Etiqueta Principal: Geopolítica.

23 de maio de 2020

O Covid-19, a DGS e o Leviatã

Frontispício da edição original do Leviatã (1651)



Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. 



A procissão da Senhora dos Passos da Graça

A DGS chegou ao cúmulo de determinar, com aquela autoridade divina que recebeu do alto, os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada no Observador às 00:06 de 23 de Maio de 2020.

Em boa hora, a Direcção-Geral da Saúde, editou umas normas sanitárias a que muito sugestivamente apelidou Passos necessários para comungar. Este título parece inspirado na multisecular e veneranda procissão do Senhor dos Passos da Graça, que agora passa a ter, nos ditos Passos, uma versão feminina: a procissão da Senhora dos Passos da (Drª) Graça (Freitas).

Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. A DGS, não só impôs 78 regras a observar pelos banhistas nas praias, como diariamente faz um comunicado sobre o estado da nação, em que opina sobre todo o tipo de matérias, até sanitárias, de que aliás pouco sabe, como ficou provado quando, por ocasião das primeiras notícias sobre a actual pandemia, disse que o vírus não era transmissível entre seres humanos, nem provavelmente chegaria a Portugal … Infelizmente, a DGS, usurpando competências que são próprias e exclusivas da Santa Sé, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e, mais propriamente, de cada bispo na sua diocese, decidiu resolver, por sua conta e risco, algumas questões de natureza litúrgica.

Com efeito, a DGS divulgou recentemente um conjunto de orientações para o culto católico. Algumas de estas regras receberam a denominação Oração Segura, ao estilo das operações da GNR, geralmente apelidadas com designações análogas, tipo Natal em segurançaPáscoa tranquilaFim-de-ano feliz, etc. Oração Segura não é, contudo, um nome apropriado, não só porque a oração é sempre segura – insegura é, pelo contrário, a falta de oração – mas também porque a oração, quando é individual, não implica qualquer risco de contágio.

A questão sanitária só se põe em relação ao culto público, sobretudo a Missa, que é, decerto, a acção litúrgica mais frequente e que mais pessoas reúne, todas as semanas, no nosso país. É óbvio que o risco de contágio existe e que, portanto, deve-se ser prudente na forma como se realizam essas liturgias, como já devidamente acautelou a CEP, sem necessidade de que a DGS viesse agora, com os Passos necessários para comungar, ensinar o Pai-nosso ao vigário, ou seja, aos senhores bispos e padres.

Por este andar, qualquer dia a DGS, tão zelosa no que respeita à saúde espiritual dos portugueses, edita normas sobre a Confissão inócua, para evitar que, com a absolvição dos pecados, se transmita o novo coronavírus. Com Solução final poderia estabelecer regras para a Unção dos doentes, quando administrada a pessoas em situação terminal. Casamento à linha permitiria os noivos católicos, colocados à distância sanitariamente prescrita, trocar as alianças através de uma cana de pesca de dois metros. Para o Baptismo fixe, a DGS poderia prescrever o uso de uma mangueira, que permitisse ao celebrante lançar, a dois metros de distância, um esguicho de água sobre o neófito, utilizando seus pais e padrinhos, por precaução, escafandro, ou a toilette de surf

Em relação à Eucaristia, que outra coisa não é do que o Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, real, verdadeira e substancialmente presente, a DGS chegou ao cúmulo de decretar – como Deus, no monte Sinai, deu a Moisés os dez preceitos da Lei de Deus – os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Estes Passos necessários para comungar são: “1. Manter dois metros de distância na fila; 2. Baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar; 3. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool; 4. Receber a hóstia e levar de imediato à boca; 5. Voltar a colocar a máscara; 6. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool.

Para o cumprimento da primeira regra, que exige os dois metros de distância na fila da comunhão, a DGS poderia obrigar o uso de uma vara com esse cumprimento, pois nem sempre será fácil determinar, a olho nu, se a distância é de 1,99 ou 2,01 metros. Fiéis mais sofisticados poderiam até utilizar um mecanismo análogo ao das viaturas que, quando detectam a proximidade de um obstáculo, apitam.

A indicação para “baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar” é confusa porque, desde que se forma a fila, quem estiver duas posições à frente, estará sempre “duas pessoas antes da sua vez de comungar”, como é óbvio, a não ser que alguma de essas duas pessoas entretanto desista, ou uma terceira se intrometa, dando o golpe. Mais do que “baixar a máscara”, teria sido mais correcto dizer que a mesma deve ser removida, total ou parcialmente, quando estiver a comungar a antepenúltima pessoa à sua frente na fila da comunhão, como se diria em português escorreito, em vez do que se escreveu na novilíngua sanitária, o DGSês.

A regra que obriga a “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool” implica necessariamente que, antes da Comunhão, se proceda à lavagem das mãos, como fez Pôncio Pilatos. É muito salutar que só se comungue com as mãos limpas, mas não parece adequado que essa operação tenha lugar imediatamente antes de se receber a Sagrada Eucaristia. Se os fiéis já o tiverem feito no início da celebração, não necessitariam de o fazer neste momento, quando toda a sua atenção deve estar centrada na recepção iminente do próprio Jesus de Nazaré.

É de uma incrível ligeireza a forma como estes Passos necessários para comungar se referem à Sagrada Comunhão, que é o acto mais excelso que é dado a alguma criatura realizar. Comungar não é, como nestas instruções se diz, “receber a hóstia e levar de imediato à boca”, como quem consome um alimento qualquer, mas receber o próprio Deus, ainda que oculto sob a espécie do pão consagrado.

Quero crer que a DGS, com esta linguagem, que mais do que infeliz é indelicada, não teve o intuito de injuriar a fé eucarística dos católicos, mas a verdade é que utiliza termos que não são aceitáveis, porque ofendem a sensibilidade dos cristãos. Não se pede à DGS que faça um acto de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mas que respeite os milhões de católicos que nela crêem e se abstenha de dar palpites sobre o que manifestamente não sabe. O que tão desajeitadamente recomendou, podia e devia ter sido dito de forma muito mais simples e respeitosa: comungue imediatamente, sem mais.

Depois, a DGS manda “voltar a colocar a máscara”. Esta disparatada recomendação recorda uma orientação que era dada nos aviões da TAP. Ao dizer-se que, em caso de despressurização da cabine, as máscaras de oxigénio cairiam automaticamente à frente de cada passageiro, acrescentava-se depois, com um sorriso forçado, que cada um deveria ajustar a sua própria máscara e respirar “normalmente”. É fácil de imaginar a normalidade de uma tal situação, se calhar com o avião a cair em poços de ar, ou a pique … O mesmo se diga, mutatis mutandis, de repor a máscara depois de comungar: com certeza que qualquer fiel, com um mínimo de devoção, terá, nesse momento, coisas muito mais importantes em que pensar, do que na máscara…

A última regra é também, desgraçadamente, insultuosa para os fiéis: “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool”. Com efeito, ao recomendar um segundo momento PP (Pôncio Pilatos), sugere-se que a Santíssima Eucaristia possa ser ocasião de contágio, pois imediatamente antes de a receber, os fiéis já tinham lavado as mãos.

Felizmente, como o povo é estúpido e os católicos ainda o são mais, cada um destes Passos da procissão da Senhora Graça é ilustrado com um pedagógico desenho, tal qual as instruções de segurança das companhias aéreas. Infelizmente, não dá para pintar, porque já estão coloridos. Não teria sido má ideia que os contornos das figuras aparecessem a tracejado e sem côr, para os coitadinhos dos católicos se entreterem a unir os traços e pintar. Fica a sugestão.

DGS_PassosComungar-724x1024

O Papa Francisco e a CEP têm pedido aos padres e leigos que acatem as normas sanitárias em vigor e assim têm feito, de forma aliás exemplar, não obstante a compreensível contrariedade dos que, por terem uma fé mais esclarecida e uma maior devoção, mais sofrem com esta penosa situação. Pede-se à DGS, e demais instituições do Estado, que respeitem também a Igreja católica, nomeadamente reconhecendo a sua justa autonomia em matéria litúrgica, e que se abstenham de publicar orientações que, obviamente, ofendem a liberdade da Igreja, bem como a fé, a inteligência e a sensibilidade dos fiéis.

Bob cartoon, May 23
Telegraph Cartoons – May 2020
May 22 2020






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10 de maio de 2020

¿De qué color es esta carpeta?




Um pequeno vídeo que ilustra, e explica, o que estamos vivendo com o Covid-19.

As Autoridades, os Científicos, os Jornais, as Rádios, as Televisões, repetem incessantemente que “morreram dez”, “morreram cem”, “morreram mil”, “morreram milhões”, e as pessoas acabam por aceitar, e repetir, essa “verdade”.

Em Portugal, e até à data, foram imputados ao Covid-19 cerca de cem óbitos por milhão de habitantes – imputados ao Covid-19, note-se –, o que significa que, imputados ao Covid-19, terão ocorrido cerca de mil óbitos.

É uma pandemia?

NÃO❗️

Se o fosse as notícias necrológicas seriam imensas.

Se o fosse todos teríamos um familiar, um amigo, um vizinho, que teria falecido com o Covid-19.

É isso que está a acontecer?

NÃO❗️

O COVID-19 É UM EMBUSTE ‼️


From Old Boys Network 




Coimbra, 08 de Maio de 2020, às 16:50 UTC.


— fim —





Fontes
  1. Texto e Vídeo: Old Boys Network.
  2. Vídeo: “De que color es esta carpeta”. Esteban Arredondo Youtube Channel. Publicado a 23 de Abril de 2020. Recuperado a 10 de Maio de 2020. 
  3. O vídeo foi extraido da série da televisão espanhola “Merlí: Sapere aude”.




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15 de abril de 2020

Colapso




os
Avós de Amin Maalouf
testemunharam o
Colapso do Império Otomano



os
Pais de Amin Maalouf
testemunharam o
Colapso dos Impérios Francês e Britânico



o próprio
Amin Maalouf
testemunhou o
Colapso da URSS
e está
testemunhando o
Colapso dos EUA


¡
não se pode dizer 
que os Maalouf 
não tenham vivido tempos interessantes
!


¿
será que o 
colapso de um império 
é o 
fim do mundo
?



¡
Amin Maalouf e a História
dizem-nos que
não
!



¡¡¡ a vida continua !!!






Fonte







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5 de abril de 2020

O Covid-19, a Morte, a Mentira e a Verdade

Vérité sortant du puits
A Verdade saindo do poço
Jean-Léon Gérôme /
Óleo sobre tela
1896



¿ PORQUÊ ?

¿ Porquê o CoronaPânico ?



Em minha opinião porque a Morte foi enfiada no Armário.


Aliás não só a Morte, a Doença, a Pobreza, a Velhice, também.

A Pobreza, a Doença, Velhice, a Morte, foram postas no Armário.

E, como estavam no Armário ninguém as via, ninguém pensava nelas.


A Pobreza, a Doença, a Velhice, a Morte

¡ não existiam !





Aí chega o Coronavírus

… e a Morte sai do Armário aos gritos!



¡¡¡ PÂNICO GERAL !!!









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2 de abril de 2020

Tudo Muda · Todo Cambia

A Europa e o Magrebe no ano 450 da Era Comum.
Nesse ano, há 1570 anos na Península Ibérica existiam:
no oeste, o Reino Suevo,
no nordeste, o Reino Visigótico,
em toda a restante península, o Império Romano do Ocidente.
Rómulo Augusto, o último Imperador Romano do Ocidente, foi deposto em 476.






RECUANDO NO TEMPO
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra até há 540 milhões de anos. 
E também mostra as principais eras glaciares: há 20 mil, 300 milhões e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
MAS COM OS HEMISFÉRIOS SEPARADOS
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



HISTÓRIA DA EUROPA
2500 ANOS EM 10 MINUTOS
A Europa é um continente situado no hemisfério norte do globo terrestre.
Ao norte do continente europeu situa-se o Oceano Glacial Ártico; ao sul os Mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio, a leste os Montes Urais e a oeste o Oceano Atlântico. Este vídeo mostra as fronteiras e populações de cada país na Europa, para todos os anos desde 400 aC. Estados vassalos e colónias não são incluídos na contagem da população de um país.






tudo muda mas alguns querem que nada mude
querem que nada mude para não perderem o poder

e

estão na disposição de matar imensa gente
para se manterem no poder mais algum tempo

pois

são os eleitos
são os excepcionais
adonai deu-lhes o mundo






Todo Cambia
Julio Numhauser
Nueva versión con Julio y su hijo Maciel, en familia.



Todo Cambia
Julio Numhauser

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aunque esto le cause daño
Y asi como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Y lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia






Referência





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1 de abril de 2020

Coronavirus • Perigo Amarelo • Doutor Estranhamor


um velho camarada mandou-me algo que foi publicado no facebook

republico com as necessárias alterações de formato




O CORONAVIRUS, 
O PERIGO AMARELO E 
O DOUTOR ESTRANHAMOR (STRANGELOVE)

Por Duarte Pacheco Pereira no Facebook às 21:59 de 30 de Março de 2020

ORIGEM DO TEXTO
https://www.facebook.com/vasco.almeida.1485/posts/508131873218644

ORIGEM DA IMAGEM
https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/

TEXTO

Por Vasco Almeida no Facebook às 17:39 de 29 de Março de 2020

A partir do momento em que a ajuda chinesa começou a chegar à martirizada Itália – em chocante contraste com as específicas recusas da Alemanha e da França logo no início do drama italiano – a campanha anti-China (de contornos racistas para melhor infetar o ambiente americano) atravessou o Atlântico, e entrou agora na agenda dos jornais respeitáveis.

Este rufar de tambores dos USA para a Europa lembra fatalmente campanhas desenhadas e orquestradas para desestabilizar o Chile, Nicarágua, Cuba, Indonésia, Venezuela, Brasil, Portugal, Argentina, Líbia e outros, em diferentes épocas com os mesmos objetivos. Uma diferença importante era que, nesses casos doutros tempos, havia em cada um desses países uma representação indígena do capitalismo internacional vitalmente interessada no desfecho, e que procurava ou se aproveitava de aliados locais de ocasião (quem não se lembra das tiradas nada cor de rosa anti-Allende do CF?). Atualmente, isso não acontece, porque para o SARS-CoV-2 nós somos todos “chineses”, e se há alguém infetado com qualquer virose não identificada é o chefe da orquestra, o presidente.

Não obstante, a campanha tem que seguir o seu curso, e exibe acordes destinados a tocar o grau de ingenuidade de cada um:
1. 
O primeiro nível de “culpabilidade” da China não é enfaticamente trombeteado, mas apenas subrepticiamente aludido, porque para isso seria preciso rebater o artigo “The proximal origin of SARS-CoV-2” publicado online pela revista “Nature Medicine” em 17 Mar 2020 [https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9], e reportado, por exemplo, em https://www.telegraph.co.uk/global-health/climate-and-people/study-proves-conspiracy-theorists-wrong-coronavirus-came-nature/ em 18 Mar 2020.
2. 
O segundo nível de “culpabilidade” é mais eficaz na transmissão, porque se socorre de vários níveis de abstração: dando por adquirido que desde o trabalho do médico ou médicos no terreno até o Presidente assumir a responsabilidade vai uma distância que só se prolongou porque o objetivo era esconder; escamoteando que uma vez tomada a decisão política o regime “abriu as portas” à WHO; que no fundo a natureza antidemocrática do regime justifica os piores receios: desde o cinismo subjacente às ajudas; como ao calculismo relativo às vantagens económico-financeiras (querendo fazer de nós Ocidentais parvos); até ao sacrifício cinicamente temporário destas últimas para mais depressa chegar à almejada posição hegemónica mundial.
3. 
O terceiro nível pode ser exemplificado por dois artigos de opinião saídos no Le Monde nos últimos dias. Impressiona o grau de impotência patenteado em qualquer deles: tudo o que a China fez e não fez é pintado com as cores mais sombrias; e a arrogância suprema reside na omissão daquilo que nós do lado de cá fizemos para pelo menos demonstrar a nossa superioridade moral. A ilação a tirar só pode logicamente ser uma: os Chineses devem-nos o que já fizeram e hão-de fazer, porque nós somos umas democracias impolutas, mesmo se ligeiramente imperfeitas.
4. 
Por último. Nós nem sempre chegamos atrasados às grandes batalhas. Ontem, no Público, dei de caras com um título ameaçador: “Coronavírus: Queremos ser chineses?” [https://www.publico.pt/2020/03/28/mundo/analise/coronavirus-queremos-chineses-1909870]. Mas afinal não era nada de mais: uma profusão de citações reforçava as frustrações gaulesas. E o “nosso” artigo cometia a originalidade de resumir tudo logo no primeiro parágrafo: “ … a Europa parece paralisada … América, China e Europa lutam para defender os seus interesses …”. Descontada a contradição, a única luz ao fundo do túnel das nossas elites resume-se naquele mortiço verbo, “parece”.




Fonte
  • Old Boys Network.




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29 de março de 2020

Covid-19: Algumas dicas…

Fiz uma pataniscas, ninguém comeu…
Não percebo porquê!?
From WhatsApp University



¡¡¡ não faça pataniscas de bacalhau !!!



Evite usar a mão dominante na rua.
Lave as mãos com frequência.
From WhatsApp University



¡¡¡ tome precauções higiénicas simples !!!



Gráficos da função logística e da sua função derivada.
From “A Novel Hybrid Classification Model of Genetic Algorithms, Modified k-Nearest Neighbor and Developed Backpropagation Neural Network”. Available from: https://www.researchgate.net/figure/Graph-of-the-Logistic-function-and-its-derivative-function_fig1_268874045 [accessed 29 Mar, 2020]



¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O número de casos começa por aumentar devagarinho.
Depois aumenta muito depressa (crescimento pseudo-exponencial).
Depois atinge o máximo.
Depois diminui muito depressa (decrescimento pseudo-exponencial).
Depois termina a diminuir devagarinho.

¡¡¡ tem sido sempre assim !!!

O estudo estatístico de anteriores casos de propagação de doenças (epidemias) permitiu verificar que a função logística e a função derivada da função logística são bons modelos matemáticos da evolução no tempo do número de seres vivos afectados pela doença.

A função logística, Curva em “S”, em cima, que modela o número total de casos em função do tempo, cresce sempre.

A função derivada da função logística, Curva em Sino, em baixo, que modela o número instantâneo de casos em função do tempo, cresce, atinge um máximo, decresce.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O “afastamento social”, o “confinamento doméstico”, “a quarentena”, têm por objectivo evitar que o pico da Curva em Sino, em baixo, seja muito pronunciado, isto é, evitar que ocorram muitos casos em muito pouco tempo, isto para evitar que os Serviços de Saúde colapsem.

O risco de colapso deriva de os Serviços de Saúde não terem sido, nunca o são, dimensionados para este tipo de situações.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!



Desinfecção-desinfestação de uma carruagem de metropolitano.
De “As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus”. Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

As dicas de um médico de Wuhan 
para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos.

Por Manuel Pestana Machado no Observador a 27 de Março de 2020, às 11:19.

Wang Zhou, médico chefe do centro de controlo e prevenção de doenças da cidade de Wuhan, na China, o primeiro epicentro da pandemia da Covid-19, assina um livro com conselhos para prevenção da doença. Como conta o jornal espanhol ABC, no “Manual de prevenção para o novo coronavírus: 101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”, o especialista junta uma centena de conselhos depois de falar com médicos que enfrentaram a epidemia no país asiático.

A capa do manual escrito por Wang Zhou.
Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

O manual foi publicado pela primeira vez a 10 de março de 2020 pela Skyhorse Publishing. Abaixo, deixamos as principais dicas deste médico conforme a publicação na íntegra (em castelhano) partilhada pelo ABC.


Este artigo pode ser lido aqui, está aberto, sem paywall.





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28 de março de 2020

O Que Faz Falta & O Que Não Faz Falta





O Que Faz Falta?
Comida.
Abraços.
Beijos.

A comida tem de ser real.
Os abraços e os beijos podem ser virtuais.




O Que Não Faz Falta?
Brigas. 
Imputações de culpa. 
Lutas de galos.





Letra: Zeca Afonso.
Música: Zeca Afonso.
Interpretação: VenusMonti - Tuna Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.


Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
 

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta
 

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
 




Fonte
  • Old Boys Network.





Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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