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23 de maio de 2020

O Covid-19, a DGS e o Leviatã

Frontispício da edição original do Leviatã (1651)



Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. 



A procissão da Senhora dos Passos da Graça

A DGS chegou ao cúmulo de determinar, com aquela autoridade divina que recebeu do alto, os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada no Observador às 00:06 de 23 de Maio de 2020.

Em boa hora, a Direcção-Geral da Saúde, editou umas normas sanitárias a que muito sugestivamente apelidou Passos necessários para comungar. Este título parece inspirado na multisecular e veneranda procissão do Senhor dos Passos da Graça, que agora passa a ter, nos ditos Passos, uma versão feminina: a procissão da Senhora dos Passos da (Drª) Graça (Freitas).

Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. A DGS, não só impôs 78 regras a observar pelos banhistas nas praias, como diariamente faz um comunicado sobre o estado da nação, em que opina sobre todo o tipo de matérias, até sanitárias, de que aliás pouco sabe, como ficou provado quando, por ocasião das primeiras notícias sobre a actual pandemia, disse que o vírus não era transmissível entre seres humanos, nem provavelmente chegaria a Portugal … Infelizmente, a DGS, usurpando competências que são próprias e exclusivas da Santa Sé, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e, mais propriamente, de cada bispo na sua diocese, decidiu resolver, por sua conta e risco, algumas questões de natureza litúrgica.

Com efeito, a DGS divulgou recentemente um conjunto de orientações para o culto católico. Algumas de estas regras receberam a denominação Oração Segura, ao estilo das operações da GNR, geralmente apelidadas com designações análogas, tipo Natal em segurançaPáscoa tranquilaFim-de-ano feliz, etc. Oração Segura não é, contudo, um nome apropriado, não só porque a oração é sempre segura – insegura é, pelo contrário, a falta de oração – mas também porque a oração, quando é individual, não implica qualquer risco de contágio.

A questão sanitária só se põe em relação ao culto público, sobretudo a Missa, que é, decerto, a acção litúrgica mais frequente e que mais pessoas reúne, todas as semanas, no nosso país. É óbvio que o risco de contágio existe e que, portanto, deve-se ser prudente na forma como se realizam essas liturgias, como já devidamente acautelou a CEP, sem necessidade de que a DGS viesse agora, com os Passos necessários para comungar, ensinar o Pai-nosso ao vigário, ou seja, aos senhores bispos e padres.

Por este andar, qualquer dia a DGS, tão zelosa no que respeita à saúde espiritual dos portugueses, edita normas sobre a Confissão inócua, para evitar que, com a absolvição dos pecados, se transmita o novo coronavírus. Com Solução final poderia estabelecer regras para a Unção dos doentes, quando administrada a pessoas em situação terminal. Casamento à linha permitiria os noivos católicos, colocados à distância sanitariamente prescrita, trocar as alianças através de uma cana de pesca de dois metros. Para o Baptismo fixe, a DGS poderia prescrever o uso de uma mangueira, que permitisse ao celebrante lançar, a dois metros de distância, um esguicho de água sobre o neófito, utilizando seus pais e padrinhos, por precaução, escafandro, ou a toilette de surf

Em relação à Eucaristia, que outra coisa não é do que o Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, real, verdadeira e substancialmente presente, a DGS chegou ao cúmulo de decretar – como Deus, no monte Sinai, deu a Moisés os dez preceitos da Lei de Deus – os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Estes Passos necessários para comungar são: “1. Manter dois metros de distância na fila; 2. Baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar; 3. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool; 4. Receber a hóstia e levar de imediato à boca; 5. Voltar a colocar a máscara; 6. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool.

Para o cumprimento da primeira regra, que exige os dois metros de distância na fila da comunhão, a DGS poderia obrigar o uso de uma vara com esse cumprimento, pois nem sempre será fácil determinar, a olho nu, se a distância é de 1,99 ou 2,01 metros. Fiéis mais sofisticados poderiam até utilizar um mecanismo análogo ao das viaturas que, quando detectam a proximidade de um obstáculo, apitam.

A indicação para “baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar” é confusa porque, desde que se forma a fila, quem estiver duas posições à frente, estará sempre “duas pessoas antes da sua vez de comungar”, como é óbvio, a não ser que alguma de essas duas pessoas entretanto desista, ou uma terceira se intrometa, dando o golpe. Mais do que “baixar a máscara”, teria sido mais correcto dizer que a mesma deve ser removida, total ou parcialmente, quando estiver a comungar a antepenúltima pessoa à sua frente na fila da comunhão, como se diria em português escorreito, em vez do que se escreveu na novilíngua sanitária, o DGSês.

A regra que obriga a “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool” implica necessariamente que, antes da Comunhão, se proceda à lavagem das mãos, como fez Pôncio Pilatos. É muito salutar que só se comungue com as mãos limpas, mas não parece adequado que essa operação tenha lugar imediatamente antes de se receber a Sagrada Eucaristia. Se os fiéis já o tiverem feito no início da celebração, não necessitariam de o fazer neste momento, quando toda a sua atenção deve estar centrada na recepção iminente do próprio Jesus de Nazaré.

É de uma incrível ligeireza a forma como estes Passos necessários para comungar se referem à Sagrada Comunhão, que é o acto mais excelso que é dado a alguma criatura realizar. Comungar não é, como nestas instruções se diz, “receber a hóstia e levar de imediato à boca”, como quem consome um alimento qualquer, mas receber o próprio Deus, ainda que oculto sob a espécie do pão consagrado.

Quero crer que a DGS, com esta linguagem, que mais do que infeliz é indelicada, não teve o intuito de injuriar a fé eucarística dos católicos, mas a verdade é que utiliza termos que não são aceitáveis, porque ofendem a sensibilidade dos cristãos. Não se pede à DGS que faça um acto de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mas que respeite os milhões de católicos que nela crêem e se abstenha de dar palpites sobre o que manifestamente não sabe. O que tão desajeitadamente recomendou, podia e devia ter sido dito de forma muito mais simples e respeitosa: comungue imediatamente, sem mais.

Depois, a DGS manda “voltar a colocar a máscara”. Esta disparatada recomendação recorda uma orientação que era dada nos aviões da TAP. Ao dizer-se que, em caso de despressurização da cabine, as máscaras de oxigénio cairiam automaticamente à frente de cada passageiro, acrescentava-se depois, com um sorriso forçado, que cada um deveria ajustar a sua própria máscara e respirar “normalmente”. É fácil de imaginar a normalidade de uma tal situação, se calhar com o avião a cair em poços de ar, ou a pique … O mesmo se diga, mutatis mutandis, de repor a máscara depois de comungar: com certeza que qualquer fiel, com um mínimo de devoção, terá, nesse momento, coisas muito mais importantes em que pensar, do que na máscara…

A última regra é também, desgraçadamente, insultuosa para os fiéis: “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool”. Com efeito, ao recomendar um segundo momento PP (Pôncio Pilatos), sugere-se que a Santíssima Eucaristia possa ser ocasião de contágio, pois imediatamente antes de a receber, os fiéis já tinham lavado as mãos.

Felizmente, como o povo é estúpido e os católicos ainda o são mais, cada um destes Passos da procissão da Senhora Graça é ilustrado com um pedagógico desenho, tal qual as instruções de segurança das companhias aéreas. Infelizmente, não dá para pintar, porque já estão coloridos. Não teria sido má ideia que os contornos das figuras aparecessem a tracejado e sem côr, para os coitadinhos dos católicos se entreterem a unir os traços e pintar. Fica a sugestão.

DGS_PassosComungar-724x1024

O Papa Francisco e a CEP têm pedido aos padres e leigos que acatem as normas sanitárias em vigor e assim têm feito, de forma aliás exemplar, não obstante a compreensível contrariedade dos que, por terem uma fé mais esclarecida e uma maior devoção, mais sofrem com esta penosa situação. Pede-se à DGS, e demais instituições do Estado, que respeitem também a Igreja católica, nomeadamente reconhecendo a sua justa autonomia em matéria litúrgica, e que se abstenham de publicar orientações que, obviamente, ofendem a liberdade da Igreja, bem como a fé, a inteligência e a sensibilidade dos fiéis.

Bob cartoon, May 23
Telegraph Cartoons – May 2020
May 22 2020






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2 de abril de 2020

Tudo Muda · Todo Cambia

A Europa e o Magrebe no ano 450 da Era Comum.
Nesse ano, há 1570 anos na Península Ibérica existiam:
no oeste, o Reino Suevo,
no nordeste, o Reino Visigótico,
em toda a restante península, o Império Romano do Ocidente.
Rómulo Augusto, o último Imperador Romano do Ocidente, foi deposto em 476.






RECUANDO NO TEMPO
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra até há 540 milhões de anos. 
E também mostra as principais eras glaciares: há 20 mil, 300 milhões e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
MAS COM OS HEMISFÉRIOS SEPARADOS
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



HISTÓRIA DA EUROPA
2500 ANOS EM 10 MINUTOS
A Europa é um continente situado no hemisfério norte do globo terrestre.
Ao norte do continente europeu situa-se o Oceano Glacial Ártico; ao sul os Mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio, a leste os Montes Urais e a oeste o Oceano Atlântico. Este vídeo mostra as fronteiras e populações de cada país na Europa, para todos os anos desde 400 aC. Estados vassalos e colónias não são incluídos na contagem da população de um país.






tudo muda mas alguns querem que nada mude
querem que nada mude para não perderem o poder

e

estão na disposição de matar imensa gente
para se manterem no poder mais algum tempo

pois

são os eleitos
são os excepcionais
adonai deu-lhes o mundo






Todo Cambia
Julio Numhauser
Nueva versión con Julio y su hijo Maciel, en familia.



Todo Cambia
Julio Numhauser

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aunque esto le cause daño
Y asi como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Y lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia






Referência





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1 de abril de 2020

Coronavirus • Perigo Amarelo • Doutor Estranhamor


um velho camarada mandou-me algo que foi publicado no facebook

republico com as necessárias alterações de formato




O CORONAVIRUS, 
O PERIGO AMARELO E 
O DOUTOR ESTRANHAMOR (STRANGELOVE)

Por Duarte Pacheco Pereira no Facebook às 21:59 de 30 de Março de 2020

ORIGEM DO TEXTO
https://www.facebook.com/vasco.almeida.1485/posts/508131873218644

ORIGEM DA IMAGEM
https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/

TEXTO

Por Vasco Almeida no Facebook às 17:39 de 29 de Março de 2020

A partir do momento em que a ajuda chinesa começou a chegar à martirizada Itália – em chocante contraste com as específicas recusas da Alemanha e da França logo no início do drama italiano – a campanha anti-China (de contornos racistas para melhor infetar o ambiente americano) atravessou o Atlântico, e entrou agora na agenda dos jornais respeitáveis.

Este rufar de tambores dos USA para a Europa lembra fatalmente campanhas desenhadas e orquestradas para desestabilizar o Chile, Nicarágua, Cuba, Indonésia, Venezuela, Brasil, Portugal, Argentina, Líbia e outros, em diferentes épocas com os mesmos objetivos. Uma diferença importante era que, nesses casos doutros tempos, havia em cada um desses países uma representação indígena do capitalismo internacional vitalmente interessada no desfecho, e que procurava ou se aproveitava de aliados locais de ocasião (quem não se lembra das tiradas nada cor de rosa anti-Allende do CF?). Atualmente, isso não acontece, porque para o SARS-CoV-2 nós somos todos “chineses”, e se há alguém infetado com qualquer virose não identificada é o chefe da orquestra, o presidente.

Não obstante, a campanha tem que seguir o seu curso, e exibe acordes destinados a tocar o grau de ingenuidade de cada um:
1. 
O primeiro nível de “culpabilidade” da China não é enfaticamente trombeteado, mas apenas subrepticiamente aludido, porque para isso seria preciso rebater o artigo “The proximal origin of SARS-CoV-2” publicado online pela revista “Nature Medicine” em 17 Mar 2020 [https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9], e reportado, por exemplo, em https://www.telegraph.co.uk/global-health/climate-and-people/study-proves-conspiracy-theorists-wrong-coronavirus-came-nature/ em 18 Mar 2020.
2. 
O segundo nível de “culpabilidade” é mais eficaz na transmissão, porque se socorre de vários níveis de abstração: dando por adquirido que desde o trabalho do médico ou médicos no terreno até o Presidente assumir a responsabilidade vai uma distância que só se prolongou porque o objetivo era esconder; escamoteando que uma vez tomada a decisão política o regime “abriu as portas” à WHO; que no fundo a natureza antidemocrática do regime justifica os piores receios: desde o cinismo subjacente às ajudas; como ao calculismo relativo às vantagens económico-financeiras (querendo fazer de nós Ocidentais parvos); até ao sacrifício cinicamente temporário destas últimas para mais depressa chegar à almejada posição hegemónica mundial.
3. 
O terceiro nível pode ser exemplificado por dois artigos de opinião saídos no Le Monde nos últimos dias. Impressiona o grau de impotência patenteado em qualquer deles: tudo o que a China fez e não fez é pintado com as cores mais sombrias; e a arrogância suprema reside na omissão daquilo que nós do lado de cá fizemos para pelo menos demonstrar a nossa superioridade moral. A ilação a tirar só pode logicamente ser uma: os Chineses devem-nos o que já fizeram e hão-de fazer, porque nós somos umas democracias impolutas, mesmo se ligeiramente imperfeitas.
4. 
Por último. Nós nem sempre chegamos atrasados às grandes batalhas. Ontem, no Público, dei de caras com um título ameaçador: “Coronavírus: Queremos ser chineses?” [https://www.publico.pt/2020/03/28/mundo/analise/coronavirus-queremos-chineses-1909870]. Mas afinal não era nada de mais: uma profusão de citações reforçava as frustrações gaulesas. E o “nosso” artigo cometia a originalidade de resumir tudo logo no primeiro parágrafo: “ … a Europa parece paralisada … América, China e Europa lutam para defender os seus interesses …”. Descontada a contradição, a única luz ao fundo do túnel das nossas elites resume-se naquele mortiço verbo, “parece”.




Fonte
  • Old Boys Network.




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29 de março de 2020

Covid-19: Algumas dicas…

Fiz uma pataniscas, ninguém comeu…
Não percebo porquê!?
From WhatsApp University



¡¡¡ não faça pataniscas de bacalhau !!!



Evite usar a mão dominante na rua.
Lave as mãos com frequência.
From WhatsApp University



¡¡¡ tome precauções higiénicas simples !!!



Gráficos da função logística e da sua função derivada.
From “A Novel Hybrid Classification Model of Genetic Algorithms, Modified k-Nearest Neighbor and Developed Backpropagation Neural Network”. Available from: https://www.researchgate.net/figure/Graph-of-the-Logistic-function-and-its-derivative-function_fig1_268874045 [accessed 29 Mar, 2020]



¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O número de casos começa por aumentar devagarinho.
Depois aumenta muito depressa (crescimento pseudo-exponencial).
Depois atinge o máximo.
Depois diminui muito depressa (decrescimento pseudo-exponencial).
Depois termina a diminuir devagarinho.

¡¡¡ tem sido sempre assim !!!

O estudo estatístico de anteriores casos de propagação de doenças (epidemias) permitiu verificar que a função logística e a função derivada da função logística são bons modelos matemáticos da evolução no tempo do número de seres vivos afectados pela doença.

A função logística, Curva em “S”, em cima, que modela o número total de casos em função do tempo, cresce sempre.

A função derivada da função logística, Curva em Sino, em baixo, que modela o número instantâneo de casos em função do tempo, cresce, atinge um máximo, decresce.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O “afastamento social”, o “confinamento doméstico”, “a quarentena”, têm por objectivo evitar que o pico da Curva em Sino, em baixo, seja muito pronunciado, isto é, evitar que ocorram muitos casos em muito pouco tempo, isto para evitar que os Serviços de Saúde colapsem.

O risco de colapso deriva de os Serviços de Saúde não terem sido, nunca o são, dimensionados para este tipo de situações.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!



Desinfecção-desinfestação de uma carruagem de metropolitano.
De “As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus”. Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

As dicas de um médico de Wuhan 
para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos.

Por Manuel Pestana Machado no Observador a 27 de Março de 2020, às 11:19.

Wang Zhou, médico chefe do centro de controlo e prevenção de doenças da cidade de Wuhan, na China, o primeiro epicentro da pandemia da Covid-19, assina um livro com conselhos para prevenção da doença. Como conta o jornal espanhol ABC, no “Manual de prevenção para o novo coronavírus: 101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”, o especialista junta uma centena de conselhos depois de falar com médicos que enfrentaram a epidemia no país asiático.

A capa do manual escrito por Wang Zhou.
Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

O manual foi publicado pela primeira vez a 10 de março de 2020 pela Skyhorse Publishing. Abaixo, deixamos as principais dicas deste médico conforme a publicação na íntegra (em castelhano) partilhada pelo ABC.


Este artigo pode ser lido aqui, está aberto, sem paywall.





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28 de março de 2020

O Que Faz Falta & O Que Não Faz Falta





O Que Faz Falta?
Comida.
Abraços.
Beijos.

A comida tem de ser real.
Os abraços e os beijos podem ser virtuais.




O Que Não Faz Falta?
Brigas. 
Imputações de culpa. 
Lutas de galos.





Letra: Zeca Afonso.
Música: Zeca Afonso.
Interpretação: VenusMonti - Tuna Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.


Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
 

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta
 

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
 




Fonte
  • Old Boys Network.





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13 de março de 2020

Deus está morto

Friedrich Nietzsche
Gott ist tot
Deus está morto



Em sociedades de cultura ateia e hedonista 
A Morte 
é um fenómeno aterrorizador!



Carlos Schwabe
La mort du fossoyeur
A morte do coveiro



O Ocidente está agonizante.
A Europa e a América estão agonizantes.
A Cultura Galo-Romano-Germânica está agonizante.



Albrecht Dürers
Die Offenbarung des Johannes: 4. Die vier apokalyptischen Reiter
A Revelação de João: 4. Os quatro Cavaleiros apocalípticos



O Ocidente agoniza e morrerá.

Será que o Valhala arderá e os Deuses morrerão?



Richard Wagner
Siegfried and the Twilight of the Gods
Brünnhilde on Grane leaps on to the funeral pyre of Siegfried
Siegfried e o Crepúsculo dos Deuses
Brunilda montada no Grane salta para a pira funerária de Siegfried.





Fontes
  1. Deus Está Morto”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 23h32min de 18 de junho de 2019. Recuperada às 18h25min de 13 de março de 2020.
  2. “Charges” em Só Filosofia. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2020. Consultado em 13/03/2020 às 18:28. Disponível na Internet em http://filosofia.com.br/charge.php?pg=17.
  3. Morte (personificação)”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 14h59min de 18 de janeiro de 2020. Recuperada às 18h46min de 13 de março de 2020.
  4. Cavaleiros do Apocalipse”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 10h40min de 22 de outubro de 2019. Recuperada às 19h23min de 13 de março de 2020.
  5. Götterdämmerung”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 17h40min de 9 de maio de 2019. Recuperada às 21h22min de 9 de maio de 2019.




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29 de fevereiro de 2020

A Manipulação das Massas




O mais recente livro de Douglas Murray tem por título, em inglês, The Madness of Crowds: Gender, Identity, Morality (published September 17th 2019) e, em português, A Insanidade das Massas: Como a opinião e a histeria envenenam a nossa sociedade (publicado em fevereiro 2020), mas mais correcto, por mais descritivo, seria que o seu título fosse: A Manipulação das Massas: Como, a mando de quem os controla, os meios de comunicação de massa empresarias atomizam as sociedades para melhor as dominarem.



Transcrevo seguidamente, e em primeiro lugar, o que está escrito na Contracapa da edição em português, depois, e em segundo lugar, o Sumário da obra:

SEXUALIDADE, GÉNERO, TECNOLOGIA E RAÇA
Neste seu novo livro, Douglas Murray analisa os assuntos mais fraturantes do século XXI, revelando as novas guerra culturais que acontecem nas empresas, nas universidades, nas escolas e dentro das nossas casas, em nome da justiça social e das políticas de identidade. 
Vivemos numa era em que as noções de religião e ideologia política colapsaram. No seu lugar emergiu um desejo cego de corrigir o que está errado e uma militância de identidade, ambos potenciados pelas redes sociais. A agenda acabou dominada por um conjunto restrito de interesses enquanto a sociedade se torna cada vez mais tribal — e, como o autor mostra, as baixas estão a aumentar. 
Nenhum leitor, de qualquer quadrante político, pode ignorar este livro provocativo que procura dar sentido à discussão sobre os temas mais complicados do momento. A Insanidade das Massas termina com um impressionante apelo à liberdade de expressão, aos valores comuns e à sanidade numa era de histeria. 

Introdução 
Capítulo Um – Gay
Interlúdio – As Fundações Marxistas 
Capítulo Dois – Mulheres
Interlúdio – O Impacto da Tecnologia 
Capítulo Três – Raça
Interlúdio – Sobre o Perdão 
Capítulo Quarto – Trans 
Conclusão 
 
Agradecimentos 
Notas 
Índice Remissivo



É facto que Douglas Murray se debruça fundamentalmente sobre a situação nos Estados Brancos, Anglo-Saxões e Puritanos (BRASP), em inglês dos White, Anglo-Saxon and Puritan (WASP) States, particularmente sobre a situação nos Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e nos Estados Unidos da América.

Mas também é facto que Douglas Murray considera que esses dois estados são “O Mundo”, em inglês “The World”.

E ainda é facto que em Portugal, no Brasil, nos PALOPs, uma parte importante das Elites Culturais, Económico-Financeiras, Mediáticas, Militares, Políticas, partilha da opinião de Douglas Murray: 
“O Mundo” é “O Ocidente” 
e o seu Caudilho são os Estados Unidos da América.

É por isso que me parece prudente ler esta obra de Douglas Murray…





Fontes
  1. Douglas Murray”. Wikipedia, la enciclopedia libre. Esta página se editó por última vez el 24 feb 2020 a las 19:42. Recuperada a las 20:20 el 29 de febrero de 2020
  2. The Madness of Crowds: Gender, Identity, Morality. Douglas Murray. Goodreads. No publication date. Retrieved at 20:30 on February 29, 2020.
  3. A Insanidade das Massas: Como a opinião e a histeria envenenam a nossa sociedade. Douglas Murray. Goodreads. Sem data de publicação. Recuperada às 20:40 de 29 de fevereiro de 2020.


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21 de fevereiro de 2020

Aborto e Eutanásia: O suicidio assistido da “raça superior”

A CONVIDADA



O Legislalivismo é uma ideologia de Kali Yuga, da Idade do Vício.

Tudo isto é claro como água. 

Gott ist tot, “Deus está morto”, como gritou Friedrich Nietzsche (1844-1900) no seu desespero.

Mas como os animais da espécie Homo sapiens sapiens são incapazes de viver sem deus – um ou vários, verdadeiro/s ou falso/s, é indiferente –  como os animais Homo sapiens sapiens são incapazes de viver sem deus, dizia, alguns animais da dita espécie assumiram-se como deuses e legislam.

Legislam, cagam leis.

Reparem bem a soltura de leis!

Legislam sobre tudo e mais um par de botas.

Aguardo ansiosamente o dia em que uma assembleia legislativa qualquer legisle que a Lua passa a ser cor de rosa às bolinhas verde alface e o Sol passa a ser azul eléctrico.

Entretanto… 

Entretanto, e como os ditos animais da dita espécie não são deuses, embora se assumam como tal e legislem, a Lua, o Sol, tudo o resto, ignorará olimpicamente as leis cagadas pelos falsos deuses e continuará sendo como é.

E aí entraremos nas questões sobre as quais Hannah Arendt se debruçou em Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal.

No fim, no fim da Idade do Vício, constataremos que a Natureza sobreviveu e os falsos deuses e seus adoradores não sobreviveram.
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Comparação das projeções populacionais publicadas em 1981 e em 2019.
Gilles Pison com base em dados da ONU, CC BY-NC-ND.
ÁFRICA É A LINHA VERDE





Fontes
  1. A convidada”. Henrique Monteiro. HenriCartoon. Publicada a 20 de Fevereiro de 2020. Recuperada às 21:15 21 de Fevereiro de 2020.
  2. Kali Yuga”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 02h17min de 16 de julho de 2019. Recuperada às 21h40min de 20 de fevereiro de 2020.
  3. Deus Está Morto”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 23h32min de 18 de junho de 2019. Recuperada às 21h45min de 20 de fevereiro de 2020.
  4. Humano (Homo sapiens sapiens)”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 16h57min de 7 de janeiro de 2020. Recuperada às 21h50min de 20 de fevereiro de 2020.
  5. Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 09h56min de 12 de abril de 2019. Recuperada às 21h55min de 20 de fevereiro de 2020.
  6. How many humans tomorrow? The United Nations revises its projections”. Gilles Pison. The Conversation. Published June 17, 2019 5.03pm BST. Updated June 20, 2019 8.09am BST. Retrieved February 21, 2020 10.26pm UTC.



Referências
  1. A Invenção do Povo Judeu”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 05h29min de 19 de dezembro de 2019. Recuperada às 22h57min de 20 de fevereiro de 2020.
  2. A morte também tem medo de ti”. Padre Francisco Martins, SJ. Ponto SJ. Publicado a 21 de Fevereiro de 2020. Recuperada a 20 de fevereiro de 2020
  3. Eugenia”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 11h09min de 19 de novembro de 2019. Recuperada às 22h59min de 20 de fevereiro de 2020.
  4. Francis Galton”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 03h57min de 26 de julho de 2019. Recuperada às 23h04min de 20 de fevereiro de 2020.
  5. Raça ariana”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 14h48min de 28 de janeiro de 2020. Recuperada às 23h07min de 20 de fevereiro de 2020.
  6. Racismo científico”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h16min de 20 de outubro de 2019. Recuperada às 23h11min de 20 de fevereiro de 2020.




Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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