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18 de abril de 2021

Vai Maria vai, vai com as outras tomar a vacina!


Uma manada de herbívoros selvagens segue as trilhas ancestrais.

Os adultos percorrem os caminhos que aprenderam a percorrer quando eram jovens. Os jovens, que seguem na manada com os adultos, aprendem a percorrer os caminhos que percorrerão quando forem adultos.

Uma manada de herbívoros domesticados é conduzida pelos pastores.



Os Homo sapiens sapiens, a espécie humana, a nossa espécie, é uma espécie social que umas vezes se comporta como as manadas de herbívoros selvagens, outras como as manada de herbívoros domesticados, outras ainda como as alcateias de lobos, ou as matilhas de cães.







Etiqueta Principal: Fascismo Pós-Moderno.

19 de março de 2021

No politicamente correcto…

doutrinação


No políticamente correcto o Brasil está anos luz à frente de Portugal como facilmente se constata lendo o artigo de título O Marxismo cultural e a nossa violência Quotidiana, artigo de onde foi retirada a caricatura acima, artigo que foi publicado no dia 14 de Maio de 2014, já lá vão quase 7 (sete) anos.


Observatório da população em 
cargos de gestão do pensamento neutro e inclusivo
Para uma educação neutra, as identidades nacionais devem ser substituídas por uma humanidade global, fluída, indistinta, volátil, inclusiva. Bandeiras, só talvez a do arco-íris.

Por Jaime Nogueira Pinto no Observador às 06:50 de 19 de Março de 2021. Original aqui.

Em 2003, quando ainda a procissão e o milénio iam no adro, Anthony Browne, um licenciado em Matemática por Cambridge, escritor, jornalista e colaborador do Times, publicou The Retreat of Reason – Political Correctness and the Corruption of Public Debate in Modern Britain.  E a título de exemplo, começava por denunciar a cortina de silêncio com que, por puro pudor e paternalismo ideológico, a imprensa britânica tinha velado a incidência de HIV nas comunidades de migrantes africanos. E isso era só um vislumbre: a Grã-Bretanha, que “durante séculos tinha sido um farol da liberdade de pensamento, de credo e de expressão”, via agora “a sua vida intelectual e política acorrentada”, com “vastas áreas de conhecimento” excluídas do debate pelos novos moralistas.

Browne resumia depois a Longa Marcha do marxismo cultural, da escola de Frankfurt à contracultura euro-americana dos anos 60, e daí até à hegemonia académica, sobretudo nas Ciências Sociais e, mais especificamente, nos “Estudos” sectoriais, que as universidades norte-americanas irradiavam para o mundo.

E os “Estudos”, pós-coloniais, feministas, interseccionais, proto-LGBTQ+ – que, no seu melhor, começaram por ser sedutoras “paranóias de tipo interpretativo” com “a força e a estreiteza da loucura” (para usar a definição de Pessoa do “critério psicológico de Freud”), capazes de nos alertarem para realidades encobertas, de acordarem outros sentidos nas obras literárias, historiográficas ou filosóficas, de abrirem caminhos e campos de investigação e de criaram novas oportunidades de trabalho –  foram tomados de assalto por zelotas.

Aconteceu também que o zelo destes zelotas, com o seu vocabulário esotérico (tanto mais complexo, sofisticado e “científico” na forma, quanto mais oco, medíocre e manipulador no conteúdo), se foi sobrepondo a tudo o resto… E foi seduzindo fundações burguesas e governos que, quais aristocratas francesas acarinhando nos seus salões as iluminadas ideias que haviam de cortar o pescoço aos seus filhos e netos, se foram rendendo ao charme discreto dos novos “sábios dos oprimidos”.

E assim os “Estudos” cresceram e multiplicaram-se, enchendo e dominando a academia e reinando sobre todos os animais exóticos da terra. E desdobraram-se em Centros, Fóruns, Iniciativas e Observatórios, subjugando aqui, domesticando ali, preservando acolá, mas observando sempre.

E eis que, em incansável demanda por opressores e oprimidos, por macro e micro agressões, por visões alternativas e por subvenções, os zelotas que, do alto dos seus observatórios de marfim, tinham começado por promover a nova moral, passaram a perseguir os recalcitrantes – passados, presentes e futuros. Cada tique de linguagem, cada acto, palavra ou omissão, cada desvio do pensamento correcto, neutro e inclusivo, cada cisco, por mais ínfimo, no olho de um “opressor”, ou de um autor consagrado ou de uma figura histórica celebrada, era escrupulosamente observado, pesado, medido, condenado. E não se pense que os “oprimidos” conheciam melhor sorte: a eles também se exigia que não saíssem do redil e que se cingissem à identidade em que os novos moralistas os encurralavam… É que se não parassem quietos e se não se deixassem ficar oprimidos como lhes competia, se começassem a pensar e a reivindicar individualidades e especificidades, como é que queriam que os detentores da nova verdade e da nova moral os libertassem, lhes arranjassem subsídios e empregos nos Centros, Fóruns, Iniciativas e Observatórios que eles controlavam e os sustentam?

“Pensamento correcto” foi uma expressão abundantemente usada pelos partidos comunistas nos anos 20 e 30; Mao Tsé-Tung repetiu-a incessantemente nos seus escritos. Correcto, era todo o pensamento que estava de acordo com a linha do Partido ou que batia certo com as categorias históricas e sociopolíticas cientificamente estipuladas pelo Grande Timoneiro. Fora dessa correcção, não podia haver pensamento – mas não deixava de haver consequências.


Do pensamento correcto ao pensamento neutro e inclusivo

Dir-se-á que agora, com o actual “pensamento neutro e inclusivo”, que actua essencialmente no condicionamento da linguagem, não há consequências. Ou não as haverá tão imediatamente brutais e fatais. Mas não deixa de haver supressão do pensamento “incorrecto”, ou seja, inibição do pensamento. E se a nova ortodoxia parece não aspirar já a um tradicional “assalto ao poder”, é só porque a influência constante e progressiva nas mentalidades, traduzida depois em leis e regulamentos, tornou o velho “assalto” irrelevante.

Fora do discurso consentido, todo o discurso poderá facilmente ser denunciado como “discurso de ódio”, ao sabor do zelo e da criatividade dos sacerdotes do novo credo e do seu Index. Acresce que esta ortodoxia é tendencialmente elitista, acarinhando os magos e desprezando os pastores, procurando colonizar preferencialmente, por doutrinação ou pressão, as elites funcionais – ou, para usar uma linguagem mais consentânea, “a população em cargos académicos, artísticos, mediáticos e empresariais”.

Mas se a resistência vem das maiorias que o pensamento “neutro e inclusivo” discrimina, como as classes médias profissionais, as massas populares e religiosas e o grosso da população “binária”; vem também das minorias que o mesmo pensamento cristaliza.


Portugal no bom caminho

É por isso que consideram urgente domar a linguagem e explicar ao povo e às crianças o novo credo. Para uma educação neutra, as identidades nacionais devem então ser substituídas por uma humanidade global, fluída, indistinta, volátil, inclusiva. Bandeiras, só talvez a do arco-íris, devendo a História nacional ser reavaliada à luz do que foram “verdadeiramente” os “chamados Descobrimentos”: nada mais do que uma empresa comercial lucrativa, racista, esclavagista e exploradora dos povos africanos e ameríndios.

E estamos no bom caminho: temos uma investigadora que quer anexar notas pedagógicas anti-racistas aos Maias de Eça de Queiroz, um deputado que quer destruir o Padrão dos Descobrimentos, uns anónimos que acham que vandalizar a estátua do Padre António Vieira é lutar contra o racismo, e um Conselho Económico e Social que acha fundamental para a nossa economia e para a nossa sociedade que se adopte uma nova linguagem. Não restam dúvidas: entre a profunda ignorância de quem aparentemente pertence à “população com baixa visão” mas que frequentemente descobrimos como parte da “população em cargos de gestão”, estamos mesmo no bom caminho.

São tempos estranhos para a razão e para o senso comum, sob estas acometidas orwellianas, tão apartadas de qualquer visão minimamente realista da natureza humana, da criatividade humana e do pensamento e da acção humana que têm tudo para acabar mal.

Segundo o novo código de Hollywood, para que um filme se candidate aos Óscares, deverá agora ter “pelo menos um actor ou uma actriz principais de etnias sub-representadas” (asiática, hispânica, afroamericana, nativa-americana); e o elenco secundário terá de ter, “pelo menos, 30% de mulheres, LGBTQ+ ou pessoas com incapacidade”, que deverão “estar também representadas, de alguma forma, no argumento”. Enfim, perante esta sua sequela gramsciana, empalidece, acabrunhado, o realismo socialista da Rússia de Estaline (que sempre tinha Dziga Vertov e Sergei Eisenstein).

É todo um novo catecismo laico, mas promovido com fúrias de Torquemada. Aplicou-se, consciente ou inconscientemente, um princípio de desconstrução marxista, que passou da “classe social” para outras determinantes. Onde, na Vulgata, havia Burgueses e Proletários, Exploradores e Explorados, Patrões e Trabalhadores, há agora o mais fluído binómio Opressor-Oprimido – ainda que com categorias igualmente inflexíveis, de raça, de género, de comportamento social e político.

E tal como Marx, Engels, Lenine e Trotsky, que não eram propriamente proletários, adoptaram “a teoria do Partido como vanguarda da classe operária” para puderem liderar a revolução, também  os pioneiros da Correcção Política, que, na sua maioria, também não são propriamente “oprimidos de origem”, adoptam agora a teoria da vanguarda para poderem guiar e pastorear convenientemente os “novos proletários”. E assim como Marx e Engels sofriam com a adesão dos operários franceses e alemães ao bonapartismo ou ao socialismo patriótico, também os novos comissários políticos sofrem com os  trânsfugas das modernas massas “minoritárias” ou “oprimidas”  e sabem que não as podem deixar ao abandono. Têm de ser educadas e controladas. E, para isso, lá estão os capatazes, os quadros médios vigilantes, na Academia, no jornal ou na estação televisiva, prontos a seguir, por convicção, ignorância, ou dependência, a “linha geral” e correcta, a linha do Partido, e a punir os oposicionistas e os desviacionistas.

Para singrar neste mundo “neutro e inclusivo” há inúmeros filões a explorar, e as figuras e os escritores de outras épocas abrem toda uma vasta gama de apetecíveis e subsidiáveis possibilidades. E se ao ler Eça somos imediatamente confrontados com a ausência – e a necessidade, e a urgência – de notas pedagógicas anti-racistas, o mundo machista de Camilo, por exemplo, pleno de “discurso de ódio” contra “brasileiros”, de mulheres que acabam em conventos por paixões contrariadas, ou, pior ainda, que casam, têm filhos e estão contentes, afigura-se ainda mais necessitado de delações censórias. E Camões, e Gil Vicente, que riqueza para denúncias!

Lorena Germán, presidente do National Council of English Teatcher’s Comittee Against Racism and Bias in Teaching of English é um exemplo a seguir. À semelhança de Mao, que não gostava de Shakespeare ou o achava impróprio para as massas e por isso o proibiu durante a Revolução Cultural, Germán também não morre de amores pelo Bardo. Ou melhor, concede que “como qualquer outro dramaturgo” Shakespeare até terá um certo “mérito literário”, mas nada que ofusque a abjecta demonstração de “supremacia branca e colonialista” que os seus textos, e a importância que se lhes dá, exalam. E a violência, a misoginia e o racismo que descortina em Shakespeare, levam a professora a sugerir que se celebrem nas salas de aula “as vozes dos marginalizados”, até para mostrar aos estudantes “uma sociedade melhor”. Defende ainda que “é imperativo corrigir a mensagem que os educadores e os sistemas escolares dão às crianças”: Haverá uma linguagem “superior”? E qual deverá ser ela?  Quais são as histórias verdadeiramente “universais”? Que História devemos transportar para o futuro?


Cancelar Shakespeare

Shakespeare não será, evidentemente, um dos eleitos, uma das vozes a transportar para o futuro.  Até porque está longe de reunir os requisitos da nova linguagem e do novo pensamento neutro e inclusivo. É difícil encontrar um escritor onde a Humanidade, na sua grandeza e miséria, nos limites do sublime e da queda, no elenco dos sentimentos e dos sentidos, seja tão intrincada e completamente recriada – e isso, não só não é bom para as massas, como é, claramente, demais para a simplista e maniqueísta neutralização do pensamento que nos deverá guiar.

Mas haverá palavras “neutras” para falar de paixão mais inclusivas do que as que Shakespeare usou em Romeu e Julieta? Será só de “branquitude” que nos fala quando disseca os caminhos da tragédia, da ambição e do poder em Júlio César? Ou quando nos confronta com o ressentimento, a malevolência e o ciúme, em Otelo? Sim, Otelo, o “Mouro”, ou o “Negro” de Veneza, o condotiere mercenário, integrado por Desdémona, mas olhado sempre como um “cristão-novo” pelos patrícios. E a revolta das “minorias”, não estará lá na tirada defensiva de Shylock, no Mercador de Veneza, ou na sombra de Caliban, na Tempestade? Pouco importa: deixámos de precisar de Shakespeare, que só por preconceito e por imposição racista resistiu a séculos de leitura; o que o mundo e os estudantes agora precisam, o que todos nós precisamos agora, e urgentemente, é de linguagem neutra e inclusiva.

Marx era um grande leitor e admirador de Shakespeare, lia-o aos filhos e a família chamava-lhe “O Mouro”, por causa da sua obsessão por Otelo. Via em Shylock o retrato do explorador e Timon de Atenas serviu-lhe de ponto de partida para uma reflexão sobre os paradigmas do ouro e do dinheiro. Mas isso eram outros tempos, tempos opressores, em que “a cultura” era mais depressa valorizada do que cancelada, e em que o pensamento não era ainda suficientemente neutro e inclusivo.

Felizmente, e para desgosto das Lorenas Germáns deste mundo, não são só as “maiorias opressoras” que reagem… Alguns dos mais qualificados membros pensantes das “minorias oprimidas” também fogem ao espartilho imposto, resistindo ainda e sempre à neutralização do pensamento.

A grande poetiza negra americana, Maya Angelou, estava bem ciente que Shakespeare era branco, inglês e do Renascimento, mas, recordando a sua própria condição marginal na Carolina do Norte dos meados do século XX, escreveu a propósito do Soneto 29 (aquele que começa “When, in disgrace with fortune and men’s eyes / I all alone beweep my outcast state”):

Shakespeare escreveu-o para mim, esta é a condição da mulher negra. Claro, Shakespeare era uma mulher negra. Percebo-o bem. Ninguém mais o sabe, mas eu sei que Shakespeare era uma “mulher negra”.

Estamos com ela. Resistimos e vamos resistir à neutralização do pensamento. Pelas maiorias e pelas minorias.







Etiqueta Principal: Guerra Cultural.

21 de fevereiro de 2020

Aborto e Eutanásia: O suicidio assistido da “raça superior”

A CONVIDADA



O Legislalivismo é uma ideologia de Kali Yuga, da Idade do Vício.

Tudo isto é claro como água. 

Gott ist tot, “Deus está morto”, como gritou Friedrich Nietzsche (1844-1900) no seu desespero.

Mas como os animais da espécie Homo sapiens sapiens são incapazes de viver sem deus – um ou vários, verdadeiro/s ou falso/s, é indiferente –  como os animais Homo sapiens sapiens são incapazes de viver sem deus, dizia, alguns animais da dita espécie assumiram-se como deuses e legislam.

Legislam, cagam leis.

Reparem bem a soltura de leis!

Legislam sobre tudo e mais um par de botas.

Aguardo ansiosamente o dia em que uma assembleia legislativa qualquer legisle que a Lua passa a ser cor de rosa às bolinhas verde alface e o Sol passa a ser azul eléctrico.

Entretanto… 

Entretanto, e como os ditos animais da dita espécie não são deuses, embora se assumam como tal e legislem, a Lua, o Sol, tudo o resto, ignorará olimpicamente as leis cagadas pelos falsos deuses e continuará sendo como é.

E aí entraremos nas questões sobre as quais Hannah Arendt se debruçou em Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal.

No fim, no fim da Idade do Vício, constataremos que a Natureza sobreviveu e os falsos deuses e seus adoradores não sobreviveram.
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Comparação das projeções populacionais publicadas em 1981 e em 2019.
Gilles Pison com base em dados da ONU, CC BY-NC-ND.
ÁFRICA É A LINHA VERDE





Fontes
  1. A convidada”. Henrique Monteiro. HenriCartoon. Publicada a 20 de Fevereiro de 2020. Recuperada às 21:15 21 de Fevereiro de 2020.
  2. Kali Yuga”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 02h17min de 16 de julho de 2019. Recuperada às 21h40min de 20 de fevereiro de 2020.
  3. Deus Está Morto”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 23h32min de 18 de junho de 2019. Recuperada às 21h45min de 20 de fevereiro de 2020.
  4. Humano (Homo sapiens sapiens)”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 16h57min de 7 de janeiro de 2020. Recuperada às 21h50min de 20 de fevereiro de 2020.
  5. Eichmann em Jerusalém - Um relato sobre a banalidade do mal”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 09h56min de 12 de abril de 2019. Recuperada às 21h55min de 20 de fevereiro de 2020.
  6. How many humans tomorrow? The United Nations revises its projections”. Gilles Pison. The Conversation. Published June 17, 2019 5.03pm BST. Updated June 20, 2019 8.09am BST. Retrieved February 21, 2020 10.26pm UTC.



Referências
  1. A Invenção do Povo Judeu”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 05h29min de 19 de dezembro de 2019. Recuperada às 22h57min de 20 de fevereiro de 2020.
  2. A morte também tem medo de ti”. Padre Francisco Martins, SJ. Ponto SJ. Publicado a 21 de Fevereiro de 2020. Recuperada a 20 de fevereiro de 2020
  3. Eugenia”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 11h09min de 19 de novembro de 2019. Recuperada às 22h59min de 20 de fevereiro de 2020.
  4. Francis Galton”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 03h57min de 26 de julho de 2019. Recuperada às 23h04min de 20 de fevereiro de 2020.
  5. Raça ariana”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 14h48min de 28 de janeiro de 2020. Recuperada às 23h07min de 20 de fevereiro de 2020.
  6. Racismo científico”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h16min de 20 de outubro de 2019. Recuperada às 23h11min de 20 de fevereiro de 2020.




Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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20 de fevereiro de 2020

Ouvido no balneário

Marega em Guimarães


No balneário masculino de um ginásio de manutenção.

No balneário fala-se futebol, para aí 90% da conversas são sobre futebol, de mulheres e, ultimamente, de carros por causa dos “eléctricos”, que alguns dizem que são “verdes”, e dos “diesel”, que alguns dizem que o não são.

Terça-feira, dia 18 de Fevereiro de 2020, meio dia e uns minutos.

Entra um e verifica que tem alguns pertences do vizinho no banco à frente do seu cacifo:
— “Dá-me licença?”
— “Desculpe!”, respondeu o outro removendo os pertences, 
— “Isto com jeitinho cabemos todos!”

O vizinho era um ‘habitué’, só que uma bisarma!

Cerca de cinquenta anos, metro e oitenta de altura, “grosso” mas sem uma grama de gordura, antigo jogador de futebol.

Passa um outro utilizador do ginásio no corredor do balneário, mais ou menos do mesmo tamanho mas gordo, e diz-lhe o vizinho:
— “Então Zé, como estás tu?”
— “Cansado!”, responde o outro.
— “Então é porque trabalhaste!”, diz-lhe o vizinho.

E o outro seguiu para o fundo do balneário.

Passado pouco tempo regressa trincando uma banana já meia comida e diz:
— “Era para dar ao Marega, mas como ele afirma que não é macaco…”

Foi o CAOS!!!

Começaram por “É macaco sim senhor!”, seguiram por “Nem macaco é!”, continuaram por “Chamar-lhe macaco é insultar os macacos!”, tudo á mistura com “Não joga nada!”, e “Lembras-te daquele golo de baliza aberta que ele falhou?”, e por aí fora.

Nunca antes tinham estado todos de acordo.

Benfiquistas, Portistas, Sportingustas, todos de acordo a malhar no Marega!

Mas o Marega pouco durou, rapidamente passaram à política…


Charlie Brown e o Fascismo Pós-Moderno





À política e às mulheres…


¡ sem comentários !





Fontes
  • Old Boys Network. Recebido a 19 de Fevereiro de 2010.




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