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18 de abril de 2021

Vai Maria vai, vai com as outras tomar a vacina!


Uma manada de herbívoros selvagens segue as trilhas ancestrais.

Os adultos percorrem os caminhos que aprenderam a percorrer quando eram jovens. Os jovens, que seguem na manada com os adultos, aprendem a percorrer os caminhos que percorrerão quando forem adultos.

Uma manada de herbívoros domesticados é conduzida pelos pastores.



Os Homo sapiens sapiens, a espécie humana, a nossa espécie, é uma espécie social que umas vezes se comporta como as manadas de herbívoros selvagens, outras como as manada de herbívoros domesticados, outras ainda como as alcateias de lobos, ou as matilhas de cães.







Etiqueta Principal: Fascismo Pós-Moderno.

19 de março de 2021

No politicamente correcto…

doutrinação


No políticamente correcto o Brasil está anos luz à frente de Portugal como facilmente se constata lendo o artigo de título O Marxismo cultural e a nossa violência Quotidiana, artigo de onde foi retirada a caricatura acima, artigo que foi publicado no dia 14 de Maio de 2014, já lá vão quase 7 (sete) anos.


Observatório da população em 
cargos de gestão do pensamento neutro e inclusivo
Para uma educação neutra, as identidades nacionais devem ser substituídas por uma humanidade global, fluída, indistinta, volátil, inclusiva. Bandeiras, só talvez a do arco-íris.

Por Jaime Nogueira Pinto no Observador às 06:50 de 19 de Março de 2021. Original aqui.

Em 2003, quando ainda a procissão e o milénio iam no adro, Anthony Browne, um licenciado em Matemática por Cambridge, escritor, jornalista e colaborador do Times, publicou The Retreat of Reason – Political Correctness and the Corruption of Public Debate in Modern Britain.  E a título de exemplo, começava por denunciar a cortina de silêncio com que, por puro pudor e paternalismo ideológico, a imprensa britânica tinha velado a incidência de HIV nas comunidades de migrantes africanos. E isso era só um vislumbre: a Grã-Bretanha, que “durante séculos tinha sido um farol da liberdade de pensamento, de credo e de expressão”, via agora “a sua vida intelectual e política acorrentada”, com “vastas áreas de conhecimento” excluídas do debate pelos novos moralistas.

Browne resumia depois a Longa Marcha do marxismo cultural, da escola de Frankfurt à contracultura euro-americana dos anos 60, e daí até à hegemonia académica, sobretudo nas Ciências Sociais e, mais especificamente, nos “Estudos” sectoriais, que as universidades norte-americanas irradiavam para o mundo.

E os “Estudos”, pós-coloniais, feministas, interseccionais, proto-LGBTQ+ – que, no seu melhor, começaram por ser sedutoras “paranóias de tipo interpretativo” com “a força e a estreiteza da loucura” (para usar a definição de Pessoa do “critério psicológico de Freud”), capazes de nos alertarem para realidades encobertas, de acordarem outros sentidos nas obras literárias, historiográficas ou filosóficas, de abrirem caminhos e campos de investigação e de criaram novas oportunidades de trabalho –  foram tomados de assalto por zelotas.

Aconteceu também que o zelo destes zelotas, com o seu vocabulário esotérico (tanto mais complexo, sofisticado e “científico” na forma, quanto mais oco, medíocre e manipulador no conteúdo), se foi sobrepondo a tudo o resto… E foi seduzindo fundações burguesas e governos que, quais aristocratas francesas acarinhando nos seus salões as iluminadas ideias que haviam de cortar o pescoço aos seus filhos e netos, se foram rendendo ao charme discreto dos novos “sábios dos oprimidos”.

E assim os “Estudos” cresceram e multiplicaram-se, enchendo e dominando a academia e reinando sobre todos os animais exóticos da terra. E desdobraram-se em Centros, Fóruns, Iniciativas e Observatórios, subjugando aqui, domesticando ali, preservando acolá, mas observando sempre.

E eis que, em incansável demanda por opressores e oprimidos, por macro e micro agressões, por visões alternativas e por subvenções, os zelotas que, do alto dos seus observatórios de marfim, tinham começado por promover a nova moral, passaram a perseguir os recalcitrantes – passados, presentes e futuros. Cada tique de linguagem, cada acto, palavra ou omissão, cada desvio do pensamento correcto, neutro e inclusivo, cada cisco, por mais ínfimo, no olho de um “opressor”, ou de um autor consagrado ou de uma figura histórica celebrada, era escrupulosamente observado, pesado, medido, condenado. E não se pense que os “oprimidos” conheciam melhor sorte: a eles também se exigia que não saíssem do redil e que se cingissem à identidade em que os novos moralistas os encurralavam… É que se não parassem quietos e se não se deixassem ficar oprimidos como lhes competia, se começassem a pensar e a reivindicar individualidades e especificidades, como é que queriam que os detentores da nova verdade e da nova moral os libertassem, lhes arranjassem subsídios e empregos nos Centros, Fóruns, Iniciativas e Observatórios que eles controlavam e os sustentam?

“Pensamento correcto” foi uma expressão abundantemente usada pelos partidos comunistas nos anos 20 e 30; Mao Tsé-Tung repetiu-a incessantemente nos seus escritos. Correcto, era todo o pensamento que estava de acordo com a linha do Partido ou que batia certo com as categorias históricas e sociopolíticas cientificamente estipuladas pelo Grande Timoneiro. Fora dessa correcção, não podia haver pensamento – mas não deixava de haver consequências.


Do pensamento correcto ao pensamento neutro e inclusivo

Dir-se-á que agora, com o actual “pensamento neutro e inclusivo”, que actua essencialmente no condicionamento da linguagem, não há consequências. Ou não as haverá tão imediatamente brutais e fatais. Mas não deixa de haver supressão do pensamento “incorrecto”, ou seja, inibição do pensamento. E se a nova ortodoxia parece não aspirar já a um tradicional “assalto ao poder”, é só porque a influência constante e progressiva nas mentalidades, traduzida depois em leis e regulamentos, tornou o velho “assalto” irrelevante.

Fora do discurso consentido, todo o discurso poderá facilmente ser denunciado como “discurso de ódio”, ao sabor do zelo e da criatividade dos sacerdotes do novo credo e do seu Index. Acresce que esta ortodoxia é tendencialmente elitista, acarinhando os magos e desprezando os pastores, procurando colonizar preferencialmente, por doutrinação ou pressão, as elites funcionais – ou, para usar uma linguagem mais consentânea, “a população em cargos académicos, artísticos, mediáticos e empresariais”.

Mas se a resistência vem das maiorias que o pensamento “neutro e inclusivo” discrimina, como as classes médias profissionais, as massas populares e religiosas e o grosso da população “binária”; vem também das minorias que o mesmo pensamento cristaliza.


Portugal no bom caminho

É por isso que consideram urgente domar a linguagem e explicar ao povo e às crianças o novo credo. Para uma educação neutra, as identidades nacionais devem então ser substituídas por uma humanidade global, fluída, indistinta, volátil, inclusiva. Bandeiras, só talvez a do arco-íris, devendo a História nacional ser reavaliada à luz do que foram “verdadeiramente” os “chamados Descobrimentos”: nada mais do que uma empresa comercial lucrativa, racista, esclavagista e exploradora dos povos africanos e ameríndios.

E estamos no bom caminho: temos uma investigadora que quer anexar notas pedagógicas anti-racistas aos Maias de Eça de Queiroz, um deputado que quer destruir o Padrão dos Descobrimentos, uns anónimos que acham que vandalizar a estátua do Padre António Vieira é lutar contra o racismo, e um Conselho Económico e Social que acha fundamental para a nossa economia e para a nossa sociedade que se adopte uma nova linguagem. Não restam dúvidas: entre a profunda ignorância de quem aparentemente pertence à “população com baixa visão” mas que frequentemente descobrimos como parte da “população em cargos de gestão”, estamos mesmo no bom caminho.

São tempos estranhos para a razão e para o senso comum, sob estas acometidas orwellianas, tão apartadas de qualquer visão minimamente realista da natureza humana, da criatividade humana e do pensamento e da acção humana que têm tudo para acabar mal.

Segundo o novo código de Hollywood, para que um filme se candidate aos Óscares, deverá agora ter “pelo menos um actor ou uma actriz principais de etnias sub-representadas” (asiática, hispânica, afroamericana, nativa-americana); e o elenco secundário terá de ter, “pelo menos, 30% de mulheres, LGBTQ+ ou pessoas com incapacidade”, que deverão “estar também representadas, de alguma forma, no argumento”. Enfim, perante esta sua sequela gramsciana, empalidece, acabrunhado, o realismo socialista da Rússia de Estaline (que sempre tinha Dziga Vertov e Sergei Eisenstein).

É todo um novo catecismo laico, mas promovido com fúrias de Torquemada. Aplicou-se, consciente ou inconscientemente, um princípio de desconstrução marxista, que passou da “classe social” para outras determinantes. Onde, na Vulgata, havia Burgueses e Proletários, Exploradores e Explorados, Patrões e Trabalhadores, há agora o mais fluído binómio Opressor-Oprimido – ainda que com categorias igualmente inflexíveis, de raça, de género, de comportamento social e político.

E tal como Marx, Engels, Lenine e Trotsky, que não eram propriamente proletários, adoptaram “a teoria do Partido como vanguarda da classe operária” para puderem liderar a revolução, também  os pioneiros da Correcção Política, que, na sua maioria, também não são propriamente “oprimidos de origem”, adoptam agora a teoria da vanguarda para poderem guiar e pastorear convenientemente os “novos proletários”. E assim como Marx e Engels sofriam com a adesão dos operários franceses e alemães ao bonapartismo ou ao socialismo patriótico, também os novos comissários políticos sofrem com os  trânsfugas das modernas massas “minoritárias” ou “oprimidas”  e sabem que não as podem deixar ao abandono. Têm de ser educadas e controladas. E, para isso, lá estão os capatazes, os quadros médios vigilantes, na Academia, no jornal ou na estação televisiva, prontos a seguir, por convicção, ignorância, ou dependência, a “linha geral” e correcta, a linha do Partido, e a punir os oposicionistas e os desviacionistas.

Para singrar neste mundo “neutro e inclusivo” há inúmeros filões a explorar, e as figuras e os escritores de outras épocas abrem toda uma vasta gama de apetecíveis e subsidiáveis possibilidades. E se ao ler Eça somos imediatamente confrontados com a ausência – e a necessidade, e a urgência – de notas pedagógicas anti-racistas, o mundo machista de Camilo, por exemplo, pleno de “discurso de ódio” contra “brasileiros”, de mulheres que acabam em conventos por paixões contrariadas, ou, pior ainda, que casam, têm filhos e estão contentes, afigura-se ainda mais necessitado de delações censórias. E Camões, e Gil Vicente, que riqueza para denúncias!

Lorena Germán, presidente do National Council of English Teatcher’s Comittee Against Racism and Bias in Teaching of English é um exemplo a seguir. À semelhança de Mao, que não gostava de Shakespeare ou o achava impróprio para as massas e por isso o proibiu durante a Revolução Cultural, Germán também não morre de amores pelo Bardo. Ou melhor, concede que “como qualquer outro dramaturgo” Shakespeare até terá um certo “mérito literário”, mas nada que ofusque a abjecta demonstração de “supremacia branca e colonialista” que os seus textos, e a importância que se lhes dá, exalam. E a violência, a misoginia e o racismo que descortina em Shakespeare, levam a professora a sugerir que se celebrem nas salas de aula “as vozes dos marginalizados”, até para mostrar aos estudantes “uma sociedade melhor”. Defende ainda que “é imperativo corrigir a mensagem que os educadores e os sistemas escolares dão às crianças”: Haverá uma linguagem “superior”? E qual deverá ser ela?  Quais são as histórias verdadeiramente “universais”? Que História devemos transportar para o futuro?


Cancelar Shakespeare

Shakespeare não será, evidentemente, um dos eleitos, uma das vozes a transportar para o futuro.  Até porque está longe de reunir os requisitos da nova linguagem e do novo pensamento neutro e inclusivo. É difícil encontrar um escritor onde a Humanidade, na sua grandeza e miséria, nos limites do sublime e da queda, no elenco dos sentimentos e dos sentidos, seja tão intrincada e completamente recriada – e isso, não só não é bom para as massas, como é, claramente, demais para a simplista e maniqueísta neutralização do pensamento que nos deverá guiar.

Mas haverá palavras “neutras” para falar de paixão mais inclusivas do que as que Shakespeare usou em Romeu e Julieta? Será só de “branquitude” que nos fala quando disseca os caminhos da tragédia, da ambição e do poder em Júlio César? Ou quando nos confronta com o ressentimento, a malevolência e o ciúme, em Otelo? Sim, Otelo, o “Mouro”, ou o “Negro” de Veneza, o condotiere mercenário, integrado por Desdémona, mas olhado sempre como um “cristão-novo” pelos patrícios. E a revolta das “minorias”, não estará lá na tirada defensiva de Shylock, no Mercador de Veneza, ou na sombra de Caliban, na Tempestade? Pouco importa: deixámos de precisar de Shakespeare, que só por preconceito e por imposição racista resistiu a séculos de leitura; o que o mundo e os estudantes agora precisam, o que todos nós precisamos agora, e urgentemente, é de linguagem neutra e inclusiva.

Marx era um grande leitor e admirador de Shakespeare, lia-o aos filhos e a família chamava-lhe “O Mouro”, por causa da sua obsessão por Otelo. Via em Shylock o retrato do explorador e Timon de Atenas serviu-lhe de ponto de partida para uma reflexão sobre os paradigmas do ouro e do dinheiro. Mas isso eram outros tempos, tempos opressores, em que “a cultura” era mais depressa valorizada do que cancelada, e em que o pensamento não era ainda suficientemente neutro e inclusivo.

Felizmente, e para desgosto das Lorenas Germáns deste mundo, não são só as “maiorias opressoras” que reagem… Alguns dos mais qualificados membros pensantes das “minorias oprimidas” também fogem ao espartilho imposto, resistindo ainda e sempre à neutralização do pensamento.

A grande poetiza negra americana, Maya Angelou, estava bem ciente que Shakespeare era branco, inglês e do Renascimento, mas, recordando a sua própria condição marginal na Carolina do Norte dos meados do século XX, escreveu a propósito do Soneto 29 (aquele que começa “When, in disgrace with fortune and men’s eyes / I all alone beweep my outcast state”):

Shakespeare escreveu-o para mim, esta é a condição da mulher negra. Claro, Shakespeare era uma mulher negra. Percebo-o bem. Ninguém mais o sabe, mas eu sei que Shakespeare era uma “mulher negra”.

Estamos com ela. Resistimos e vamos resistir à neutralização do pensamento. Pelas maiorias e pelas minorias.







Etiqueta Principal: Guerra Cultural.

13 de junho de 2020

Antifás e Fás: Uma Receita para Dividir e Conquistar.

ANTIFA LOGOS



primeiro passo: antifás

Descobrir meia dúzia de antifás.

Se não existirem descobrir quem possa ser instruído.

Financiar essa meia dúzia e ajudá-los a criar um Movimento Antifá.

Financiar os meios de comunicação social de massa para que cubram o que Movimento Antifá diz e faz.



segundo passo: fás

Descobrir meia dúzia de fás.

Se não existirem descobrir quem possa ser instruído.

Financiar essa meia dúzia e ajudá-los a criar um Movimento Fá.

Financiar os meios de comunicação social de massa para que cubram o que Movimento Fá diz e faz.



terceiro passo: pôr antifás e fás à bulha

Descobrir uma “questão fracturante”.

Convencer os antifás de uma coisa e os fás do seu contrário, ou vice-versa.

Convencer antifás e fás de que a “questão fracturante” é fundamental e de que eles têm de se bater por ela.

Dar assistência financeira e técnica aos antifás e ao Movimento Antifá.

Dar assistência financeira e técnica aos fás e ao Movimento Fá.

Dar assistência financeira e técnica aos meios de comunicação social de massa  para que cubram as acções dos antifás, dos fás e dos seus Movimentos.






Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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7 de junho de 2020

As Máscara Sociais não fazem bem… e FAZEM MAL !!!

“Only a few know about the Side Effects”
“Só uns poucos conhecem os efeitos colaterais”



Bases científicas 
sobre o uso de máscaras 
para proteção individual e social

As máscaras são para ser usadas por pessoas doentes em contacto com pessoas saudáveis, pelos cuidadores de pessoas doentes e por quem desinfeta zonas hospitalares referenciadas, por mais ninguém.

Por Gabriel Branco
Diretor do Servico de Neurorradiologia do Hospital Egas Moniz, 
no Observador a 06 de Junho de 2020, às 00:06. • Tem comentários.

A população em geral tem sido aconselhada ou obrigada por Lei a usar máscaras que cobrem a boca e nariz, sem que as autoridades responsáveis por essas sugestões ou ordens tenham fundamentado de forma clara as provas da eficácia dessa prática, no que se refere à prevenção de doença respiratória viral.

Parece ser útil no interesse da saúde pública conhecer os dados científicos disponíveis sobre a eficácia dos diversos de tipo de máscaras na proteção contra estes agentes.

Existem basicamente 3 tipos de máscaras:

1. Máscara têxtil reutilizável após lavagem;

2. Máscara de tipo cirúrgico, de elásticos ou atilhos;

3. Máscara filtro respiratório, designadas P1 a P3;

As máscaras cirúrgicas foram concebidas para proteger o campo operatório, filtrando 95% das bactérias expiradas, por reterem partículas a partir de 1000 nm. Não foram concebidas como filtros respiratórios de proteção individual.

A letra P é uma abreviatura de FFP (Filtering Face Piece); estas são as únicas máscaras que podem ser consideradas como filtros respiratórios. A maior parte das máscaras FFP contêm um filtro plástico central, mas muitas máscaras correntemente em uso em Portugal, com código KN300, não têm esse componente, embora possam ser classificadas como P1 ou P2.

Nos EUA a sigla N95 é equivalente a P2 ou P3 na Europa. Os números 95 e 300 significam que há uma capacidade de filtrar 95% ou mais de partículas de dimensão igual ou superior a 300 nm.

Revendo a literatura científica, devemos considerar a superioridade dos RCT sobre os artigos gerais. RCT são Estudos Randomizados Controlados e representam o grau de prova máxima que é possível obter em ciências médicas e biologia.

Especificamente sobre a proteção de máscaras contra os vírus da gripe, destaca-se um grande artigo de revisão crítica sobre a eficácia das máscaras, cuja conclusão passo a citar: “Nenhum dos estudos estabeleceu uma relação conclusiva entre o uso de máscara/respirador e a proteção contra a infeção por gripe (influenza): Influenza Journal (DOI:10.1111/j1750-2659.2011.00307.x)

A eficácia da máscara cirúrgica é definitivamente colocada em causa num RCT de boa qualidade, que compara a eficácia da máscara cirúrgica com os filtros respiratórios: A cluster randomized clinical trial comparing fit-tested and non fit-tested N95 respirators to medical masks to prevent respiratory virus infection in health care workers. Influenza and Other Respiratory Viruses (DOI:10.1111/j.1750-2659.2010.00198.x)

De facto, olhando para as especificações técnicas dos fabricantes de máscaras não é surpreendente a falta de provas científicas sobre a eficácia das máscaras das doenças tipo gripal. O Ortomixovirus, que é o agente da gripe A (influenza nos EUA) tem dimensão de 180 nm, portanto abaixo da capacidade filtrante das máscaras. O diâmetro do Coronavirus é de apenas 80 a 120 nm, o que o torna ainda mais difícil de filtrar que o Ortomixovirus.

Para além disso o Ortomixovirus tem tendência para formar aglomerados filamentosos, o que motiva a formação de partículas maiores, enquanto esse fenómeno não se verifica tanto nos Coronavirus.

Quanto às máscaras têxteis, o seu uso não só não protege como agrava o risco de infeção viral: A cluster randomized trial of cloth masks compared with medical masks in healthcare workers. (BJM Open 2015;5:e006577.doi:10.1136/bmjopen-2014006577).

Ou seja, a utilização de máscaras têxteis no âmbito da prevenção de doença respiratória viral é prejudicial, pelo que a sua circulação deveria ser proibida.

Assim, a Organização Mundial da Saude (OMS) publicou em 6 de Abril de 2020 uma reavaliação sobre o uso das máscaras de proteção individual, sobre o assunto específico do Coronavirus. E concluiu: “as máscaras continuam a estar recomendadas apenas para certos grupos específicos – doentes infetados com o SARS-Cov-2, pessoas com sintomas, cuidadores ou profissionais de saúde em contacto com doentes infetados ou suspeitos.”

Nos estudos científicos as máscaras cirúrgicas são utilizadas por um máximo de 4h. O uso continuado de máscaras, sobretudo em exercício, reduz a oxigenação e aumenta a taxa de CO2. A acumulação de humidade e a concentração de partículas captadas do ar disponibiliza na máscara um maior número de agentes nocivos ao utilizador, portanto confere um risco maior de infeção do que o da respiração livre.

Não é assim compreensível a posição da DGS e do Governo português, que emitem ordens sobre o uso de máscaras contra os dados científicos, mas também contra as próprias diretrizes da OMS, o que constitui um atentado contra a saúde pública.

As máscaras são para ser usadas por pessoas doentes em contacto com pessoas saudáveis, pelos cuidadores de pessoas doentes e por quem desinfeta zonas hospitalares referenciadas, por mais ninguém.

Não há qualquer indicação para o uso generalizado de máscaras em pessoas saudáveis na comunidade, podendo mesmo ser afirmado com propriedade, que o seu uso acarreta riscos tangíveis.



The solution !!!
A solução !!!




Fontes
  1. "“Only a few know about the Side Effects”". Dr. Rashid Buttar. "Be Inspired"'s YouTube Channel. Published on May 28, 2020. Retrieved on June 07, 2020. 
  2. "Bases científicas sobre o uso de máscaras para proteção individual e social". Gabriel Branco. Observador. Publicado a 06 de Junho de 2020, às 00:06. Recuperado a 07 de Junho de 2020, às 14:50. 
  3. The solution!”. Vishnupada Das. Old Boys Network. Received on June 07, 2020 at 15:55. 






Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno
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24 de maio de 2020

Shoshana Zuboff em “Capitalismo de Vigilância”

podem pôr-se legendas em português



A professora de Harvard, Shoshana Zuboff, escreveu um livro monumental sobre a nova ordem económica que é alarmante. “A Era do Capitalismo de Vigilância” revela como as maiores empresas de tecnologia lidam com nossos dados. Como poderemos recuperar o controle de nossos dados? O que é o capitalismo de vigilância?

Neste documentário Zuboff levanta a cortina do Google e do Facebook e revela uma forma impiedosa de capitalismo no qual, não os recursos naturais mas o próprio cidadão, é a matéria-prima. Como poderão os cidadãos recuperar o controle de seus dados?

Estamos em 2000 e a crise do dot.com fez profundas feridas. Como sobreviverá a startup Google ao estouro da bolha da Internet? Os fundadores, Larry Page e Sergey Brin, já não sabem pra onde se virar. Mas, por acaso, o Google descobre que os “dados residuais” que os utilizadores deixam para trás nas suas pesquisas na Internet são preciosos e negociáveis.

Estes dados residuais podem ser usados para prever o comportamento do utilizador da Internet. Os anúncios na Internet poderão pois ser direcionados, o que é muito mais eficaz. Nasceu assim um modelo de negócio completamente novo: “capitalismo de vigilância”.





Fonte e Referências
  1. Shoshana Zuboff on surveillance capitalism | VPRO Documentary”. VPRO Documentary's YouTube Channel. Published on December 20, 2019. Retrieved on May 24, 2020. 
  2. Shoshana Zuboff”. Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last edited on 26 March 2020, at 16:21 (UTC). Retrieved on 24 May 2020, at 14:09 (UTC).
  3. The Age of Surveillance Capitalism”. Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last edited on 21 May 2020, at 06:32 (UTC). Retrieved on 24 May 2020, at 14:12 (UTC).
  4. The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power by Shoshana Zuboff”. Goodreads. No publication date. Retrieved on 24 May 2020, at 14:17 (UTC).
  5. High tech is watching you”. John Laidler. The Harvard Gazette. Published on March 4, 2019. Retrieved on May 24, 2020.







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23 de maio de 2020

O Covid-19, a DGS e o Leviatã

Frontispício da edição original do Leviatã (1651)



Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. 



A procissão da Senhora dos Passos da Graça

A DGS chegou ao cúmulo de determinar, com aquela autoridade divina que recebeu do alto, os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada no Observador às 00:06 de 23 de Maio de 2020.

Em boa hora, a Direcção-Geral da Saúde, editou umas normas sanitárias a que muito sugestivamente apelidou Passos necessários para comungar. Este título parece inspirado na multisecular e veneranda procissão do Senhor dos Passos da Graça, que agora passa a ter, nos ditos Passos, uma versão feminina: a procissão da Senhora dos Passos da (Drª) Graça (Freitas).

Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. A DGS, não só impôs 78 regras a observar pelos banhistas nas praias, como diariamente faz um comunicado sobre o estado da nação, em que opina sobre todo o tipo de matérias, até sanitárias, de que aliás pouco sabe, como ficou provado quando, por ocasião das primeiras notícias sobre a actual pandemia, disse que o vírus não era transmissível entre seres humanos, nem provavelmente chegaria a Portugal … Infelizmente, a DGS, usurpando competências que são próprias e exclusivas da Santa Sé, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e, mais propriamente, de cada bispo na sua diocese, decidiu resolver, por sua conta e risco, algumas questões de natureza litúrgica.

Com efeito, a DGS divulgou recentemente um conjunto de orientações para o culto católico. Algumas de estas regras receberam a denominação Oração Segura, ao estilo das operações da GNR, geralmente apelidadas com designações análogas, tipo Natal em segurançaPáscoa tranquilaFim-de-ano feliz, etc. Oração Segura não é, contudo, um nome apropriado, não só porque a oração é sempre segura – insegura é, pelo contrário, a falta de oração – mas também porque a oração, quando é individual, não implica qualquer risco de contágio.

A questão sanitária só se põe em relação ao culto público, sobretudo a Missa, que é, decerto, a acção litúrgica mais frequente e que mais pessoas reúne, todas as semanas, no nosso país. É óbvio que o risco de contágio existe e que, portanto, deve-se ser prudente na forma como se realizam essas liturgias, como já devidamente acautelou a CEP, sem necessidade de que a DGS viesse agora, com os Passos necessários para comungar, ensinar o Pai-nosso ao vigário, ou seja, aos senhores bispos e padres.

Por este andar, qualquer dia a DGS, tão zelosa no que respeita à saúde espiritual dos portugueses, edita normas sobre a Confissão inócua, para evitar que, com a absolvição dos pecados, se transmita o novo coronavírus. Com Solução final poderia estabelecer regras para a Unção dos doentes, quando administrada a pessoas em situação terminal. Casamento à linha permitiria os noivos católicos, colocados à distância sanitariamente prescrita, trocar as alianças através de uma cana de pesca de dois metros. Para o Baptismo fixe, a DGS poderia prescrever o uso de uma mangueira, que permitisse ao celebrante lançar, a dois metros de distância, um esguicho de água sobre o neófito, utilizando seus pais e padrinhos, por precaução, escafandro, ou a toilette de surf

Em relação à Eucaristia, que outra coisa não é do que o Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, real, verdadeira e substancialmente presente, a DGS chegou ao cúmulo de decretar – como Deus, no monte Sinai, deu a Moisés os dez preceitos da Lei de Deus – os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Estes Passos necessários para comungar são: “1. Manter dois metros de distância na fila; 2. Baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar; 3. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool; 4. Receber a hóstia e levar de imediato à boca; 5. Voltar a colocar a máscara; 6. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool.

Para o cumprimento da primeira regra, que exige os dois metros de distância na fila da comunhão, a DGS poderia obrigar o uso de uma vara com esse cumprimento, pois nem sempre será fácil determinar, a olho nu, se a distância é de 1,99 ou 2,01 metros. Fiéis mais sofisticados poderiam até utilizar um mecanismo análogo ao das viaturas que, quando detectam a proximidade de um obstáculo, apitam.

A indicação para “baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar” é confusa porque, desde que se forma a fila, quem estiver duas posições à frente, estará sempre “duas pessoas antes da sua vez de comungar”, como é óbvio, a não ser que alguma de essas duas pessoas entretanto desista, ou uma terceira se intrometa, dando o golpe. Mais do que “baixar a máscara”, teria sido mais correcto dizer que a mesma deve ser removida, total ou parcialmente, quando estiver a comungar a antepenúltima pessoa à sua frente na fila da comunhão, como se diria em português escorreito, em vez do que se escreveu na novilíngua sanitária, o DGSês.

A regra que obriga a “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool” implica necessariamente que, antes da Comunhão, se proceda à lavagem das mãos, como fez Pôncio Pilatos. É muito salutar que só se comungue com as mãos limpas, mas não parece adequado que essa operação tenha lugar imediatamente antes de se receber a Sagrada Eucaristia. Se os fiéis já o tiverem feito no início da celebração, não necessitariam de o fazer neste momento, quando toda a sua atenção deve estar centrada na recepção iminente do próprio Jesus de Nazaré.

É de uma incrível ligeireza a forma como estes Passos necessários para comungar se referem à Sagrada Comunhão, que é o acto mais excelso que é dado a alguma criatura realizar. Comungar não é, como nestas instruções se diz, “receber a hóstia e levar de imediato à boca”, como quem consome um alimento qualquer, mas receber o próprio Deus, ainda que oculto sob a espécie do pão consagrado.

Quero crer que a DGS, com esta linguagem, que mais do que infeliz é indelicada, não teve o intuito de injuriar a fé eucarística dos católicos, mas a verdade é que utiliza termos que não são aceitáveis, porque ofendem a sensibilidade dos cristãos. Não se pede à DGS que faça um acto de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mas que respeite os milhões de católicos que nela crêem e se abstenha de dar palpites sobre o que manifestamente não sabe. O que tão desajeitadamente recomendou, podia e devia ter sido dito de forma muito mais simples e respeitosa: comungue imediatamente, sem mais.

Depois, a DGS manda “voltar a colocar a máscara”. Esta disparatada recomendação recorda uma orientação que era dada nos aviões da TAP. Ao dizer-se que, em caso de despressurização da cabine, as máscaras de oxigénio cairiam automaticamente à frente de cada passageiro, acrescentava-se depois, com um sorriso forçado, que cada um deveria ajustar a sua própria máscara e respirar “normalmente”. É fácil de imaginar a normalidade de uma tal situação, se calhar com o avião a cair em poços de ar, ou a pique … O mesmo se diga, mutatis mutandis, de repor a máscara depois de comungar: com certeza que qualquer fiel, com um mínimo de devoção, terá, nesse momento, coisas muito mais importantes em que pensar, do que na máscara…

A última regra é também, desgraçadamente, insultuosa para os fiéis: “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool”. Com efeito, ao recomendar um segundo momento PP (Pôncio Pilatos), sugere-se que a Santíssima Eucaristia possa ser ocasião de contágio, pois imediatamente antes de a receber, os fiéis já tinham lavado as mãos.

Felizmente, como o povo é estúpido e os católicos ainda o são mais, cada um destes Passos da procissão da Senhora Graça é ilustrado com um pedagógico desenho, tal qual as instruções de segurança das companhias aéreas. Infelizmente, não dá para pintar, porque já estão coloridos. Não teria sido má ideia que os contornos das figuras aparecessem a tracejado e sem côr, para os coitadinhos dos católicos se entreterem a unir os traços e pintar. Fica a sugestão.

DGS_PassosComungar-724x1024

O Papa Francisco e a CEP têm pedido aos padres e leigos que acatem as normas sanitárias em vigor e assim têm feito, de forma aliás exemplar, não obstante a compreensível contrariedade dos que, por terem uma fé mais esclarecida e uma maior devoção, mais sofrem com esta penosa situação. Pede-se à DGS, e demais instituições do Estado, que respeitem também a Igreja católica, nomeadamente reconhecendo a sua justa autonomia em matéria litúrgica, e que se abstenham de publicar orientações que, obviamente, ofendem a liberdade da Igreja, bem como a fé, a inteligência e a sensibilidade dos fiéis.

Bob cartoon, May 23
Telegraph Cartoons – May 2020
May 22 2020






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2 de abril de 2020

Tudo Muda · Todo Cambia

A Europa e o Magrebe no ano 450 da Era Comum.
Nesse ano, há 1570 anos na Península Ibérica existiam:
no oeste, o Reino Suevo,
no nordeste, o Reino Visigótico,
em toda a restante península, o Império Romano do Ocidente.
Rómulo Augusto, o último Imperador Romano do Ocidente, foi deposto em 476.






RECUANDO NO TEMPO
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra até há 540 milhões de anos. 
E também mostra as principais eras glaciares: há 20 mil, 300 milhões e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
MAS COM OS HEMISFÉRIOS SEPARADOS
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



HISTÓRIA DA EUROPA
2500 ANOS EM 10 MINUTOS
A Europa é um continente situado no hemisfério norte do globo terrestre.
Ao norte do continente europeu situa-se o Oceano Glacial Ártico; ao sul os Mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio, a leste os Montes Urais e a oeste o Oceano Atlântico. Este vídeo mostra as fronteiras e populações de cada país na Europa, para todos os anos desde 400 aC. Estados vassalos e colónias não são incluídos na contagem da população de um país.






tudo muda mas alguns querem que nada mude
querem que nada mude para não perderem o poder

e

estão na disposição de matar imensa gente
para se manterem no poder mais algum tempo

pois

são os eleitos
são os excepcionais
adonai deu-lhes o mundo






Todo Cambia
Julio Numhauser
Nueva versión con Julio y su hijo Maciel, en familia.



Todo Cambia
Julio Numhauser

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aunque esto le cause daño
Y asi como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Y lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia






Referência





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1 de abril de 2020

Coronavirus • Perigo Amarelo • Doutor Estranhamor


um velho camarada mandou-me algo que foi publicado no facebook

republico com as necessárias alterações de formato




O CORONAVIRUS, 
O PERIGO AMARELO E 
O DOUTOR ESTRANHAMOR (STRANGELOVE)

Por Duarte Pacheco Pereira no Facebook às 21:59 de 30 de Março de 2020

ORIGEM DO TEXTO
https://www.facebook.com/vasco.almeida.1485/posts/508131873218644

ORIGEM DA IMAGEM
https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/

TEXTO

Por Vasco Almeida no Facebook às 17:39 de 29 de Março de 2020

A partir do momento em que a ajuda chinesa começou a chegar à martirizada Itália – em chocante contraste com as específicas recusas da Alemanha e da França logo no início do drama italiano – a campanha anti-China (de contornos racistas para melhor infetar o ambiente americano) atravessou o Atlântico, e entrou agora na agenda dos jornais respeitáveis.

Este rufar de tambores dos USA para a Europa lembra fatalmente campanhas desenhadas e orquestradas para desestabilizar o Chile, Nicarágua, Cuba, Indonésia, Venezuela, Brasil, Portugal, Argentina, Líbia e outros, em diferentes épocas com os mesmos objetivos. Uma diferença importante era que, nesses casos doutros tempos, havia em cada um desses países uma representação indígena do capitalismo internacional vitalmente interessada no desfecho, e que procurava ou se aproveitava de aliados locais de ocasião (quem não se lembra das tiradas nada cor de rosa anti-Allende do CF?). Atualmente, isso não acontece, porque para o SARS-CoV-2 nós somos todos “chineses”, e se há alguém infetado com qualquer virose não identificada é o chefe da orquestra, o presidente.

Não obstante, a campanha tem que seguir o seu curso, e exibe acordes destinados a tocar o grau de ingenuidade de cada um:
1. 
O primeiro nível de “culpabilidade” da China não é enfaticamente trombeteado, mas apenas subrepticiamente aludido, porque para isso seria preciso rebater o artigo “The proximal origin of SARS-CoV-2” publicado online pela revista “Nature Medicine” em 17 Mar 2020 [https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9], e reportado, por exemplo, em https://www.telegraph.co.uk/global-health/climate-and-people/study-proves-conspiracy-theorists-wrong-coronavirus-came-nature/ em 18 Mar 2020.
2. 
O segundo nível de “culpabilidade” é mais eficaz na transmissão, porque se socorre de vários níveis de abstração: dando por adquirido que desde o trabalho do médico ou médicos no terreno até o Presidente assumir a responsabilidade vai uma distância que só se prolongou porque o objetivo era esconder; escamoteando que uma vez tomada a decisão política o regime “abriu as portas” à WHO; que no fundo a natureza antidemocrática do regime justifica os piores receios: desde o cinismo subjacente às ajudas; como ao calculismo relativo às vantagens económico-financeiras (querendo fazer de nós Ocidentais parvos); até ao sacrifício cinicamente temporário destas últimas para mais depressa chegar à almejada posição hegemónica mundial.
3. 
O terceiro nível pode ser exemplificado por dois artigos de opinião saídos no Le Monde nos últimos dias. Impressiona o grau de impotência patenteado em qualquer deles: tudo o que a China fez e não fez é pintado com as cores mais sombrias; e a arrogância suprema reside na omissão daquilo que nós do lado de cá fizemos para pelo menos demonstrar a nossa superioridade moral. A ilação a tirar só pode logicamente ser uma: os Chineses devem-nos o que já fizeram e hão-de fazer, porque nós somos umas democracias impolutas, mesmo se ligeiramente imperfeitas.
4. 
Por último. Nós nem sempre chegamos atrasados às grandes batalhas. Ontem, no Público, dei de caras com um título ameaçador: “Coronavírus: Queremos ser chineses?” [https://www.publico.pt/2020/03/28/mundo/analise/coronavirus-queremos-chineses-1909870]. Mas afinal não era nada de mais: uma profusão de citações reforçava as frustrações gaulesas. E o “nosso” artigo cometia a originalidade de resumir tudo logo no primeiro parágrafo: “ … a Europa parece paralisada … América, China e Europa lutam para defender os seus interesses …”. Descontada a contradição, a única luz ao fundo do túnel das nossas elites resume-se naquele mortiço verbo, “parece”.




Fonte
  • Old Boys Network.




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29 de março de 2020

Covid-19: Algumas dicas…

Fiz uma pataniscas, ninguém comeu…
Não percebo porquê!?
From WhatsApp University



¡¡¡ não faça pataniscas de bacalhau !!!



Evite usar a mão dominante na rua.
Lave as mãos com frequência.
From WhatsApp University



¡¡¡ tome precauções higiénicas simples !!!



Gráficos da função logística e da sua função derivada.
From “A Novel Hybrid Classification Model of Genetic Algorithms, Modified k-Nearest Neighbor and Developed Backpropagation Neural Network”. Available from: https://www.researchgate.net/figure/Graph-of-the-Logistic-function-and-its-derivative-function_fig1_268874045 [accessed 29 Mar, 2020]



¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O número de casos começa por aumentar devagarinho.
Depois aumenta muito depressa (crescimento pseudo-exponencial).
Depois atinge o máximo.
Depois diminui muito depressa (decrescimento pseudo-exponencial).
Depois termina a diminuir devagarinho.

¡¡¡ tem sido sempre assim !!!

O estudo estatístico de anteriores casos de propagação de doenças (epidemias) permitiu verificar que a função logística e a função derivada da função logística são bons modelos matemáticos da evolução no tempo do número de seres vivos afectados pela doença.

A função logística, Curva em “S”, em cima, que modela o número total de casos em função do tempo, cresce sempre.

A função derivada da função logística, Curva em Sino, em baixo, que modela o número instantâneo de casos em função do tempo, cresce, atinge um máximo, decresce.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O “afastamento social”, o “confinamento doméstico”, “a quarentena”, têm por objectivo evitar que o pico da Curva em Sino, em baixo, seja muito pronunciado, isto é, evitar que ocorram muitos casos em muito pouco tempo, isto para evitar que os Serviços de Saúde colapsem.

O risco de colapso deriva de os Serviços de Saúde não terem sido, nunca o são, dimensionados para este tipo de situações.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!



Desinfecção-desinfestação de uma carruagem de metropolitano.
De “As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus”. Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

As dicas de um médico de Wuhan 
para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos.

Por Manuel Pestana Machado no Observador a 27 de Março de 2020, às 11:19.

Wang Zhou, médico chefe do centro de controlo e prevenção de doenças da cidade de Wuhan, na China, o primeiro epicentro da pandemia da Covid-19, assina um livro com conselhos para prevenção da doença. Como conta o jornal espanhol ABC, no “Manual de prevenção para o novo coronavírus: 101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”, o especialista junta uma centena de conselhos depois de falar com médicos que enfrentaram a epidemia no país asiático.

A capa do manual escrito por Wang Zhou.
Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

O manual foi publicado pela primeira vez a 10 de março de 2020 pela Skyhorse Publishing. Abaixo, deixamos as principais dicas deste médico conforme a publicação na íntegra (em castelhano) partilhada pelo ABC.


Este artigo pode ser lido aqui, está aberto, sem paywall.





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