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17 de junho de 2020

No tempo em que os medicamentos falavam

hidroxicloroquina
dexametasona



Hidroxicloroquina
Olá a todos! Sejam bem-vindos a mais um encontro de “Medicamentos que supostamente curam a COVID-19 mas afinal não”. Espero que estejam todos bem desde a semana passada. Vejo que temos aqui uma cara nova. Como te chamas?

Dexametasona
Chamo-me Dexametasona. Mas podem chamar-me Dexa.

Hidroxicloroquina
Olá, Dexa. O meu nome é Hidroxicloroquina. Sou a responsável deste grupo de fármacos. Nós aqui somos uma democracia e eu apenas sirvo de moderadora. Portanto, podes dizer tudo aquilo que quiseres, ok?

Dexametasona
OK.

Hidroxicloroquina
Muito bem. Queres-nos falar um pouco mais sobre ti?

Dexametasona
Eu… Eu sou um corticóide. Sirvo para muita coisa, nomeadamente para ser administrada nos doentes com lesões medulares ou tumores intracranianos. E, pelos vistos, também sirvo para curar a COVID-19. 

Ibuprofeno
Coitada, esta ainda está em negação. 

Hidroxicloroquina
Ibuprofeno, não sejas assim para a Dexa. Lembras-te quando cá chegaste? Numa semana tratavas a COVID-19, na semana a seguir já te associavas à maior taxa de mortalidade… Lembras-te de como isso te mexeu com a cabeça? Tem um bocadinho de respeito, por favor. Dexa, podes continuar, por favor.

Dexametasona
Aparentemente, um estudo de Oxford disse que eu tenho capacidade para melhorar a taxa de mortalidade dos doentes com COVID-19. Logicamente, toda a gente correu para a farmácia para me comprar, esgotaram o meu stock e faltei aos doentes que realmente precisavam de mim. Sinto-me muito culpada. 

Perindopril
· Colocando o braço à volta da Dexametasona.
Ó minha querida, não penses mais nisso. Também andaram a dizer que eu, os meus irmãos e os meus primos curávamos a doença, porque inibíamos o receptor pelo qual o vírus entra no pneumócito. Até se deram ao trabalho de aerossolizar uns infelizes de uns primos meus. No fim, não deu em nada.

Valsartan
· A cochichar com o Irbesartan.
Olha, o Perindopril já lhe está a arrastar a asa…

Perindopril
Já te disseram que tens um terminal OH lindo?

Hidroxicloroquina
Perindopril, já chega! Larga a miúda. Não vês que ela acabou de chegar aqui? Não vês que está confusa? Deixa-a respirar, se faz favor.

Perindopril
· A afastar-se enquanto pisca o olho à Dexametasona.
Se algum dia precisares que baixe a sistólica de algum dos teus doentes, dá-me um toque…

Hidroxicloroquina
Tens de desculpar aqui o pinga-amor do Perindopril. Nunca mais foi o mesmo desde que a Remdesivir saiu do grupo, depois daquele estudo da NEJM que mostrou que afinal reduzia mesmo a duração da doença…

Dexametasona
Não há problema. Eu agora só queria saber o que vai ser de mim.

Hidroxicloroquina
Olha, querida, eu vou-te explicar o que se vai passar de seguida. Vais estar nas bocas do mundo, vais aparecer nos telejornais, em artigos nas redes sociais… Vais ter meio mundo a falar de ti e o outro meio mundo louco à porta das farmácias para te comprar. Vais ser uma espécie de Beatle da Farmacologia. Toda a gente vai depositar a esperança em ti. Vais-te sentir muito especial…

Dexametasona
Mas… Mas isso é bom, certo?

Hidroxicloroquina
Lembra-te, fofinha, quanto mais alta é a subida, mais brusca é a queda. Com o tempo, vão sair estudos que demonstram que afinal não és assim tão boa. Alguns até vão dizer que aumentas a mortalidade. E, de repente, todas as pessoas que te idolatravam vão-se esquecer de ti. Vais voltar a tratar edemas cerebrais num ápice. Mas não te preocupes. Eu, o Ibuprofeno, o Perindopril e os restantes medicamentos vamos estar aqui para te apoiar.

Os medicamentos aproximaram-se todos da Dexametasona e abraçaram-na, fazendo-a sentir um bocadinho mais segura. 
Lá fora, a cebola, o alho, a sálvia e uma série de produtos homeopáticos batiam à porta e gritavam “Deixem-nos entrar!”. Coisa que nunca aconteceu porque, como não são medicamentos, o lugar deles é na rua, à chuva.




Fontes
  1. Imagems: Internet.
  2.   Texto: Old Boys Network.







Etiqueta principal: Covid-19.
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7 de junho de 2020

As Máscara Sociais não fazem bem… e FAZEM MAL !!!

“Only a few know about the Side Effects”
“Só uns poucos conhecem os efeitos colaterais”



Bases científicas 
sobre o uso de máscaras 
para proteção individual e social

As máscaras são para ser usadas por pessoas doentes em contacto com pessoas saudáveis, pelos cuidadores de pessoas doentes e por quem desinfeta zonas hospitalares referenciadas, por mais ninguém.

Por Gabriel Branco, 
Diretor do Servico de Neurorradiologia do Hospital Egas Moniz, 
no Observador a 06 de Junho de 2020, às 00:06. • Tem comentários.

A população em geral tem sido aconselhada ou obrigada por Lei a usar máscaras que cobrem a boca e nariz, sem que as autoridades responsáveis por essas sugestões ou ordens tenham fundamentado de forma clara as provas da eficácia dessa prática, no que se refere à prevenção de doença respiratória viral.

Parece ser útil no interesse da saúde pública conhecer os dados científicos disponíveis sobre a eficácia dos diversos de tipo de máscaras na proteção contra estes agentes.

Existem basicamente 3 tipos de máscaras:

1. Máscara têxtil reutilizável após lavagem;

2. Máscara de tipo cirúrgico, de elásticos ou atilhos;

3. Máscara filtro respiratório, designadas P1 a P3;

As máscaras cirúrgicas foram concebidas para proteger o campo operatório, filtrando 95% das bactérias expiradas, por reterem partículas a partir de 1000 nm. Não foram concebidas como filtros respiratórios de proteção individual.

A letra P é uma abreviatura de FFP (Filtering Face Piece); estas são as únicas máscaras que podem ser consideradas como filtros respiratórios. A maior parte das máscaras FFP contêm um filtro plástico central, mas muitas máscaras correntemente em uso em Portugal, com código KN300, não têm esse componente, embora possam ser classificadas como P1 ou P2.

Nos EUA a sigla N95 é equivalente a P2 ou P3 na Europa. Os números 95 e 300 significam que há uma capacidade de filtrar 95% ou mais de partículas de dimensão igual ou superior a 300 nm.

Revendo a literatura científica, devemos considerar a superioridade dos RCT sobre os artigos gerais. RCT são Estudos Randomizados Controlados e representam o grau de prova máxima que é possível obter em ciências médicas e biologia.

Especificamente sobre a proteção de máscaras contra os vírus da gripe, destaca-se um grande artigo de revisão crítica sobre a eficácia das máscaras, cuja conclusão passo a citar: “Nenhum dos estudos estabeleceu uma relação conclusiva entre o uso de máscara/respirador e a proteção contra a infeção por gripe (influenza): Influenza Journal (DOI:10.1111/j1750-2659.2011.00307.x)

A eficácia da máscara cirúrgica é definitivamente colocada em causa num RCT de boa qualidade, que compara a eficácia da máscara cirúrgica com os filtros respiratórios: A cluster randomized clinical trial comparing fit-tested and non fit-tested N95 respirators to medical masks to prevent respiratory virus infection in health care workers. Influenza and Other Respiratory Viruses (DOI:10.1111/j.1750-2659.2010.00198.x)

De facto, olhando para as especificações técnicas dos fabricantes de máscaras não é surpreendente a falta de provas científicas sobre a eficácia das máscaras das doenças tipo gripal. O Ortomixovirus, que é o agente da gripe A (influenza nos EUA) tem dimensão de 180 nm, portanto abaixo da capacidade filtrante das máscaras. O diâmetro do Coronavirus é de apenas 80 a 120 nm, o que o torna ainda mais difícil de filtrar que o Ortomixovirus.

Para além disso o Ortomixovirus tem tendência para formar aglomerados filamentosos, o que motiva a formação de partículas maiores, enquanto esse fenómeno não se verifica tanto nos Coronavirus.

Quanto às máscaras têxteis, o seu uso não só não protege como agrava o risco de infeção viral: A cluster randomized trial of cloth masks compared with medical masks in healthcare workers. (BJM Open 2015;5:e006577.doi:10.1136/bmjopen-2014006577).

Ou seja, a utilização de máscaras têxteis no âmbito da prevenção de doença respiratória viral é prejudicial, pelo que a sua circulação deveria ser proibida.

Assim, a Organização Mundial da Saude (OMS) publicou em 6 de Abril de 2020 uma reavaliação sobre o uso das máscaras de proteção individual, sobre o assunto específico do Coronavirus. E concluiu: “as máscaras continuam a estar recomendadas apenas para certos grupos específicos – doentes infetados com o SARS-Cov-2, pessoas com sintomas, cuidadores ou profissionais de saúde em contacto com doentes infetados ou suspeitos.”

Nos estudos científicos as máscaras cirúrgicas são utilizadas por um máximo de 4h. O uso continuado de máscaras, sobretudo em exercício, reduz a oxigenação e aumenta a taxa de CO2. A acumulação de humidade e a concentração de partículas captadas do ar disponibiliza na máscara um maior número de agentes nocivos ao utilizador, portanto confere um risco maior de infeção do que o da respiração livre.

Não é assim compreensível a posição da DGS e do Governo português, que emitem ordens sobre o uso de máscaras contra os dados científicos, mas também contra as próprias diretrizes da OMS, o que constitui um atentado contra a saúde pública.

As máscaras são para ser usadas por pessoas doentes em contacto com pessoas saudáveis, pelos cuidadores de pessoas doentes e por quem desinfeta zonas hospitalares referenciadas, por mais ninguém.

Não há qualquer indicação para o uso generalizado de máscaras em pessoas saudáveis na comunidade, podendo mesmo ser afirmado com propriedade, que o seu uso acarreta riscos tangíveis.



The solution !!!
A solução !!!




Fontes
  1. "“Only a few know about the Side Effects”". Dr. Rashid Buttar. "Be Inspired"'s YouTube Channel. Published on May 28, 2020. Retrieved on June 07, 2020. 
  2. "Bases científicas sobre o uso de máscaras para proteção individual e social". Gabriel Branco. Observador. Publicado a 06 de Junho de 2020, às 00:06. Recuperado a 07 de Junho de 2020, às 14:50. 
  3. “The solution!”. Vishnupada Das. Old Boys Network. Received on June 07, 2020 at 15:55. 






Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno
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