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19 de maio de 2021

Estupidez Humana




Segundo Carlo M. Cipolla as Leis Fundamentais da Estupidez Humana são 5, cinco, e a primeira é (página 19):

Inevitavelmente toda a gente subestima sempre o número de indivíduos estúpidos em circulação.


Segundo Nassim Nicholas Taleb, o prefaciador, Carlo M. Cipolla, o autor, tem uma definição formal axiomática do que significa ser estúpido (página 14):

Estúpido é alguém que prejudica os outros sem procurar qualquer ganho para si mesmo – constratando com o bandido, de comportamento, mais previsível, que ganha algo ao prejudicar-nos.


Ainda segundo Carlo M. Cipolla, o autor, para além das evidentes implicações pessoais, a Estupidez Humana tem implicações sociais verificando-se que (formulação minha com base no texto das páginas 51 a 55 51 a 55): 

As culturas, estados, sociedades, em ascensão, ou expansão, tendem a ter mais dirigente inteligentes dos que dirigentes estúpidos, verificando-se o inverso nas culturas, estados, sociedades, em descensão, ou contracção.


Li o livrinho – que tem ao todo 64 páginas, incluindo as páginas de guarda, de título, de índice, etc. – em menos de duas horas.


Obrigatório ler!








Etiqueta principal: Estupidez Humana.

12 de outubro de 2020

Andreia Montenegro (Ana Loureiro)





Contada por Ana Loureiro, o rosto da petição pública para a Legalização e Regulamentação da Prostituição em Portugal, meio no qual é também conhecida por Andreia Montenegro, esta é a história de uma mulher que encontrou na profissão mais velha do mundo o caminho para a sua sobrevivência e a dos seus filhos.

Oriunda de uma família lisboeta de classe média, Ana viveu uma infância e adolescência marcadas pela violência física e psicológica. Após uma tentativa de suicídio, foi acolhida por instituições do Estado, onde conheceu aquele que viria a ser o pai dos seus filhos – e que, tal como sucedera com os seus pais, não a pouparia a maus-tratos.

Nestas páginas, conta-nos como chegou à prostituição, como despertou para um universo de segredos, cumplicidades e perversões que desconhecia em absoluto e como se habituou a um trabalho que, de início, lhe provocou a mais profunda repulsa, ou não tivesse sido um padre o seu primeiro cliente.

Cru, genuíno, corajoso e direto, este livro põe a descoberto um meio em que o perigo, a incerteza e o absurdo estão sempre ao virar da esquina, obrigando-nos também a refletir sobre a necessidade de regulamentar uma profissão que permanece na sombra da clandestinidade.



Andreia Montenegro, a julgar pela sua história que neste livro conta, não foi, nem é, uma Acompanhante de Luxo, foi, e é, uma Mulher de Armas e uma Sacerdotisa do Amor. Foi em tempos, uma menina numa Casa da Mariquinhas, é, actualmente, uma Mariquinhas nas suas próprias casas.





O que a autora conta, a situação que descreve, não me surpreendeu minimamente. Nasci em Julho de 1947 e desde cerca de 1960, desde os meu 12, 13, anos que, ouvindo “coisas”, vendo “coisas”, lendo “coisas”, tenho vindo a construir um modelo mental da situação, modelo desse que, nas suas grandes linhas, coincide com quanto é descrito.

Nas suas grandes linhas, friso, não fazia ideia do que era «fazer praças» nem de que, como «praças», Aveiro era má e Braga boa.

Acresce que, sendo do sexo masculino e vivendo no ambiente dos Clientes das Mariquinhas, não no das próprias Mariquinhas, via a situação de um outro ponto de vista, um ponto de vista em que mais importantes do que as Mariquinhas, ou os Clientes das Mariquinhas, eram as Esposas, Filhas e Filhos, dos Clientes das Mariquinhas.

Quanto à questão da Regulamentação da Prostituição, questão que, suponho, terá sido o que levou Ana Loureiro a expor-se como se expõe, acho que ela está cheia de razão e que a actividade deve ser regulamentada.

O mercado de trabalho da prostituição – feminina ou masculina – é um mercado de trabalho dinamizado pela procura, não pela oferta. Enquanto houver homens e mulheres que queiram, e possam, pagar os favores sexuais de outrem haverá quem, por uma razão ou por outra, esteja na disposição de prestar esses mesmos favores sexuais

Que os favores sexuais sejam prestados na borda de uma estrada, na cabine de uma viatura, na casa de banho de um centro comercial, no saguão de um prédio, num quarto – de bordel, de hotel, de residência –, na cama de dormir da, ou do, cliente, é irrelevante, o que é relevante é que uma das partes compra os favores sexuais que a outra parte lhe presta, favores sexuais esses que a outra parte lhe não prestaria se não fosse remunerada. E o valor da remuneração é, pela mesma razão, irrelevante. Nuns casos será baixo, ou baixíssimo, noutros razoável, noutros elevado, ou elevadíssimo, dependerá de imensas coisas.

O Projecto-Lei de Regulamentação da Prostituição em Portugal proposto pela autora nas páginas finais deste seu livro resolve todas as questões que se prendem com  Prostituição em Portugal?

É evidente que não!

Não resolve, por exemplo, as questões que se prendem os que casam por dinheiro mas, parece-me, resolve, ou contribui para a resolução, de muitos dos problemas das Casas das Mariquinhas, das próprias Mariquinhas e, espero bem, contribuirá para desincentivar fortemente a prostituição juvenil feminina, a prostituição das moças entre entre os quatorze e os vinte e um anos.






Etiqueta principal: Regulamentação da Prostituição em Portugal.

24 de maio de 2020

Shoshana Zuboff em “Capitalismo de Vigilância”

podem pôr-se legendas em português



A professora de Harvard, Shoshana Zuboff, escreveu um livro monumental sobre a nova ordem económica que é alarmante. “A Era do Capitalismo de Vigilância” revela como as maiores empresas de tecnologia lidam com nossos dados. Como poderemos recuperar o controle de nossos dados? O que é o capitalismo de vigilância?

Neste documentário Zuboff levanta a cortina do Google e do Facebook e revela uma forma impiedosa de capitalismo no qual, não os recursos naturais mas o próprio cidadão, é a matéria-prima. Como poderão os cidadãos recuperar o controle de seus dados?

Estamos em 2000 e a crise do dot.com fez profundas feridas. Como sobreviverá a startup Google ao estouro da bolha da Internet? Os fundadores, Larry Page e Sergey Brin, já não sabem pra onde se virar. Mas, por acaso, o Google descobre que os “dados residuais” que os utilizadores deixam para trás nas suas pesquisas na Internet são preciosos e negociáveis.

Estes dados residuais podem ser usados para prever o comportamento do utilizador da Internet. Os anúncios na Internet poderão pois ser direcionados, o que é muito mais eficaz. Nasceu assim um modelo de negócio completamente novo: “capitalismo de vigilância”.





Fonte e Referências
  1. Shoshana Zuboff on surveillance capitalism | VPRO Documentary”. VPRO Documentary's YouTube Channel. Published on December 20, 2019. Retrieved on May 24, 2020. 
  2. Shoshana Zuboff”. Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last edited on 26 March 2020, at 16:21 (UTC). Retrieved on 24 May 2020, at 14:09 (UTC).
  3. The Age of Surveillance Capitalism”. Wikipedia, the free encyclopedia. This page was last edited on 21 May 2020, at 06:32 (UTC). Retrieved on 24 May 2020, at 14:12 (UTC).
  4. The Age of Surveillance Capitalism: The Fight for a Human Future at the New Frontier of Power by Shoshana Zuboff”. Goodreads. No publication date. Retrieved on 24 May 2020, at 14:17 (UTC).
  5. High tech is watching you”. John Laidler. The Harvard Gazette. Published on March 4, 2019. Retrieved on May 24, 2020.







Etiqueta principal: Capitalismo de Vigilância.
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23 de maio de 2020

O Covid-19, a DGS e o Leviatã

Frontispício da edição original do Leviatã (1651)



Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. 



A procissão da Senhora dos Passos da Graça

A DGS chegou ao cúmulo de determinar, com aquela autoridade divina que recebeu do alto, os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Por P. Gonçalo Portocarrero de Almada no Observador às 00:06 de 23 de Maio de 2020.

Em boa hora, a Direcção-Geral da Saúde, editou umas normas sanitárias a que muito sugestivamente apelidou Passos necessários para comungar. Este título parece inspirado na multisecular e veneranda procissão do Senhor dos Passos da Graça, que agora passa a ter, nos ditos Passos, uma versão feminina: a procissão da Senhora dos Passos da (Drª) Graça (Freitas).

Para quem ainda não tenha percebido, a Direcção Geral de Saúde (DGS, não confundir, não obstante as parecenças, com a DGS que sucedeu à Pide) é, de momento, o mais intrusivo e potencialmente totalitário instrumento de poder do Estado português. A DGS, não só impôs 78 regras a observar pelos banhistas nas praias, como diariamente faz um comunicado sobre o estado da nação, em que opina sobre todo o tipo de matérias, até sanitárias, de que aliás pouco sabe, como ficou provado quando, por ocasião das primeiras notícias sobre a actual pandemia, disse que o vírus não era transmissível entre seres humanos, nem provavelmente chegaria a Portugal … Infelizmente, a DGS, usurpando competências que são próprias e exclusivas da Santa Sé, da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) e, mais propriamente, de cada bispo na sua diocese, decidiu resolver, por sua conta e risco, algumas questões de natureza litúrgica.

Com efeito, a DGS divulgou recentemente um conjunto de orientações para o culto católico. Algumas de estas regras receberam a denominação Oração Segura, ao estilo das operações da GNR, geralmente apelidadas com designações análogas, tipo Natal em segurançaPáscoa tranquilaFim-de-ano feliz, etc. Oração Segura não é, contudo, um nome apropriado, não só porque a oração é sempre segura – insegura é, pelo contrário, a falta de oração – mas também porque a oração, quando é individual, não implica qualquer risco de contágio.

A questão sanitária só se põe em relação ao culto público, sobretudo a Missa, que é, decerto, a acção litúrgica mais frequente e que mais pessoas reúne, todas as semanas, no nosso país. É óbvio que o risco de contágio existe e que, portanto, deve-se ser prudente na forma como se realizam essas liturgias, como já devidamente acautelou a CEP, sem necessidade de que a DGS viesse agora, com os Passos necessários para comungar, ensinar o Pai-nosso ao vigário, ou seja, aos senhores bispos e padres.

Por este andar, qualquer dia a DGS, tão zelosa no que respeita à saúde espiritual dos portugueses, edita normas sobre a Confissão inócua, para evitar que, com a absolvição dos pecados, se transmita o novo coronavírus. Com Solução final poderia estabelecer regras para a Unção dos doentes, quando administrada a pessoas em situação terminal. Casamento à linha permitiria os noivos católicos, colocados à distância sanitariamente prescrita, trocar as alianças através de uma cana de pesca de dois metros. Para o Baptismo fixe, a DGS poderia prescrever o uso de uma mangueira, que permitisse ao celebrante lançar, a dois metros de distância, um esguicho de água sobre o neófito, utilizando seus pais e padrinhos, por precaução, escafandro, ou a toilette de surf

Em relação à Eucaristia, que outra coisa não é do que o Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, real, verdadeira e substancialmente presente, a DGS chegou ao cúmulo de decretar – como Deus, no monte Sinai, deu a Moisés os dez preceitos da Lei de Deus – os seis novos mandamentos da comunhão higiénica.

Estes Passos necessários para comungar são: “1. Manter dois metros de distância na fila; 2. Baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar; 3. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool; 4. Receber a hóstia e levar de imediato à boca; 5. Voltar a colocar a máscara; 6. Higienizar as mãos com uma solução à base de álcool.

Para o cumprimento da primeira regra, que exige os dois metros de distância na fila da comunhão, a DGS poderia obrigar o uso de uma vara com esse cumprimento, pois nem sempre será fácil determinar, a olho nu, se a distância é de 1,99 ou 2,01 metros. Fiéis mais sofisticados poderiam até utilizar um mecanismo análogo ao das viaturas que, quando detectam a proximidade de um obstáculo, apitam.

A indicação para “baixar a máscara duas pessoas antes da sua vez de comungar” é confusa porque, desde que se forma a fila, quem estiver duas posições à frente, estará sempre “duas pessoas antes da sua vez de comungar”, como é óbvio, a não ser que alguma de essas duas pessoas entretanto desista, ou uma terceira se intrometa, dando o golpe. Mais do que “baixar a máscara”, teria sido mais correcto dizer que a mesma deve ser removida, total ou parcialmente, quando estiver a comungar a antepenúltima pessoa à sua frente na fila da comunhão, como se diria em português escorreito, em vez do que se escreveu na novilíngua sanitária, o DGSês.

A regra que obriga a “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool” implica necessariamente que, antes da Comunhão, se proceda à lavagem das mãos, como fez Pôncio Pilatos. É muito salutar que só se comungue com as mãos limpas, mas não parece adequado que essa operação tenha lugar imediatamente antes de se receber a Sagrada Eucaristia. Se os fiéis já o tiverem feito no início da celebração, não necessitariam de o fazer neste momento, quando toda a sua atenção deve estar centrada na recepção iminente do próprio Jesus de Nazaré.

É de uma incrível ligeireza a forma como estes Passos necessários para comungar se referem à Sagrada Comunhão, que é o acto mais excelso que é dado a alguma criatura realizar. Comungar não é, como nestas instruções se diz, “receber a hóstia e levar de imediato à boca”, como quem consome um alimento qualquer, mas receber o próprio Deus, ainda que oculto sob a espécie do pão consagrado.

Quero crer que a DGS, com esta linguagem, que mais do que infeliz é indelicada, não teve o intuito de injuriar a fé eucarística dos católicos, mas a verdade é que utiliza termos que não são aceitáveis, porque ofendem a sensibilidade dos cristãos. Não se pede à DGS que faça um acto de fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, mas que respeite os milhões de católicos que nela crêem e se abstenha de dar palpites sobre o que manifestamente não sabe. O que tão desajeitadamente recomendou, podia e devia ter sido dito de forma muito mais simples e respeitosa: comungue imediatamente, sem mais.

Depois, a DGS manda “voltar a colocar a máscara”. Esta disparatada recomendação recorda uma orientação que era dada nos aviões da TAP. Ao dizer-se que, em caso de despressurização da cabine, as máscaras de oxigénio cairiam automaticamente à frente de cada passageiro, acrescentava-se depois, com um sorriso forçado, que cada um deveria ajustar a sua própria máscara e respirar “normalmente”. É fácil de imaginar a normalidade de uma tal situação, se calhar com o avião a cair em poços de ar, ou a pique … O mesmo se diga, mutatis mutandis, de repor a máscara depois de comungar: com certeza que qualquer fiel, com um mínimo de devoção, terá, nesse momento, coisas muito mais importantes em que pensar, do que na máscara…

A última regra é também, desgraçadamente, insultuosa para os fiéis: “higienizar as mãos com uma solução à base de álcool”. Com efeito, ao recomendar um segundo momento PP (Pôncio Pilatos), sugere-se que a Santíssima Eucaristia possa ser ocasião de contágio, pois imediatamente antes de a receber, os fiéis já tinham lavado as mãos.

Felizmente, como o povo é estúpido e os católicos ainda o são mais, cada um destes Passos da procissão da Senhora Graça é ilustrado com um pedagógico desenho, tal qual as instruções de segurança das companhias aéreas. Infelizmente, não dá para pintar, porque já estão coloridos. Não teria sido má ideia que os contornos das figuras aparecessem a tracejado e sem côr, para os coitadinhos dos católicos se entreterem a unir os traços e pintar. Fica a sugestão.

DGS_PassosComungar-724x1024

O Papa Francisco e a CEP têm pedido aos padres e leigos que acatem as normas sanitárias em vigor e assim têm feito, de forma aliás exemplar, não obstante a compreensível contrariedade dos que, por terem uma fé mais esclarecida e uma maior devoção, mais sofrem com esta penosa situação. Pede-se à DGS, e demais instituições do Estado, que respeitem também a Igreja católica, nomeadamente reconhecendo a sua justa autonomia em matéria litúrgica, e que se abstenham de publicar orientações que, obviamente, ofendem a liberdade da Igreja, bem como a fé, a inteligência e a sensibilidade dos fiéis.

Bob cartoon, May 23
Telegraph Cartoons – May 2020
May 22 2020






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2 de abril de 2020

Tudo Muda · Todo Cambia

A Europa e o Magrebe no ano 450 da Era Comum.
Nesse ano, há 1570 anos na Península Ibérica existiam:
no oeste, o Reino Suevo,
no nordeste, o Reino Visigótico,
em toda a restante península, o Império Romano do Ocidente.
Rómulo Augusto, o último Imperador Romano do Ocidente, foi deposto em 476.






RECUANDO NO TEMPO
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra até há 540 milhões de anos. 
E também mostra as principais eras glaciares: há 20 mil, 300 milhões e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



REGRESSANDO AO PRESENTE
MAS COM OS HEMISFÉRIOS SEPARADOS
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.



HISTÓRIA DA EUROPA
2500 ANOS EM 10 MINUTOS
A Europa é um continente situado no hemisfério norte do globo terrestre.
Ao norte do continente europeu situa-se o Oceano Glacial Ártico; ao sul os Mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio, a leste os Montes Urais e a oeste o Oceano Atlântico. Este vídeo mostra as fronteiras e populações de cada país na Europa, para todos os anos desde 400 aC. Estados vassalos e colónias não são incluídos na contagem da população de um país.






tudo muda mas alguns querem que nada mude
querem que nada mude para não perderem o poder

e

estão na disposição de matar imensa gente
para se manterem no poder mais algum tempo

pois

são os eleitos
são os excepcionais
adonai deu-lhes o mundo






Todo Cambia
Julio Numhauser
Nueva versión con Julio y su hijo Maciel, en familia.



Todo Cambia
Julio Numhauser

Cambia lo superficial
Cambia también lo profundo
Cambia el modo de pensar
Cambia todo en este mundo
Cambia el clima con los años
Cambia el pastor su rebaño
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia el mas fino brillante
De mano en mano su brillo
Cambia el nido el pajarillo
Cambia el sentir un amante
Cambia el rumbo el caminante
Aunque esto le cause daño
Y asi como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia

Cambia el sol en su carrera
Cuando la noche subsiste
Cambia la planta y se viste
De verde en la primavera
Cambia el pelaje la fiera
Cambia el cabello el anciano
Y así como todo cambia
Que yo cambie no es extraño

Pero no cambia mi amor
Por mas lejos que me encuentre
Ni el recuerdo ni el dolor
De mi pueblo y de mi gente
Y lo que cambió ayer
Tendrá que cambiar mañana
Así como cambio yo
En esta tierra lejana

Cambia todo cambia
Cambia todo cambia






Referência





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1 de abril de 2020

Coronavirus • Perigo Amarelo • Doutor Estranhamor


um velho camarada mandou-me algo que foi publicado no facebook

republico com as necessárias alterações de formato




O CORONAVIRUS, 
O PERIGO AMARELO E 
O DOUTOR ESTRANHAMOR (STRANGELOVE)

Por Duarte Pacheco Pereira no Facebook às 21:59 de 30 de Março de 2020

ORIGEM DO TEXTO
https://www.facebook.com/vasco.almeida.1485/posts/508131873218644

ORIGEM DA IMAGEM
https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/

TEXTO

Por Vasco Almeida no Facebook às 17:39 de 29 de Março de 2020

A partir do momento em que a ajuda chinesa começou a chegar à martirizada Itália – em chocante contraste com as específicas recusas da Alemanha e da França logo no início do drama italiano – a campanha anti-China (de contornos racistas para melhor infetar o ambiente americano) atravessou o Atlântico, e entrou agora na agenda dos jornais respeitáveis.

Este rufar de tambores dos USA para a Europa lembra fatalmente campanhas desenhadas e orquestradas para desestabilizar o Chile, Nicarágua, Cuba, Indonésia, Venezuela, Brasil, Portugal, Argentina, Líbia e outros, em diferentes épocas com os mesmos objetivos. Uma diferença importante era que, nesses casos doutros tempos, havia em cada um desses países uma representação indígena do capitalismo internacional vitalmente interessada no desfecho, e que procurava ou se aproveitava de aliados locais de ocasião (quem não se lembra das tiradas nada cor de rosa anti-Allende do CF?). Atualmente, isso não acontece, porque para o SARS-CoV-2 nós somos todos “chineses”, e se há alguém infetado com qualquer virose não identificada é o chefe da orquestra, o presidente.

Não obstante, a campanha tem que seguir o seu curso, e exibe acordes destinados a tocar o grau de ingenuidade de cada um:
1. 
O primeiro nível de “culpabilidade” da China não é enfaticamente trombeteado, mas apenas subrepticiamente aludido, porque para isso seria preciso rebater o artigo “The proximal origin of SARS-CoV-2” publicado online pela revista “Nature Medicine” em 17 Mar 2020 [https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9], e reportado, por exemplo, em https://www.telegraph.co.uk/global-health/climate-and-people/study-proves-conspiracy-theorists-wrong-coronavirus-came-nature/ em 18 Mar 2020.
2. 
O segundo nível de “culpabilidade” é mais eficaz na transmissão, porque se socorre de vários níveis de abstração: dando por adquirido que desde o trabalho do médico ou médicos no terreno até o Presidente assumir a responsabilidade vai uma distância que só se prolongou porque o objetivo era esconder; escamoteando que uma vez tomada a decisão política o regime “abriu as portas” à WHO; que no fundo a natureza antidemocrática do regime justifica os piores receios: desde o cinismo subjacente às ajudas; como ao calculismo relativo às vantagens económico-financeiras (querendo fazer de nós Ocidentais parvos); até ao sacrifício cinicamente temporário destas últimas para mais depressa chegar à almejada posição hegemónica mundial.
3. 
O terceiro nível pode ser exemplificado por dois artigos de opinião saídos no Le Monde nos últimos dias. Impressiona o grau de impotência patenteado em qualquer deles: tudo o que a China fez e não fez é pintado com as cores mais sombrias; e a arrogância suprema reside na omissão daquilo que nós do lado de cá fizemos para pelo menos demonstrar a nossa superioridade moral. A ilação a tirar só pode logicamente ser uma: os Chineses devem-nos o que já fizeram e hão-de fazer, porque nós somos umas democracias impolutas, mesmo se ligeiramente imperfeitas.
4. 
Por último. Nós nem sempre chegamos atrasados às grandes batalhas. Ontem, no Público, dei de caras com um título ameaçador: “Coronavírus: Queremos ser chineses?” [https://www.publico.pt/2020/03/28/mundo/analise/coronavirus-queremos-chineses-1909870]. Mas afinal não era nada de mais: uma profusão de citações reforçava as frustrações gaulesas. E o “nosso” artigo cometia a originalidade de resumir tudo logo no primeiro parágrafo: “ … a Europa parece paralisada … América, China e Europa lutam para defender os seus interesses …”. Descontada a contradição, a única luz ao fundo do túnel das nossas elites resume-se naquele mortiço verbo, “parece”.




Fonte
  • Old Boys Network.




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29 de março de 2020

Covid-19: Algumas dicas…

Fiz uma pataniscas, ninguém comeu…
Não percebo porquê!?
From WhatsApp University



¡¡¡ não faça pataniscas de bacalhau !!!



Evite usar a mão dominante na rua.
Lave as mãos com frequência.
From WhatsApp University



¡¡¡ tome precauções higiénicas simples !!!



Gráficos da função logística e da sua função derivada.
From “A Novel Hybrid Classification Model of Genetic Algorithms, Modified k-Nearest Neighbor and Developed Backpropagation Neural Network”. Available from: https://www.researchgate.net/figure/Graph-of-the-Logistic-function-and-its-derivative-function_fig1_268874045 [accessed 29 Mar, 2020]



¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O número de casos começa por aumentar devagarinho.
Depois aumenta muito depressa (crescimento pseudo-exponencial).
Depois atinge o máximo.
Depois diminui muito depressa (decrescimento pseudo-exponencial).
Depois termina a diminuir devagarinho.

¡¡¡ tem sido sempre assim !!!

O estudo estatístico de anteriores casos de propagação de doenças (epidemias) permitiu verificar que a função logística e a função derivada da função logística são bons modelos matemáticos da evolução no tempo do número de seres vivos afectados pela doença.

A função logística, Curva em “S”, em cima, que modela o número total de casos em função do tempo, cresce sempre.

A função derivada da função logística, Curva em Sino, em baixo, que modela o número instantâneo de casos em função do tempo, cresce, atinge um máximo, decresce.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O “afastamento social”, o “confinamento doméstico”, “a quarentena”, têm por objectivo evitar que o pico da Curva em Sino, em baixo, seja muito pronunciado, isto é, evitar que ocorram muitos casos em muito pouco tempo, isto para evitar que os Serviços de Saúde colapsem.

O risco de colapso deriva de os Serviços de Saúde não terem sido, nunca o são, dimensionados para este tipo de situações.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!



Desinfecção-desinfestação de uma carruagem de metropolitano.
De “As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus”. Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

As dicas de um médico de Wuhan 
para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos.

Por Manuel Pestana Machado no Observador a 27 de Março de 2020, às 11:19.

Wang Zhou, médico chefe do centro de controlo e prevenção de doenças da cidade de Wuhan, na China, o primeiro epicentro da pandemia da Covid-19, assina um livro com conselhos para prevenção da doença. Como conta o jornal espanhol ABC, no “Manual de prevenção para o novo coronavírus: 101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”, o especialista junta uma centena de conselhos depois de falar com médicos que enfrentaram a epidemia no país asiático.

A capa do manual escrito por Wang Zhou.
Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

O manual foi publicado pela primeira vez a 10 de março de 2020 pela Skyhorse Publishing. Abaixo, deixamos as principais dicas deste médico conforme a publicação na íntegra (em castelhano) partilhada pelo ABC.


Este artigo pode ser lido aqui, está aberto, sem paywall.





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28 de março de 2020

O Que Faz Falta & O Que Não Faz Falta





O Que Faz Falta?
Comida.
Abraços.
Beijos.

A comida tem de ser real.
Os abraços e os beijos podem ser virtuais.




O Que Não Faz Falta?
Brigas. 
Imputações de culpa. 
Lutas de galos.





Letra: Zeca Afonso.
Música: Zeca Afonso.
Interpretação: VenusMonti - Tuna Académica da Faculdade de Direito de Lisboa.


Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
 

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um cão te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta
 

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta
 

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta
 

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta
 

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
 

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder a malta
O que faz falta
 




Fonte
  • Old Boys Network.





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19 de novembro de 2019

De Versalhes a Wall Street (1919-2008)




Colóquio Internacional 

De Versalhes a Wall Street (1919-2008)

19 de novembro de 2019, Anfiteatro III (FLUC)


Progress, far from consisting in change, depends on retentiveness. When change is absolute there remains no being to improve and no direction is set for possible improvement: and when experience is not retained, as among savages, infancy is perpetual. Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.
in Reason in Common Sense, Volume 1: The Life of Reason by George Santayana.


Gostei.

Gostei especialmente da última comunicação da sessão de trabalho da manhã e da primeira comunicação da segunda parte da sessão de trabalho da tarde:
  • Da economia de guerra à economia de paz. Crise e reconstrução no pós II Guerra Mundial”, Maria Fernanda Rollo (IHC-NOVA FCSH);
  • O capitalismo em Portugal depois do fim da história: as dinâmicas do neoliberalismo incrustado”, João Rodrigues (FEUC e CES).

Solicitei que me enviassem o texto da conferência de abertura Benito Mussolini, the first modern dictator: child of Italy's war?, Richard Bosworth (Jesus College, Oxford), texto que o conferencista já disponibilizou.

Pela parte que me toca gostaria de poder dispor dos textos das comunicação de que gostei especialmente, ou mesmo só de uma sua versão preliminar.


Programa



Post scriptum
No colóquio, na segunda comunicação da sessão de trabalho da manhã 
  • “Os impérios e os seus descontentes no entre-guerras”, Pedro Aires Oliveira (IHC-NOVA FCSH), 

Mas estas menções foram ocasionais e perfeitamente “laterais” num colóquio muito centrado no Triângulo_Berlim-Roma-Washington,_D.C. e nada centrado no Quadrilátero_Soio-Pemba-Maputo-Moçâmedes.
14:53_20-Nov-2019



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12 de novembro de 2019

Retornados

Lisboa, Cais de Alcântara 1975.
in
Testemunho de quem deixou Angola - Rede Angola - Notícias independentes sobre Angola


Será possível que, algum dia, os retornados voltem a ter (ou a receber uma compensação monetária) por tudo o que perderam no Ultramar?

Não.

Os Retornados foram, são os que ainda são vivos, Refugiados de Guerra, fugiram para não serem mortos aplicando o velho ditado Que vão os anéis, que fiquem os dedos.

Acresce que a grande maioria era gente modesta —funcionários públicos, artífices, pequenos agricultores, pequenos comerciantes— que nem perderam muito porque não tinham muito.

Quem realmente tinha muito, tipo Diamang e Gulf Oil em Angola, limitou-se a deixar de pagar em Lisboa, ao Governo de Marcelo Caetano, e começar a pagar em Luanda, ao Governo de Agostinho Neto.

Referências
  1. Blogue Bravos “Retornados”, Refugiados, Deslocados, Espoliados…
  2. Livro A Sombra do Imbondeiro - Estórias e Memórias de África
  3. Livro O Último Ano em Luanda
  4. Livro Mais um Dia de Vida
  5. Livro O Retorno
  6. Livro Homens de Pó
  7. Livro Os Retornados Mudaram Portugal


Quora pergunta

Quora respostas
  1. resposta de Álvaro Aragão Athayde, abaixo transcrita.
  2. resposta de Canis Pugnax.
  3. Os comentários de Álvaro Aragão Athayde à resposta de Canis Pugnax e as respostas deste último.



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