Segundo Carlo M. Cipolla as Leis Fundamentais da Estupidez Humana são 5, cinco, e a primeira é (página 19):
Inevitavelmente toda a gente subestima sempre o número de indivíduos estúpidos em circulação.
Segundo Nassim Nicholas Taleb, o prefaciador, Carlo M. Cipolla, o autor, tem uma definição formal axiomática do que significa ser estúpido (página 14):
Estúpido é alguém que prejudica os outros sem procurar qualquer ganho para si mesmo – constratando com o bandido, de comportamento, mais previsível, que ganha algo ao prejudicar-nos.
Ainda segundo Carlo M. Cipolla, o autor, para além das evidentes implicações pessoais, a Estupidez Humana tem implicações sociais verificando-se que (formulação minha com base no texto das páginas 51 a 55 51 a 55):
As culturas, estados, sociedades, em ascensão, ou expansão, tendem a ter mais dirigente inteligentes dos que dirigentes estúpidos, verificando-se o inverso nas culturas, estados, sociedades, em descensão, ou contracção.
Li o livrinho – que tem ao todo 64 páginas, incluindo as páginas de guarda, de título, de índice, etc. – em menos de duas horas.
Sou um tipo muito atado, Ando mal-habituado, A fazer só o que quero, Tenho tudo, nunca espero. A mamã é uma querida, Lava a roupa, dá comida, Faz de mim um incapaz,
Mas eu sou um bom rapaz, Bom rapaz!
Apesar de ter escolha, Não saio da minha bolha. Estou tranquilo, estou tão bem, Ao colo da minha mãe, Que eu adoro, que me adora, Que me liga de hora a hora, Porque eu sou um incapaz.
Mas eu sou um bom rapaz, Bom rapaz!
Acho que já sou capaz, De fazer o que a mãe faz, Mas é perfeito assim! A Mamã faz por mim, Tudo o que eu deixo para trás, Como se eu fosse um incapaz!
Bom rapaz! Bom rapaz!
Quando esbanjo o meu dinheiro, Ela parte o mealheiro, Sou o seu filho adorado, Não quer ver-me atrapalhado.
Saio à rua, Ela faz figas, Liga aflita p’rás amigas, Porque eu sou um incapaz,
Mas eu sou um bom rapaz! Bom rapaz!
Deixa-me a roupa dobrada, p’ra eu vestir de madrugada e prepara-me a marmita com iogurte e uma barrita para, ao meio da manhã, eu me lembrar da mamã que alimenta o incapaz.
Mas eu sou um bom rapaz, Bom Rapaz!
Acho que já sou capaz, De fazer o que a mãe faz, Mas é perfeito assim! A Mamã faz por mim.
Tudo o que eu deixo para trás, Como se eu fosse um incapaz! Bom rapaz! Bom rapaz!
Os quiduxos das mamãs…
… têm uma certa tendência a “jogar do outro lado”, o que é complicado para as eventuais sensorte e, também, a alaparem-se nas tetas da política, o que é complicado para todas as, e todos os, sem-sorte.
Good Times Create Weak Men. Weak Men Create Bad Times. Bad Times Create Strong Men. Strong Men Create Good Times.
tempos fáceis criam pessoas fracas
pessoas fracas criam tempos difíceis
tempos difíceis criam pessoas fortes
pessoas fortes criam tempos fáceis
Em Portugal os Milénicos (do inglês Millennials), os nascidos entre 1980 e 2000, que neste ano de 2020 fazem, respectivamente, 40 e 20 anos de idade, dividem-se em dois grandes grupos:
O grupo daqueles cujos pais viveram, ou combateram no Ultramar.
O grupo daqueles cujos pais nem viveram, nem combateram no Ultramar.
Esta divisão, que já emergiu na política com Pedro Passos Coelho, um não Milénico porque nascido em 1964, que está remergindo na política com Joacine Katar Moreira e André Ventura, ambos Milénicos porque nascidos em 1982 e 1983, respectivamente, tem todas as condições para se tornar, em Portugal, a fractura sócio-política fundamental dos próximos anos.
Face a um problema os Homens de Ciência pensam Como resolveremos este problema? e os Homens de Leis pensam Quem terá o direito de resolver este problema?
“Sérgio Godinho - Nação Valente (videoLETRA)”, Sérgio Godinho e Hélder Gonçalves, YouTube: Sérgio Godinho TV. Publicado a 24 de de Janeiro de 2018. Recuperado a 21 de Fevereiro de 2019, às 11:52.
Inside Alcatraz Prison – row of bars and cells. leezsnow / Getty Images
A propósito da Crise dos Coletes Amarelos veio-me à mente Noção de Violência Estrutural.
Avenue de la Grande Armée, les #Giletsjaunes sont pris en étau entre les forces de l’ordre qui les empêchent de monter vers Etoile et de redescendre vers Porte Maillot. France Bleu Paris tweet
E veio-me á mente Noção de Violência Estrutural porque me pareceu evidente que as pessoas estavam presas. Presas na Estrutura, no Sistema, não em Alcatraz, mas presas.
Mas, perguntarão: O que é a Violência Estrutural?
Cito em Inglês, traduzo depois para Portugês:
Structural violence refers to any scenario in which a social structure perpetuates inequity, thus causing preventable suffering. When studying structural violence, we examine the ways that social structures (economic, political, medical, and legal systems) can have a disproportionately negative impact on particular groups and communities.
Violência estrutural refere-se a qualquer cenário no qual uma estrutura social perpetua iniquidade, assim causando assim sofrimento evitável. Ao estudar a violência estrutural, examinamos as formas pelas quais as estruturas sociais (sistemas económicos, políticos, médicos e legais) podem ter um impacto desproporcionadamente negativo em determinados grupos e comunidades.
Os meios de comunicação social têm tornado muito claro ·que a Crise dos Coletes Amarelos é, por um lado uma Revolta Fiscal (Tax Revolt em Inglês): A população considera – e as estatísticas oficiais parecem confirmá-lo – que os impostos sobem, os rendimentos descem e o que lhes sobra após a exacção fiscal é cada vez menos. E, por outro lado, uma Revolta da Periferia: A população que ser revoltou parece ter sido a da periferia geográfica, ou económica, que consideram que as medidas que têm vindo a ser tomadas têm um impacto desproporcionadamente negativo sobre as suas vidas.
Existem hoje em Portugal e no Mundo dito Ocidental três Esquerdas: a Libertária, a Igualitária e a Totalitária.
A Esquerda Libertária preza acima de tudo a Liberdade.
A Esquerda Igualitária preza acima de tudo a Igualdade
A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder.
A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder porque, por um lado, lhe permite viver bem e, por outro lado, lhe permite a todos impor as suas filias e fobias.
Manuel Alegre é um lídimo representante da Esquerda Libertária.
: une féministe passe et me demande pourquoi je n’ai pas fait une bonne femme de neige.
08:15
: alors je fais aussi une bonne femme de neige.
08:17
: la nounou des voisins râle parce qu’elle trouve la poitrine de la bonne femme de neige trop voluptueuse.
08:20
: le couple d’homo du quartier grommelle que ça aurait pu être deux bonshommes de neige.
08:25
: les végétariens du n°12 rouspètent à cause de la carotte qui sert de nez au bonhomme. Les légumes sont de la nourriture et ne doivent pas servir à ça.
08:28
: on me traite de raciste car le couple est blanc.
08:31 : les Musulmans de l’autre coté de la rue veulent que je mette un foulard à ma bonne femme de neige.
08:40
: quelqu’un appelle la police qui vient voir ce qui se passe.
08:42
: on me dit qu’il faut que j’enlève le manche à balai que tient le bonhomme de neige car il pourrait être utilisé comme une arme mortelle. Les choses empirent quand je marmonne : « ouais; surtout si vous l’avez dans le … ».
08:45
: l’équipe de TV locale s’amène. Ils me demandent si je connais la différence entre un bonhomme de neige et une bonne femme de neige. Je réponds: «oui; les boules » et on me traite de sexiste.
08:52
: mon téléphone portable est saisi, contrôlé et je suis embarqué au commissariat
09:00
: je parais au journal TV; on me suspecte d’être un terroriste profitant du mauvais temps pour troubler l’ordre public.
09:10
: on me demande si j’ai des complices.
09:29
: un groupe djihadiste inconnu revendique l’action.
Morale
: il n’y a pas de morale à cette histoire. C’est juste la France, la Belgique dans laquelle nous vivons aujourd’hui.
Mapa político-administrativo do Brasil – Wikipédia.
PSL = Bolsonaro & PT = Haddad
Presidenciais de 2018 no Brasil: Quem ganhou em cada estado – Gazeta do Povo.
Verde = Bolsonaro & Vermelho = Haddad
Presidenciais de 2018 no Brasil: Votação presidencial nos municípios – Valor Económico.
Roxo = Bolsonaro & Vermelho = Haddad
Presidenciais de 2018 no Brasil: Como o Brasil votou no segundo turno – Nexo Jornal.
RegiõesversusVotações
Estados e Regiões (Wikipédia) versus Como o Brasil Votou (Nexo Jornal).
Observando os mapas é por demais evidente que:
Votaram maioritariamente Haddad as Regiões Norte (≈18 Mhab) e Nordeste (≈57 Mhab).
Votaram maioritariamente Bolsonoro as Regiões Centro-Oeste (≈16 Mhab), Sudeste (≈85 Mhab) – com excepção do Estado de Minas Gerais (≈29 Mhab) que está partido ao meio – e Sul (≈29 Mhab).
Ora, e curiosamente, a população das regiões que votaram Haddad e Bolsonaro têm ascendências distintas, de épocas distintas:
O Brasil que votou Haddad é, por assim dizer, o Brasil Tradicional, o Brasil do Estado (1549 – 1815), do Reino (1815 – 1822/1825) e do Império (1822/1825 – 1889) e a sua população é, maioritariamente, de ascendência Ameríndia, Portuguesa, Sefardim e Africana (de Línguas Nigero-Congolesas, principalmente de Línguas Bantas).
O Brasil que votou Bolsonaro é, por assim dizer, o Brasil Industrial, o Brasil da República Velha (1889 – 1930), da Era Vargas (1930 – 1946), da República Populista (1946 – 1964), da Ditadura Militar (1964 – 1985) e da actual Nova República (1985) e a sua população é, maioritariamente, de ascendência Portuguesa, Castelhana, Italiana, Alemã e Asquenazim.
Parece-me pois que a fractura Bolsonaro-Haddad é muito mais uma Fractura Cultural (descendente de meridionais versus descendentes de setentrionais) do que uma Fractura Económica (possidentes versus não-possidentes) ou uma Fractura Política (autoritários versus libertários ou inigualitários versus igualitários).
Sou da geração "sem-remuneração"
E nem me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mau e vai continuar,
Já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar: que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração "casinha-dos-pais",
Se já tenho tudo, p´ra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar: que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração "vou-queixar-me-p´ra-quê?"
Há alguém bem pior do que eu na tv.
Que parva que eu sou!
Sou da geração "eu-já-não-posso-mais-que-esta-situação-dura-há-tempo-demais!"
E parva não sou!
E fico a pensar, que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar
Música e Letra:Pedro da Silva Martins Arranjo:Deolinda Músicos: Ana Bacalhau - Voz Luís José Martins - Guitarra Pedro da Silva Martins - Guitarra Zé Pedro Leitão - Contrabaixo
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