Li esta obra há muitos anos, há tantos anos que já nem sei, e não é que ao voltar a ser autorizada a venda de livros pelo nosso governo tive a grata surpresa de verificar que a Porto Editora a tinha reeditado em Janeiro de 2021?
Comprei-a como é evidente, até porque o exemplar que tinha lido também estava perdido há muitos anos, há tantos anos que também já nem sei.
Comprei-a, relia-a e recomendo vivamente a sua leitura, a todos. A Todos!
A Civis, Militares e Religiosos.
A Brancos, Pretos, Amarelos, Vermelhos e Riscados
A Esquerdistas, Direitistas, Centristas, Conservadores e Progressistas.
A Monárquicos, Republicanos, Católicos, Maçons, Democratas, Socialistas, Comunistas, Anarco-Sindicalistas, Nacional-Sindicalistas e etc. por aí fora.
“Ariano Suassuna”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h53min de 27 de julho de 2019. Esta página foi editada pela última vez às 20h5omin de 11 de outubro de 2019.
"Miragem", Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo. Publicado 28 de Dezembro de 2017, às 12:42. Recuperado a 05 de Fevereiro de 2019, às 13:01.
Um curioso livro … … que sobrepõe as crises de Portugal nos séculos XVI-XVII e XX-XXI.
A imprensa foi uma criação do demo. Agora todos se arrogam o poder de copiar e propagar a sua palavra. Cada vexado, cada poeta, cada infiel! É uma ameaço à ordem d’el rei e da Santa Madre Igreja.
A internet foi uma criação do demo. Agora todos se arrogam o poder de copiar e propagar a sua palavra. Cada vexado, cada poeta, cada infiel! É uma ameaço á ordem do governo e da União Europeia.
A imprensa, ou a internet, como criações do demo. A incompetência, materialismo e oportunismo dos governantes. O peso opressivo de um pensamento dominante autista. A institucionalização da vigilância, e da punição, do pensamento não conforme com o pensamento dominante. Tudo isso é claramente reconhecível. Tudo isso e muito mais.
“Tu, que sabes dos meus fados, dizes que eu… morro com a Pátria?”
976, data dos nascimentos de Ouroana em Anégia e de Abdus em Córdova,
1002, data do nascimento da filha de ambos em Anégia,
e o romance pode ser lido como uma metáfora do Nascimento da Alma de Portugal.
Ouroana era filha de Múnio Viegas de Riba-Douro, o Gasco, e de Valida Trutesendes, filha de Trutesendo Guedes, fundador do Mosteiro de Paço de Sousa.
Abdus era filho de ‘Isà ibn Sa’id al-Yahsubi al-ahass, secretário, de Muhammad Ibn Abi Amir, também conhecido por Abiamir, ou por Almançor.
O ano de 976 foi também o do falecimento de do Califa de Córdova Al-Hakam II, da entronização do seu filho, então com dez anos, Al-Hisham II e da tomada do poder por Almançor.
O ano de 1002 foi também o da última campanha de Almançor e o do seu falecimento na Batalha (mítica ou real) de Calatañazor.
Vivilde, a sábia criada-parteira de Valida, personifica a Tradição Ofiúsica e Helénica, Rosendo Guterres, o santo Abade do Mosteiro de Celanova, Ourense, personifica a Tradição Cristã Hispânica, Ben Jacob, o alegre almocreve judeu, personifica a Tradição Sefardita, Ibn Darrâj al-Qastalli, o poeta sufi, personifica a Tradição Islâmica Hispânica, Ermígio, o guardião-viajante, personifica o Zé Povinho, também personificado por Álvaro, o Pedreiro, salteador, canteiro, escultor e mestre-de-obras.
Campanhas militares de Almançor. A verde escuro os territórios por ele fustigados. O mapa mostra as principais razias de Almançor e os anos em que elas ocorreram.
A ambição, impiedade e soberba de Almançor foram fatais ao Al-Andalus. Atacando os Santuários, uniu os Cristãos, substituindo-se ao Califa, dividiu os Maometanos.
Faleceu em 1002 e a guerra civil, a Fitna do al-Andalus começou sete anos depois, em 1009, e durou 22 anos, até 1031, data em que o Califado foi definitivamente abolido.
Seguiu-se, de 1031 a 1085, o Período das Primeiras Taifas, ou Reinos de Partido, período durante o qual no Garb al-Andalus, no Ocidente das Hespanhas, se foram criando as condições que deram origem ao Reino de Portugal.
Nota
A ideia de que a Jiade, ou Jihad (em Árabe: جهاد; transliteração: jihād) que significa “esforço” ou “luta”, especialmente tendo em vista um objetivo louvável, consiste fundamentalmente em fazer a Guerra aos Não-Maometanos em geral, aos Cristãos em particular, é uma ideia errada.
Referências
01. A Escrava de Córdova by Alberto S. Santos • Goodreads
02. Alberto S. Santos • Wikipédia, a enciclopédia livre
03. José Rodrigues dos Santos • Wikipédia, a enciclopédia livre
04. Anégia • Wikipédia, a enciclopédia livre
05. Córdova (Espanha) • Wikipédia, a enciclopédia livre
06. Monio Viegas I de Ribadouro • Wikipédia, a enciclopédia livre
07. Casa de Riba Douro • Wikipédia, a enciclopédia livre
08. Trocosendo Guedes • Wikipédia, a enciclopédia livre
09. Casa de Baião • Wikipédia, a enciclopédia livre
10. Mosteiro de Paço de Sousa • Wikipédia, a enciclopédia livre
11. Almançor • Wikipédia, a enciclopédia livre
12. Aláqueme II • Wikipédia, a enciclopédia livre
13. Hixem II • Wikipédia, a enciclopédia livre
14. Batalha de Calatañazor • Wikipédia, a enciclopédia livre
15. Rosendo Guterres, o santo, e Ibn Darrâj al-Qastalli, o poeta, são históricos
16. Al-Andalus • Wikipédia, a enciclopédia livre
17. Guerra civil do al-Andalus • Wikipédia, a enciclopédia livre
18. Primeiros Reinos de Taifas • Wikipédia, a enciclopédia livre
19. Desunião em al-Andalus: O Período das Taifas • Iqara Islam
20. Shilb (Silves) no período islâmico – a “Bagdad do Ocidente” •Natália Maria Lopes Nunes
21. Cronologia do Gharb Al-Andalus • Histórias de Portugal em Marrocos
22. O que é Jihad ou Guerra Santa? • Iqara Islam
Origem das imagens
1. A Escrava de Córdova, Alberto S. Santos • Porto Editora