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12 de janeiro de 2020

Ventos de Espanha

Publicado a 19/11/2015. Recuperado a 19/11/2015.

O 18 de Brumário de Louis Bonaparte

Karl Marx


Capitulo I


Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Caussidière por DantonLouis Blanc por Robespierre, a Montanha de 1845-1851 pela Montanha de 1793-1795(N7), o sobrinho pelo tio. E a mesma caricatura ocorre nas circunstâncias que acompanham a segunda edição do Dezoito Brumário!(N8)
inO 18 de Brumário de Louis Bonaparte”. Karl Marx. Arquivo marxista na Internet. Inclusão 17/11/2008. Última alteração 17/06/2009. Recuperação 12/01/2020.






Publicado a 25/03/2016. Recuperado a 12/01/2020.


O albergue espanhol

Manuel Villaverde Cabral

Os ingredientes do brutal confronto de 1936-39 estão todos reunidos: o nacionalismo centralista e os independentismos; os pobres e os ricos a representar o bem e o mal; e as retóricas da religião vs comunismo

no Observador a 10 jan 2020, 19:51


Ao cabo de vários anos e apesar de ter perdido votos em relação às eleições anteriores, o ambicioso líder do Partido Socialista Operário Espanhol-PSOE, Pedro Sánchez, parece ter conseguido uma engenhosa maioria parlamentar graças à cumplicidade do Podemos, que nunca desistira de assediar o PSOE, embora também tenha perdido votos desde as anteriores eleições. Em vez de o PSOE se aliar ao Partido Popular, formando uma base centrista claramente maioritária (120+88=208 deputados em 350), Sánchez e Iglésias, líder do Podemos, só conseguiram uma maioria relativa de 165 deputados que se fica dependente da preocupante «abstenção» dos independentistas catalães do histórico partido da Esquerda Republicana Catalã (ERC).
Sánchez sabe que o governo que se propõe formar está preso por cordéis e que, neste momento, já terá provavelmente perdido votos, além de mobilizar os partidos da direita contra o PSOE. Com efeito, a investidura foi garantida com apenas 165 votos a favor, provenientes do PSOE (120), Podemos (35), Más País (antiga fracção de Podemos liderada por Iñigo Errejón) e uma série de pequenos partidos regionais, como o PNV (basco) e Compromís (catalanistas liderados pela presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau), assim como Nueva Canarias, BNG (galego) e Teruel Existe. Dito isso, o governo depende na realidade da abstenção decisiva de 13 deputados catalães (ERC) e 5 da esquerda basca (Bildu).
Ao contrário de algumas interpretações recentes no jornal «Público», a laboriosa aliança em vias de se concretizar em Espanha, embora tenha procurado imitar a fachada social e o «politicamente correcto» da «geringonça» portuguesa, pouco tem que ver com a nossa, excepto na mesma insaciável vontade de poder com tudo o que isto significa, como os portugueses já conhecem da propaganda e dos abusos do PS.
Em contrapartida, um outro autor parece não se dar conta que o fantasma da guerra de Espanha, que ele próprio evoca, é uma ameaça grave, no mínimo simbólica, à estabilidade do governo, bem como à integridade territorial do país posta em causa pelos independentistas. Com efeito, um governo dividido ao meio frente à questão territorial constitui uma receita óbvia para acicatar os fantasmas da guerra civil, incluindo a questão religiosa, como demonstra aliás a obrigatória alusão a «uma maior separação entre Igreja e Estado»!
Ora, o que acontece, tanto no plano territorial como no plano partidário, é que o governo Sánchez, a meio caminho entre o tecnocrático e o ideológico, reproduz as «causas» de uma esquerda frustrada, que perdeu à nascença a capacidade de gerir os conflitos territoriais bem como as questões sociais, nomeadamente no seio da UE. Se Portugal teve de esperar até 1985 que a Comunidade chegasse ao termo das negociações com Espanha para nós podermos aderir também à Europa em busca de protecção contra as nossas divisões internas, agora é a Espanha que se encontra nessa situação.
No primeiro referendo da Constituição espanhola, cujo equivalente nós nunca tivemos oportunidade de votar, os Catalães foram os que mais aderiram ao traçado territorial federalizante da Constituição, traço que o nosso sistema nunca teve! No plano das verbas distribuídas às autarquias, Portugal é o que menos recursos transfere para a periferia e Espanha a que mais transfere.
Ao contrário do que espera o autor do primeiro artigo citado, são tudo menos «bons ventos» que de lá virão. O autor calcula que a constante pressão populista do partido liderado pelo marido e pela esposa – estou a referir-me ao Podemos, que vai ter os dois como ministros – desestabilizará permanentemente o PSOE, que não possui parada para a desvergonha do Podemos… Em compensação, hoje é evidente que António Costa e a sua multidão de colaboradores estão preparados para lidar com as débeis pressões dos «esquerdistas», incluindo o PCP. Já não é surpresa que Louçã e os seus pupilos vendam a alma por um lugar no Conselho de Estado e uma vice-presidência do Banco de Portugal. Em contrapartida, o PCP ainda possui um resto de autonomia com que terá de se defender contra a aliança populista.
Em contrapartida, suspeito que o PSOE, devido às suas raízes debilitadas nas classes sociais mais baixas e a sua entrega a uma nova classe média diplomada antifranquista, terá enormes dificuldades em lidar com a desfaçatez do Podemos. A ser assim, a artificial ponte que Sánchez e Iglésias tentarão lançar à maneira do PS lusitano terá poucas «chances» de ir por diante. Numa procela ibérica no seio da UE, a Espanha valerá sempre qualquer coisa como dez ou mais «portugais»…
Entretanto, se todos nos recusamos a imaginar outra «guerra de Espanha», nem por isso deixam os ingredientes do brutal confronto de 1936-39 de estar todos reunidos frente a frente: o nacionalismo centralista e os nacionalismos independentistas; os pobres e os ricos a representar o bem e o mal; e as antigas retóricas da religião vs comunismo!
O artigo tem Comentários dos leitores.
inO albergue espanhol”. Manuel Villaverde Cabral  Observador. Publicado a 10 jan 2020, 19:51. Recuperado a 12 jan 2020, 17:31.





atendendo a que da primeira vez foi uma tragédia
esperemos que Karl Marx tenha tido razão na sua previsão
e de que da segunda vez nos fiquemos pela farsa





Etiqueta principal: Política Ibérica. 
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26 de novembro de 2019

Apellidos Españoles de Origen Árabe

Mapa de al-Ándalus en 732, durante su mayor extensión.
Al-Ándalus.
Wikipedia, la enciclopedia libre.
Esta página se editó por última vez el 26 nov 2019 a las 10:16.
Recuperada el 26 nov 2019 a las 16:41.


Apellidos Españoles de Origen Árabe, es un trabajo de investigación sobre aquellos nombres de familia españoles que se han heredado de los árabes que vivieron en la Península Ibérica cerca de 800 años, formados a partir de su idioma, del árabe hispánico, y de otros dialectos regionales, como el mozárabe, y que se fueron adaptando, latinizando y castellanizando con el correr de los siglos.


Aclaración: En el minuto 1:05, donde se dice “al comienzo del siglo 7”, debe decir “al comienzo del siglo 8” (se trata del año 711 de la Era Cristiana). Fe de erratas.




Etiqueta principal: História.
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19 de outubro de 2018

Entre Anégia e Córdova no século X

A Escrava de Córdova

A Escrava de Córdova

de
Alberto S. Santos


prefácio
de
José Rodrigues dos Santos



A acção decorre entre
  • 976data dos nascimentos de Ouroana em Anégia e de Abdus em Córdova, 
  • 1002data do nascimento da filha de ambos em Anégia, 
e o romance pode ser lido como uma metáfora do Nascimento da Alma de Portugal.

Ouroana era filha de Múnio Viegas de Riba-Douro, o Gasco, e de Valida Trutesendes, filha de Trutesendo Guedes, fundador do Mosteiro de Paço de Sousa.

Abdus era filho de ‘Isà ibn Sa’id al-Yahsubi al-ahass, secretário, de Muhammad Ibn Abi Amir, também conhecido por Abiamir, ou por Almançor.

O ano de 976 foi também o do falecimento de do Califa de Córdova Al-Hakam II, da entronização do seu filho, então com dez anos, Al-Hisham II e da tomada do poder por Almançor.

O ano de 1002 foi também o da última campanha de Almançor e o do seu falecimento na Batalha (mítica ou real) de Calatañazor.

Vivilde, a sábia criada-parteira de Valida, personifica a Tradição Ofiúsica e Helénica, Rosendo Guterres, o santo Abade do Mosteiro de Celanova, Ourense, personifica a Tradição Cristã Hispânica, Ben Jacob, o alegre almocreve judeu, personifica a Tradição Sefardita, Ibn Darrâj al-Qastalli, o poeta sufi, personifica a Tradição Islâmica Hispânica, Ermígio, o guardião-viajante, personifica o Zé Povinho, também personificado por Álvaro, o Pedreiro, salteador, canteiro, escultor e mestre-de-obras.

Campanhas militares de Almançor.
A verde escuro os territórios por ele fustigados.
O mapa mostra as principais razias de Almançor e os anos em que elas ocorreram.


A ambição, impiedade e soberba de Almançor foram fatais ao Al-Andalus. Atacando os Santuários, uniu os Cristãos, substituindo-se ao Califa, dividiu os Maometanos.

Faleceu em 1002 e a guerra civil, a Fitna do al-Andalus começou sete anos depois, em 1009, e durou 22 anos, até 1031, data em que o Califado foi definitivamente abolido.

Seguiu-se, de 1031 a 1085, o Período das Primeiras Taifas, ou Reinos de Partido, período durante o qual no Garb al-Andalus, no Ocidente das Hespanhas, se foram criando as condições que deram origem ao Reino de Portugal.


Nota
A ideia de que a Jiade, ou Jihad (em Árabe: جهاد‎; transliteração: jihād) que significa “esforço” ou “luta”, especialmente tendo em vista um objetivo louvável, consiste fundamentalmente em fazer a Guerra aos Não-Maometanos em geral, aos Cristãos em particular, é uma ideia errada.


Referências
01. A Escrava de Córdova by Alberto S. Santos • Goodreads
02. Alberto S. Santos  Wikipédia, a enciclopédia livre
03. José Rodrigues dos Santos  Wikipédia, a enciclopédia livre
04. Anégia  Wikipédia, a enciclopédia livre
05. Córdova (Espanha)  Wikipédia, a enciclopédia livre
06. Monio Viegas I de Ribadouro  Wikipédia, a enciclopédia livre
07. Casa de Riba Douro  Wikipédia, a enciclopédia livre
08. Trocosendo Guedes  Wikipédia, a enciclopédia livre
09. Casa de Baião  Wikipédia, a enciclopédia livre
10. Mosteiro de Paço de Sousa  Wikipédia, a enciclopédia livre
11. Almançor  Wikipédia, a enciclopédia livre
12. Aláqueme II  Wikipédia, a enciclopédia livre
13. Hixem II  Wikipédia, a enciclopédia livre
14. Batalha de Calatañazor  Wikipédia, a enciclopédia livre
15. Rosendo Guterres, o santo, e Ibn Darrâj al-Qastalli, o poeta, são históricos
16. Al-Andalus  Wikipédia, a enciclopédia livre
17. Guerra civil do al-Andalus  Wikipédia, a enciclopédia livre
18. Primeiros Reinos de Taifas  Wikipédia, a enciclopédia livre
19. Desunião em al-Andalus: O Período das Taifas  Iqara Islam
20. Shilb (Silves) no período islâmico – a “Bagdad do Ocidente”  Natália Maria Lopes Nunes
21. Cronologia do Gharb Al-Andalus  Histórias de Portugal em Marrocos
22. O que é Jihad ou Guerra Santa?  Iqara Islam



Origem das imagens
1. A Escrava de Córdova, Alberto S. Santos  Porto Editora
2. File:Map Almanzor campaigns-pt.svg  Wikimedia Commons

Etiqueta principal: Portugal.