Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens

14 de janeiro de 2021

Espanha de 1930, América de 2020





Pío Moa: “Largo Caballero y Alcalá Zamora acabaron con la República”




A actual situação na América só me faz lembrar a situação em Espanha na década de 1930.

Outro lugar, outro tempo, mas quase que as mesmas forças espirituais em confronto.

Só espero a história se repita mesmo como farsa, e não como uma grande tragédia, tal como aconteceu com O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, pese embora Karl Marx não o tenha nem visto nem previsto.






Etiqueta principal: Bolshevismo Pós-moderno.

12 de janeiro de 2020

Ventos de Espanha

Publicado a 19/11/2015. Recuperado a 19/11/2015.

O 18 de Brumário de Louis Bonaparte

Karl Marx


Capitulo I


Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Caussidière por DantonLouis Blanc por Robespierre, a Montanha de 1845-1851 pela Montanha de 1793-1795(N7), o sobrinho pelo tio. E a mesma caricatura ocorre nas circunstâncias que acompanham a segunda edição do Dezoito Brumário!(N8)
inO 18 de Brumário de Louis Bonaparte”. Karl Marx. Arquivo marxista na Internet. Inclusão 17/11/2008. Última alteração 17/06/2009. Recuperação 12/01/2020.






Publicado a 25/03/2016. Recuperado a 12/01/2020.


O albergue espanhol

Manuel Villaverde Cabral

Os ingredientes do brutal confronto de 1936-39 estão todos reunidos: o nacionalismo centralista e os independentismos; os pobres e os ricos a representar o bem e o mal; e as retóricas da religião vs comunismo

no Observador a 10 jan 2020, 19:51


Ao cabo de vários anos e apesar de ter perdido votos em relação às eleições anteriores, o ambicioso líder do Partido Socialista Operário Espanhol-PSOE, Pedro Sánchez, parece ter conseguido uma engenhosa maioria parlamentar graças à cumplicidade do Podemos, que nunca desistira de assediar o PSOE, embora também tenha perdido votos desde as anteriores eleições. Em vez de o PSOE se aliar ao Partido Popular, formando uma base centrista claramente maioritária (120+88=208 deputados em 350), Sánchez e Iglésias, líder do Podemos, só conseguiram uma maioria relativa de 165 deputados que se fica dependente da preocupante «abstenção» dos independentistas catalães do histórico partido da Esquerda Republicana Catalã (ERC).
Sánchez sabe que o governo que se propõe formar está preso por cordéis e que, neste momento, já terá provavelmente perdido votos, além de mobilizar os partidos da direita contra o PSOE. Com efeito, a investidura foi garantida com apenas 165 votos a favor, provenientes do PSOE (120), Podemos (35), Más País (antiga fracção de Podemos liderada por Iñigo Errejón) e uma série de pequenos partidos regionais, como o PNV (basco) e Compromís (catalanistas liderados pela presidente da câmara de Barcelona, Ada Colau), assim como Nueva Canarias, BNG (galego) e Teruel Existe. Dito isso, o governo depende na realidade da abstenção decisiva de 13 deputados catalães (ERC) e 5 da esquerda basca (Bildu).
Ao contrário de algumas interpretações recentes no jornal «Público», a laboriosa aliança em vias de se concretizar em Espanha, embora tenha procurado imitar a fachada social e o «politicamente correcto» da «geringonça» portuguesa, pouco tem que ver com a nossa, excepto na mesma insaciável vontade de poder com tudo o que isto significa, como os portugueses já conhecem da propaganda e dos abusos do PS.
Em contrapartida, um outro autor parece não se dar conta que o fantasma da guerra de Espanha, que ele próprio evoca, é uma ameaça grave, no mínimo simbólica, à estabilidade do governo, bem como à integridade territorial do país posta em causa pelos independentistas. Com efeito, um governo dividido ao meio frente à questão territorial constitui uma receita óbvia para acicatar os fantasmas da guerra civil, incluindo a questão religiosa, como demonstra aliás a obrigatória alusão a «uma maior separação entre Igreja e Estado»!
Ora, o que acontece, tanto no plano territorial como no plano partidário, é que o governo Sánchez, a meio caminho entre o tecnocrático e o ideológico, reproduz as «causas» de uma esquerda frustrada, que perdeu à nascença a capacidade de gerir os conflitos territoriais bem como as questões sociais, nomeadamente no seio da UE. Se Portugal teve de esperar até 1985 que a Comunidade chegasse ao termo das negociações com Espanha para nós podermos aderir também à Europa em busca de protecção contra as nossas divisões internas, agora é a Espanha que se encontra nessa situação.
No primeiro referendo da Constituição espanhola, cujo equivalente nós nunca tivemos oportunidade de votar, os Catalães foram os que mais aderiram ao traçado territorial federalizante da Constituição, traço que o nosso sistema nunca teve! No plano das verbas distribuídas às autarquias, Portugal é o que menos recursos transfere para a periferia e Espanha a que mais transfere.
Ao contrário do que espera o autor do primeiro artigo citado, são tudo menos «bons ventos» que de lá virão. O autor calcula que a constante pressão populista do partido liderado pelo marido e pela esposa – estou a referir-me ao Podemos, que vai ter os dois como ministros – desestabilizará permanentemente o PSOE, que não possui parada para a desvergonha do Podemos… Em compensação, hoje é evidente que António Costa e a sua multidão de colaboradores estão preparados para lidar com as débeis pressões dos «esquerdistas», incluindo o PCP. Já não é surpresa que Louçã e os seus pupilos vendam a alma por um lugar no Conselho de Estado e uma vice-presidência do Banco de Portugal. Em contrapartida, o PCP ainda possui um resto de autonomia com que terá de se defender contra a aliança populista.
Em contrapartida, suspeito que o PSOE, devido às suas raízes debilitadas nas classes sociais mais baixas e a sua entrega a uma nova classe média diplomada antifranquista, terá enormes dificuldades em lidar com a desfaçatez do Podemos. A ser assim, a artificial ponte que Sánchez e Iglésias tentarão lançar à maneira do PS lusitano terá poucas «chances» de ir por diante. Numa procela ibérica no seio da UE, a Espanha valerá sempre qualquer coisa como dez ou mais «portugais»…
Entretanto, se todos nos recusamos a imaginar outra «guerra de Espanha», nem por isso deixam os ingredientes do brutal confronto de 1936-39 de estar todos reunidos frente a frente: o nacionalismo centralista e os nacionalismos independentistas; os pobres e os ricos a representar o bem e o mal; e as antigas retóricas da religião vs comunismo!
O artigo tem Comentários dos leitores.
inO albergue espanhol”. Manuel Villaverde Cabral  Observador. Publicado a 10 jan 2020, 19:51. Recuperado a 12 jan 2020, 17:31.





atendendo a que da primeira vez foi uma tragédia
esperemos que Karl Marx tenha tido razão na sua previsão
e de que da segunda vez nos fiquemos pela farsa





Etiqueta principal: Política Ibérica. 
___________________________________________________________________________

16 de dezembro de 2019

Do Brasil e das Índias

División de las capitulaciones españolas en Sudamérica en el siglo XVI.



No Quora em Português, em Inglês, em Castelhano, questões relacionadas com 
  1. a Diversidade das Américas e com 
  2. as Raças Humanas 
surgem com muita frequência.

Surgem-me a mim pelo menos.

São questões do tipo 
  1. Os brasileiros preferiam ter sido colonizados pelos ingleses?
  2. Como é ser negro em Portugal?
e outras do mesmo jaez.

Considerei pois a questão 
como integrada na primeira categoria de questões e respondi-lhe conforme abaixo transcrevo.





¿Por qué ningún rey de España visitó sus posesiones americanas, como sí lo hizo la realeza portuguesa en Brasil?


Vou-lhe responder em Português, caro Fermín Castro, espero que compreenda.

Os Reis de Espanha, começando por Carlos I, que foi o Primeiro Rei de Espanha, não consideravam que as Índias de Castela fossem Território Nacional, como agora se diz e passe o anacronismo.

E este ponto de vista, que já existia no tempo dos Áustrias Espanhóis, agravou-se, e muito, no tempo dos Bourbons Espanhóis.

E note que esta concepção era partilhada pelos Monarcas e pelos seus Súbitos.

Se for aos pormenores constatará que Fernando VII ainda tentou dirigir-se para Sul para fugir como o Bragança fugiu —narrativa muito do gosto da Historiografia Francesa e de alguma Historiografia Espanhola—, tendo sido impedido de fugir por Espanhóis, não por Franceses.

Fernando VII como príncipe de Asturias, obra de Goya.

Os Reis de Portugal tinham uma perspectiva diferente, sabe?

Afonso III (1210 – 1279), Rei de Portugal, passou a intitular-se Rei de Portugal e do Algarve após a Conquista de Faro, capital do Reino Mouro do Algarve, a 27 de Março de 1249, e do Tratado de Badajoz, assinado em 16 de Fevereiro de 1267 por Afonso III de Portugal e Afonso X de Leão e Castela.

Afonso V (1432 – 1481), Rei de Portugal e do Algarve, passou a passou a intitular-se Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África após a Conquista de Arzila, a 24 de Agosto de 1471, da subsequente ocupação da abandonada Tânger e da elevação do Senhorio do Norte de África à condição de Reino d'Além-Mar.

O Recuo do Rei e da Família Real para o Estado do Brasil (criado por João III de Portugal em 1549) foi considerado por várias vezes no decorrer da Guerra de Restauração (1640 – 1648), não tendo chegado a ocorrer porque a sorte das armas foi favorável a Portugal e desfavorável a Espanha.

João IV (1604 – 1656) elevou o Estado do Brasil a Principado do Brasil em 1645 e a partir desse ano o título de Principe do Brasil passou a ser atribuído aos Herdeiros Presuntivos do Trono de Portugal.

Portanto quando, a 29 de Novembro de 1807, Maria I, Rainha de Portugal e dos Algarves, etc., toda a Família Real, toda a Corte, partem para o Brasil, partem para o Principado do Brasil, principado de que era principe João, na época Principe Regente, depois João I do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves e ainda depois João VI do Reino de Portugal e dos Algarves.

Não fogem, partem para os seus Domínios no Brasil.

Que aos Franceses dê jeito a narrativa da fuga do Bragança percebo.

Os Franceses continuam a adorar Napoleão Bonaparte, a não engolir a sua derrota na Península Ibérica, na Rússia, em Waterloo e, também, a achar que a França tem Direito Divino a Governar o Mundo.

Que os Espanhóis alinhem com os Franceses na narrativa da fuga do Bragança já não percebo.



Fontes das Ilustrações e Referências
  1. Estado do Brasil”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 23h12min de 10 de novembro de 2019. Recuperada às 17h12min de 15 de dezembro de 2019.
  2. Reinos de Indias”. Wikipedia, la enciclopedia libre. Esta página se editó por última vez el 17 jul 2019 a las 01:32. Recuperada el 15 dic 2019 a las 19:07. Recuperada el 15 dic 2019 a las 17:29.
  3. Gobernación de Nueva Castilla”. Wikipedia, la enciclopedia libre. Esta página se editó por última vez el 14 dic 2019 a las 20:47. Recuperada el 15 dic 2019 a las 19:07.
  4. Fernando VII de España”. Wikipedia, la enciclopedia libre. Esta página se editó por última vez el 13 dic 2019 a las 13:58.. Recuperada el 15 dic 2019 a las 20:44.




Etiqueta principal: História.
_______________________________________________________________________

26 de novembro de 2019

Apellidos Españoles de Origen Árabe

Mapa de al-Ándalus en 732, durante su mayor extensión.
Al-Ándalus.
Wikipedia, la enciclopedia libre.
Esta página se editó por última vez el 26 nov 2019 a las 10:16.
Recuperada el 26 nov 2019 a las 16:41.


Apellidos Españoles de Origen Árabe, es un trabajo de investigación sobre aquellos nombres de familia españoles que se han heredado de los árabes que vivieron en la Península Ibérica cerca de 800 años, formados a partir de su idioma, del árabe hispánico, y de otros dialectos regionales, como el mozárabe, y que se fueron adaptando, latinizando y castellanizando con el correr de los siglos.


Aclaración: En el minuto 1:05, donde se dice “al comienzo del siglo 7”, debe decir “al comienzo del siglo 8” (se trata del año 711 de la Era Cristiana). Fe de erratas.




Etiqueta principal: História.
___________________________________________________________________________

14 de abril de 2019

Triângulos no Atlântico

Anglofonia • Hispanofonia • Lusofonia •


VERMELHO
Países de língua inglesa (London, Pretoria, Washington).

AMARELO
Países de língua castelhana (Buenos Aires, Madrid, México).

VERDE
Países de língua portuguesa (Brasília, Lisboa, Maputo).


Parece ser claro que ao Triângulo Vermelho corresponde o Atlântico Setentrional, ao Triângulo Amarelo corresponde Atlântico Central e ao Triângulo Verde corresponde Atlântico Meridional.



Triângulo Amarelo e o Triângulo Verde não se sobrepõem quase nada.

• Hispanofonia • Lusofonia •



Os Triângulos Vermelho e Amarelo sobrepõem-se no Atlântico Centro-Ocidental e no Atlântico Central.

• Anglofonia • Hispanofonia •



Triângulo Vermelho e o Triângulo Verde sobrepõem-se na Costa Ocidental de África, particularmente, no Golfo da Guiné.

• Anglofonia • Lusofonia •



NOTA
Os lados dos triângulos são segmentos de recta que de alguma forma aproximam as geodésicas que ligam as cidades indicadas (como não dispunha de ferramentas cartográficas tive de recorrer a este processo rudimentar…)


Fontes


Observação: Primeira versão e pdf publicados, a 30 de Maio de 2013, no descriado Facebook Profile “Álvaro Aragão Athayde”.


Etiqueta principal: Geopolítica.
___________________________________________________________________________