Tomara tivéssemos no Puto deputados que assim falassem!
Makuta Nkondo transforma a “assembleia num festival exótico de gargalhadas”
Tenho muito apreço, respeito, admiração e consideração pelo mais velho Makuta Nkondo. Pela sua forma clara de colocar às questões e levantar outras tão pertinentes e até mesmo arrojadas sem dobrar a sua própria língua e sem qualquer receio de meter o seu próprio dedo na ferida.
Fernando Vumby • Angola 24 Horas • Sexta, 21 Fevereiro 2020 17:59 • Original aqui
Mesmo com a situação política angolana cheia de reviravoltas, pimpas, truques, protestos e causando dores de cabeça a muitos angolanos. Este homem é o único que não perde o seu tom de Bakongo puro sem papas e língua afiada.
Apesar da situação real ser tão séria, ninguém lhe consegue tirar o seu lado humorístico, como quem já não consegue chorar e assim prefere massacrar-se a si mesmo e os outros com gargalhadas.
Será que lhe levam a sério?
Ele mesmo diz que naquela assembleia estão todos por boleia que cada um apanhou e sendo que ele, da CASA-CE. Enquanto outros ainda, os do MPLA por exemplo por trungungo, manipulações e lei da força como já nos habituaram.
O mais velho sempre que abre a sua boca raramente a assembleia nacional não se transforma numa sala de comédia, onde ele é o artista principal que anima todos. E quase mata de gargalhadas até o Nandó, já reparei várias vezes que tem sido, quem mais se ri quando o mais velho Makuta Nkondo toma a palavra.
Quando até deveriam chorar ou se suicidarem de vergonha por tanta verdade que ele lhes diz na cara, e nenhum deles o consegue contrariar de forma credível e convincente. Das duas uma, ou não o têm levado a sério ou a mensagem deixada por ele com o seu humor e sotaque de puro Bakongo, tem mesmo arrastado muitos deles para uma séria reflexão
E para não chorarem por falta de lágrimas, remorso e vergonha na cara já só preferem dar umas gargalhadas, numa assembleia habitada por uma série de pessoas e personagens política para todos os gostos.
O homem pode mesmo até falar das mentiras sobre o 4 de fevereiro.
Dos falsos nacionalistas, das guerras transformadas em fontes de lucros para alguns corruptos, ainda assim em vez de lágrimas são gargalhadas?
Continuarei
Grande Entrevista, com Makuta Nkondo
PTV Online • YouTube • 14/05/2018 e 18/05/2018
A entrevista tem três anos e nove meses mas segue sendo actual.
É um Estado Hispânico, como Espanha e Marrocos o são;
É uma Nação Hispânica, como Castela e a Catalunha o são;
É uma Língua, uma Cultura, uma Mundividência e …
… cá vai a meia, é um Império Cultural.
A esse Império Cultural chamo Cultura LusÍstica, um neologismo que criei à imagem e semelhança da expressão Cultura Helenistica: Heleno, o antepassado epónimo, Cultura Helenística; Luso, o antepassado epónimo, Cultura Lusística.
E é com base nesta noção de Cultura Lusística que me atrevo a afirmar que o Padre António Vieira não era nem português nem brasileiro porque era as duas coisas, era Lusístico. E não só António Vieira, diga-se.
Sei bem que está minha ideia chocará muitos Nativistas Brasileiros, Portugueses e, já agora, Angolanos, Cabo-verdianos, etc., mas fazer o quê?
Por causa do Incidente no Cafunfo, das notáveis declarações que, a propósito do dito, Susete Antão expendeu no programa Política no Feminino, emitido pela Televisão Pública de Angola (TPA) no dia 6 de Fevereiro de 2021, e das ainda mais notáveis reacções às ditas opiniões.
Mas vamos aos factos primeiro, depois aos meus comentários.
Suzete Antão é a branca à esquerda da apresentadora, que se volta para ela no minuto 1:29:56.
As demais são mestiças, todas, incluindo a mais escura.
O programa foi para o ar no sábado, e na segunda-feira Graça Campos, também mestiço, publicou dois artigos no Correio Angolense, que transcreverei.
Trabalho inacabado
Graça Campos • Correio Angolense • Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021 • Original
A nossa meio compatriota Susete Antão, a quem o MPLA incumbiu de classificar os angolanos por percentagens, não completou o frete.
No raciocínio que defendeu sexta-feira no Política no Feminino, Susete Antão deixou claro que o líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, não é 100% angolano porque também é titular de nacionalidade portuguesa – é público que o homem já renunciou à nacionalidade lusa.
Ela própria também meia angolana, já que metade da costela é portuguesa, Susete Antão não explicou em que percentagem os mestiços, descendentes directos de brancos portugueses e outros, são angolanos.
Para a completa clarificação do assunto, faz-se urgente que a nossa meia compatriota, que anda fugida de Portugal, explique em que percentagem auxiliares do Titular do Poder Executivo como Carolina Cerqueira (ministra de Estado para os Assuntos Sociais), Francisco Queirós (ministro da Justiça e dos Direitos Humanos), Marcy Lopes (ministro da Administração e Reforma do Estado), Luísa Grilo (ministra da Educação), Teresa Dias (ministra da Administração Pública, Emprego e Segurança Social), Diamantino de Azevedo (ministro dos Recursos Minerais e Petróleos), Manuel Tavares (ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território) são angolanos e portugueses. O mesmo é extensivo para os oficiais generais das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional.
De acordo com os critérios da meia compatriota, os únicos casos que não se prestam a dúvidas serão os dos ministros da Energia e Águas e do Comércio e Indústria. João Baptista Borges e Victor Fernandes têm dupla nacionalidade: lusa e angolana. Portanto, são metade aqui e metade lá.
Como o Bureau Político bem diz no seu comunicado, “queremos” saber quem são os “cidadãos estrangeiros” que, “sem escrúpulos executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos”.
Para a plena divisão de águas, é preciso que Susete Antão e quem a industriou terminem o que (mal) começaram.
Os cidadãos precisam de ter certezas sobre os seus governantes. Precisam de saber em quê percentagem ministro tal é 100% angolano, ministro y é 53% português, e ministro x é 25% zairense, etc. etc.
Quando demanda um serviço público, o cidadão tem de saber por quem será atendido. Se por um igual, um meio angolano, um maioritariamente português e por aí adiante. Para facilitar a tarefa, é melhor que a sem hora Susete Antão comece já a providenciar adesivos e pulseiras que classifiquem os angolanos por percentagem da sua originalidade.
《Meio angolanos》– a última criação do MPLA
A nova categoria de cidadãos, uma “homenagem” a ADC, prova que o líder da UNITA está a ser uma incômoda pedra no sapato dos “camaradas”
Graça Campos • Correio Angolense • Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021 • Original
Em 1975, quando “desembarcou” nas cidades, que muitos dos seus membros desconheciam por completo, o MPLA trouxe um discurso inovador. Em oposição aos seus dois inimigos, UNITA e FNLA, que eram movimentos de matriz tribalista e racista, o regionalismo e por aí adiante. Marido de uma branca portuguesa e pai de filhos mestiços, Agostinho Neto liderou a luta contra o que então eram consideradas taras do colonialismo. Em várias oportunidades, Neto citou o seu próprio caso pessoal para justificar a sua rejeição ao racismo e outros comportamentos indecentes.
Quem já cá andava naqueles tempos, há de lembrar-se que todos os comícios do MPLA terminavam, invariavelmente, com um exaltado ABAIXO O IMPERIALISMO! E terminavam com ruidosos e inflamados ABAIXO O RACISMO, ABAIXO O TRIBALISMO e ABAIXO O REGIONALISMO!
Com José Eduardo, que desposou em primeiras núpcias a caucasiana Tatiana Kukanova, o MPLA manteve o discurso antirracista, antitribalista e antirregionalista. Com actos concretos, José Eduardo dos Santos mostrou que também era avesso à xenofobia, irmã gémea do racismo. Ele teve no Governo, nas Forças Armadas e no seu próprio gabinete descendentes de estrangeiros, nomeadamente são-tomenses e cabo-verdianos. Assunção dos Anjos, descendente de são-tomenses, foi director do seu gabinete; Aldemiro da Conceição, descendente de são-tomense, foi quase tudo na Presidência de JES (assessor de imprensa, chefe do Gabinete de Quadros, etc., etc.); Licínio Tavares, descendente de são-tomenses, ficou à testa do Ministério dos Transportes durante “séculos”; João Baptista de Matos, descendente de cabo-verdianos, foi o mais notável cabo de guerra de Angola e foi sob o seu comando que as FAA partiram a espinha dorsal da UNITA, quando lhe tomaram as praças principais, Bailundo e Andulo, nomeadamente; Francisco Furtado, descendente de cabo-verdianos, foi CEMG das FAA; António Furtado, descendente de cabo-verdianos, foi governador do Banco Nacional de Angola; Ângelo da Veiga, descendente de cabo-verdianos, foi ministro do Interior.
A falta de soluções para as carentes carências das populações tem vindo, a introduzir, lentamente, no léxico político angolano conceitos e expressões prenunciadores do desabamento de todo o edifício antirracista, antitribalista, antirregionalista e antixenófobo que o MPLA se esforçou, e muito, por construir ao longo dos anos.
O discurso pró-racista e pró-xenófobo foi inicialmente introduzido nas redes sociais por presumíveis militantes do MPLA e tinha um alvo concreto: o actual presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior.
Mas aquilo que parecia ser apenas linguagem de roqueiros desesperados, de pessoas fanatizadas, foi ganhando “status” e na sexta-feira passada foi oficialmente absorvida pela direção do MPLA.
Ao mencionar, no seu comunicado, “líderes políticos sem escrúpulos, que afinal são cidadãos estrangeiros”, o MPLA subscreveu publicamente o discurso xenófobo.
Depois de, basicamente, haver fracassado, de modo clamoroso, em todos compromissos que assumiu com os angolanos, vemos, agora, rendido ao discurso soez e rasteiro da xenofobia.
Depois de, basicamente, haver fracassado, de modo clamoroso, em todos compromissos que assumiu com os angolanos, vemos, agora, rendido ao discurso soez e rasteiro da xenofobia.
Encorajado pelo comunicado do BP do MPLA daquela mesma sexta-feira, uma estreante do programa Política no Feminino, da Televisão Pública de Angola, permitiu-se criar uma nova categoria de angolanos: meio angolanos. E ilustrou o conceito com o líder da UNITA, que, na opinião dessa iluminada, não é 100% angolano.
De acordo com a criadora do novo conceito, Adalberto da Costa Júnior não é 100% angolano porque também foi detentor de cidadania lusa. Sintomaticamente, a “inventora” do conceito de meio angolano é ela própria também uma meia angolana, pois, embora tenha nascido em Angola, viveu e cresceu em Portugal, de onde só fugiu por causa de um cabeludo processo judicial que tem à perna.
Na sexta-feira, tivemos na TPA um exemplo concreto do roto que aponta o dedo ao esfarrapado. Uma cidadã de tez branca, descendente de portugueses, a negar a Adalberto Costa Jr. a condição de ser integralmente angolano!
A adesão do MPLA a esse discurso xenófobo significa que ele procura, ingloriamente, que todos os angolanos cerrem fileiras contra o líder da UNITA. O MPLA procura que todos os angolanos transfiram para Adalberto da Costa Jr. o mesmo ódio, a mesma raiva, o mesmo desprezo que tinham de e por Jonas Savimbi.
Esse é um exercício inglório: Savimbi era odiado porque era o líder de uma guerra que não poupava ninguém; Savimbi foi odiado porque semeou a dor e o luto em muitas famílias angolanas; Jonas Savimbi foi execrado porque praticou ou mandou prática actos demoníacos. É de todo impossível transferir para Adalberto Costa Jr. as “virtudes” que fizeram de Savimbi um verdadeiro monstro.
Os jovens angolanos que hoje estão na faixa etária dos 20 e 30 anos – e que representam cerca de metade de eleitores – não identificam Adalberto Costa Jr. com a guerra; nunca o viram fardado e com arma a tiracolo.
A juventude hoje não vê em AC Jr. o “líder sem escrúpulos”, que “executa uma agenda política contrária aos interesses Angola e dos angolanos”.
Os jovens hoje vêm Adalberto da Costa Jr. alguém que tem um discurso contrário às tergiversações e lugares comuns do MPLA. Um discurso oco e sem consequências.
Nesta altura do campeonato um discurso vindo do MPLA que “exorta aos seus militantes, simpatizantes e amigos do Partido, aos angolanos de Cabinda ao Cunene, a defenderem a unidade e reconciliação nacional e a se manterem confiantes nas medidas que o Executivo angolano liderado pelo Camarada Presidente João Lourenço vem tomando em prol do desenvolvimento político, económico e social do país” comove quem?
Quem neste momento toma a peito a ladainha do MPLA de que “Queremos uma Angola onde impere um verdadeiro Estado Democrático de Direito, onde prevaleça o primado da lei, onde se respeitem as instituições do Estado, onde se respeitem os símbolos nacionais e os mais nobres valores da cultura e da história do país”?
Como diz a Lei de Murfy, com o MPLA “Nada está tão mau que não possa piorar”.
A assunção do discurso xenófobo é a prova de que a casa desabou.
Como sempre reclamou para si a condição de “força dirigente da Nação”, o MPLA não pode levar a mal que os angolanos lhe sigam o exemplo e queiram identificar, entre os governantes, quem, afinal, “são cidadãos estrangeiros e por isso executam uma agenda política contrária aos interesses de Angola e dos angolanos”.
É lícito incluir entre os “estrangeiros sem escrúpulos”, por terem dupla nacionalidade, os ministros da Energia e Águas e do Comércio e Indústria? À luz dos novos conceitos, como devemos olhar para João Baptista Borges e Victor Fernandes?
É preciso clarificar discurso. O MPLA, que, empurrado pelo desespero, agora subscreve discursos que antes abominava, que abra o jogo.
O “meio angolano” pode ou não ser governante neste país? Quem não é 100% angolano, fugida da justiça, pode ir à televisão pública dizer quem é mais ou menos angolano?
É preciso clarificar discurso. O MPLA, que, empurrado pelo desespero, subescreve, agora, discursos que antes abominava, que abra o jogo.
O “meio angolano” pode ou não ser governante neste país? Quem não é 100% angolano, fugida da justiça, pode ir à televisão pública dizer quem é mais ou menos angolano?
E, por fim, porque razão o MPLA se tornou tão mau a fazer um comunicado e a fazer leituras sobre a situação do país?
Em definitivo, o MPLA dos ladrões que afundaram este país, foi substituído por um MPLA medíocre do ponto de vista intelectual.
Qualquer tolice e disparate vai parar aos seus comunicados e qualquer arrivista e oportunista é cooptada para falar por si.
Naquele secretariado do Bureau Político está reunida a “nata” da fraqueza intelectual.
MPLA, quem te viu e quem te vê…
Imbróglios angolanos: Quem é que é angolano afinal?
Em 1957, tinha eu dez anos e frequentava o primeiro ano do liceu, no Salvador Correia, em Luanda, tinha Mocidade Portuguesa aos sábados à tarde, na parada do liceu.
A parada do liceu era por trás do ginásio, do lado do Rádio Clube de Angola, do lado da Rua do Dr. Luiz Carriço, actualmente Rua Salvador Allende, e, como a Mocidade era na época, obrigatória, lá ia eu para a Mocidade marchar.
Marchar, fazer ordem unida.
Esquerda, volver, direita volver, marcar passo, em freente marche!
Um, dois, esquerdo, direito.
Um, dois, esquerdo, direito.
E quem dava as ordens?
O Comandante de Falange.
E o Comandante de Falange era branco?
Não, era mestiço.
E como se chamava o Comandante de Falange?
Henrique Teles Carreira (1933-2000), mais conhecido por Iko Carreira.
Mas já me despistei, não era disto que eu queria falar!
Eu queria falar do imbróglio do Quem é que é angolano afinal?
Um preto do mato, que nem fala nem entende o portugês, é angolano?
E se não for do mato, for da cidade, mas não falar nem entender o português?
E se, sendo do mato ou da cidade, falar e entender o português?
E se for um mucancala, o povo a quem os pretos roubaram a terra?
E se for um mestiço?
E se for um cabeça-de-pungo?
E se for um macópio, ou um xicoronho?
O que é preocupante no discurso da branca de segunda Susete Antão, discurso que Graça Campos afirma ter sido encomendado pelo Bureau Político do MPLA-Lourenço-Bornito, é a Carcamanização de Angola, o Discurso Racista que caracterizou as Colonizações Holandesa, Britânica e Alemã, em África e não só.
E é preocupante porque, mostra-o a história, após a palavra vem a acção.
Cruzamento do Polo Norte Luanda no Tempo do Colono
Black Friday, ou Conversas de Kotas
O Primeiro Kota recebeu o vídeo infra de outros Kotas e partilhou-o, sem comentários, com o Segundo Kota.
A partilha deu origem à conversa reproduzida abaixo do vídeo.
Segundo Kota
Então o Black Friday, agora, é contra os pretos?
Se calhar há pretos q não gostam de o ser…! Como aquele jogador do Paris Sain Germain q, se fosse louro, tb achava q era racismo o arbitro dizer: “Aquele louro.”
Só pode ser complexo!
Há psiquiatras, minha gente!
Primeiro Kota
Há pretos que não gostam de o ser sim, que se detestam.
E há também outros que foram maltratados e estão ressentidos.
Agora temos de ver que cultura e que pretos estão em causa.
No EUA há racismo descoberto contra pretos que não são pretos.
Em França há racismo encoberto contra pretos que são pretos.
Em Portugal e no Brasil preto rico, ou doutor, é branco.
Em Angola depende, em Moçambique não sei.
Para os Franceses, os Ingleses, os Americanos, bem como para os pretos por eles educados, a ideia de que “preto rico, ou doutor, é branco” é inconcebível. Coisa de mentes pervertidas, diabólicas.
Segundo Kota
Não entrando na discussão das categorias dos pretos e falando de Angola, estás-te a referir a quê, qd dizes q a negritude depende… depende de quê?
Primeiro Kota
Depende da cultura.
Em Angola tens:
1.
Os Pretos Tribais, em pretéritos séculos chamados de Pretos Descalços, que não falavam o Português, só uma língua Banto
2.
Os Pretos Calçados, mais recentemente chamados de Assimilados, que falavam o Português e uma língua Banto.
3.
Os Mestiços – do Preto Velho ao Branco de Benguela – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.
4.
Os Brancos de Segunda – de primeira geração, segunda geração, terceira geração, etc. – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.
5.
Os Velhos Colonos – que não tinham nascido em Angola mas para lá tinham emigrado e, muitas vezes, cafrealizado – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.
Os Mulatos e os Brancos de Segunda eram Filhos da Terra, por oposição aos Filhos do Reino, uma categoria que existiu, e existe, do Japão ao Maranhão.
Os Filhos da Terra educados sempre estiveram, e estão, no patamar em que os Filhos do Reino estavam, e estão.
Tens um exemplo recente em Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça, e um exemplo antigo em Alexandre de Gusmão, Escrivão da Puridade de Dom João V.
As Colonizações Holandesa, Britânica, Francesa, Alemã, não tiveram nada de semelhante, nem sequer com os ‘Colonials’, o Britânicos Brancos nascidos no Ultramar (‘Overseas’).
Os Espanhóis misturam-se mas mantiveram sempre a primazia dos Nascidos nas Europas, par várias razões a menor das quais não terá sido os ‘Estatutos de Limpieza de Sangre’ que vigoraram em todo o Império Espanhol mas nunca no Reino de Portugal e no seu Império.
Nem no tempo dos Filipes os ‘Estatutos de Limpieza de Sangre’ que vigoraram no Reino de Portugal e no seu Império!
A situação em Angola é uma situação que suponho única por duas razões:
1.
A Elite no Poder é constituída por Mestiços e Brancos de Segunda.
2.
A Guerra Colonial e as duas Guerras Civis extinguiram praticamente os Pretos Descalços, ou Pretos Tribais, actualmente já só há, ou quase só há, Pretos Calçados, Mestiços, Brancos de Segunda e Velhos Colonos.
E isso nota-se bem nos desprezo com que os angolanos se referem aos Zairenses e aos Sul-Africanos, que apelidam de Pretos, dessa forma tornando claro que não se consideram a si próprios como Pretos.
Não se consideram a si próprios como Pretos Descalços, Pretos Burros, Pretos Selvagens.
Segundo Kota
Então não depende…
Bem me parecia!
😘
Quando partilhou o vídeo supra o Primeiro Kota partilhou também o vídeo infra, que o Segundo Kota comentou escrevendo:
Já o 2.° vídeo tem muita piada...!
Mas não havia uma rábula de um dos humoristas portugueses, daqueles clássicos, q é muito parecida?
A Região Euro-Mediterrânica no início do 1.º Milénio d.C.
2
A Região Euro-Mediterrânica no início do 2.º Milénio d.C.
3
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVI d.C. – meio do 2.º Milénio d.C. –
4
Unificação Quinhentista do Mundo – passagem da Era pré-Gâmica à Era pós-Gâmica –
5
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVII d.C.
6
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVIII d.C.
7
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XIX d.C.
8
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XX d.C.
9
A Região Euro-Mediterrânica no início do 3.º Milénio d.C. – início do Século XXI –
Política e geopolítica
na nova ordem mundial:
uma nova ordem?
Para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.
Por Jaime Nogueira Pinto no Observador a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Tem comentários dos leitores.
A pandemia, os números repetidos diariamente dos infectados, dos recuperados, dos mortos, dos internados, dos cuidados intensivos, os altos e baixos dos continentes e países levam-nos a esquecer ou subalternizar que, há vida – e morte – para além do coronavírus.
Mas há. E para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.
A Nova Constituição Russa
Tivemos um referendo, em que Vladimir Putin procurou sustentação popular para as mudanças e reformas na Constituição russa. Para além da mais citada e sublinhada, a que lhe poderá permitir ficar na presidência até 2036, há outras medidas de fundo ideológico que traduzem a consagração de uma linha de nacionalismo conservador, religioso e identitário. Isto não é novidade para quem tenha acompanhado a trajectória, as raízes ideológicas e as alianças de Putin. Este, depois de ganhar apoio popular com a melhoria da situação económica e restabelecer a autoridade e estabilidade no conflito com os radicais chechenos, foi buscar uma base de apoio ao patriotismo do povo russo e ao conservadorismo da Igreja Ortodoxa.
Mas, sentindo que, apesar dos horrores do bolchevismo e do estalinismo, subsistia também, entre os russos, algum sentimento de orgulho patriótico em relação à “Guerra Patriótica”, teve o cuidado de não rejeitar todo o período da URSS na sua concepção do patriotismo russo. Por outro lado, revolucionariamente tradicional, reintroduz “a fé em Deus, transmitida pelos nossos antepassados” e definindo-se contra o politicamente correcto impõe o casamento como “união entre um homem e uma mulher”; e que o “povo russo” é elemento determinante da constituição do Estado. Fica também uma nota de “unificação” ou estatização mais identitária.
Por isto não nos podemos admirar que os movimentos nacionalistas populares europeus – com o Rassemblement Nationalde Marine le Pen e o Lega de Matteo Salvini – tenham grandes simpatias e afinidades com Putin.
O discurso político do líder russo traz claramente de volta, os valores de Deus, da Pátria e da Família, num catecismo que está bem longe do liberalismo político-cultural “do Ocidente” e ainda mais da sua versão do esquerdismo politicamente correcto.
Trump no Monte Rushmore
E foi do mesmo tom o discurso do 4 de Julho, de Donald Trump, que muitos conservadores consideraram o seu melhor discurso político: aproveitando a ocasião para exaltar os “patriotas” que a 4 de Julho de 1776 fundaram oficialmente a América, o Presidente dos Estados Unidos fez um elaborado contra-ataque e desmontagem da ideologia inspiradora dos “bandos agressivos“ que há algumas semanas vêm destruindo estátuas, saqueando lojas, criando zonas “livres” em cidades, retratando-os como iconoclastas, inimigos da cultura e do povo americanos.
Ao mesmo tempo veio sublinhar a natureza totalitária dessa cultura da Anti-América, que se exprime para além da destruição ou dessacralização de símbolos e monumentos da História americana, na imposição de uma nova linguagem, que à semelhança do Newspeak orwelliano, traz um Newspeak que promove certas palavras e expressões e proíbe outras tantas.
Por outro lado, e com grande aplauso da assistência, anunciou a detenção de alguns dos responsáveis pelas destruições e vandalizações dos monumentos a George Washington, Andrew Jackson, Abraham Lincoln e Ulysses Grant.
Passando à inspiração ideológica destes comportamentos antipatrióticos, Trump disse que resultava de “anos de doutrinação e preconceitos na educação, no jornalismo, em instituições culturais”, de uma formação antipatriótica que, sistematicamente, distorcia a história americana, de modo que os jovens, em vez de respeitar aqueles heróis e construtores da Pátria, passavam a vê-los como racistas, esclavagistas, imperialistas, figuras para odiar e não para admirar.
Traçou depois os perfis dos Presidentes imortalizados ali, no Mount Rushmore, de George Washington a Thomas Jefferson a Lincoln e Ted Roosevelt, que simbolizam a aventura da Nação Americana.
Mais adiante, sempre muito ovacionado pela multidão juntou num mesmo rol de representantes dos ideais de cultura americana, figuras de militares como George Patton, de cantores e músicos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Elvis Presley, mas também inventores e pioneiros da técnica como os irmãos Wright, escritores e poetas como Mark Twain e Walt Whitman, actores como Bob Hope e Frank Sinatra. Brancos e negros, conservadores e liberais, republicanos e democratas, mas todos patriotas.
E terminou com um apelo à unidade da América e dos Americanos na data da sua independência e sob as esculturas gigantes dos Presidentes, da autoria de Gutzon Borglum, ali representados.
O discurso de Trump no Mount Rushmore, embora no quadro polémico de uma pré-campanha eleitoral e como resposta à vaga de esquerda iconoclasta dos “valores americanos”, acaba por sublinhar e defender os valores de Pátria, a Religião, o Patriotismo, a Família, a importância da História – da História correctamente contada, na formação dos cidadãos.
Putin atacou claramente o liberalismo ou progressismo no sentido europeu; Trump a correcção política e um “liberalismo” (à americana) que sob a forma do radicalismo da Nova Esquerda, ataca não só teórica ou doutrinariamente os valores americanos, mas materialmente destrói os seus símbolos.
E a Europa?
Na Europa, a UE continua a proclamar uma agenda oposta – a Constituição europeia rejeitou expressamente a inclusão do nome de Deus, a maioria das legislações consagrou os casamentos homossexuais, e o patriotismo e o nacionalismo são vistos como perigosos desvios da doutrina oficial da integração europeia, inimigos da democracia e da liberdade.
Mas o facto é que em quase todos os países da Europa existem hoje e afirmam-se partidos e movimentos políticos que vão no sentido, precisamente, de um reforço deste tipo de valores, embora permanecendo um laicismo mais forte e fora do conservadorismo religioso da América e Rússia. O que terá a ver com a descristianização da Europa Ocidental.
E, por outro lado, a Oriente, agora sob todos os focos pela crise aberta pela pandemia, mas também pela presença nas economias do resto do mundo, e pela linha agressiva de uma política recente, ergue-se a República Popular da China, a potência nova no status quo.
10
Idade do Bronze Tardia na Europa (circa 1.300 – 750 a.C.) – a “Europa” da União Europeia está a amarelo –
A “Europa” da União Europeia está a amarelo no mapa 10.
Com excepção da antiga Marca Hispânica Carolíngia, actual Catalunha, a Península Ibérica não é “Europa” da União Europeia, tal como o não são a Península Balcânica, a Península Escandinava, as Ilhas Britânicas e toda a Península Europeia a Oriente da Bacia Hidrográfica do Rio Vístula.
A cultura da “Europa” da União Europeia, bem como a dos Estados Unidos da América, é a Cultura Galo-Romano-Germânica, mais conhecida por Cultura, ou Civilização, Ocidental, uma cultura, ou civilização, que de Cristã tem pouco. x Os “pais” da Cultura, ou Civilização, Ocidental, foram:
Siágrio, General Romano, (430 – 486/487 d.C.),
Clodoveu I, Rei dos Francos (c. 466 – 511 d.C.),
Carlos Magno, Rei dos Francos (742 – 814 d.C.),
Leão III, Papa (c. 750 – 816 d.C.),
Otão I, Imperador Romano-Germânico (912 – 973 d.C.),
Gregório VII, Papa (c. 1020/1025 – 1085 d.C.),
Martinho Lutero, Teólogo (1483 – 1546 d.C.),
Henrique, Rei, VIII de Inglaterra (1491 – 1547 d.C.),
Carlos V, Imperador Romano-Germânico (1500 – 1558 d.C.),
João Calvino, Teólogo (1509 – 1564 d.C.),
Jaime VI, Rei, da Escócia e I de Inglaterra (1566 – 1625 d.C.),
Thomas Hobbes, Filósofo (1588 – 1679 d.C.).
Pese embora António de Oliveira Salazar tenha afirmado que “Portugal não é um país europeu e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos.” Jaime Nogueira Pinto, e as demais auto-denominadas “Direitas Portuguesas”, parecem estar convencidos de que Portugal é um país europeu, da “Europa” da União Europeia.
Mas não é.
Já o não era quando protagonizou a Unificação do Mundo, na viragem do século XV para o século XVI, menos o passou a ser depois, menos ainda o será no futuro.
Fontes
Mapas 1-3 e 5-9: “History of Europe”. Euratlas. No publication date. Retrieved on July 10, 2020.
Mapa 10: “Ficheiro:Europe late bronze age-pt.svg”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado às 01h37min de 31 de maio de 2016. Recuperado a 11 de julho de 2020, às 10:43 UTC+01:00.
… das características portuguesas se destacavam o comerciar e o conversar e que isso nos levou longe no Mundo.
Agostinho da Silva
São Bernardo disse aos templários: «para que vocês deixem de combater os muçulmanos, o melhor é comerciar com eles», (…) a coisa é que saiu mal, (…) o que acabaria por tornar os templários em banqueiros (…), o que fez Dom Dinis também, que fez uma coisa muito interessante que foi a primeira nacionalização que houve em Portugal, nacionalizando o tesouro dos templários, fazendo ao mesmo tempo, a primeira privatização, já que os privou a eles de terem o tesouro, toda a nacionalização pode ser uma privatização ao mesmo tempo, não é?
Alice Cruz
O senhor professor acredita no Destino, no fado?
Agostinho da Silva
Pode ser que haja, pode ser que o destino seja ser livre.
Alice Cruz
… a Liberdade será deixar cada um ser aquilo que é, e deixar ser isso contagioso, como diz o senhor professor. Como é isso possível?
Agostinho da Silva
É preciso sobretudo ter como têm todos os portugueses, o sentido de intervalo entre os antípodas das leis.
A lei é feita para conceder o máximo de liberdade às pessoas, não destruindo relações possíveis …
Tudo o que veio contra (a minha liberdade) foi para favorecer.
Alice Cruz
O senhor professor tem vários filhos, oito, salvo erro. Como é a sua relação com eles?
Agostinho da Silva
Posso ter dito muita coisas erradas e muitas coisas certas, mas a relação foi sobretudo uma relação de liberdade completa, de eles fazerem e tomarem o caminho que lhes parecia mais interessante para a sua vida.
Não tenho saudades, as pessoas de quem eu gosto estão sempre comigo, como vou ter saudades deles? Mesmo que seja muita a distância. De modo que essa coisa de Saudade para mim não existe, sempre tenho andado no mundo, Brasil por exemplo, não tive saudades de Portugal, nem agora tenho do Brasil. A Saudade supõe ausência, se eu nunca estou ausente de mim, como vou ter Saudades?
Brasão Real de Portugal Filipe I Notar, em timbre, a Serpe Alada de Ofiússa.
“Ofiússa”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 21h50min de 7 de junho de 2019. Recuperada às 15h47min de 8 de julho de 2020 (UTC+01:00).
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