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13 de maio de 2021

O que é, hoje, “ser extremista”?

 

Afirmação Paradoxal
Antítese e Paradoxo




Na acepção filosófica e política actual “ser extremista” é “não negociar”, “não pactuar”.

Num ambiente filosófico que afirma que “é absolutamente verdade que a verdade não existe” e que “é absolutamente verdade que tudo é relativo”.

Num ambiente político que afirma que “é absolutamente verdade que tudo é negociável” e que “é absolutamente verdade que tudo é redutível a dinheiro”.

Num tal ambiente filosófico e político “não pactuar”, “não negociar”, “afirmar algo e não o desafirmar”, “tomar uma posição e não a destomar”, é “ser extremista”.

Actualmente quem não for extremista negoceia, pactua, diz-se e desdiz-se, avança e recua, vende-se, sempre na maior das calmas e com a maior cara-de-pau.

Se o não fizer não singra na vida, é acusado de ser o responsável por todos os males do mundo, é ostracizado e é perseguido.









Etiqueta principal: Extremismo.

10 de dezembro de 2020

Black Friday

 

Cruzamento do Polo Norte
Luanda no Tempo do Colono



Black Friday, ou Conversas de Kotas


O Primeiro Kota recebeu o vídeo infra de outros Kotas e partilhou-o, sem comentários, com o Segundo Kota.

A partilha deu origem à conversa reproduzida abaixo do vídeo.




Segundo Kota
Então o Black Friday, agora, é contra os pretos? 
Se calhar há pretos q não gostam de o ser…! Como aquele jogador do Paris Sain Germain q, se fosse louro, tb achava q era racismo o arbitro dizer: “Aquele louro.”
Só pode ser complexo!
Há psiquiatras, minha gente!

Primeiro Kota
Há pretos que não gostam de o ser sim, que se detestam. 
E há também outros que foram maltratados e estão ressentidos.
Agora temos de ver que cultura e que pretos estão em causa.
No EUA há racismo descoberto contra pretos que não são pretos.
Em França há racismo encoberto contra pretos que são pretos.
Em Portugal e no Brasil preto rico, ou doutor, é branco. 
Em Angola depende, em Moçambique não sei.
Para os Franceses, os Ingleses, os Americanos, bem como para os pretos por eles educados, a ideia de que “preto rico, ou doutor, é branco” é inconcebível. Coisa de mentes pervertidas, diabólicas.

Segundo Kota
Não entrando na discussão das categorias dos pretos e falando de Angola, estás-te a referir a quê, qd dizes q a negritude depende… depende de quê?

Primeiro Kota
Depende da cultura.

Em Angola tens:
1.
Os Pretos Tribais, em pretéritos séculos chamados de Pretos Descalços, que não falavam o Português, só uma língua Banto
2.
Os Pretos Calçados, mais recentemente chamados de Assimilados, que falavam o Português e uma língua Banto.
3.
Os Mestiços – do Preto Velho ao Branco de Benguela – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.
4.
Os Brancos de Segunda – de primeira geração, segunda geração, terceira geração, etc. – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.
5.
Os Velhos Colonos – que não tinham nascido em Angola mas para lá tinham emigrado e, muitas vezes, cafrealizado – que falavam o Português e, raramente, uma língua Banto.

Os Mulatos e os Brancos de Segunda eram Filhos da Terra, por oposição aos Filhos do Reino, uma categoria que existiu, e existe, do Japão ao Maranhão.

Os Filhos da Terra educados sempre estiveram, e estão, no patamar em que os Filhos do Reino estavam, e estão.

Tens um exemplo recente em Francisca Van Dunem, actual Ministra da Justiça, e um exemplo antigo em Alexandre de Gusmão, Escrivão da Puridade de Dom João V.

As Colonizações Holandesa, Britânica, Francesa, Alemã, não tiveram nada de semelhante, nem sequer com os ‘Colonials’, o Britânicos Brancos nascidos no Ultramar (‘Overseas’).

Os Espanhóis misturam-se mas mantiveram sempre a primazia dos Nascidos nas Europas, par várias razões a menor das quais não terá sido os ‘Estatutos de Limpieza de Sangre’ que vigoraram em todo o Império Espanhol mas nunca no Reino de Portugal e no seu Império. 

Nem no tempo dos Filipes os ‘Estatutos de Limpieza de Sangre’ que vigoraram no Reino de Portugal e no seu Império!

A situação em Angola é uma situação que suponho única por duas razões:
1.
A Elite no Poder é constituída por Mestiços e Brancos de Segunda.
2.
A Guerra Colonial e as duas Guerras Civis extinguiram praticamente os Pretos Descalços, ou Pretos Tribais, actualmente já só há, ou quase só há, Pretos Calçados, Mestiços, Brancos de Segunda e Velhos Colonos.

E isso nota-se bem nos desprezo com que os angolanos se referem aos Zairenses e aos Sul-Africanos, que apelidam de Pretos, dessa forma tornando claro que não se consideram a si próprios como Pretos. 

Não se consideram a si próprios como Pretos Descalços, Pretos Burros, Pretos Selvagens.

Segundo Kota
Então não depende…
Bem me parecia!
😘


Quando partilhou o vídeo supra o Primeiro Kota partilhou também o vídeo infra, que o Segundo Kota comentou escrevendo:
Já o 2.° vídeo tem muita piada...!
Mas não havia uma rábula de um dos humoristas portugueses, daqueles clássicos, q é muito parecida?
Mas q está muito bem apanhada, está!
😘








Etiqueta principal: Angola.
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11 de julho de 2020

Portugal no início do 3.º Milénio d.C.

nove mapas 
Jaime Nogueira Pinto
décimo mapa
comentário

1
A Região Euro-Mediterrânica no início do 1.º Milénio d.C.
2
A Região Euro-Mediterrânica no início do 2.º Milénio d.C.
3
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVI d.C.
– meio do 2.º Milénio d.C. –
4
Unificação Quinhentista do Mundo
– passagem da Era pré-Gâmica à Era pós-Gâmica –
5
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVII d.C.
6
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVIII d.C.
7
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XIX d.C.
8
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XX d.C.
9
A Região Euro-Mediterrânica no início do 3.º Milénio d.C.
– início do Século XXI –



Política e geopolítica 
na nova ordem mundial: 
uma nova ordem?

Para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.

Por Jaime Nogueira Pinto 
no Observador a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Tem comentários dos leitores.

A pandemia, os números repetidos diariamente dos infectados, dos recuperados, dos mortos, dos internados, dos cuidados intensivos, os altos e baixos dos continentes e países levam-nos a esquecer ou subalternizar que, há vida – e morte – para além do coronavírus.

Mas há. E para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.

A Nova Constituição Russa

Tivemos um referendo, em que Vladimir Putin procurou sustentação popular para as mudanças e reformas na Constituição russa. Para além da mais citada e sublinhada, a que lhe poderá permitir ficar na presidência até 2036, há outras medidas de fundo ideológico que traduzem a consagração de uma linha de nacionalismo conservador, religioso e identitário. Isto não é novidade para quem tenha acompanhado a trajectória, as raízes ideológicas e as alianças de Putin. Este, depois de ganhar apoio popular com a melhoria da situação económica e restabelecer a autoridade e estabilidade no conflito com os radicais chechenos, foi buscar uma base de apoio ao patriotismo do povo russo e ao conservadorismo da Igreja Ortodoxa.

Mas, sentindo que, apesar dos horrores do bolchevismo e do estalinismo, subsistia também, entre os russos, algum sentimento de orgulho patriótico em relação à “Guerra Patriótica”, teve o cuidado de não rejeitar todo o período da URSS na sua concepção do patriotismo russo. Por outro lado, revolucionariamente tradicional, reintroduz “a fé em Deus, transmitida pelos nossos antepassados” e definindo-se contra o politicamente correcto impõe o casamento como “união entre um homem e uma mulher”; e que o “povo russo” é elemento determinante da constituição do Estado.  Fica também uma nota de “unificação” ou estatização mais identitária.

Por isto não nos podemos admirar que os movimentos nacionalistas populares europeus – com o Rassemblement National de Marine le Pen e o Lega de Matteo Salvini – tenham grandes simpatias e afinidades com Putin.

O discurso político do líder russo traz claramente de volta, os valores de Deus, da Pátria e da Família, num catecismo que está bem longe do liberalismo político-cultural “do Ocidente” e ainda mais da sua versão do esquerdismo politicamente correcto.

Trump no Monte Rushmore

E foi do mesmo tom o discurso do 4 de Julho, de Donald Trump, que muitos conservadores consideraram o seu melhor discurso político: aproveitando a ocasião para exaltar os “patriotas” que a 4 de Julho de 1776 fundaram oficialmente a América, o Presidente dos Estados Unidos fez um elaborado contra-ataque e desmontagem da ideologia inspiradora dos “bandos agressivos“ que há algumas semanas vêm destruindo estátuas, saqueando lojas, criando zonas “livres” em cidades, retratando-os como iconoclastas, inimigos da cultura e do povo americanos.

Ao mesmo tempo veio sublinhar a natureza totalitária dessa cultura da Anti-América, que se exprime para além da destruição ou dessacralização de símbolos e monumentos da História americana, na imposição de uma nova linguagem, que à semelhança do Newspeak orwelliano, traz um Newspeak que promove certas palavras e expressões e proíbe outras tantas.

Por outro lado, e com grande aplauso da assistência, anunciou a detenção de alguns dos responsáveis pelas destruições e vandalizações dos monumentos a George Washington, Andrew Jackson, Abraham Lincoln e Ulysses Grant.

Passando à inspiração ideológica destes comportamentos antipatrióticos, Trump disse que resultava de “anos de doutrinação e preconceitos na educação, no jornalismo, em instituições culturais”, de uma formação antipatriótica que, sistematicamente, distorcia a história americana,  de modo que os jovens, em vez de respeitar aqueles heróis e construtores da Pátria, passavam a vê-los como racistas, esclavagistas, imperialistas, figuras para odiar e não para admirar.

Traçou depois os perfis dos Presidentes imortalizados ali, no Mount Rushmore, de George Washington a Thomas Jefferson a Lincoln e Ted Roosevelt, que simbolizam a aventura da Nação Americana.

Mais adiante, sempre muito ovacionado pela multidão juntou num mesmo rol de representantes dos ideais de cultura americana, figuras de militares como George Patton, de cantores e músicos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Elvis Presley, mas também inventores e pioneiros da técnica como os irmãos Wright, escritores e poetas como Mark Twain e Walt Whitman, actores como Bob Hope e Frank Sinatra. Brancos e negros, conservadores e liberais, republicanos e democratas, mas todos patriotas.

E terminou com um apelo à unidade da América e dos Americanos na data da sua independência e sob as esculturas gigantes dos Presidentes, da autoria de Gutzon Borglum, ali representados.

O discurso de Trump no Mount Rushmore, embora no quadro polémico de uma pré-campanha eleitoral e como resposta à vaga de esquerda iconoclasta dos “valores americanos”, acaba por sublinhar e defender os valores de Pátria, a Religião, o Patriotismo, a Família, a importância da História – da História correctamente contada, na formação dos cidadãos.

Putin atacou claramente o liberalismo ou progressismo no sentido europeu; Trump a correcção política e um “liberalismo” (à americana) que sob a forma do radicalismo da Nova Esquerda, ataca não só teórica ou doutrinariamente os valores americanos, mas materialmente destrói os seus símbolos.

E a Europa?

Na Europa, a UE continua a proclamar uma agenda oposta – a Constituição europeia rejeitou expressamente a inclusão do nome de Deus, a maioria das legislações consagrou os casamentos homossexuais, e o patriotismo e o nacionalismo são vistos como perigosos desvios da doutrina oficial da integração europeia, inimigos da democracia e da liberdade.

Mas o facto é que em quase todos os países da Europa existem hoje e afirmam-se partidos e movimentos políticos que vão no sentido, precisamente, de um reforço deste tipo de valores, embora permanecendo um laicismo mais forte e fora do conservadorismo religioso da América e Rússia. O que terá a ver com a descristianização da Europa Ocidental.

E, por outro lado, a Oriente, agora sob todos os focos pela crise aberta pela pandemia, mas também pela presença nas economias do resto do mundo, e pela linha agressiva de uma política recente, ergue-se a República Popular da China, a potência nova no status quo.



10
Idade do Bronze Tardia na Europa (circa 1.300 – 750 a.C.)
– a “Europa” da União Europeia está a amarelo –



A “Europa” da União Europeia está a amarelo no mapa 10.

Com excepção da antiga Marca Hispânica Carolíngia, actual Catalunha, a Península Ibérica não é “Europa” da União Europeia, tal como o não são a Península Balcânica, a Península Escandinava, as Ilhas Britânicas e toda a Península Europeia a Oriente da Bacia Hidrográfica do Rio Vístula.

A cultura da “Europa” da União Europeia, bem como a dos Estados Unidos da América, é a Cultura Galo-Romano-Germânica, mais conhecida por Cultura, ou Civilização, Ocidental, uma cultura, ou civilização, que de Cristã tem pouco.
x
Os “pais” da Cultura, ou Civilização, Ocidental, foram: 

  1. Siágrio, General Romano, (430 – 486/487 d.C.), 
  2. Clodoveu I, Rei dos Francos (c. 466 – 511 d.C.), 
  3. Carlos Magno, Rei dos Francos (742 – 814 d.C.), 
  4. Leão III, Papa (c. 750 – 816 d.C.), 
  5. Otão I, Imperador Romano-Germânico (912 – 973 d.C.), 
  6. Gregório VII, Papa (c. 1020/1025 – 1085 d.C.), 
  7. Martinho Lutero, Teólogo (1483 – 1546 d.C.), 
  8. Henrique, Rei, VIII de Inglaterra (1491 – 1547 d.C.), 
  9. Carlos V, Imperador Romano-Germânico (1500 – 1558 d.C.), 
  10. João Calvino, Teólogo (1509 – 1564 d.C.), 
  11. Jaime VI, Rei, da Escócia e I de Inglaterra (1566 – 1625 d.C.), 
  12. Thomas Hobbes, Filósofo (1588 – 1679 d.C.).

Pese embora António de Oliveira Salazar tenha afirmado que “Portugal não é um país europeu e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos.” Jaime Nogueira Pinto, e as demais auto-denominadas “Direitas Portuguesas”, parecem estar convencidos de que Portugal é um país europeu, da “Europa” da União Europeia.

Mas não é.

Já o não era quando protagonizou a Unificação do Mundo, na viragem do século XV para o século XVI, menos o passou a ser depois, menos ainda o será no futuro.




Fontes
  1. Mapas 1-3 e 5-9: History of Europe”. Euratlas. No publication date. Retrieved on July 10, 2020.
  2. Mapa 4: “História do Império Marítimo Português”. Índia Portuguesa. Sem data de publicação. Recuperado a 10 de julho de 2020.
  3. Política e geopolítica na nova ordem mundial: uma nova ordem?”. Jaime Nogueira Pinto. Observador. Publicado a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Recuperado a 11 de Julho de 2020, às 10:24 UTC+01:00.
  4. Mapa 10: “Ficheiro:Europe late bronze age-pt.svg”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado às 01h37min de 31 de maio de 2016. Recuperado a 11 de julho de 2020, às 10:43 UTC+01:00.






Etiqueta principal: Portugal.
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22 de dezembro de 2018

Oligarquia

a palavra oligarquia tem origem grega, e significa literalmente, governo de poucos
os gregos inventaram tal termo para designar uma forma distorcida, degenerada e negativa de aristocracia.


Um artigo de João Miguel Tavares e um comentário de Álvaro Aragão Athayde.


artigo

Freitas do Amaral loves Ricardo Salgado

Por João Miguel Tavares no Público a 22 de Dezembro de 2018, ás 06:32

Os senhores de colete amarelo, que ontem se manifestaram pelo país a atravessar passadeiras com grande empenho, fartaram-se de resmungar diante das câmaras de televisão acerca dos políticos e do tamanho da Assembleia da República – mas para quem quer realmente perceber Portugal, os jornais continuam a ser bastante mais úteis do que as manifestações. Há, aliás, textos que explicam um regime inteiro, e um desses textos foi publicado por Diogo Freitas do Amaral no PÚBLICO de quarta-feira. Chamava-se “BES e GES – um só responsável? Novos ataques a Ricardo Salgado”, e lê-lo com alguma atenção é perceber como é que Salgado foi possível, como é que a queda do BES foi possível, como é que Sócrates foi possível, como é que a bancarrota foi possível, como é que Zeinal Bava foi possível, como é que a queda da PT foi possível, e por aí fora. E tudo foi possível, em primeiro lugar, por causa da cupidez dos próprios; e, em segundo lugar, por causa de políticos – melhor: de senadores – como Diogo Freitas do Amaral.

A teoria de Freitas do Amaral é fácil de resumir em três pontos. 1) Ricardo Salgado não fez tudo sozinho. 2) Há mais responsáveis pela queda do BES, incluindo o governador do Banco de Portugal e Passos Coelho, que o queria substituir por José Maria Ricciardi (porque é que não o substituiu, então, é mistério que fica por explicar). 3) Se o governo da altura tivesse dado uma mãozinha, o banco ainda aí estaria, todo forte e viçoso. A interligar os vários pontos estão duas ou três teorias da conspiração delirantes, mais aquele provérbio português que é sempre piamente evocado nestas situações: não se bate em quem está no chão. Devo dizer que me apetece sempre bater em quem nestes contextos diz que não se bate em quem está no chão. Para Salgado, o chão, no presente, é uns motoristas, umas secretárias, umas assessoras e talvez umas empregadas a menos. Já o chão, para mim, é o Linhó.

Contaram-me que Ricardo Salgado, após sair do BES, instalou o seu gabinete (coitadinho) no Hotel Palácio do Estoril, onde todos os dias era servido por um funcionário do hotel que tinha perdido as suas poupanças na queda do banco. Estar no chão, para os Salgados e os Sócrates desta vida, é andar dez e 15 e 20 anos a lutar na justiça, continuando a almoçar em restaurantes Michelin e a fazer férias em hotéis de cinco estrelas. Tudo isso graças a leis que políticos como Freitas do Amaral fizeram, e à forma como advogados pagos com dinheiro tantas vezes adquirido de forma ilegal conseguem multiplicar as manobras dilatórias, até ao ponto de os clientes já estarem demasiado velhos ou demasiado doentes para ir para a cadeia.

Ricardo Salgado não é, com certeza, o único responsável pela queda do BES. Mas é o maior. E a quilométrica distância de todos os outros. Ele era – mesmo – o Dono Disto Tudo, e entre redes financeiras, redes políticas e redes familiares, tinha meio país na mão. Como eu não conseguia explicar o despropósito do texto de Freitas do Amaral, fui à Wikipédia. No capítulo “família” encontrei isto: “Filho de Duarte Pinto de Carvalho Freitas do Amaral e de sua mulher, Maria Filomena de Campos Trocado, sobrinha-bisneta do 1.º Barão da Póvoa de Varzim. Casou em Sintra, a 31 de Julho de 1965, com Maria José Salgado Sarmento de Matos, escritora, com o pseudónimo de Maria Roma, sobrinha paterna de Henrique Roma Machado Cardoso Salgado e prima-irmã do banqueiro Ricardo Salgado.” Bendita Wikipédia, que nos ensina tantas coisas.


comentário

O que acho e não acho normal

Por Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas a 22 de Dezembro de 2018, ás 14:07

Acho normal que uma pessoa defenda um familiar que considera estar sendo injustamente acusado, ou vítima de um linchamento mediático.

Não acho normal que o faça sem assumir claramente que é isso que está fazendo.

Acontece que foi exactamente isso que Diogo Freitas do Amaral e Miguel Sousa Tavares fizeram.

Os gregos que inventaram o termo oligarquia para designar uma forma distorcida, degenerada e negativa de aristocracia estavam cheios de razão, os melhores não fazem coisas destas.

Quanto ao resto… 

[1] Acho que João Miguel Tavares está cheio de razão quando afirma que o Sistema Ultra-Garantístico vigente tem como consequência que, na prática, exite uma Justiça para Ricos e uma Justiça para Pobres.

[2] Acho que João Miguel Tavares faz mal em embarcar na onda do linchamento mediático de Ricardo Salgado.

[3] Acho que o ambiente de denúncia institucionalizada e de linchamento mediático em que vivemos é, esse sim, Uma Questão de Civilização.



Origem da figura


Referências
  1. Oligarquia - Sociologia, em LinkedIn SlideShare.
  2. Oligarquia, da Wikipédia, a enciclopédia livre.


Etiqueta principal: Política.
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7 de novembro de 2018

Esquerdas

Ao poder… volver!!!


Existem hoje em Portugal e no Mundo dito Ocidental três Esquerdas: a Libertária, a Igualitária e a Totalitária.

A Esquerda Libertária preza acima de tudo a Liberdade

A Esquerda Igualitária preza acima de tudo a Igualdade

A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder.

A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder porque, por um lado, lhe permite viver bem e, por outro lado, lhe permite a todos impor as suas filias e fobias.

Manuel Alegre é um lídimo representante da Esquerda Libertária.


Manuel Alegre
Carta aberta a António Costa
Público a 7 de Novembro de 2018, 6:40



Origem da imagem



Etiqueta principal: Ideologia.
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8 de outubro de 2018

Dúvida atroz !!!


Social Justice Warrior - Feminism Vs. Racism

¡¡¡ dúvida atroz !!!

¡¿ a Garina ou o Preto ?!

 ¡¿ por quem deve a Guerreira da Justiça Social terçar armas ?! 

😎

Guerreira da Justiça social – Feminismo Vs. Racismo


Guerreira
O que é que está a acontecer ali?

Amiga
Parece que o gajo apalpou o traseiro à fulana e que ela o esbofeteou …

Amiga
… e a Guerreira da Justiça Social não sabe se deva ficar brava com o sujeito por assédio sexual ou se com a sujeita por espancar um negro.

From: Social Justice Warrior - Feminism Vs. Racism.

Tema principal: Curtas.
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7 de outubro de 2018

The Curse of a Promised Land


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 Why is America Collapsing Before It Became a Civilized Nation? 
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In recent essays, I’ve advanced a strange, bizarre, and foolish notion. That America labours under something like a curse. The curse of a promised land. What a funny and odd thing to say, I know. And yet how many promised lands do you see over which the specters of violence, ruin, and hate don’t seem to perpetually hang, like a funeral shroud? Over which the very same tribes seem doomed to fight over and over again, acting out something like an endless, perpetual, recurring tragedy? And isn’t all that precisely what America seems trapped by?

Now, this is going to be a jarring and dark essay. I recommend you don’t read it at all, in fact. Go watch Anderson Cooper or the latest sitcom. Do something acceptable. And if you still want to think about this strange and grim question — why is America collapsing before it became a civilized society? — with me, then come back. But in a while — if you really want to.

If you want me to put in that question in the terms of American discours, it goes like this. America is a uniquely backwards place, an outlier among nations, a place that “grew” economically but never really progressed much socially, it always has been, and it seems unable, ever, really, to shake off the crushing weight of its past — why is that? But I don’t want to speak to you like a pundit in this essay — with the stilted language of neoliberal quasi-statistical pseudoscience. Just as one tiny and mortal human being to another, I suppose, starting here. It is as if America’s soul is broken by some kind of terrible curse. But why? And who cursed it, anyways?
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Tema principal: América.
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4 de outubro de 2018

Feminismo, Marxismo, Mulheres-Maravilha



Não temam Camaradas!
As Mulheres Maravilha libertá-las-ão dos Homens e do seus Pénis Detestáveis e serão então livres e felizes para sempre.

O Feminismo é uma ideologia avançada por um movimento político e é totalitário nos seus propósitos e métodos.
É um Marxismo de roca de fiar que usa a antiga retórica Marxista colocando “mulheres” onde antes estava “proletariado” e “patriarcado” onde antes estava “capitalismo”.
O objetivo do feminismo não é a igualdade, mas a supremacia feminina: a Ginocracia.




Slutwalk:
Feminism as Gynocracy,
and Why Andrew J. Patrick Is in Trouble


Feminism is an ideology advanced by a political movement and is totalitarian in both its purposes and methods. It is distaff Marxism, substituting “women” for the “proletariat” — and the “patriarchy” for “capitalism” — in the ancient Marxian rhetoric. The goal of feminism is not equality, but female supremacy: Gynocracy.

Posted on September 11, 2013 at The Other McCain

Andrew J. Patrick is blaming me for his being harassed by a notorious left-wing troll blogger, after Andrew quoted me:
What people used to mean by the word “rape” has been revised in recent decades because of college women complaining about date rape …
Date rape is an apparently common campus crime that usually involves two drunk young people, one of whom has an erect penis, and the other of whom is unable to avert what the erect penis typically does.
That quote from my Aug. 12 American Spectator column “SlutWalk Insanity,” expresses facts and common sense, not ideology.

Feminism is an ideology advanced by a political movement and is totalitarian in both its purposes and methods. It is distaff Marxism, substituting “women” for the “proletariat” — and the “patriarchy” for “capitalism” — in the ancient Marxian rhetoric. The goal of feminism is not equality, but female supremacy: Gynocracy.

Advancing this totalitarian cause requires feminists to exacerbate hostility between men and women, by accusing men (collectively) of wrongfully oppressing women (collectively), so that all women are inspired to a sense of shared grievance against men.

Once you understand feminism as an ideology, you are no longer an intellectual hostage to the categorical syntax of their progaganda, in which skepticism toward their rhetoric is automatically denounced as thoughtcrime, where dissent is “hate” and we can only talk about women in ways approved by feminists. After decades of militant activism, people now unconsciously monitor their words lest they give offense to the feminist sensibility, so that arguments which directly contradict feminist ideology have the power of shocking outrage:
We had turned the corner at U Street and were marching up 14th Street when the woman with the megaphone leading SlutWalk DC started a new chant: “We love consensual sex! We love consensual sex!” Well, OK, but who doesn’t? Is there any actual opposition to this agenda? Is there an Anti-Consensual Sex Movement that someone forgot to tell us about? Oblivious to the absurdity, about 400 women joined in shouting this slogan, which was at least better than their previous chants: “Blame the system, not the victim!” and “One! Two! Three! Four! We won’t take it anymore! Five! Six! Seven! Eight! Stop the violence! Stop the hate!” The “violence” to which that chant referred is rape, and “hate” is any discussion of rape (or any other subject) that doesn’t conform to feminist ideology. To distill their rhetoric to its totalitarian essence: “Shut up, because rape.”The SlutWalk movement is about rape in pretty much the same sense Nazism was about the Versailles Treaty — it’s the legitimate grievance that empowers a movement of irrational hatred. We may laugh at the carnival sideshow aspect of women stripping down to their underwear to march down the street in broad daylight, carrying deliberately provocative posters and shouting nonsensical slogans. But the leaders of the movement have a radical ideology they take very seriously, and that ideology is sufficiently influential that anyone who criticizes it risks condemnation as being anti-woman, or even pro-rape …
That was the lead of my SlutWalk column and the reader perceives that, if feminists were offended, it was because they hate the truth.

Read everything and the comments here.

Tema principal: Ideologia.
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30 de setembro de 2018

The Deeper Meaning of Kavanaughkampf


The Deeper Meaning of Kavanaughkampf


By Smitty at The Other McCain on September 28, 2018


We are only as strong as our weakest link…

Should we be just a bit creeped out by the Left fetishing these SCOTUS seats?

Patriots respect all three branches set forth in the Constitution. It’s a public thing. A practical matter. It’s needful.

Keep in mind that, for the Left, which rejects God, government itself becomes a quasi-theological object. Lefties ignore the law (e.g. BHO’s administration) all the time, but note the visceral pleasure they seem to feel when saying “Trump broke THE LAW.”

Couple this government-is-‘god’ view with the Postmodern concept of Truth as a social construct. We’ve just seen a feminist shrink from California (three strikes, and that lady’s waaaaay out) decide that, nearly two score years ago, a SCOTUS nominee got all PG-13 on her.

Read more here.


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29 de setembro de 2018

Monismo & Dualismo

o dualismo e as suas consequências


Monismo & Dualismo


A Cultura Galo-Romano-Germânica – usualmente designada por Cultura Europeia, Cultura Euramericana ou Cultura Ocidental – é uma Cultura Dualista.

E é uma cultura dualista porque a sua forma de ver o mundo e a vida, a sua mundividência, se baseia em pares supostamente opostos, irredutíveis entre si e incapazes de uma síntese final ou de recíproca subordinação 

  • Branco, Preto;
  • Capitalista, Comunista;
  • Conservador, Progressista;
  • Dia, Noite;
  • Eleito, Danado;
  • Homem, Mulher;
  • Fiel, Infiel;
  • Judeu, Gentio;
  • Monárquico, Republicano;
  • Ricos, Pobres;
  • Salvo, Perdido;
  • …   …   …   …   …
e muitos outros pares que me dispenso de enumerar.

Pese embora isto aconteça esta cultura afirma-se Judaico-Cristã coisa que não é, nem pode ser, porque as Religiões Abraâmicas são Monistas.

Toda a política identitária (em inglês: identity politics) se baseia na suposição de que o nosso grupo, o grupo com que nos identificamos, e os outros grupos, os grupos com que não nos identificamos, são opostos, irredutíveis entre si, incapazes de uma síntese final, ou de recíproca subordinação, e que, portanto, o nosso destino colectivo é a Guerra Eterna.




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