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14 de novembro de 2020

Azul = Bom ⩒ Vermelho = Mau

 




Trocos /premium

Longe de mim qualquer convicção íntima na fraude. Desconfio só da feroz unanimidade da linguagem do Bem e não consigo escapar ao exercício contra-factual de imaginar que sucederia se fosse ao contrário

Por Paulo Tunhas no Observador ás 07:37 de 12 de Novembro de  2020. Tem comentários.

Há uns dias, estava a jantar com a minha mulher numa esplanada quando um pedinte veio ter connosco, a requerer dinheiro para uma sopa. Enquanto a minha mulher lhe dava um euro (quantia que eu reservo para o círculo restrito dos meus pedintes pessoais), expliquei-lhe (e era verdade) que só tinha moedas das pequeninas e tirei do bolso do casaco uma incómoda mão-cheia de moedinhas número 1 do Tio Patinhas, que se avizinhavam certamente, em conjunto, do euro da concorrência conjugal. Era um negócio, pensei, que convinha aos dois. Pegou nelas e afastou-se, sem agradecer, e depois parou para analisar o conteúdo da oferta, deitando para o chão da rua as de 1 e 2 cêntimos.

Eis alguém que fez a celebrada escolha da qualidade, mesmo em circunstâncias adversas. Chapeau! Ainda nos ficámos a rir com a surpresa e, depois de jantarmos, apanhámos as moedas do chão, com rigores de protestantes weberianos habitados pelo espírito do capitalismo. Maldito capitalismo, capaz de tornar uma católica e um ateu servos inconscientes de Calvino… Mas se a coisa tivesse ficado por aqui, nada de mal se teria verdadeiramente passado. O problema veio quando, sem querer, descobri que eu próprio atiro frequentemente trocos para o chão. Não exactamente trocos em cêntimos, mas trocos em ideias. Apesar de saber bem que até as mais esdrúxulas ideias contêm em si uma via, mesmo minúscula, para a verdade, há vezes em que, para evitar que os bolsos do espírito se atafulhem com uma população largamente inútil, os esvazio dos trocos que o dia-a-dia perversamente nos faz acumular. Aquilo que, na passagem do século XIX para o século XX, se chamava economia do pensamento também passa por aqui.

Dou um exemplo. Estão certamente a par do recente milagre que transformou o mundo, anunciando a magnífica vitória do Bem sobre o Mal, da luz sobre as trevas. A nossa América, a América boa, a América eterna dos nossos sonhos e das nossas promessas, venceu a falsa América, a anti-América, a América dos nossos pesadelos e das nossas frustrações. Dito de outra maneira: uma criatura da luz chamada Joe Biden derrotou nas eleições um mafarrico cujo próprio nome, Donald Trump, causa repulsa e mal-estar em qualquer um que o demo não tenha já irremediavelmente possuído com os seus fétidos miasmas. Não há boca que não cante, como cantam os anjos, a irreprimível alegria de tão gloriosa vitória do solar amanhã que nos é prometido e as palavras fluem, melodiosas: decência, bondade, união, compreensão, diversidade e todos os outros vocábulos que, ainda que aquém do êxtase propriamente dito, o anunciam como uma certeza plena e inteira.

É verdade que o mafarrico ainda estrebucha e os seus servos gostam de lembrar episódios passados que apontam no sentido de pelo menos uma modesta aceitabilidade da verosimilhança da sua doutrina sobre a possibilidade de ter existido alguma fraude eleitoral em tudo isto. Recordam, por exemplo, o facto de gente insuspeita de qualquer simpatia pelos republicanos ter há anos emitido considerações favoráveis à supressão do voto por correspondência por este poder conduzir à fraude eleitoral. Ou que, em 2016, muitos suspeitaram que a votação de Trump fora (nomeadamente no Wisconsin, no Michigan e na Pensilvânia) o resultado de manipulações do voto electrónico – isto para não falar da tese do “conluio russo”. Ou que, no passado, a mafia do Illinois havia roubado a Nixon a presidência em benefício de Kennedy. Ou que a eleição senatorial da Pensilvânia, em 1994, fora anulada por causa de fraudes maciças organizadas pela campanha do democrata William Stevenson. Aos olhos dos servos de Trump, isto deveria permitir, sem dúvida, que se apontasse que as acusações do actual presidente dos Estados Unidos são, pelo menos presentemente, insubstanciadas – mas não que se decretasse que são indesmentivelmente falsas.

A visão maniqueísta das coisas e a desconsideração da experiência passada deveria pôr-nos um bocadinho de pé atrás. Longe de mim qualquer convicção íntima na fraude. Desconfio apenas da feroz unanimidade da linguagem do Bem e não consigo escapar ao exercício contra-factual de imaginar o que diriam os democratas e os seus delegados portugueses, entre outros, se Trump tivesse vencido Biden por tão exígua margem, e à última hora, em vários swing states. Um passarinho diz-me que estariam exactamente a defender, aplaudindo, que Biden fizesse o que Trump está a fazer. Se a isto acrescentarmos a ininterrupta campanha que os democratas e a sua máquina jornalística levaram durante quatro anos a cabo contra Trump, com uma parcialidade e uma violência inauditas, a desconfiança adensa-se e o grosso do argumentário aparece muito discutível, o contrário exacto de uma evidência indesmentível.

Por mim, vou ficar muito caladinho e a pensar em coisas mais elevadas enquanto os tribunais não tiverem feito o seu trabalho. Até aí, faço como o outro e lanço os trocos – a linguagem do Bem e as certezas espúrias — para o chão. Não por especial gosto de discordar ou por ser dotado de uma natureza desconfiada, juro. Gostava imenso de experimentar a beatitude que transparece do canto dos nossos anjos, americanos ou caseiros, e de ser habitado pela irreprimível certeza que partilham. E, em vez de atirar moedas para o chão, preferia responder como uma miúda que em Paris, há muito tempo, em frente a Beaubourg, me agradeceu o cigarro que me tinha pedido: Cool! É mesmo só que não acho essa gente nada cool.

original e comentários aqui




Azul = Bom Vermelho = Mau

Os Azuis são Bons, os Vermelhos são Maus e não existem senão estas duas hipóteses de se ser: 
— Ou se é Azul, ou se é Vermelho, ou se é Bom, ou se é Mau.

Em Lógica dizemos que estamos em presença de uma Disjunção Exclusiva – ou um, ou outro, mas não ambos, nem uma terceira hipótese – em Filosofia dizemos que estamos em presença de uma Mundivisão Dualista, em Teologia que estamos em presença de uma Religião Dualista.

E é esta Mundivisão-Religião Dualista que “the powers that be” nos querem enfiar pelas goelas abaixo!

Monismo & Dualismo, publicado a 29 de Setembro de 2018.






Etiqueta principal: Fascismo Pós-moderno.

6 de novembro de 2019

Morenas e Morenos

Recanto das Letras
 > Textos > Poesias > Quadras > Morena Linda dos Lábios de Mel!



CLARO QUE NÃO !!!

Todos iguais, normalizados, como as porcas e os parafusos?

E já agora…

As porcas também seriam normalizadas, ficariam iguais aos parafusos?

Imaginem só o tédio que não seria!





Etiqueta principal: Racismo.
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2 de dezembro de 2018

Não queremos ser servos da China

A imagem representa a partilha da China no século XIX,
retratando uma China (1) assustada face aos avanços dos
britânicos (2), alemães (3), russos (4), franceses (5)
e, inclusivamente, da nova potência do Oriente, o Japão (6). 



Não queremos ser servos da China … 
… queremos que a China seja nossa serva

Um bom exemplo da arrogância, chauvinismo, racismo dissimulado e irrealismo de um representante local da Cultura Galo-Romano-Germânica, impropriamente dita Cultura Europeia, ou Cultura Ocidental.

Segue o texto.


Não queremos ser servos da China

Por Vicente Jorge Silva no Público a 2 de Dezembro de 2018, às 07:00

Portugal prepara-se para receber na próxima semana em visita oficial o Presidente chinês, Xi Jinping, enquanto crescem os sinais de que poderemos vir a ser a principal porta de entrada da China na Europa (apenas a Finlândia nos ultrapassa neste momento). E, a propósito disso, multiplicam-se as análises e projecções económicas, em geral muito optimistas, sobre o papel que poderemos desempenhar como aliados da segunda maior potência económica à escala global, com um ímpeto capaz de a colocar na liderança já em 2030.

Sintomaticamente, a secretária de Estado do Turismo lançou um desafio sem rodeios ao maior grupo tecnológico chinês, Alibaba, correspondendo à operação de charme encenada há dias por aquele grupo em Portugal: "…por favor, usem-nos, como porta de entrada, como cobaias, para testar a forma de entrarem na Europa". Não há aqui lugar para subtilezas ou precauções que, pelo menos, nos salvem a face do desejo de querer ser, à viva força, o cavalo de Tróia da China na União Europeia. Aliás, as considerações de ordem meramente económica – em que assumimos o papel de pequeno e alegre satélite do expansionismo chinês – predominam sobre quaisquer outras, nomeadamente as de carácter político. De política é, de resto, o que não se fala de todo nas duas páginas que o Expresso de ontem consagra ao investimento chinês em Portugal. Entrevistado por aquele semanário, Peter Williamson, professor de gestão em Cambridge, tem mesmo uma afirmação lapidar: "Portugueses são pragmáticos como os chineses".

É esse pragmatismo que nos leva a varrer para debaixo do tapete quaisquer considerações "irritantes" que possam comprometer a auspiciosa lua-de-mel luso-chinesa. Ora a China não é um país qualquer e as relações de força de um pequeno país como Portugal com a segunda (e, a breve prazo, primeira) economia do globo são, desde logo, profundamente desequilibradas e desiguais, condicionando de modo radical a soberania portuguesa. Acresce ainda este factor decisivo: a China é uma implacável ditadura de partido único, que se tem vindo a tornar cada vez mais repressiva de quaisquer formas de dissidência sob o reinado (ou, mais precisamente, o império) de Xi Jinping. Aliás, a grande "originalidade" chinesa é a de mostrar a compatibilidade de um regime político totalitário com o mais desbragado sistema capitalista (enquadrado, claro, pela hierarquia do Partido Comunista).

Lembram-se de O Fim da História, de Francis Fukuyama? Aí se preconizava, depois da queda do muro de Berlim, o inelutável casamento, em todas as latitudes e para além dos regimes vigentes, entre o mercado livre capitalista e a democracia liberal. Pois bem, foi o seu contrário que acabou por triunfar, pelo menos na China. E quanto mais o capitalismo chinês se expandiu e internacionalizou, mais a ordem política sob a tutela de um partido único – e comunista! – se tornou monolítica e opressiva. Quer então isto dizer que é impossível qualquer pragmatismo no plano dos negócios entre Portugal e a China? Não, certamente, mas desde que se tenha a perfeita noção das relações de força entre o gigantismo chinês e a pequenez portuguesa – ou que a tentação traiçoeira dos bons negócios não subverta a liberdade e a soberania de quem se encontra mais exposto à condição de "cobaia" ou de servo, como é o nosso caso.

O deslumbramento "pragmático" pelos bons negócios pode ser o caminho mais curto para a servidão – e esse é um risco real nas relações de Portugal com a China. A expansão da rede desses negócios, já implantados em áreas nucleares como a energia, a banca, os transportes, os seguros ou a saúde, para outros domínios mais directamente expostos à interferência política (como os media), tem de preservar o bem mais precioso entre todos: a democracia.



Origem dos textos

Origem da figura


Referências
  1. Vicente Jorge Silva em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Século de humilhação em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Acordo Luso-Chinês de 1554 em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Macau em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  5. Macaense em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  6. Relações China-Portugal | Tese conclui que Portugal não tem estratégia definida em Hoje Macau.
  7. Trinta Anos de relações diplomáticas luso-chinesas e Dez Anos sobre a transferência da administração de Macau para a China em Negócios Estrangeiros.


Etiqueta principal: Política.
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22 de novembro de 2018

Alemanha de 14-18 em músicas e imagens

Alianças militares europeias em 1910.
A Tríplice Entente em verde escuro e a Tríplice Aliança em verde oliva.



Muito embora embora a Propaganda de Guerra da Tríplice Entente nos tenha tentado convencer do contrário na Alemanha de 14-18 viviam homens e mulheres normais. Homens e mulheres que, como os homens e mulheres da Tríplice Entente, comiam, bebiam, cantavam, dançavam. Por isso fui em busca de canções e imagens da Alemanha dessa época.

Germania auf der Wacht am Rhein (Germânia Vigiando o Reno),
Gemälde von Lorenz Clasen, 1860.

A Guarda, ou Vigilância, do Reno



Drei Lilien, drei Lilien, Die pflanzt' ich auf mein Grab, …
Três Lírios, três Lírios, Que planto sobre o meu Túmulo, …

Três Lírios



O vídeo seguinte é um filme mudo da British Pathé.

Exército Alemão (1914-1918)


O próximo e último vídeo, a canção Was ist des Deutschen Vaterland? (Qual é a Pátria dos Alemães?), é uma Canção Patriótica Alemã, cuja letra foi escrita em 1813 por Ernst Moritz Arndt, um poeta patriota, ou nacionalista, como preferirem.

Note-se que o Sacro Império Romano-Germânico cessou de existir a 6 de Agosto de 1806 – data da abdicação do último imperador, Francisco II, que imperou de 5 de Julho de 1792 a 6 de Agosto de 1806, abdicação que decorreu da sua derrota na Batalha de Austerlitz (a 2 de Dezembro de 1805) – e que entre essa data e 19 de Outubro de 1813 – data da vitória da Sexta Coligação na Batalha da Nações - os Estados Alemães estiveram ocupados, submetidos, ou fortemente ameaçados, pela França.

A letra é muito curiosa porque é o programa da Unificação e Reunificação da Alemanha, programa que, pese embora a perca de alguns dos territórios mencionados por Ernst Moritz Arndt, os Alemães concluíram no dia 3 de Outubro de 1990.

Qual é a Pátria dos Alemães?



Origem do texto
  • Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas.

Origem das figuras
  1. Alianças militares europeias em 1910. Os aliados da Tríplice Entente em verde escuro e as Potências Centrais da Tríplice Aliança em verde oliva. em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Germania auf der Wacht am Rhein, Gemälde von Lorenz Clasen, 1860 in Wikipedia die freie Enzyklopädie.
  3. Drei Lilien | German army WW1 footage in Color at YouTube.ArchStanton.



Referências
  1. Propaganda de Guerra em Momentos de Historia.
  2. Tríplice Entente em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Tríplice Aliança (1882) em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Império Alemão em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  5. Die Wacht am Rhein en Wikipedia, la enciclopedia libre.
  6. Song Drei Lilien at Axis History Forum.
  7. Des Deutschen Vaterland en Wikipedia, la enciclopedia libre
  8. Ernst Moritz Arndt em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  9. Unificação da Alemanha em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  10. Reunificação da Alemanha em Wikipédia, a enciclopédia livre.



Etiqueta principal: História.
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19 de novembro de 2018

Libertários, Totalitários e Touros

El toro, símbolo de prosperidad financiera,
ahora está acompañada de una escultura de bronce bautizada ‘La niña sin miedo’.



Confesso que nunca imaginei que os Touros permitissem expor o que diferencia Libertários de Totalitários… mas leiam só a prosa do Apparatchik Alfredo Barroso!



Viagem ao fundo da liberdade de tourear

Para Manuel Alegre e o seu “epifenomenal” amigo Miguel Sousa Tavares – ambos pedem meças ao marquês de Marialva! –, o toureio é arte tão nobre como o boxe.

Conseguindo ir mais fundo do que a inteligência consegue descer, o político, poeta laureado e doutor honoris causa Manuel Alegre proclama, ex cathedra, que “quem não percebe o que há de ‘sagrado’ numa corrida de touros também não percebe a poesia, não percebe a literatura”. Leio e pasmo. Nestes últimos tempos, com as suas catilinárias taurinas, o poeta já me ofendeu várias vezes, fazendo-me passar por “promotor de Bolsonaros” e indigente que “não percebe a poesia, não percebe a literatura”. A arrogância deste poeta e político marialva, capaz de arrastar tantos “forcados da política” no grupo parlamentar do PS, não tem limites. É assim uma espécie de socialismo de bandarilheiros, forcados e toureiros de capote e estoque que em Portugal fingem que matam o touro, mas só o torturam.

Manuel Alegre diz e repete: “A questão das touradas é uma questão de liberdade.” E o seu companheiro de caçadas Miguel Sousa Tavares, um epifenómeno, repete exactamente o mesmo. Parecem Dupond e Dupont, amigos do Tintim. Para eles trata-se, é claro, da liberdade de tourear, de bandarilhar e de torturar um touro até o fazer sangrar, retirando-lhe energia bastante para que os forcados o peguem de caras sem grande risco, ou de cernelha se falharem de caras, antes de o touro voltar aos curros num grande sofrimento que se prolongará por mais uns dias, sem água nem tratamento para o aliviar. Ao menos em Espanha abrevia-se o sofrimento na arena, com a estocada mortal no touro, para gáudio dos fanáticos. Se o bicho não morre logo, espetam-lhe um punhal na cabeça e é um descanso.

Para Manuel Alegre e o seu “epifenomenal” amigo Miguel Sousa Tavares – ambos pedem meças ao marquês de Marialva! –, o toureio é arte tão nobre como o boxe. É, sobretudo, uma tradição sagrada e sacrificial que se inscreve no mais profundo espólio que uma nação deve conservar no seu depósito da consciência colectiva. A nação, pois claro, e a tradição, evidentemente, que vão bem mais longe e mais ao fundo do que a antiga musa canta! Trata-se de martelar infatigavelmente estas ideias. Como escreveu Gustave Le Bon: “A afirmação pura e simples, libertada de qualquer raciocínio e de qualquer prova, constitui um meio seguro para penetrar no espírito das multidões. Quanto mais concisa ela for, desprovida de provas e de demonstração, mais se torna autoridade. Os livros religiosos e os códigos de todas as idades sempre procederam por via da simples afirmação.” Trata-se, em suma, de reduzir ao máximo a actividade mental do “grande público” – e também de um “pequeno público” de deputados do PS – estruturando todo o discurso em torno de uma quantidade limitada de asserções. Nem é preciso que elas sejam brilhantes, novas ou originais. Basta que seduzam pela sua forma e pela concisão.
Tal como um toureiro em Espanha simplifica… até à morte do touro!

A diabolização de todos os que execram as touradas – porque as consideram um espectáculo bárbaro e cruel, em que o animal indefeso é alvo de tortura contínua para gáudio do público – é, na minha opinião, uma atitude inadmissível por parte de quem se apresenta perante os outros em bicos de pés, tão cheio de arrogância, como se fosse um espírito superior e o farol da ética democrática. Até parece que só haverá democracia enquanto houver “corridas de touros” e que a liberdade só deve servir para garantir o “gosto” dos “aficionados”, fórmula suave de mencionar os fanáticos das touradas. Mais: parece que só os “direitos do homem” devem ser defendidos e que a vida dos animais não dispõe de qualquer direito nem merece a menor protecção jurídica. Os fanáticos das touradas dizem mesmo que os que as detestam e contestam não são verdadeiros humanistas e que é essa atitude que os faz gerar Bolsonaros, ditadores, tiranos, il Duce e der Führer! 

Ora, isto é um insulto, um disparate, uma estupidez e uma contradição, dado que Bolsonaro é, como se sabe, um político rasca, de extrema-direita, com um cérebro reptiliano e um instinto de matança, precisamente dirigido contra todos os que o detestam e contestam – designadamente os políticos de esquerda (os vermelhos!), as mulheres em geral e as emancipadas em especial, os homossexuais, os mais pobres e desprotegidos (mesmo os que votaram nele) –, o que não levanta dúvidas quanto à posição que Bolsonaro adoptaria em relação à “questão das touradas”: ao lado de Manuel Alegre e do seu epifenómeno Miguel Sousa Tavares!

Confesso que não esperava que um doutor honoris causa me cobrisse de tantos e tão miseráveis insultos, ao insultar genericamente todos quantos não comungam da sua paixão até há pouco assolapada pelas corridas de touros. É verdade que já outros tinham feito mesmo, catalogando-me estupidamente, e aos que detestam e contestam as ditas cujas, como “ignorantes inúteis”. Enfim, pobres de espírito! Mas é certo que o feitio incandescente e “tremendista” de Manuel Alegre, sempre à espreita de pretexto para que falem dele – e, tauromaquicamente falando, para encostar às tábuas o PS –, submete-o, como a Savonarola, a uma “prova de fogo” que só uma «chuva diluviana” conseguirá apagar. Talvez Miguel Sousa Tavares acorra, disfarçado de bombeiro, para o “salvar”, à frente duma pequena multidão de aficionados e marialvas, forcados, bandarilheiros e toureiros, de inteligentes e corneteiros das corridas, de cavaleiros com as farpelas “à antiga portuguesa”, de ganadeiros, latifundiários e senhoras galantes de chapéu à mazantino e, é claro!, de vários deputados do PS, com o sempre inefável Carlos César à cabeça…

Escreve sem adopção das regras do acordo ortográfico de 1990



Origem do texto

Origem das figuras


Referências
  1. Alfredo Barroso em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Manuel Alegre em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Miguel Sousa Tavares em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Marquês de Marialva em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  5. Última Corrida de Touros em Salvaterra - Rebelo da Silva em Passei Direto.
  6. Apparatchik em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  7. Entenda o que é Libertarianismo em Politize!.
  8. Libertarismo en Wikipedia, la enciclopedia libre.
  9. Totalitarismo en Wikipedia, la enciclopedia libre.
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Etiqueta principal: Ideologia.
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15 de novembro de 2018

Carta Aberta à Senhora Ministra Graça

Bom… a ver se se decidem, OK?
É que eu tenho de organizar a minha vida, sabem?



Carta Aberta de Bernardo Patinhas à Senhora Ministra Graça

Pela sua pertinência, pela sua importância e pela sua tão clara abordagem a um tema que está a dar brado, publicamos, com a devida vénia, a Carta Aberta à Ministra da Cultura publicada na sua página do Facebook por Bernardo Salgueiro Patinhas, forcado e advogado.

Não gosto de usar as redes sociais como veículo ou ferramenta reivindicativa, arma política ou sequer para partilhar convicções, uso sobretudo para partilhar disparates, portanto e nessa senda, da partilha de disparates, aqui vai a resposta a um disparate de uma senhora, ontem, no Parlamento:



Carta aberta à Sra. Ministra Graça


Excelentíssima Senhora Ministra Graça

Não sei de que civilização provem, mas não será seguramente a mesma de Mário Vargas Llosa, Camilo José Cela, Ortega y Gasset, Picasso, Goya, Velasquez, García Lorca, Júlio Pomar, Nicolau Breyner, Eça de Queirós, Francis Wolf, conhece algum?

El animoso moro Gazul es el primero que lanceó toros en regla.

Não estando eu à altura de nenhum destes Senhores, gosto de pensar que partilho da civilização em que habitam ou habitaram.

Senhora Ministra, não da Cultura, porque de Cultura claramente pouco sabe, caso contrário saberia que cultura é tudo aquilo que um povo adopta como seu, cultiva, cuida e transmite ao longo de gerações, ultrapassando guerras, regimes políticos, golpes de estado, partidos, crises e sobretudo vontades individuais como, por exemplo, a da Excelentíssima Senhora Ministra Graça.

É esse mesmo povo que define o que é cultura que permitiu que V/Exa fosse convidada a integrar a função de Estado que agora exerce, através do acto eleitoral, democrático. Mas lembre-se, Excelentíssima Senhora Ministra Graça, a Senhora não foi eleita, foi convidada e as funções que V/Exa exerce são a prazo.

Quem exerce tais nobres funções, tem que, em primeiro lugar, colocar os interesses da Nação à frente dos interesses, opiniões, vontades e caprichos pessoais, se o não fizer, corre o risco de voltar a ser convidada, mas desta vez a sair, por incompetência.


Excelentíssima Senhora Ministra Graça

A senhora afirma que é importante, no cargo que exerce, assumir a homossexualidade.

A minha civilização desconhece a correlação direta, ou mesmo indireta, entre ser responsável pela tutela da Cultura e ser homossexual, a não ser uma necessidade insofismável de afirmação e imposição pessoal da orientação sexual da Excelentíssima Senhora Ministra Graça, mesmo uma carência.

Pablo Picasso's Bull.

Mas até a sua escolha, goste-se ou não, a minha civilização respeita porque está consagrada na Constituição da República Portuguesa, conhece?

Como também está o direito à fruição cultural.


Excelentíssima Senhora Ministra Graça, 

Na sua primeira intervenção demonstrou imediatamente as suas intenções e motivações, governar para si e não para a Nação.

Teve azar, escolheu mal as palavras, foi infeliz, o Estado e a Nação estão primeiro, e ao contrário do que afirmou Luis XIV “L´État c’est moi”, la culture n'est pas toi Excelentíssima Senhora Ministra Graça, a cultura é de todos os que a fazem, acolhem, criam, transmitem e a Excelentíssima Senhora Ministra Graça tem exclusivamente que governar para esse povo, respeitando-o e tratando-o com dignidade, educação e civilização.


Excelentíssima Senhora Ministra Graça

Não me alongo muito mais porque tenho a certeza, tranquilidade e confiança que a primeira intervenção de V/Exa no Parlamento não distará muito da última.

E deixo-lhe uma opinião, agora sim, pessoal e intransmissível.

Com a sua afirmação revelou deselegância, incompetência, ignorância, inaptidão e vulgaridade para exercer tamanha função.


Termino como comecei

Excelentíssima Senhora Ministra Graça

não temos nada em comum, a sua civilização e a minha, nada nos aproxima, a não ser, exclusivamente, que ambos gostamos de mulheres.

Tenho duas boa razões para lhe brindar esta lide!

Bernardo Salgueiro Patinhas



Referências
  1. Taurocatapsia em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Tauromaquia em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. História da Tauromaquia em Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. De Goya à Hemingway : visions tauromachiques dans Cairn.info.
  5. A Ditadura do Gosto em Dicas-L.
  6. A Ditadura do Gosto e a Ditadura do Mercadou



Origem do texto
  • Bernardo Salgueiro Patinhas em Old boys Network.


Origem das figuras
  1. Polémica nas touradas: sim ou não? em L.FrascOON.
  2. La Tauromaquia at Wikipedia, the free encyclopedia.
  3. As etapas do Touro de Picasso: do acadêmico ao abstrato em Arte|Ref.
  4. Humor taurino: Duas razões para brindar uma pega! em Flickr.Protoiro.



Etiqueta principal: Cultura.
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12 de novembro de 2018

Guerra de 14, Guerra de Revanche

Humorous Cigarette Cards
From set: Punch Cartoons, by Churchman, 1916.
Left, "The Teutonizing of Turkey," reverse side (Wills, Punch Cartoons, series 1, 1916, No. 4)
Right, "The Teutonizing of Turkey," (Wills, Punch Cartoons, series 1, 1916, No. 4)



A Inglaterra Hanoveriana quis vingar-se da anexação de Hanôver pela Prussia em 1866 (Ernesto Augusto I de Hanôver, rei de 20 de Junho de 1837 a 18 de Novembro de 1851, era tio da Rainha Vitória – que só não foi Vitória I de Hanôver porque em Hanôver vigorava a Lei Sálica – e o seu filho e sucessor, Jorge V de Hanôver, destronado a 20 de Setembro de 1866, era primo direito da Rainha Vitória).

A França da Terceira República quis vingar-se da derrota da França do Segundo Império pela Prússia em 1871.

E ambas as Potências, França e Inglaterra, quiseram esconjurar o risco de uma hegemonia Alemã no Continente via destruição do Império Austro-Húngaro e do Império Alemão.

Jean Jaurès não quis e guerra… e foi abatido (Jaurès, de Jacques Brel).

Raymond Poincaré quis a guerra… teve-a e ganhou-a, mas a que custo!

Intense British Anti-German Propaganda Posters
The first, which is from late 1918, hits upon many of the most volatile themes: bayoneting babies, executing civilians, violating young ladies, and burning cities.  It also seems to suggest that even in the postwar period, Germans will still bear these cruel tendencies.


Um século depois

  1. A França e a Inglaterra ganharam duas guerras, mas perderam a hegemonia e os seus impérios… e estão invadidas pela raças inferiores.
  2. A Alemanha perdeu duas guerras, mas é hegemónica no Continente… e também está invadida pela raças inferiores.




Referências
  1. Guerra Austro-Prussiana na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Ernesto Augusto I de Hanôver na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Jorge V de Hanôver na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Guerra Franco-Prussiana na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  5. Segundo Império Francês na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  6. Terceira República Francesa na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  7. Reino da Prússia na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  8. Áustria-Hungria na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  9. Império Alemão na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  10. Jean Jaurès na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  11. Jacques Brel's “Jaurès” with Lyrics no YouTube.
  12. Raymond Poincaré na Wikipédia, a enciclopédia livre.

Origem das imagens
  1. Punch Cartoons from the Collection of Cyril Mazansky at Roads to the Great War.
  2. Intense British Anti-German Propaganda Posters at Roads to the Great War.


Etiqueta principal: História.
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7 de novembro de 2018

Esquerdas

Ao poder… volver!!!


Existem hoje em Portugal e no Mundo dito Ocidental três Esquerdas: a Libertária, a Igualitária e a Totalitária.

A Esquerda Libertária preza acima de tudo a Liberdade

A Esquerda Igualitária preza acima de tudo a Igualdade

A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder.

A Esquerda Totalitária preza acima de tudo a Poder porque, por um lado, lhe permite viver bem e, por outro lado, lhe permite a todos impor as suas filias e fobias.

Manuel Alegre é um lídimo representante da Esquerda Libertária.


Manuel Alegre
Carta aberta a António Costa
Público a 7 de Novembro de 2018, 6:40



Origem da imagem



Etiqueta principal: Ideologia.
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30 de outubro de 2018

Tombe la neige

Tombe la neige - Salvatore Adamo




Notre monde aujourd'hui…



Il a neigé toute la nuit. Voilà ma matinée.


08:00 
: je fais un bonhomme de neige.

Un bon bonhomme de neige.

08:10 
: une féministe passe et me demande pourquoi je n’ai pas fait une bonne femme de neige.

08:15 
: alors je fais aussi une bonne femme de neige.

08:17 
: la nounou des voisins râle parce qu’elle trouve la poitrine de la bonne femme de neige trop voluptueuse.

08:20 
le couple d’homo du quartier grommelle que ça aurait pu être deux bonshommes de neige.

08:25 
: les végétariens du n°12 rouspètent à cause de la carotte qui sert de nez au bonhomme. Les légumes sont de la nourriture et ne doivent pas servir à ça.

08:28 
: on me traite de raciste car le couple est blanc.

08:31 
les Musulmans de l’autre coté de la rue veulent que je mette un foulard à ma bonne femme de neige.

08:40 
: quelqu’un appelle la police qui vient voir ce qui se passe.

08:42 
: on me dit qu’il faut que j’enlève le manche à balai que tient le bonhomme de neige car il pourrait être utilisé comme une arme mortelle. Les choses empirent quand je marmonne : « ouais; surtout si vous l’avez dans le … ».

08:45 
: l’équipe de TV locale s’amène. Ils me demandent si je connais la différence entre un bonhomme de neige et une bonne femme de neige. Je réponds: «oui; les boules » et on me traite de sexiste.

08:52 
: mon téléphone portable est saisi, contrôlé et je suis embarqué au commissariat

09:00 
: je parais au journal TV; on me suspecte d’être un terroriste profitant du mauvais temps pour troubler l’ordre public.

09:10 
: on me demande si j’ai des complices.

09:29 
: un groupe djihadiste inconnu revendique l’action.


Morale 
: il n’y a pas de morale à cette histoire. C’est juste la France, la Belgique dans laquelle nous vivons aujourd’hui.



Origine du texte 
: Réseau des Vieux Garçons.

Source de l'image 


Etiqueta principal: Ideologia.
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23 de outubro de 2018

Há, ou não, Alemães Nativos?


A Europa no Último Máximo Glacial (cerca de 26.500 anos atrás).

Dizem que o Sr. Frank-Walter Steinmeier [1], actual presidente da República Federal da Alemanha [2] afirmou “Não há Alemães Nativos, somos uma Nação de Imigrantes” [3, 4, 5, 6], afirmação que ele parece não ter feito – não ter feito nesses exactos termos, pelo menos –, mas que, se a tivesse feito, não teria afirmado nada que não fosse verdadeiro.


Um mapa de Padrões de Vegetação durante o Último Máximo Glacial (cerca de 26.500 anos atrás).

Há época do Último Máximo Glacial [7], cerca de 26.500 anos atrás, a região da Península Europeia onde hoje se situa a Alemanha estava vazia de Homo sapiens [8]Homo sapiens neanderthalensis [9] ou Homo sapiens sapiens [10] – porque era completamente inóspita – calote polar ou deserto polar – e assim terá permanecido até ao início do Tardiglaciar [11], cerca de 13.000 anos atrás.

Principais características fisiográficas do Paleárctico no Último Máximo Glacial. A vegetação foi simplificada em não-arborizada (tundra) e arborizada ou semi-arborizada (estepe com árvores dispersas, savana e floresta). O corredor central fornecido pela Planície Eurasiática, dominado pelas comunidades da estepe-tundra, é visível entre as camadas de gelo e os lagos com gelo no norte e a faixa a latitudes médias (MLB), os desertos e o Mediterrâneo no sul. O MLB é a faixa de terras topograficamente heterogéneas, em grande parte montanhosas, que se estende desde as cordilheiras do Atlas (Marrocos) e Bética (Espanha), no oeste, até aos Montes Altai (Sibéria), no leste. O Norte da África está relativamente isolado pelo Mediterrâneo o norte e pelo Saara expandido a sul. A distribuição das indústrias da família Aurignaciana (não mostrada) corresponde de perto à área geográfica máxima ocupada pelos Neandertais na Eurásia (área limitada pela linha vermelha), que, por sua vez, coincide com a MLB. No Norte da África, as indústrias Mousterianas estão associadas a humanos anatomicamente modernos (AMHs), não havendo fósseis de Neandertais conhecidos daquela região. As sub-regiões Paleárcticas são separadas por linhas pontilhadas.

Portanto quem vive hoje na Alemanha – lá nascido ou lá não nascido – ou bem que para lá se deslocou recentemente, e é imigrante, ou bem que descende de alguém que para lá se deslocou anteriormente, e é descendente de imigrante.

Entretanto, como todos bem sabemos e os artigos e seus comentários bem demonstram, a questão de fundo não é esta mas sim o saber-se se Alemães são, , os filhos dos Alemães, jus sanguinis [12], se são, também, os filhos dos Não-Alemães que foram para Alemanha trabalhar, jus soli [13]Isso e, evidentemente, a gestão de uma Cultura do Descontentamento [14] e das preocupações dos Alemães com o elevado número de Metecos [15] actualmente na Alemanha residentes [16, 17, 18].



Referências
  1. Frank-Walter Steinmeier | Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Alemanha | Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. German President Declares There are ‘No Native Germans, We are a Nation of Immigrants’ – Breitbart News.
  4. „Es gibt keine Deutschen auf Bewährung“ – Die Welt.
  5. President Steinmeier says suspicion of migrants is shameful for Germany – Daily Sabah.
  6. No native Germans? – Kansas Redneck.
  7. Last Glacial Maximum | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  8. Homo sapiens | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  9. Homo neanderthalensis | From Wikispecies, the free species directory.
  10. Homo sapiens sapiens | From Wikispecies, the free species directory.
  11. Late Glacial | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  12. Jus sanguinis | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  13. Jus soli | From Wikipedia, the free encyclopedia
  14. The Culture of Contentment by John Kenneth Galbraith - Goodreads.
  15. Metic | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  16. A country of immigration – Make it in Germany.
  17. The Changing Face of the Country – Spiegel Online.
  18. Immigration to Germany | From Wikipedia, the free encyclopedia.


Origem das imagens 
  1. Europe @ Last Glacial Maximum [800 × 664] – Reddit r/MapPorn community.
  2. Last Glacial Maximum | From Wikipedia, the free encyclopedia.
  3. Rapid ecological turnover and its impact on Neanderthal and other human populations – ResearchGate.


Etiqueta principal: Alemanha.
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