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11 de julho de 2020

Portugal no início do 3.º Milénio d.C.

nove mapas 
Jaime Nogueira Pinto
décimo mapa
comentário

1
A Região Euro-Mediterrânica no início do 1.º Milénio d.C.
2
A Região Euro-Mediterrânica no início do 2.º Milénio d.C.
3
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVI d.C.
– meio do 2.º Milénio d.C. –
4
Unificação Quinhentista do Mundo
– passagem da Era pré-Gâmica à Era pós-Gâmica –
5
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVII d.C.
6
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XVIII d.C.
7
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XIX d.C.
8
A Região Euro-Mediterrânica no início do Século XX d.C.
9
A Região Euro-Mediterrânica no início do 3.º Milénio d.C.
– início do Século XXI –



Política e geopolítica 
na nova ordem mundial: 
uma nova ordem?

Para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.

Por Jaime Nogueira Pinto 
no Observador a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Tem comentários dos leitores.

A pandemia, os números repetidos diariamente dos infectados, dos recuperados, dos mortos, dos internados, dos cuidados intensivos, os altos e baixos dos continentes e países levam-nos a esquecer ou subalternizar que, há vida – e morte – para além do coronavírus.

Mas há. E para além da vida doméstica, da política doméstica, das surpresas e tragédias do desconfinamento, multiplicam-se os acontecimentos na vida internacional – na grande e na pequena escala.

A Nova Constituição Russa

Tivemos um referendo, em que Vladimir Putin procurou sustentação popular para as mudanças e reformas na Constituição russa. Para além da mais citada e sublinhada, a que lhe poderá permitir ficar na presidência até 2036, há outras medidas de fundo ideológico que traduzem a consagração de uma linha de nacionalismo conservador, religioso e identitário. Isto não é novidade para quem tenha acompanhado a trajectória, as raízes ideológicas e as alianças de Putin. Este, depois de ganhar apoio popular com a melhoria da situação económica e restabelecer a autoridade e estabilidade no conflito com os radicais chechenos, foi buscar uma base de apoio ao patriotismo do povo russo e ao conservadorismo da Igreja Ortodoxa.

Mas, sentindo que, apesar dos horrores do bolchevismo e do estalinismo, subsistia também, entre os russos, algum sentimento de orgulho patriótico em relação à “Guerra Patriótica”, teve o cuidado de não rejeitar todo o período da URSS na sua concepção do patriotismo russo. Por outro lado, revolucionariamente tradicional, reintroduz “a fé em Deus, transmitida pelos nossos antepassados” e definindo-se contra o politicamente correcto impõe o casamento como “união entre um homem e uma mulher”; e que o “povo russo” é elemento determinante da constituição do Estado.  Fica também uma nota de “unificação” ou estatização mais identitária.

Por isto não nos podemos admirar que os movimentos nacionalistas populares europeus – com o Rassemblement National de Marine le Pen e o Lega de Matteo Salvini – tenham grandes simpatias e afinidades com Putin.

O discurso político do líder russo traz claramente de volta, os valores de Deus, da Pátria e da Família, num catecismo que está bem longe do liberalismo político-cultural “do Ocidente” e ainda mais da sua versão do esquerdismo politicamente correcto.

Trump no Monte Rushmore

E foi do mesmo tom o discurso do 4 de Julho, de Donald Trump, que muitos conservadores consideraram o seu melhor discurso político: aproveitando a ocasião para exaltar os “patriotas” que a 4 de Julho de 1776 fundaram oficialmente a América, o Presidente dos Estados Unidos fez um elaborado contra-ataque e desmontagem da ideologia inspiradora dos “bandos agressivos“ que há algumas semanas vêm destruindo estátuas, saqueando lojas, criando zonas “livres” em cidades, retratando-os como iconoclastas, inimigos da cultura e do povo americanos.

Ao mesmo tempo veio sublinhar a natureza totalitária dessa cultura da Anti-América, que se exprime para além da destruição ou dessacralização de símbolos e monumentos da História americana, na imposição de uma nova linguagem, que à semelhança do Newspeak orwelliano, traz um Newspeak que promove certas palavras e expressões e proíbe outras tantas.

Por outro lado, e com grande aplauso da assistência, anunciou a detenção de alguns dos responsáveis pelas destruições e vandalizações dos monumentos a George Washington, Andrew Jackson, Abraham Lincoln e Ulysses Grant.

Passando à inspiração ideológica destes comportamentos antipatrióticos, Trump disse que resultava de “anos de doutrinação e preconceitos na educação, no jornalismo, em instituições culturais”, de uma formação antipatriótica que, sistematicamente, distorcia a história americana,  de modo que os jovens, em vez de respeitar aqueles heróis e construtores da Pátria, passavam a vê-los como racistas, esclavagistas, imperialistas, figuras para odiar e não para admirar.

Traçou depois os perfis dos Presidentes imortalizados ali, no Mount Rushmore, de George Washington a Thomas Jefferson a Lincoln e Ted Roosevelt, que simbolizam a aventura da Nação Americana.

Mais adiante, sempre muito ovacionado pela multidão juntou num mesmo rol de representantes dos ideais de cultura americana, figuras de militares como George Patton, de cantores e músicos como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald, Elvis Presley, mas também inventores e pioneiros da técnica como os irmãos Wright, escritores e poetas como Mark Twain e Walt Whitman, actores como Bob Hope e Frank Sinatra. Brancos e negros, conservadores e liberais, republicanos e democratas, mas todos patriotas.

E terminou com um apelo à unidade da América e dos Americanos na data da sua independência e sob as esculturas gigantes dos Presidentes, da autoria de Gutzon Borglum, ali representados.

O discurso de Trump no Mount Rushmore, embora no quadro polémico de uma pré-campanha eleitoral e como resposta à vaga de esquerda iconoclasta dos “valores americanos”, acaba por sublinhar e defender os valores de Pátria, a Religião, o Patriotismo, a Família, a importância da História – da História correctamente contada, na formação dos cidadãos.

Putin atacou claramente o liberalismo ou progressismo no sentido europeu; Trump a correcção política e um “liberalismo” (à americana) que sob a forma do radicalismo da Nova Esquerda, ataca não só teórica ou doutrinariamente os valores americanos, mas materialmente destrói os seus símbolos.

E a Europa?

Na Europa, a UE continua a proclamar uma agenda oposta – a Constituição europeia rejeitou expressamente a inclusão do nome de Deus, a maioria das legislações consagrou os casamentos homossexuais, e o patriotismo e o nacionalismo são vistos como perigosos desvios da doutrina oficial da integração europeia, inimigos da democracia e da liberdade.

Mas o facto é que em quase todos os países da Europa existem hoje e afirmam-se partidos e movimentos políticos que vão no sentido, precisamente, de um reforço deste tipo de valores, embora permanecendo um laicismo mais forte e fora do conservadorismo religioso da América e Rússia. O que terá a ver com a descristianização da Europa Ocidental.

E, por outro lado, a Oriente, agora sob todos os focos pela crise aberta pela pandemia, mas também pela presença nas economias do resto do mundo, e pela linha agressiva de uma política recente, ergue-se a República Popular da China, a potência nova no status quo.



10
Idade do Bronze Tardia na Europa (circa 1.300 – 750 a.C.)
– a “Europa” da União Europeia está a amarelo –



A “Europa” da União Europeia está a amarelo no mapa 10.

Com excepção da antiga Marca Hispânica Carolíngia, actual Catalunha, a Península Ibérica não é “Europa” da União Europeia, tal como o não são a Península Balcânica, a Península Escandinava, as Ilhas Britânicas e toda a Península Europeia a Oriente da Bacia Hidrográfica do Rio Vístula.

A cultura da “Europa” da União Europeia, bem como a dos Estados Unidos da América, é a Cultura Galo-Romano-Germânica, mais conhecida por Cultura, ou Civilização, Ocidental, uma cultura, ou civilização, que de Cristã tem pouco.
x
Os “pais” da Cultura, ou Civilização, Ocidental, foram: 

  1. Siágrio, General Romano, (430 – 486/487 d.C.), 
  2. Clodoveu I, Rei dos Francos (c. 466 – 511 d.C.), 
  3. Carlos Magno, Rei dos Francos (742 – 814 d.C.), 
  4. Leão III, Papa (c. 750 – 816 d.C.), 
  5. Otão I, Imperador Romano-Germânico (912 – 973 d.C.), 
  6. Gregório VII, Papa (c. 1020/1025 – 1085 d.C.), 
  7. Martinho Lutero, Teólogo (1483 – 1546 d.C.), 
  8. Henrique, Rei, VIII de Inglaterra (1491 – 1547 d.C.), 
  9. Carlos V, Imperador Romano-Germânico (1500 – 1558 d.C.), 
  10. João Calvino, Teólogo (1509 – 1564 d.C.), 
  11. Jaime VI, Rei, da Escócia e I de Inglaterra (1566 – 1625 d.C.), 
  12. Thomas Hobbes, Filósofo (1588 – 1679 d.C.).

Pese embora António de Oliveira Salazar tenha afirmado que “Portugal não é um país europeu e tende cada vez mais a sê-lo cada vez menos.” Jaime Nogueira Pinto, e as demais auto-denominadas “Direitas Portuguesas”, parecem estar convencidos de que Portugal é um país europeu, da “Europa” da União Europeia.

Mas não é.

Já o não era quando protagonizou a Unificação do Mundo, na viragem do século XV para o século XVI, menos o passou a ser depois, menos ainda o será no futuro.




Fontes
  1. Mapas 1-3 e 5-9: History of Europe”. Euratlas. No publication date. Retrieved on July 10, 2020.
  2. Mapa 4: “História do Império Marítimo Português”. Índia Portuguesa. Sem data de publicação. Recuperado a 10 de julho de 2020.
  3. Política e geopolítica na nova ordem mundial: uma nova ordem?”. Jaime Nogueira Pinto. Observador. Publicado a 10 de Julho de 2020, às 00:04 UTC+01:00. Recuperado a 11 de Julho de 2020, às 10:24 UTC+01:00.
  4. Mapa 10: “Ficheiro:Europe late bronze age-pt.svg”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado às 01h37min de 31 de maio de 2016. Recuperado a 11 de julho de 2020, às 10:43 UTC+01:00.






Etiqueta principal: Portugal.
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1 de abril de 2020

Coronavirus • Perigo Amarelo • Doutor Estranhamor


um velho camarada mandou-me algo que foi publicado no facebook

republico com as necessárias alterações de formato




O CORONAVIRUS, 
O PERIGO AMARELO E 
O DOUTOR ESTRANHAMOR (STRANGELOVE)

Por Duarte Pacheco Pereira no Facebook às 21:59 de 30 de Março de 2020

ORIGEM DO TEXTO
https://www.facebook.com/vasco.almeida.1485/posts/508131873218644

ORIGEM DA IMAGEM
https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/

TEXTO

Por Vasco Almeida no Facebook às 17:39 de 29 de Março de 2020

A partir do momento em que a ajuda chinesa começou a chegar à martirizada Itália – em chocante contraste com as específicas recusas da Alemanha e da França logo no início do drama italiano – a campanha anti-China (de contornos racistas para melhor infetar o ambiente americano) atravessou o Atlântico, e entrou agora na agenda dos jornais respeitáveis.

Este rufar de tambores dos USA para a Europa lembra fatalmente campanhas desenhadas e orquestradas para desestabilizar o Chile, Nicarágua, Cuba, Indonésia, Venezuela, Brasil, Portugal, Argentina, Líbia e outros, em diferentes épocas com os mesmos objetivos. Uma diferença importante era que, nesses casos doutros tempos, havia em cada um desses países uma representação indígena do capitalismo internacional vitalmente interessada no desfecho, e que procurava ou se aproveitava de aliados locais de ocasião (quem não se lembra das tiradas nada cor de rosa anti-Allende do CF?). Atualmente, isso não acontece, porque para o SARS-CoV-2 nós somos todos “chineses”, e se há alguém infetado com qualquer virose não identificada é o chefe da orquestra, o presidente.

Não obstante, a campanha tem que seguir o seu curso, e exibe acordes destinados a tocar o grau de ingenuidade de cada um:
1. 
O primeiro nível de “culpabilidade” da China não é enfaticamente trombeteado, mas apenas subrepticiamente aludido, porque para isso seria preciso rebater o artigo “The proximal origin of SARS-CoV-2” publicado online pela revista “Nature Medicine” em 17 Mar 2020 [https://www.nature.com/articles/s41591-020-0820-9], e reportado, por exemplo, em https://www.telegraph.co.uk/global-health/climate-and-people/study-proves-conspiracy-theorists-wrong-coronavirus-came-nature/ em 18 Mar 2020.
2. 
O segundo nível de “culpabilidade” é mais eficaz na transmissão, porque se socorre de vários níveis de abstração: dando por adquirido que desde o trabalho do médico ou médicos no terreno até o Presidente assumir a responsabilidade vai uma distância que só se prolongou porque o objetivo era esconder; escamoteando que uma vez tomada a decisão política o regime “abriu as portas” à WHO; que no fundo a natureza antidemocrática do regime justifica os piores receios: desde o cinismo subjacente às ajudas; como ao calculismo relativo às vantagens económico-financeiras (querendo fazer de nós Ocidentais parvos); até ao sacrifício cinicamente temporário destas últimas para mais depressa chegar à almejada posição hegemónica mundial.
3. 
O terceiro nível pode ser exemplificado por dois artigos de opinião saídos no Le Monde nos últimos dias. Impressiona o grau de impotência patenteado em qualquer deles: tudo o que a China fez e não fez é pintado com as cores mais sombrias; e a arrogância suprema reside na omissão daquilo que nós do lado de cá fizemos para pelo menos demonstrar a nossa superioridade moral. A ilação a tirar só pode logicamente ser uma: os Chineses devem-nos o que já fizeram e hão-de fazer, porque nós somos umas democracias impolutas, mesmo se ligeiramente imperfeitas.
4. 
Por último. Nós nem sempre chegamos atrasados às grandes batalhas. Ontem, no Público, dei de caras com um título ameaçador: “Coronavírus: Queremos ser chineses?” [https://www.publico.pt/2020/03/28/mundo/analise/coronavirus-queremos-chineses-1909870]. Mas afinal não era nada de mais: uma profusão de citações reforçava as frustrações gaulesas. E o “nosso” artigo cometia a originalidade de resumir tudo logo no primeiro parágrafo: “ … a Europa parece paralisada … América, China e Europa lutam para defender os seus interesses …”. Descontada a contradição, a única luz ao fundo do túnel das nossas elites resume-se naquele mortiço verbo, “parece”.




Fonte
  • Old Boys Network.




Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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29 de março de 2020

Covid-19: Algumas dicas…

Fiz uma pataniscas, ninguém comeu…
Não percebo porquê!?
From WhatsApp University



¡¡¡ não faça pataniscas de bacalhau !!!



Evite usar a mão dominante na rua.
Lave as mãos com frequência.
From WhatsApp University



¡¡¡ tome precauções higiénicas simples !!!



Gráficos da função logística e da sua função derivada.
From “A Novel Hybrid Classification Model of Genetic Algorithms, Modified k-Nearest Neighbor and Developed Backpropagation Neural Network”. Available from: https://www.researchgate.net/figure/Graph-of-the-Logistic-function-and-its-derivative-function_fig1_268874045 [accessed 29 Mar, 2020]



¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O número de casos começa por aumentar devagarinho.
Depois aumenta muito depressa (crescimento pseudo-exponencial).
Depois atinge o máximo.
Depois diminui muito depressa (decrescimento pseudo-exponencial).
Depois termina a diminuir devagarinho.

¡¡¡ tem sido sempre assim !!!

O estudo estatístico de anteriores casos de propagação de doenças (epidemias) permitiu verificar que a função logística e a função derivada da função logística são bons modelos matemáticos da evolução no tempo do número de seres vivos afectados pela doença.

A função logística, Curva em “S”, em cima, que modela o número total de casos em função do tempo, cresce sempre.

A função derivada da função logística, Curva em Sino, em baixo, que modela o número instantâneo de casos em função do tempo, cresce, atinge um máximo, decresce.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!

O “afastamento social”, o “confinamento doméstico”, “a quarentena”, têm por objectivo evitar que o pico da Curva em Sino, em baixo, seja muito pronunciado, isto é, evitar que ocorram muitos casos em muito pouco tempo, isto para evitar que os Serviços de Saúde colapsem.

O risco de colapso deriva de os Serviços de Saúde não terem sido, nunca o são, dimensionados para este tipo de situações.

¡¡¡ não deixe que a/o assustem !!!



Desinfecção-desinfestação de uma carruagem de metropolitano.
De “As dicas de um médico de Wuhan para a prevenção do novo coronavírus”. Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

As dicas de um médico de Wuhan 
para a prevenção do novo coronavírus

“101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”. A Skyhorse Publishing publicou um manual de prevenção para a Covid-19 escrito por um médico chefe de Wuhan. Estes são os conselhos.

Por Manuel Pestana Machado no Observador a 27 de Março de 2020, às 11:19.

Wang Zhou, médico chefe do centro de controlo e prevenção de doenças da cidade de Wuhan, na China, o primeiro epicentro da pandemia da Covid-19, assina um livro com conselhos para prevenção da doença. Como conta o jornal espanhol ABC, no “Manual de prevenção para o novo coronavírus: 101 dicas baseadas na ciência que podem salvar a sua vida”, o especialista junta uma centena de conselhos depois de falar com médicos que enfrentaram a epidemia no país asiático.

A capa do manual escrito por Wang Zhou.
Disponível em: https://observador.pt/2020/03/27/as-dicas-de-um-medico-de-wuhan-para-a-prevencao-do-novo-coronavirus/ [acedido em 29 de março de 2020]

O manual foi publicado pela primeira vez a 10 de março de 2020 pela Skyhorse Publishing. Abaixo, deixamos as principais dicas deste médico conforme a publicação na íntegra (em castelhano) partilhada pelo ABC.


Este artigo pode ser lido aqui, está aberto, sem paywall.





Etiqueta principal: Fascismo Pós-Moderno.
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9 de fevereiro de 2020

A Pacaça e as Hienas

A empresária angolana Isabel dos Santos. 
Fotografia: Eneias Rodrigues / LUSA.


Dois artigos de opinião.

O um publicado no português Observador, o outro no angolano Folha 8.


Hienas caçando, e comendo uma Pacaça. 
Vida Selvagem - Reino Selvagem.


Ainda há por aí mais heróis
para baterem numa mulher no tapete?


Se compreendo que faça a sua defesa com os meios a que tem direito, com uma argumentação digna da mulher inteligente que é, o que me choca e decepciona é que se tenha afirmado vítima de... racismo!

Por Guilherme Valente no Observador às 00:27 de 08 Fevereiro 2020.

“I am a poor lonesome cowboy”
Lucky Luke

Frágil e velho, eu que nunca vi a Senhora em causa de um mundo onde nunca entraria, num país aonde nunca irei e em que só não me indigna e me preocupa a imensa gente pobre, boa e explorada que lá sofre e sobrevive, eu, digo que Isabel dos Santos não é só monstro, seja lá o que de condenável e chocante tenha feito.

Entre os vários irmãos a quem caíram no regaço os milhões de que se fala, foi ela a única que criou milhares de empregos também em Portugal, para inúmeros portugueses. O que não teria precisado de fazer para gozar e tentar estoirar essa fortuna toda.

Milhões que alguns aqui debicaram, de que toda a gente sabia a origem, mas que raríssimos tiveram a dignidade e a coragem de sempre revelar.

E de que outra maneira num regime revolucionário, anti-colonialista e anti-capitalista, como o de Angola poderia ter sido conseguida a acumulação que lhe permitiu esses investimentos? Corrupção, corrupção organizada, apoiada e consentida pelo Estado. Num nível só possível quando não há separação de poderes, quando os tiranos e a sua clique mandam na Justiça, e em tudo. Modelo e regimes aberrantemente cantados, aliás, na Assembleia da nossa livre, tolerante, República democrática-liberal.

Pelo que leio e ouço, também eu não posso deixar de fazer o meu juízo sobre as peripécias em que a Engenheira Isabel dos Santos surge envolvida. Mas seja qual for esse juízo não esqueço o que de combate sujo pelo poder haverá misturado nisso tudo. Nesse mundo onde nada garante que de repente uns tenham passado a ser melhores do que os outros. E Isabel dos Santos, quiçá, até poderá ter sido ou vir a ser melhor.

E esse juízo que faço não pode apagar também a apreciação pessoal, as visíveis capacidades de inteligência, espírito empreendedor, liderança, que muitos seguramente lhe invejaram e invejam. E noutro plano, a elegância, o charme dela…sou sensível a isso.

Pelo contrário, se compreendo que faça a sua defesa com os meios a que tem direito e pode dispor, com uma argumentação digna da mulher inteligente que é, o que me choca e decepciona é que se tenha afirmado, disseram-me, vítima de… racismo!

Racismo? Uma mulher que foi e ainda será modelo de sucesso para tantas mulheres — e homens — de todas as cores?!

E os empresários e governantes aqui merecidamente encharcados por rios de notícias sobre as suspeitas fundamentadas ou as condenações mais humilhantes? Brancos, Engenheira Isabel dos Santos, sem a sua — quanto a mim, anémico extremo ocidental — belíssima cor de pele. Feia, muito feia, é a única cor de pele e de carácter que vejo neles.

Uma mulher com o seu estatuto e história não pode querer confundir-se com os que inventam racismos, os que exploram a vitimização e a miséria que aprisiona tantos africanos num absurdo complexo, contribuindo para que se mantenham em guetos de exclusão. (De que cumpre, aliás, ao Estado democrático liberal, aos Governos, ao empenho dos homens de boa vontade ajudá-los a sair.)

Vitimização que tem ajudado ditadores e regimes ignóbeis a manter a generalidade da África na dependência e na pobreza. Projectando sobre o outro, o “branco”, hoje cada vez mais inventado, o que é responsabilidade dos africanos, antes de mais dos tiranos que os dominam. Tudo em nome das tretas revolucionárias, socialistas, anti-colonialistas e anti-capitalistas que se sabe.

Deixe a exploração repugnante da vitimização e invenção de racismos para os negros e os brancos (que assim aqui são mais) que lucram ou pensam vir a lucrar com esse negócio sujo, que ameaça o verdadeiro combate que é imperativo travar contra todas as formas de discriminação.

A Senhora Engenheira é uma mulher cosmopolita, adulada por todos com quem quis conviver no mundo. Mundo que teve aos seus pés (até em Davos), e que se a Senhora tivesse dado outro destino a esses biliões até a poderia justamente admirar.

Racismo?! Não se coloque ao nível de Joacine Katar Moreira, que idêntica à Senhora só tem, vagamente, a cor de pele.

Repare o que puder reparar e… caia de pé, igual a qualidades que vi em si. Seja lá o que for de imperdoável em que tenha incorrido.



Repare o que puder reparar e… caia de pé, igual a qualidades que vi em si. Seja lá o que for de imperdoável em que tenha incorrido.

Para o meu amigo João Soares


Original





João Lourenço e os Ninjas, ou vice-versa.


Alemanha vai ajudar a
pôr o Reino (e África) em ordem


O Presidente de Angola, também Presidente do partido no Poder desde 1975 (o MPLA) e Titular do Poder Executivo, João Lourenço, desafiou hoje a Alemanha a investir nos sectores dos transportes, energia e agricultura, entre outros, sublinhando que existe agora um ambiente favorável ao sector privado.

Por Redacção F8 no Folha 8 a 07 Fevereiro 2020.

Falando após uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, que cumpre hoje uma visita de algumas horas a Angola, João Lourenço focou o interesse recíproco dos dois países no sentido de intensificar as relações empresariais e económicas.

“Angola ao longo destes anos tem beneficiado de linhas de crédito da banca comercial alemã para projectos de infra-estruturas públicas, mas quase nenhum investimento privado de destaque, o que pretendemos hoje, uma vez que estamos a criar com algum sucesso um ambiente de negócios favorável ao investimento privado”, salientou João Lourenço.

O chefe de Estado destacou ainda algumas preferências, que vão ao encontro das capacidades do sector industrial alemão, como a siderurgia e o aço, a agricultura e pecuária, a ciência e a saúde, o sector automóvel e o turismo.

João Lourenço indicou que durante a visita da chanceler alemã vão ser apresentadas várias iniciativas que visam ampliar o quadro de cooperação bilateral entre os dois países na área da capacitação e formação de quadros.

O aprofundamento da relação com instituições bancárias para financiamento de projectos de gás, energia e águas, parcerias público-privadas para estradas, ferrovias e portos, centrais hidroeléctricas e apoio à vigilância marítima, sobretudo no Golfo da Guiné, são outras áreas a explorar.

Por seu turno, Angela Merkel assinalou que a Alemanha quer dar a sua contribuição para o desenvolvimento de Angola e pretende contribuir com a sua presença para iniciar um novo capítulo da cooperação entre os dois países que se traduzirá na assinatura de acordos concretos.

Trata-se da segunda visita da chanceler Angela Merkel a Angola, tendo a primeira ocorrido em 2011, ocasião em que foi acordado com José Eduardo dos Santos uma parceria alargada entre os dois países.

João Lourenço visitou a Alemanha em Agosto de 2018 e voltou a encontrar-se com a chanceler Merkel em Nova Iorque, no mês de Setembro.

Na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores angolano, Manuel Augusto, referiu que a Alemanha é já um “parceiro tradicional” de Angola, onde tem instaladas um “conjunto de empresas que têm um impacto directo” na economia angolana e nas condições de vida da população.


Ninjas biométricos, milho e Alemanha

O Governo do MPLA determinou a entrada em funcionamento, no reino de que é proprietário (Angola), dos Conselhos e Vigilância Comunitários (CVC), previstos na lei desde 2016, para auxiliar os órgãos de defesa e segurança no combate e prevenção da criminalidade. Na verdade, importa reconhecer, os CVC serão uma espécie de “ninjas biométricos” que também vão ajudar o milho a crescer e os laranjais a florescer.

Analisando a proposta, um verdeiro Ovo de Colombo – segundo MPLA, verifica-se que o Presidente João Lourenço tinha toda a razão quando, no dia 22 de Agosto de 2018, disse numa conferência de imprensa conjunta com a chanceler alemã Angela Merkel, em Berlim, que queria atrair investimento alemão na área da Defesa, na “vigilância e segurança marítima”. Nesse dia, o Folha 8 perguntou: Que outra prioridade poderiam os angolanos querer? Isto porque investir na Defesa faz crescer o… milho!

Na verdade, João Lourenço – com a sua única e divina capacidade de antecipação – já sabia que os CVC iriam ser fundamentais para essa campanha agrícola que nos levará para o paraíso da auto-suficiência alimentar.

O chefe de Estado sublinhou na altura a “necessidade de atrair investimento privado alemão para praticamente todos os domínios da economia”. Mas deu destaque à área da defesa, revelando que Angola tem “uma costa marítima bastante extensa” que é preciso “cuidar”. E quem melhor do que os “ninjas biométricos” para cuidar dessa vertente da segurança? Sim, quem?

“Um país que se desenvolve e descura da sua defesa, não age de forma correcta”, reconheceu o ex-ministro da… Defesa, hoje Presidente da República, certamente convicto que a razão da força é bem mas decisiva do que a força da razão dos nossos 20 milhões de pobres. Pobres que, contudo, vão ser estimulados pelos CVC a serem mais assertivos na sua luta diária para aprenderem a viver sem… comer.

“Estamos a convidar os investidores alemães a trabalhar com o estado de Angola (leia-se MPLA) na protecção da nossa costa, com o fornecimento de embarcações de guerra, tal como de outros meios eléctricos, para podermos controlar melhor esta vasta fronteira marítima que é uma parte do Golfo da Guiné, uma parte que é cobiçada pelos piratas, pelos terroristas como forma de atingir os nossos países, de atingir as nossas populações, as nossas economias”, recordou o chefe do Estado do MPLA.

Na conferência de imprensa conjunta, Angela Merkel confirmou o “interesse de Angola em cooperar com a Alemanha no domínio da defesa”, acrescentando a chanceler que há muito interesse em que “a costa angolana seja segura”, porque “não existe desenvolvimento sem segurança, nem segurança sem desenvolvimento”. O Folha 8 “sabe” que já nessa altura Merkel foi informada por João Lourenço sobre o grande trunfo da sua governação: a implementação dos Conselhos e Vigilância Comunitários.

Por isso Merkel garantiu que a Alemanha tem disponibilidade em cooperar desde que exista interesse por parte das empresas, congratulando-se com o “novo vento” que sopra de Angola.

João Lourenço, que visitava pela primeira vez a Alemanha desde que foi (digamos) eleito, assegurou ter gostado muito do “ambiente das negociações” que manteve com a chanceler, convidando Angela Merkel a visitar Angola, em 2019.

Questionado sobre a visita que logo a seguir iria fazer a Pequim, e uma eventual cooperação militar com a China, o chefe de Estado angolano declarou que “os laços de amizade e cooperação são sempre diversificados e quantos mais amigos, mais parceiros, melhor”.

Em 2009, o antigo chefe de Estado de Angola e patrono de João Lourenço, José Eduardo dos Santos, esteve na Alemanha e, em retribuição, a chanceler alemã, Angela Merkel, visitou Angola em 2011.


Presidente, general e ministro (da Defesa) dos “ninjas”

Recorde-se, por exemplo, que em Fevereiro de 2015 as marinhas da Alemanha e de Angola realizam, ao largo de Luanda, um exercício naval conjunto que marcou o alargamento das relações entre os dois países à cooperação militar, já então com os “ninjas biométricos” em fase de quase gestação.

O exercício decorreu da presença em Angola de quatro navios da Marinha alemã, nomeadamente três fragatas de guerra, no âmbito da Força Operacional e de Formação 2015 daquele país europeu, visando o combate à pirataria.

De acordo com o anúncio feito a bordo da fragata ‘Hessen’ – que estava atracada no porto de Luanda -, pelo capitão-de-mar-e-guerra Andreas Seidl, que liderava esta força, o exercício constou de uma abordagem das forças navais angolanas a um dos navios da frota da Alemanha, tendo lugar a duas milhas da costa.

“A visita desta força da Alemanha pode ser vista como o primeiro passo visível na intensificação da cooperação militar entre as nossas duas nações”, sublinhou Andreas Seidl.

O oficial esclareceu que a cooperação entre as marinhas de ambos os países estava na altura centrada na formação de operacionais angolanos (já com uma vertente embrionária dos Conselhos e Vigilância Comunitários), mas que era intenção das duas partes alargar a base desse entendimento à cooperação na área técnica.

A inclusão de Angola na rota dos navios alemães seguiu-se à visita, em Novembro de 2014, do ministro da Defesa angolano, o general João Lourenço, à Alemanha, ocasião em que foi assinado um acordo de cooperação de Defesa entre os dois países.

Na apresentação dos meios navais em Luanda, o embaixador alemão em Angola, Rainer Müller, assumiu “o orgulho” da Alemanha em ter Angola “agora também como parceiro na área da Defesa”. E se já havia esse orgulho antes da existência dos CVC, o que dizer agora?

“Angola é um parceiro muito poderoso e influente em África e que tem uma bela história para contar”, afirmou Rainer Müller. Na altura – diga-se de passagem – José Eduardo dos Santos ainda não tinha passado de bestial a besta. E não tinha porque, pura e simplesmente, era quem estava no Poder.

Em cima da mesa, entre outros aspectos, esteve o envio de conselheiros técnicos das Forças Armadas alemãs para assistir as forças angolanas.

“Cabe aos ministérios da Defesa dos dois países decidir, mas a Alemanha está disposta a fazer muita coisa”, enfatizou o embaixador da Alemanha em Luanda.

A missão operativa, com incursão pelo mar do norte, oceano Atlântico, Golfo da Guiné, Cabo Esperança, oceano Índico e do Canal de Suez para o mar Mediterrâneo, tinha como objectivo a formação do núcleo de participação alemã nos grupos de intervenção internacionais, no âmbito de tarefas marítimas.

Contudo, o comandante desta força descartou acções de envolvimento directo pela Marinha alemã no combate à pirataria, sendo a prioridade a capacitação das marinhas dos países afectados.


Original





a pacaça é nova e ainda não caíu

¿ será que vira leão ?





Fontes
  1. Isabel dos Santos quer Efacec líder internacional na mobilidade elétrica”. Paulo Julião, Agência Lusa. Dinheiro Vivo. Publicado às 07:25 de 14 de Outubro de 2019. Recuperada às 11:03 de 09 de Fevereiro de 2020.
  2. Hienas comendo a carne de um Búfalo - Vida Selvagem - Reino Selvagem“. YouTube Channel “Reino Selvagem”. Publicado a 07 de Junho de 2018. Recuperado a 09 de Fevereiro de 2020.
  3. Ainda há por aí mais heróis para baterem numa mulher no tapete?”. Guilherme Valente. Observador. Publicado às 00:27 de 08 Fevereiro 2020. Recuperado às 15:47 de 09 Fevereiro 2020.
  4. Alemanha vai ajudar a pôr o Reino (e África) em ordem”. Redacção F8. Folha 8. Publicado a 07 Fevereiro 2020. Recuperado às 17:47 de 09 Fevereiro 2020.



Etiqueta principal: Guerra Híbrida.
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6 de dezembro de 2019

Interessa a Portugal participar na Guerra pelo Gás?

Mistura Mundial de Energias 1800-2040 — ExxonMobil 2013.
A Guerra pelo Gás substituiu a Guerra pelo Petróleo.

A bolha financeira do petróleo começou a desinchar. Quer dizer, o Pico do Petróleo é hoje um facto adquirido, e a migração para a principal alternativa, que irá dominar o século 21, ou seja o gás natural, está na origem dos principais conflitos geoestratégicos em curso.
inGuerra e Gás”. António Maria. O António Maria. Publicado a 15 de Janeiro de 2015, às 13:11. Recuperado a 05 de Dezembro de 2019, às 10:44.


Em primeiro lugar algumas imagens e textos de enquadramento.

Em segundo lugar um texto de título “Rússia e China: irmãos para sempre?” da autoria de José Milhazes. 

Em terceiro lugar um texto de título “Interessa a Portugal participar nas Guerra pelo Gás?” da minha autoria. 


russos e chineses – irmãos para sempre

Na era de Estaline e Mao foi lançada a palavra de ordem “russos e chineses – irmãos para sempre” e Moscovo tenta apresentar uma aliança sino-russa como uma panaceia contra o seu isolamento face ao Ocidente, não obstante o utopismo da ideia.
in “Russos e chineses – irmãos para sempre?”. José Milhazes. Da Rússia. Publicado a 21 de Janeiro de 2015, às 08:07. Recuperado a 04 de Dezembro de 2019, às 23:19.


A 14 de Fevereiro de 1950 foi Assinado o Tratado de Amizade entre China e URSS.

Em 14 de fevereiro de 1950, o Tratado de Amizade, Aliança e Assistência Mútua Sino-Soviético aproximava as duas potências comunistas, apesar das notórias divergências entre os líderes Mao Tse-tung e Stalin.
in1950: Assinado o Tratado de Amizade entre China e URSS”. Deutsche Welle. Sem data de publicação. Recuperado a 05 de Dezembro de 2019, às 00:13.


Quem são os melhores amigos da Rússia, segundo os russos?

Quem são
os melhores amigos da Rússia,
segundo os russos?
Uma pesquisa divulgada pelo Centro Levada deu a conhecer quais são os países considerados mais amigáveis pelo povo russo.

De acordo com o estudo, Belarus é a nação mais amiga e sócio mais próximo da Rússia na visão de 49% dos russos. O país vizinho à Rússia tem um histórico laço de amizade e ligação cultural estreita com o gigante eurasiático. De fato, os dois povos se consideram como verdadeiros irmãos de sangue.

Moscou sempre foi o principal parceiro econômico de Minsk, que, por sua vez, se tornou seu quarto maior parceiro comercial em 2017.

Em segundo lugar na lista de países mais amistosos para os russos está a China (40%), maior parceiro comercial da Rússia que, juntas, formam a maior aliança bilateral do século XXI, aproximando-se cada vez mais e com uma relação de amizade forte e duradoura.

Logo atrás estão Cazaquistão (32%) – parceiro estratégico no âmbito da União Eurasiática e da Organização de Cooperação de Xangai (OCX) –, Síria (21%) – histórico aliado de Moscou no Oriente Médio e o qual a Rússia interveio para derrotar o terrorismo e reconstruir o país após a guerra de agressão terrorista – e Índia (19%) – outra grande parceria para os russos, membro da OCX e do BRICS.

Por outro lado, o país menos amigável na opinião dos russos são os Estados Unidos (78%), uma vez que esta nação tem um histórico centenário de agressões contra a Rússia e atualmente o clima entre os dois países é extremamente tenso.

A Ucrânia (49%) é o segundo menos amigável para os russos, devido à ascensão de um regime semifascista em 2014 e à guerra que este desencadeou contra minorias russas do leste do país, bem como à perseguição aos russos étnicos no oeste.

A Grã-Bretanha é o terceiro país menos amistoso segundo a pesquisa (38%). Com o caso Skripal, no qual o Ocidente, em peso, tem satanizado o governo russo acusando-o de envenenar o ex-agente Sergei Skripal, as relações entre os dois países estão péssimas.

Letônia (26%) e Polônia (24%) também gozam de pouca confiança por parte dos russos. Esses países vêm há décadas se aliando com os Estados Unidos, criminalizando o passado socialista/soviético e perseguindo a cultura russa.
inQuem são os melhores amigos da Rússia, segundo os russos?”. Port.pravda.ru. Publicado a 15 de Junho de 2018. Recuperado a 05 de Dezembro de 2019, às 00:31. 


Rússia e China inauguram gasoduto.

Rússia e China estão mais unidas que nunca. Através de uma videoconferência, os presidentes Vladimimir Putin e Xi Jinping inauguraram o primeiro de três gasodutos que vão unir os dois países.

O projeto, que o presidente russo classificou como "um evento histórico extraordinário, não só para o mercado energético mundial, como, acima de tudo, para a Rússia e a China", permite a Moscovo diversificar mercados a Oriente, com a China a assumir-se como o maior mercado de exportação.

O gasoduto histórico vai transportar gás natural da Sibéria para o nordeste da China ao longo de uma rede que no total terá mais de três mil quilómetros. O custo do Power of Siberia, como foi batizado, está avaliado pela Gazprom, a maior empresa energética russa, em 55 mil milhões de dólares, isto é, quase 50 mil milhões de euros.

Até 2023, ano em que o gás deverá chegar a Xangai, a infraestrutura terá uma capacidade de 38 mil milhões de metros cúbicos anuais, o equivalente a 9,5% do gás consumido na China.
inRússia e China inauguram gasoduto”. Euronews. Publicado a 02 de Dezembro de 2019, nas Últimas Notícias. Recuperado a 05 de Dezembro de 2019, às 01:24.


Rede de gasoductos siberianos da Gazprom.

A Rússia começou na segunda-feira a canalizar gás para a China, quando o tão esperado oleoduto Power of Siberia, que liga os dois países, entrou em operação.

O Presidente Russo Vladimir Putin e o Primeiro-Ministro Chinês Xi Jinping abriram oficialmente o gasoducto de 3.000 quilómetros hoje, por videoconferência.

A gigante de gás estatal russa Gazprom começará imediatamente a enviar seu gás para o sul — foi a primeira vez que o gás russo foi enviado diretamente para a China. Os dois países fizeram em 2014 um contrato por 30 anos que previa exportações de gás russo no valor de 400 biliões de USD, tendo esse acordo sido assinado pelas empresas estatais Russa e chinesa, Gazprom e China National Petroleum Corporation, respectivamente.

O gasoducto não estará totalmente operacional até 2025, ano em que passará a ser capaz de transportar 38 biliões de metros cúbicos de gás por ano.
inRussia Launches Gas Exports to China”. The Moscow Times. Publicado a 02 de Dezembro de 2019. Recuperado e traduzido a 05 de Dezembro de 2019, às 09:34.


Rússia e China: irmãos para sempre?
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A construção do novo gasoduto reforça as relações entre a China e a Rússia, mas é difícil imaginar que se volte a gritar a palavra de ordem de Estaline e Mao: “Russos e chineses, irmãos para sempre!”
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Enquanto entre a União Europeia e os Estados Unidos não acalmam as discussões sobre a construção do North Stream-2, segundo gasoduto que irá transportar gás russo para a Alemanha através do Báltico, enquanto a Polónia e a Ucrânia tentam encontrar alternativas aos fornecimentos de gás pelo vizinho do Leste, Moscovo arranja mercados alternativos na Ásia para os seus combustíveis.

“A torneira está aberta! (…) o gás entrou na China”, declarou solenemente o presidente da empresa estatal russa Gazprom, Alexei Miller, no momento da inauguração do gasoduto que passou a ligar a Sibéria ao “Império do Meio”.

Trata-se de uma obra gigantesca. Os russos tiveram de construir um tubo, a que deram o nome de “Força da Sibéria”, com um comprimento de cerca de 3000 km. Os chineses irão acrescentar mais 3370 km para que o gás siberiano chegue até Xangai.  O contrato com a China, avaliado em mais de 350 mil milhões de euros, foi assinado por um período-recorde de 30 anos e prevê o fornecimento anual de 38 mil milhões de metros cúbicos de gás.

Entretanto, Moscovo e Pequim já negoceiam a construção de um novo gasoduto “Força da Sibéria – 2”, que irá transportar combustível da Sibéria para a costa leste da China. Além disso, estes tubos poderão servir para levar o gás até outros países da Região Asiática do Pacífico, onde ele goza de uma procura cada vez maior.

Até agora os chineses importavam gás natural da Turcoménia através de um gasoduto que atravessa o Uzbequistão e o Cazaquistão, mas esses fornecimentos estão longe de cobrir as necessidades da indústria chinesa, que aposta cada vez mais neste combustível para substituir o carvão e, desse modo, combater a poluição.

Não se pense, porém, que a China passará a depender completamente do gás russo, pois continuará a importar grandes quantidades de gás condensado da Austrália, Qatar, Malásia e Indonésia.

E para a Rússia este projecto não parece ser muito rentável, visto que, segundo cálculos da própria “Gazprom”, ele só começará a pagar os investimentos feitos em 2048.

Segundo alguns analistas, esta obra visa prevenir problemas que poderão surgir no futuro. Para a Rússia é uma garantia de que terá para onde escoar o gás caso surjam problemas no flanco ocidental. A pressão de Washington, principalmente após a chegada de Donald Trump ao poder, sobre a União Europeia é cada vez maior no sentido de obrigar os países europeus a substituírem o gás russo pelo mesmo combustível norte-americano. Trump ameaça com sanções empresas que participam na construção do North-Stream-2, gasoduto paralelo ao North-Stream-1, que transporta directamente gás russo para a Alemanha através do Mar Báltico. As autoridades da Polónia já anunciaram que não vão comprar gás à Rússia, substituindo-o por combustível vindo da Noruega através de um gasoduto e pelo gás condensado dos Estados Unidos. A Ucrânia pretende também renunciar aos fornecimentos russos neste campo, mas aqui o processo será mais complicado, pois através deste país passa um importante gasoduto da Rússia para a Europa. O contrato de transito de gás por este tubo termina a 31 de Dezembro do ano corrente e as partes ainda não chegaram a acordo sobre o seu prolongamento.

Com a entrada em funcionamento do “Força da Sibéria”, o Kremlin poderá fazer de conta que não está preocupado com o escoamento do seu gás.

Para a China, trata-se também de uma medida de prevenção face a problemas de caráter político-militar que poderão dificultar os fornecimentos de gás condensado por mar.

Seja como for, a construção do novo gasoduto vem reforçar as relações entre a China e a Rússia, mas continua a ser difícil imaginar que se volte a gritar a palavra de ordem proclamada por Estaline e Mao: “Russos e chineses, irmãos para sempre!” A não ser que Vladimir Putin queira desempenhar o papel de “irmão mais novo”.

P.S. A julgar pelo que se vê, lê e ouve, os problemas globais como o acima referido parecem não nos dizer respeito. É mais importante assistir à telenovela: “Livre e Joacine, história de um breve amor” ou à “Chegada de uma Dona Sebastiana ao Tejo”. 
inRússia e China: irmãos para sempre?”. José Milhazes. Observador. Publicado a 04 de Dezembro de 2019, às 00:09. Recuperado a 06 de Dezembro de 2019, às 18:48.


Interessa a Portugal participar na Guerra pelo Gás?

Na minha modesta opinião não interessa. Ainda na minha modesta opinião o que interessa a Portugal é garantir ao melhor preço o seu abastecimento de energia, de gás em particular, e evitar meter-se em conflitos que não lhe dizem respeito.

O facto de a China receber gás da Rússia por intermédio do gasoduto Força da Sibéria (Power of Siberia) prejudica de alguma forma Portugal?

As rotas do gasoduto Força da Sibéria (em vermelho),
gasoduto Sakhalin–Khabarovsk–Vladivostok (em azul),
gasoduto Heige-Xangai (em roxo)
e a proposta de ligação entre os dois primeiros (ao centro).

Força da Sibéria”.
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Esta página foi editada pela última vez às 14h28min de 6 de dezembro de 2019.
Recuperada às 19h22min de 6 de dezembro de 2019.


O facto de a Alemanha receber gás da Rússia por intermédio dos gasodutos Nord Stream (Nord Stream) em lugar de o receber por intermédios dos gasodutos que atravessam a Polónia, ou a Ucrânia, prejudica de alguma forma Portugal?

Principais gasodutos existentes e planeados fornecendo gás Russo à Europa.
A Alemanha importa de 50% a 75% de seu gás natural da Rússia.

Countering America's Adversaries Through Sanctions Act”.
Wikipedia, the free encyclopedia.
This page was last edited on 5 December 2019, at 03:37 (UTC).
Recuperada e traduzida às 21h08min de 6 de dezembro de 2019.


Tanto quanto sei não prejudicam Portugal.

Então, se estes dois factos não prejudicam Portugal, porque há de Portugal preocupar-se com eles? Não se deveria preocupar-se, não são contas dos seu rosário.

Acresce que Portugal não tem contencioso nem com a China nem com a Russia.

Com a China nunca Portugal teve contensioso… e com a Rússia também não. Portugal teve contensioso com o Komintern e com a URSS, que não eram Rússia e que já não existem.

Na minha modesta opinião o que interessa a Portugal é garantir ao melhor preço o seu abastecimento de energia, de gás em particular, e evitar meter-se em conflitos que não lhe dizem respeito. Evitar meter-se na Guerra pelo Gás,  particular,



Etiqueta principal: Guerra.
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