Sou um tipo muito atado, Ando mal-habituado, A fazer só o que quero, Tenho tudo, nunca espero. A mamã é uma querida, Lava a roupa, dá comida, Faz de mim um incapaz,
Mas eu sou um bom rapaz, Bom rapaz!
Apesar de ter escolha, Não saio da minha bolha. Estou tranquilo, estou tão bem, Ao colo da minha mãe, Que eu adoro, que me adora, Que me liga de hora a hora, Porque eu sou um incapaz.
Mas eu sou um bom rapaz, Bom rapaz!
Acho que já sou capaz, De fazer o que a mãe faz, Mas é perfeito assim! A Mamã faz por mim, Tudo o que eu deixo para trás, Como se eu fosse um incapaz!
Bom rapaz! Bom rapaz!
Quando esbanjo o meu dinheiro, Ela parte o mealheiro, Sou o seu filho adorado, Não quer ver-me atrapalhado.
Saio à rua, Ela faz figas, Liga aflita p’rás amigas, Porque eu sou um incapaz,
Mas eu sou um bom rapaz! Bom rapaz!
Deixa-me a roupa dobrada, p’ra eu vestir de madrugada e prepara-me a marmita com iogurte e uma barrita para, ao meio da manhã, eu me lembrar da mamã que alimenta o incapaz.
Mas eu sou um bom rapaz, Bom Rapaz!
Acho que já sou capaz, De fazer o que a mãe faz, Mas é perfeito assim! A Mamã faz por mim.
Tudo o que eu deixo para trás, Como se eu fosse um incapaz! Bom rapaz! Bom rapaz!
Os quiduxos das mamãs…
… têm uma certa tendência a “jogar do outro lado”, o que é complicado para as eventuais sensorte e, também, a alaparem-se nas tetas da política, o que é complicado para todas as, e todos os, sem-sorte.
Andando eu a arrumar livros e papéis encontrei, descobri, um texto de que já me não lembrava, um texto que escrevi e publiquei em 2012, já lá vão 8 (oito) anos.
Rascunhei-o nos dias 28 e 29 de Abril – versão v.0, manuscripta, terminada às 04:25 de 28, versão v.1, computatuscripta, terminada à 15:43 do mesmo dia, versão v.2, computatuscripta, terminada às 02:20 de 29 –, finalizei-o na Véspera de São João – versão v.2.F, computatuscripta, a final, a que disponibilizei na Dropbox, terminada, às 21:35 de 23 de Junho de 2012 – e publiquei-o nessa mesma noite no Facebook, no meu perfil Álvaro Aragão Athayde. A que horas o publiquei não sei precisar porque o Facebook me descriou esse perfil (Um blogue? Porquê?).
Acordai!
Nós, portugueses, estamos metidos numa camisa-de-onze-varas…
Creio bem que já não há quem afirme o contrário!
E, estando-o, a nossa preocupação fundamental é, deverá ser, como é que vamos sair desta?
Como vamos nós portugueses superar esta tão badalada crise?
A primeira e fundamental questão é pois, em minha opinião, a questão de saber se queremos realmente superar a crise e, querendo-o, em que termos o queremos fazer.
Ou seja, a questão fundamental é O QUE É QUE NÓS QUEREMOS?
Eu, por mim, pessoal e familiarmente falando, quero sobreviver, continuando a ser quem sou.
Portanto, e concretizando:
Quero continuar a viver, quero continuar a falar português, quero continuar a poder comer joaquinzinhos e a beber vinho verde, quero continuar a dançar a chula e a cantar o fado, a dizer piropos e a fumar Definitivos, a afirmar que Camões é o máximo mas que Vieira não lhe fica atrás, a ler, no original, Herculano, Eça, Castro Alves, Jorge Amado, a declamar Bocage, Pessoa, Gedeão.
E quero ter filhos, netos e bisnetos que sigam nesta mesma linha.
Simples e consensual dir-me-ão...
Infelizmente não!
E não porque entre nós há quem não queira sobreviver, os suicidas, e quem queira sobreviver mas mudando de cultura, os arrependidos.
Os suicidas não se afirmam, infelizmente, como suicidas. Os suicidas defendem e realizam,
em nome de grandes princípios, politicas que desencorajam, ou impedem, a natural reprodução humana. E fazem-no, fundamentalmente, desencorajando ou impedindo as mulheres de terem filhos.
Notem que eu não tenho nada contra a libertação da mulher, nem contra a igualdade de género, tenho, isso sim, contra a utilização destas bandeiras com o objectivo de reduzir a natalidade e, por essa via, promover a extinção do grupo.
Se não houver filhos não há netos e, como todos envelhecemos e acabamos por morrer, o não haver filhos nem netos acarreta que iremos diminuindo, diminuindo, e, quando morrer o último, acaba-se.
Morreu o bicho, acabou a peçonha!
Os arrependidos, que também não se afirmam como arrependidos, defendem e realizam, igualmente em nome de altíssimos ideais, políticas culturais que têm em vista, por um lado, desencorajar ou impedir as manifestações que no seu entender são retrógradas ou impróprias e, por outro, encorajar e realizar as que consideram correctas e progressistas.
Quem se não lembra do que aconteceu com o fado nos idos do PREC?
O fado foi oficialmente declarado, pelos autodenominados progressistas, como sendo uma manifestação fascista!
Era a teoria dos três efes: Fado, Fátima e Futebol. As três manifestações máximas do fascismo. As três a serem proscritas, perseguidas, eliminadas para todo o sempre.
Tudo para o bem e o progresso do povo.
Hoje, como é sabido, o fado foi proposto a Património da Humanidade, o futebol é motivo de orgulho nacional e Fátima lá continua...
Os arrependidos também nos costumam brindar com largas laudas ao progresso, ao desenvolvimento, à necessidade de imitarmos o que de verdadeiramente extraordinário se faz nos países que consideram desenvolvidos e progressistas.
Notem que, como no caso anterior, nada tenho nada contra o desenvolvimento, nem contra o progresso. Mas, também como no caso anterior, sou contra facto de estas bandeiras serem usadas para nos levar a macaquear outros países, e a importar, de forma mais ou menos acrítica, toda e qualquer novidade, supostamente extraordinária, que por lá surja!
Recusando eu o partido dos portugueses suicidas e também o partido dos portugueses arrependidos, declaro-me, oficialmente, aqui e agora, militante do partido dos portugueses entusiastas.
Eu quero ser português! Eu gosto de ser português!
Eu quero comer carne de porco à alentejana, beber cartaxol, dançar o vira, cantar o Zeca, declamar a Natália, ler o Mia Couto!
O meu partido é, como diria um certo militante do Partido Comunista Português, o partido do nosso povo!
Bom, já estou a ver muito camarada com os cabelos em pé!
E estão-no porque, supostamente, o meu discurso é um discurso direitista, ultranacionalista, fascista mesmo...
A esses camaradas só lhes digo uma palavra: ACORDAI !
Fernando Lopes-Graça Acordai!
Acordai e olhai em volta.
O desenvolvimento, o internacionalismo, o futuro, o progresso, já não passam por Milão, por Viena, por Paris, ou por Berlim. Há anos que já não passam...
O desenvolvimento, o internacionalismo, o futuro, o progresso, passam hoje por Brasília, Moscovo, Deli, Pequim, Pretória.
Passam, ainda, por Washington, Tóquio, Londres e suas filhas, ou irmãs: Camberra, Otava, Wellington.
Passarão, dentro de não muito tempo, por Bogotá, Caracas, Luanda, Maputo, México, Teerão.
O Mundo mudou... A Europa já era!
E a isso acresce que a Europa está novamente em guerra intestina. Alemanha, França, Itália disputam-se o comando do efémero Império do bárbaro Carlos Magno.
As Espanhas em geral, Portugal em particular, nunca integraram tal império. Estávamos, à época, em outro campeonato. E em outro campeonato estivemos até há muito pouco tempo.
A Grã-Bretanha também nunca integrou o bárbaro Império... e já começou a desacoplar. Docemente, que a nave é grande...
A minha posição não é pois fascista, nem ultranacionalista, nem direitista sequer. A minha posição é, simplesmente, realista.
Sou português, quero continuar a sê-lo, quero que os meus filhos e netos o sejam. E não quero que nos vejamos envolvidos na disputa da herança de Carlos Magno.
Estes são, a meu ver, os reais interesses do nosso povo.
Repito pois a palavra que acima disse, palavra que o Fernando Lopes Graça melhor e antes já disse: ACORDAI !
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra até há 540 milhões de anos.
E também mostra as principais eras glaciares: há 20 mil, 300 milhões e 445 milhões de anos.
REGRESSANDO AO PRESENTE
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos. E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.
REGRESSANDO AO PRESENTE
MAS COM OS HEMISFÉRIOS SEPARADOS
Esta animação mostra a evolução tectónica e paleogeográfica da Terra desde há 540 milhões de anos. E também mostra as principais eras glaciares há: 20 mil anos, 300 e 445 milhões de anos.
HISTÓRIA DA EUROPA
2500 ANOS EM 10 MINUTOS
A Europa é um continente situado no hemisfério norte do globo terrestre.
Ao norte do continente europeu situa-se o Oceano Glacial Ártico; ao sul os Mares Mediterrâneo, Negro e Cáspio, a leste os Montes Urais e a oeste o Oceano Atlântico. Este vídeo mostra as fronteiras e populações de cada país na Europa, para todos os anos desde 400 aC. Estados vassalos e colónias não são incluídos na contagem da população de um país.
tudo muda mas alguns querem que nada mude
querem que nada mude para não perderem o poder
e
estão na disposição de matar imensa gente
para se manterem no poder mais algum tempo
pois
são os eleitos
são os excepcionais
adonai deu-lhes o mundo
Todo Cambia
Julio Numhauser
Nueva versión con Julio y su hijo Maciel, en familia.
El camino fue una referencia constante en la poesía del autor de Campos de Castilla.Camino como concepto del gran viaje, de toda la vida consumida, de la que ha quedado atrás. Caminante, no hay camino, de Antonio Machado, incluido en Proverbios y cantares, revindica el camino como presente, recordando ese pasado, pero evitando que nos obsesione, ni él ni el futuro, a la hora de marcar nuestro destino.
Proverbios y cantares (XXIX)
Caminante, son tus huellas el camino y nada más; Caminante, no hay camino, se hace camino al andar. Al andar se hace el camino, y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar. Caminante no hay camino sino estelas en la mar.
Caminante no hay camino, Joan Manuel Serrat
Todo pasa y todo queda Pero lo nuestro es pasar Pasar haciendo caminos Caminos sobre la mar
Nunca perseguí la gloria Ni dejar en la memoria De los hombres mi canción Yo amo los mundos sutiles Ingrávidos y gentiles
Como pompas de jabón
Me gusta verlos pintarse de sol y grana Volar bajo el cielo azul Temblar súbitamente y quebrarse Nunca perseguí la gloria Caminante son tus huellas el camino y nada más Caminante, no hay camino se hace camino al andar
Al andar se hace camino Y al volver la vista atrás Se ve la senda que nunca Se ha de volver a pisar Caminante no hay camino sino estelas en la mar
Hace algún tiempo en ese lugar Donde hoy los bosques se visten de espinos Se oyó la voz de un poeta gritar Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso Murió el poeta lejos del hogar Le cubre el polvo de un país vecino Al alejarse, le vieron llorar Caminante, no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe, verso a verso Cuando el jilguero no puede cantar Cuando el poeta es un peregrino Cuando de nada nos sirve rezar Caminante no hay camino, se hace camino al andar
Golpe a golpe y verso a verso Y golpe a golpe, vero a verso Y golpe a golpe, verso a verso
“Ariano Suassuna”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h53min de 27 de julho de 2019. Esta página foi editada pela última vez às 20h5omin de 11 de outubro de 2019.