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1 de fevereiro de 2021

Que probabilidade tenho de não morrer… 97,724% !!!


Suponhamos que me constipo, que fico com alguma dificuldade em respirar normalmente, que me assusto, Será covid?, que faço o teste e que dá positivo.

Que probabilidade tenho de morrer… de COVID-19?

Alguma terei… mas qual?

Como sou meio alérgico a médicos e a hospitais, resolvo calcular a dita probabilidade antes de ir a correr para o banco de urgências mais próximo.

Para efectuar o cálculo necessito de dois valores:

  1. O da confiabilidade do teste.
  2. O da probabilidade de uma pessoa morrer de COVID-19.

Para a confiabilidade do teste o melhor que encontrei foi um artigo da Deutsche Welle onde se afirma, cito: 

De acordo com as fabricantes, os testes (rápidos de antígenos) deverão ter 97% de precisão – mas isso só se aplica em condições ideais de laboratório. Em condições reais, a sensibilidade do teste estaria entre 80% e 90% – o que é bom, mas, ao mesmo tempo, isso significa que cerca de 20% dos infectados não são detectados e seguem adiante com a sensação enganosa de que o teste deu negativo, podendo infectar centenas de outras pessoas.

Afirma-se isto e dá-se a entender que os demais testes têm uma confiabilidade superior à dos testes rápidos de antígenos.

Não dispondo de mais informação decidi arbitrar ao teste que tinha realizado uma confiabilidade de 95%, isto é, de 0,95, menos 2% do que os fabricantes afirmam e mais 5% do que o máximo em condições reais.

Para a probabilidade de uma pessoa morrer de COVID-19 tomei como estimador o número de óbitos por cem habitantes, valor que pode ser calculado a partir dos dados em Worldometers.info

De 15-02-2020 a 31-01-2021 foram imputados, em Portugal, 12.482 (doze mil quatrocentos e oitenta e dois) óbitos ao COVID-19, sendo a população do país, em 2020, de 10.196.709 habitantes.

Logo, dividindo 12.482 por 10.196.709, obtenho um estimativa da dita probabilidade, 

  • 12.482 ÷ 10.196.709 = 0,001.224.120.449.059
  • aproximadamente 0,122 por cento.

Isto feito posso aplicar a fórmula que sumariza o Teorema de Bayes 

Usando os seguintes valores 

P(B|A) = 0,95
  P(A) = 0,001.224.120.449.059
  P(B) = 0,95 x 0,001.224.120.449.059 + 0,05 x 0,998.775.879.550.941
       = 0,001.162.914.426.606 + 0,049.938.793.977.547
       = 0,051.101.708.404.153

e efectuando o cálculo 

P(A|B) = [P(B|A) x P(A)] ÷ P(B)
       = (0,95 x 0,001.224.120.449.059) ÷ 0,051.101.708.404.153
       = 0,001.162.914.426.606 ÷ 0,051.101.708.404.153
       = 0,022.756.860.052.677
       = 2,275.686.005.267.665 por cento
       ≈ 2,276%

concluo que, sabendo que testei positivo ao COVID-19, tenho uma probabilidade de pouco mais de dois por cento de morrer do dito e uma probabilidade de pouco menos de noventa e oito por cento de não morrer do dito.


Tenho 97,724% de probabilidade de não morrer… de COVID-19!

Bem bom!!!








Etiqueta principal: Coronapânico.

22 de junho de 2020

Corrupção e Democracia


Vilipendiar a Corrupção
e
Enaltecer a Democracia
é
Ignorância ou Hipocrisia



A Democracia é 
  • o governo dos acordos, 
  • o governo dos negócios, 
  • o governo do toma-lá-dá-cá, 
  • o governo dos comerciantes e dos banqueiros, 
  • o governo daqueles que têm no “ganho” a primeira prioridade.



Nas Democracias Ocidentais tudo se compra, tudo se vende, e quem não tem algo para vender, ou dinheiro para comprar, está fora dos mercados, não existe.



Digo isto com algum desgôsto …

Fiquei contente com o 25 de Abril de 1974 (25A), tal como todos os da minha geração, íamos – finalmente! – poder participar no governo da república , tudo iria deixar de ser “só como eles queriam”, nós teríamos uma “palavra a dizer”.

Ó ilusões da juventude …



Dizem-nos que temos mais liberdade de expressão do que antes do 25A … – mentira! – tal como então não podemos tocar nos “assuntos tabú”.

Dizem-nos que temos mais liberdade política do que antes do 25A … – mentira! – tal como então podemos plebiscitar “os escolhidos”.

Mas, ao contrário do que acontecia antes do 25 de Abril, não sabemos quem manda, quem “realmente manda”, pelo que corremos um risco que então não corriamos, o risco de pisar, inadvertidamente, “o risco”.



E este desabafo vai-me custar, como é hábito, o ser etiquetado de “comunista”, por uns, de “fascista”, por outros, ou, talvez, quem sabe, de “populista”, “putinista”,  “racista”, “trumpista”, etiquetas hoje bem mais na moda.




Fonte da imagem






Etiqueta principal: Corrupção.
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