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31 de julho de 2021

A nossa idemocracia

Charge – Democracia


A Constituição da República Portuguesa de 1976 é uma constituição idemocrática, isto é, não democrática, porque, com excepção do Presidente da República, os eleitos não representam os cidadãos eleitores mas os dirigentes partidários.

E os dirigentes partidários representam, por sua vez, os interesses dos seus patrocinadores, patrocinadores que podem ser, e são, organizações económicas, financeiras, ideológicas, políticas, religiosas, quer nacionais e quer estrangeiras.


É mau?

É, e muito.


Pode ser corrigido?

Pode, e facilmente.


Basta que o país seja dividido em duzentos círculos uninominais, de cinquenta mil habitantes cada, e que qualquer cidadão eleitor se possa candidatar a representar os habitantes de um círculo desde que a sua declaração de candidatura seja subscrita por mil cidadãos eleitores residentes no círculo.


Este sistema acaba com os partidos?

Não.

Este sistema retira aos partidos o Monopólio da Representação Política que a Constituição da República Portuguesa de 1976 lhes ortougou.


Este sistema aproxima os eleitos dos eleitores e vice-versa?

Parece-me evidente que sim.


Este sistema torna a Constituição da República Portuguesa de 1976 mais democrática?

Parece-me evidente que sim.


Este sistema prejudica os dirigentes e quadros dos partidos políticos e quantos esperam a dar-se bem na vida por estarem nas boas graças dos ditos dirigentes e quadros dos partidos políticos?

Parece-me evidente que sim.


Isso é bom?

Parece-me evidente que sim.








Etiqueta principal: Idemocracia.

25 de janeiro de 2021

Eleições Presidenciais Portuguesas de 2021

 


Nova configuração politico-partidária.

Ao centro o Centrão — PS, PPD-PSD, CDS-PP — que votou em Marcelo Rebelo de Sousa.

À esquerda do Centrão a Ala BE do PS, que votou em Ana Gomes.

À direita do Centrão um heterogéneo grupo de Descontentes com “O Estado a que Isto Chegou”, que votou André Ventura.

Depois os “pequeninos”, que têm boa imprensa se vistos pelo proprietários dos meios de comunicação social como sendo “de esquerda”, mas que são isso mesmo, “pequeninos”, alguns possivelmente em vias de o virem a ser ainda mais.

Como evoluirá esta nova configuração?

Tudo depende de o Partido CHEGA se conseguir institucionalizar, conseguir eleger alguns autarcas e, também, mais alguns deputados (actualmente tem um só deputado, André Ventura).

Aguardemos.




Etiqueta principal: Política Portuguesa.

17 de janeiro de 2021

Só existe o que passa na TêVê⁉️


O Observador publicou um artigo com piada só que anónimo, o que também tem piada, mas que, sendo /premium só pode ser lido pelos assinantes, o que tem menos piada. 

Como sou assinante pude lê-lo, mas para o poder comentar aqui terei que o transcrever, o que farei na sequência.


Os passados da cabeça  /premium

O ministro da Economia manda esvaziar prateleiras de supermercados; a ministra da Saúde quer confiscar empresas; do ministério da Justiça saem documentos manipulados… e nós a ver cornos no Capitólio.

17 jan 2021, 00:11

As cirurgias aos doentes com cancro são adiadas (ainda mais) e os computadores prometidos aos alunos em Março do ano passado  nunca chegaram. Mas o que leva os portugueses a manifestar-se? A vinda de Marine Le Pen a Lisboa.

Portugal é um país literalmente passado da cabeça: quanto mais a nossa vida se agrava e o regime se esboroa, mais nos indignamos com o longínquo e nos tornamos indiferentes ao que nos toca.

Assim, fazem-se manifestações porque uma dirigente política francesa vem a Lisboa mas caso alguém se manifeste por aquilo que está a acontecer neste país ou nesta mesma cidade de Lisboa, logo se vê oportunamente rodeado de suspeições várias como aconteceu a Ljubomir Stanisic aquando dos protestos dos proprietários de restaurantes.

O nosso corpo está aqui mas o cérebro está onde o leva a agenda mediatico-socialista (eu sei que estas duas palavras se tormaram sinónimas mas mesmo assim insisto no pleonasmo). Todos os dias gente que a si mesma atribui certificados de democrata discute como ilegalizar aqueles que eles definem como fascistas. Simultaneamente medidas em catadupa normalizam o que é próprio das ditaduras. Agora dá-se como certo que os velhos residentes em lares ilegais não terão o seu voto recolhido. Quando nos passou pela cabeça que em Portugal se inibiria o direito de voto a alguém em função da natureza da sua residência? Nunca, claro. Nós somos uma república. Estamos imbuídos dos princípios da igualdade, da solidariedade… Para lá do óbvio – não foram os velhos que escolheram ir para um lar ilegal, eles foram para lares ilegais porque não existem outros (e vão continuar sem existir porque deste modo a Segurança Social poupa o financiamento que teria de lhes garantir caso os legalizasse) – não se pode aceitar que a natureza da residência defina quem pode ou não votar. Indignações com este grave precedente? Os constitucionalistas que tanto constitucionalizam a propósito dos direitos adquiridos não têm agora nada a dizer? Ora, ora quem se pode preocupar com os votos dos velhos instalados em lares ilegais quando Marine Le Pen veio almoçar a Portugal? Isso sim é que é preocupante!

Disseram-nos que Portugal era um milagre e a nossa cabeça passou-se com tanta alegria. Depois do milagre da descrispação, do milagre do dinheiro para as reposições, do milagre do futebol, do milagre do Festival da Eurovisão, éramos outro milagre no combate ao Covid.Todos os dias a nossa cabeça partia à descoberta dos falhanços em geografias políticas rigorosamente seleccionadas. Um dia, no meio de mais umas notícias sobre o horror do Covid nos EUA e do desastre da estratégia seguida pelos suecos, descobrimos que o inferno era aqui. E o país o que discute? Manaus. Sim, Manaus. Porquê Manaus no Brasil e não a Bélgica, país onde o número de mortos ultrapassa tudo o que se pode imaginar? Ou com a Argentina, o país que uma “quarentena eterna” não salvou do Covid mas garantiu a fome (sim, na Argentina outrora grande potência agrícola, agora existe fome)? Ora, porque como toda a gente sabe a culpa das consequências do Covid no Brasil é de Bolsonaro. Já a culpa das consequências do mesmo Covid pelo mundo varia em função da simpatia ou do respeitinho que esses governos têm ou impõem nas redacções e organizações internacionais. No topo da tabela da desresponsabilização está o governo de Portugal, país onde a culpa dos maus números é sempre do portugueses que não cumprem como deviam as sábias instruções do seu governo. Portugal, recordo, é o país em que não se conhece um caso de contágio por Covid em nada que resulte da responsabilidade do Governo, como são os transportes públicos cheios e as filas resultantes da imposição de horários reduzidos nos supermercados mas em que, dos parques infantis aos passeios ao ar livre, se considera perigoso tudo o que não seja ficar encerrado em casa.

Em conclusão, os governos de esquerda terão sempre um Manaus para entreter a cabeça dos portugueses. E quanto pior as coisas correrem em Portugal mais vamos andar empenhados em apedrejar o ódio de estimação do momento e mais tempo vamos gastar em combates que nada têm a ver com a nossa vida presente.

Pode o Governo, numa espécie de treino antecipado para a Venezuela que seremos, mandar, em nome da regulação da concorrência, esvaziar prateleiras de supermercados e interferir desastradamente nas taxas cobradas pelas empresas de distribuição pois grupos como o agora nomeado para combater o racismo inventarão todos os dias um caso para  gerar comoções e fúrias.

Pode o procurador José Guerra manter-se no cargo apesar das evidentes falhas no seu curriculum e das ainda mais evidentes tentativas do ministério da Justiça para as esconder que ninguém perguntará o porquê de tanta manobra pois esgotaremos a nossa indignação com a morte dos veados numa herdade. Ou dos cães num canil. Ou dos ursos lá longe.

Pode a ministra Temido continuar a privar milhares de portugueses de tratamentos médicos unicamente por razões ideológicas pois o foco das nossas preocupações estará no combate ao heteropatriarcado. Ou no combate ao que designam como alterações climáticas.

Pode António Costa acusar quem o critica de liderar uma “campanha internacional contra Portugal” …

Podem o que quiserem porque nós estaremos sempre com a cabeça longe. Enquanto não se perceber isto não se percebe porque razão está antecipadamente derrotado o espaço da direita mesmo quando ganha.

Nunca nos passou pela cabeça que viesse a ser assim. Mas é assim que é.

Fim do artigo Os passados da cabeça  /premium, original aqui.


Só existe o que passa na TêVê⁉️

Afirma o ilustre e anónimo autor, ou autora, nos tempos que correm há sempre que respeitar o politicamente correcto! Repito, afirma o ilustre e anónimo autor, ou autora, cito:

Portugal é um país literalmente passado da cabeça: quanto mais a nossa vida se agrava e o regime se esboroa, mais nos indignamos com o longínquo e nos tornamos indiferentes ao que nos toca.


Mas quem são os “nós” do mais nos indignamos !?

Eu não pertenço ao tal "nós" e a manif à cause de Marine Le Pen teve a presença de meia dúzia de pessoas a quem, suponho, ninguém pediu a identificação. E teve, também, uma ampla e entusiástica cobertura mediática.

Quem se indignou então?

Que há muitos passados da cabeça há, mas os mais passados da cabeça são os que acreditam que só existe o que passa na TêVê.






Etiqueta principal: Política à Portuguesa.

25 de novembro de 2020

Socialismo? Não, Demagogismo!

Uma notícia.
Um comentário à notícia.
Um comentário ao comentário à notícia.
Uma canção e uma imagem, a que precede este texto.



Os mesmos de sempre

Existe uma classe social que eu apelidaria de “os mesmos de sempre”. Isso mesmo, aqueles que pagam cada vez mais impostos para que os partidos ganhem mais uns votos. 

Sem ilusões: o volume dos impostos recolhidos pelo Estado mantém-se inalterado. Sendo assim, quem os paga vai sendo um número de contribuintes cada vez menor. 

Socialismo, não é?



Não é Socialismo, é Demagogismo.

Aristoteles e Políbio concordaram em que o Sistema de Governo das Poleis, das Cidades-Estado, evoluía como segue:
  • Monarquia, o governo de um só arconte, ou magistrado supremo, de um rei sábio.
  • Aristocracia, o governo dos melhores.
  • Democracia, o governo do ágora, da assembleia, dos que se reúnem na praça, dos homens livres e ricos.
  • Monarquia, de novo.

Concluíram também que a cada um destes três sistemas, ditos “perfeitos” correspondiam três outros um sistemas, ditos “degenerado”:
  • À Monarquia correspondia a Tirania.
  • À Aristocracia correspondia a Oligarquia.
  • À Democracia correspondia a Demagogia.

O caso de Portugal nos séculos XX e XXI é uma quase perfeita ilustração desta tese:
  • Consulado de António de Oliveira Salazar = Monarquia.
  • Consulado de Marcello Caetano = Oligarquia.
  • De 25 de Abril de 1974 ao fim do Consulado de Aníbal Cavaco Silva = Democracia.
    Ocorreu uma mudança do sistema formal de governo, com manutenção, e reforço da Oligarquia: a maioria dos oligarcas que estavam ficaram, entraram alguns oligarcas novos e reforçou-se a tendência plutocrática.
  • Do fim do Consulado de Aníbal Cavaco Silva até hoje = Demagogia.
    Verificou-se a manutenção do sistema formal de governo e um lento deslizar para a Demagogia, acentuado no Consulado de José Sócrates, atenuado no de Pedro Passos Coelho, novamente acentuado, e muito, no Consulado de António Costa.

À Demagogia segue-se a Anarquia, à Anarquia a Tirania e, se a Polis tiver a sorte de o Tirano ser um sábio, com um sucessor também sábio, o ciclo recomeça.

Em Portugal, após o assassinato de Sidónio Pais, oscilou-se entre a Anarquia e a Demagogia, oscilação que foi interrompida pelo Movimento de 28 de Maio de 1926, que instaurou uma Ditadura Militar.

Depois a Ditadura Militar acabou por entregar o poder a Salazar, um Tirano, que era um sábio, mas que não foi sucedido por um sábio. Logo a Monarquia não se institucionalizou e estamos, de novo, a caminho da Anarquia.

Em Espanha Francisco Franco, um Tirano, revelou-se também um sábio ao designar como sucessor Juan Carlos de Bourbon, que preparou para exercer o ofício de rei. E Juan Carlos de Bourbon também  se revelou um sábio, pelo que, ao que parece, a Espanha regressou ao início do ciclo.

Quanto aos impostos… 

O Governo PS-Costa compra votos, ou pensa que os compra, com o dinheiro que extorque aos cidadãos que não conseguem evitar ser roubados. 

Os ricos, os mesmos ricos, conseguem evitá-lo, a maioria dos trabalhadores livres – dos pedreiros aos juristas – também, daí que o número dos que não conseguem fugir seja cada vez menor e a carga sobre eles cada vez maior.

Recentemente o Governo PS-Costa resolveu declarar que os enfermeiros e os médicos não iriam ter férias por causa da “pandemia” e já há muitos a considerarem seriamente a emigração para França, ou para Inglaterra, onde lhes pagam bem melhor.

Em minha opinião “isto” vai continuar a “descer” até que um movimento militar interrompa a processo.



Letra e música de Luis Pedro Fonseca, realização de João Egreja, 1982.
Por cortesia do arquivo RTP.


Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia, feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
Demagogia, feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia, feita à maneira
É como queijo numa ratoeira
Demagogia, feita à maneira
É como queijo numa ratoeira




Fonte do comentário e do comentário ao comentário
  • Diálogo electrónico nocturno entre dois engenheiros aposentados.






Etiqueta principal: Política à Portuguesa.

10 de outubro de 2020

Covidices

 

O Trio da Hora de Almoço.



as melhores frases durante, ou sobre, a crise pandémica

— edição revista e aumentada —
old boys network
08.10.20


“Há baixíssima probabilidade de vírus em Portugal. A OMS está a exagerar um bocadinho.”

— Graça Freitas 


“Apelo para que visitem os lares: sejam solidários.”

— Graça Freitas 


“Não usem máscaras. As máscaras dão falsa sensação de segurança.”

— Graça Freitas 


“Testes? Testes negativos dão falsa sensação de segurança.”

— Graça Freitas 


“Esta semana chegam 500 ventiladores. Outros tantos após a Páscoa.”

— Lacerda Sales 


“Então nós íamos mascarados para o 25 de Abril?”

— Ferro Rodrigues 


“Não é necessário usar máscara. A AR é um edifício grande.”

— Graça Freitas 


“Admito a possibilidade de celebração do 13 de Maio.”

— Marta Temido 


“Já tenho um esquema para ir à praia.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“Senhor Presidente, isso não é permitido.”

— Elemento da segurança de Marcelo Rebelo de Sousa 


“Não vai haver austeridade.”

— António Costa 


“Tracei as linhas gerais para um plano a 10 anos em 2 dias.”

— António Costa e Silva 


“Comigo ninguém falou sobre qualquer plano.”

— Mário Centeno 


“Nos aviões não é necessário distanciamento porque as pessoas só olham para a frente.”

— Graça Freitas 


“A realização da fase final da Champions em Lisboa é um prémio para os profissionais de saúde.”

— António Costa 


“O que nós queremos é que venham muitos estrangeiros.”

— Graça Freitas 


“Que bom que foi poder ver o Algarve sem as filas e as enchentes de sempre.”

— António Costa 


“A pandemia pode ser uma oportunidade para a agricultura portuguesa.”

— Maria do Céu Albuquerque 


“Que cada um de nós recorra à horta de um amigo. Não açambarquem.”

— Graça Freitas 


“Admitimos retaliar contra países que impedem entrada de portugueses.”

— Augusto Santos Silva 


“Aparecem mais casos porque estamos a testar mais.”

— António Costa 


“A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez (CMAV), como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro hélices.”

— CMAV 


“A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto (JFSMP) levou a cabo uma acção de desinfecção do areal da praia com um tractor e uma solução que continha hipoclorito, no início de Maio.”

JFSMP 


“Vá, dentro do elevador cada um virado para o seu lado.”

— Graça Freitas 


“Até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar.”

— António Costa 


“É muito difícil fazer previsões quando o mundo mudou 360 graus em dois meses”

— António Costa 


“População menos educada e mais pobre poderá estar a potenciar uma maior incidência da epidemia no norte.”

— TVI 


“Existe, de facto, um produto muito eficaz, um produto que mata todos os micro-organismos e, portanto, bactérias e vírus, e que consegue durante um mês essa mesma segurança. Há uma película que é formada em torno das superfícies onde ele for aplicado.”

— Matos Fernandes


“Estou aqui sem nenhuma proteção porque tenho a certeza que nem a Cristina nem nenhum dos adjuntos que estão aqui, que aliás são muitos, não representam qualquer tipo de problema para a minha saúde. Sei disso olhando para eles.”

— Francisco George


“Por que é que aquilo só afecta os chineses?”

— Cristina Ferreira 


“Se isto é um milagre, o milagre chama-se Portugal.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“Não é patriótico atacar agora o governo.”

— Rui Rio 


“Confinamento é para manter diga a Constituição o que diga.”

— António Costa 


“Nesta guerra, ninguém mente nem vai mentir a ninguém. Isto vos diz e vos garante o Presidente da República.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“É menos perigoso do que a gripe.”

— Jorge Torgal 


“Vai ficar tudo bem.”

— Sem autor atribuído 


“Quero felicitar o Senhor Presidente da República neste 4º aniversário da sua tomada de posse, com votos de que o ano que agora se inicia seja assinalado pelo mesmo nível de sucesso, aproveitando para o congratular pelos resultados negativos no teste efetuado.”

— António Costa 


“As Câmaras Municipais do Porto (CMP) e de Vila Nova de Gaia (CMVNG) informam que a noite de São João se comemora a 23 de Junho, ontem."

— CMP/CMVNG 


“Cerca sanitária no Porto? Neste momento, e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido, a ser equacionada entre a autoridade de saúde regional e nacional e o Ministério da Saúde, obviamente.”

— Graça Freitas

 

“É mentira, é mentira.”

— António Costa 


“Se o primeiro-ministro puxou as orelhas à ministra teria certamente razão.”

— Marta Temido 


“A falsa frágil como as orquídeas que ama.”

— Fernanda Câncio 


“Existe nas últimas semanas uma ligeira subida numa tendência que é de estabilização da descida.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“No se trata de Lisboa, sino de algunos barrios de municipios vecinos. No existe ninguna relación con el centro de la ciudad de Lisboa donde se celebrará la Champions.”

— António Costa 


“O antibiótico é para combater o vírus.”

— António Costa 


“Temos uma enorme dificuldade em pronunciar o nome das pessoas, uma enorme dificuldade em comunicar.”

— Rui Portugal 


“Ir assim para a rua mamar copos sem máscara sem nada, hum…, não é boa ideia.”

— Marta Temido

 

“As vacas não deixaram de existir e a poluição baixou.”

— Maria do Céu Albuquerque 


“Um dia será o Reino Unido a precisar de quem agora está em baixo.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“Com maus chefes e pouco exército não conseguimos ganhar esta guerra.”

— Fernando Medina 


“Ministério da Saúde não se pode deixar capturar pela crítica fácil e pela má-língua.”

— Marta Temido 


“Pandemia pode ser oportunidade para resolver problemas no acesso à habitação em Lisboa.”

— Fernando Medina 


“A questão do Estado de Direito não deve ser relacionada com as negociações sobre o plano de recuperação.”

— António Costa 


“Nós não estamos aqui para festas de anos de ninguém.”

— Mark Rutte

 

“O ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás.”

— Siza Vieira

 

“Vamos beber o drink de fim de tarde.”

— Graça Fonseca 


“A melhor forma de dar a volta a esta crise é o crescimento económico.”

— Siza Vieira 


“O meu objetivo não é apurar a responsabilidade de surtos nos lares.”

— Ana Mendes Godinho 


“Não o li, mas a Ordem dos Médicos fez-me chegar o relatório e já pedi que o analisassem.”

— Ana Mendes Godinho 


“É fácil ficar no nosso consultório e passar o dia a falar por videoconferência para as televisões.”

— António Costa 


“É que o presidente da ARS mandou para lá os médicos fazerem o que lhes competia. E os gajos, cobardes, não fizeram.”

— António Costa 


“O Senhor Primeiro-ministro não reproduziu integralmente e fielmente aquilo que minutos antes tinha reconhecido à Ordem dos Médicos.”

— Ordem dos Médicos 


“Diga aos portugueses para votarem noutro Governo.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“Nunca pensei que chegássemos a cinco dias da Festa do Avante sem conhecer as regras do jogo.”

— Marcelo Rebelo de Sousa 


“O encerramento das escolas não se devem ao facto de as escolas serem um local de contaminação mas pelo contrário a escola deve-se ao facto de a escola ser um local de contacto ser um local que favorece naturalmente a contaminação.”

— António Costa 


“A escola, em si, não transmite o vírus.”

— António Costa 


“O estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto concluiu que não existe ligação direta entre as infeções da COVID-19 e utilização do transporte ferroviário na Área Metropolitana de Lisboa.”

— Pedro Nuno Santos


“É altura de deixarmos de pôr o país nas bocas do mundo, dizendo que a informação não é boa. Isso até nem é patriótico.”

— Graça Freitas


“Uma vez que estive na reunião do Conselho de Estado a aplicação STAYAWAY COVID devia-me ter alertado. E não alertou.”

— Rui Rio


“De acordo com estudo preliminar, o excesso de mortes em 2020 poderá dever-se à temperatura elevada.”

— António Costa










Etiqueta principal: Humor Negro.

6 de setembro de 2020

Cidadania, Sectarismo e Bom Senso



A propósito da disciplina de Educação Para a Cidadania, ou Cidadania e Desenvolvimento, as fontes variam, e de dois alunos que, chumbados por faltas à dita disciplina, passaram, primeiro, e chumbaram, depois (por terem sido "despassados"), vai por aí uma grande polémica metendo comunicado públicos, abaixo assinados, artigos nos jornais, entrevistas nas televisões, a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Constituição da República Portuguesa, leis várias, a Liberdade de Educação dos pais, ou das famílias, o Direito à Objecção de Consciência dos ditos pais, ou famílias (caso não concordem com os conteúdos das disciplinas, em geral, desta em particular), polémica, e assunto, sobre os quais pretendo também dizer umas coisinhas.

Entretanto, e dado que Isabel Stilwell já publicou no Jornal de Negócios um artigo sobre este tema, artigo que muito me agradou e com o qual concordo a quase 100%, vou começar por transcrever o dito artigo.


Eu também nunca teria ido à escola

Felizmente, os meus pais acreditavam em si próprios. No seu exemplo, e nos nossos neurónios. Acreditavam na força dos argumentos com que defendiam os seus valores, na fundamentação das suas convicções, e na nossa capacidade para aprender a esgrimir as nossas, mesmo em ambientes hostis.

Por Isabel Stilwell no Jornal de Negócios a 01 de Setembro de 2020 às 19:39

A notícia anda pelos jornais, pelas redes sociais com cartas abertas e petições, mas o essencial conta-se em poucas linhas: um pai impediu os dois filhos de 12 e 15 anos de frequentarem as aulas de Cidadania e Desenvolvimento, disciplina obrigatória. Faltas que a lei considera obrigarem o aluno a chumbar o ano. Neste caso dois, por uma série de peripécias, entre as quais o facto de a família ter recusado as tentativas da escola/agrupamento/ CPCJ/Ministério da Educação para encontrar uma solução. Foi-lhe proposto que substituíssem a frequência das aulas por trabalhos de projeto escolhendo, por exemplo, o tema da literacia financeira ou a declaração dos Direitos do Homem, mas o pai recusou, porque defende que o que está em causa é a disciplina em si, e o direito dos pais à “objeção de consciência”. Numa entrevista à revista Sábado afirma: “Não tem nada a ver com ideologia de género ou sexo. A mesma questão coloca-se em relação à solidariedade ou ao ambiente. São competências que entendemos que são competências dos pais, independentemente de estarmos a falar de ideologia de género, ambiente ou literacia financeira.”

O Ministério da Educação não teve outro remédio senão ser intransigente: sendo assim os alunos têm de chumbar, disse num despacho que uma providência cautelar entreposta pela família suspendeu. A guerra nos tribunais começou, e promete ser longa. Enquanto isto, toda a gente tem uma opinião. E eu não sou exceção.

Se o meu pai tivesse sido como este senhor, nunca me teria mandado à escola, ou pelo menos frequentar a disciplina de História, porque como historiador e inglês que era, discordava violentamente da forma como na escola portuguesa nos era ensinado o episódio do Ultimato. E tinha, sem dúvida nenhuma, recusado que eu continuasse no liceu nos anos quentes do pós-25 de Abril em que a ideologia entrava por todas as disciplinas, independentemente do nome. Católico convicto, não nos teria deixado pôr um pé numa sala de aula onde se dissesse que a “religião era o ópio do povo”. E se o meu pai fosse de uma etnia ou crença religiosa que defendesse que a escola não era para meninas, lá ficava eu em casa, porque a competência da minha mãe para os bordados era insuperável. Se alinhasse pelos criacionistas nunca teria estudado nem Ciências, nem Biologia, e caso fosse primo da Dona Branca, teria insistido em ser ele a “dar-me” literacia financeira.

Mas, felizmente, os meus pais acreditavam em si próprios. No seu exemplo, e nos nossos neurónios. Acreditavam na força dos argumentos com que defendiam os seus valores, na fundamentação das suas convicções, e na nossa capacidade para aprender a esgrimir as nossas, mesmo em ambientes hostis. Acreditavam, até, na nossa liberdade de escolher uma opinião diferente da sua. E tudo isto fora do horário escolar.

Porque sim, o que mais me confunde no histerismo de alguns pais — e nos movimentos e políticos que fazem destes casos bandeira — é a ideia que têm dos seus próprios filhos e dos adolescentes em geral, imaginando que precisam de ser defendidos ao limite (inclusivamente faltando às aulas) das “ideias perigosas”. Ideias que, num sopro, imaginam poder deitar por terra tudo aquilo que lhes ensinaram e que veem em casa, sejam sobre “sexo” ou sobre o “escândalo” de se entoar um cântico de missa na aula de música. Confunde-me que não desejem que os seus filhos, com o seu apoio, evidentemente, se treinem na escola a saber defender os seus pontos de vista. Sinceramente revelam muito pouca confiança nas suas “competências” para educar.

Porque se é verdade que o Estado não pode programar a educação de acordo com certa ideologia, filosofia ou estética, de modo a criar um pensamento único — e contra isso todos os protestos são bem-vindos — isso não significa que as ideologias, a filosofia ou a estética sejam postas fora dos conteúdos escolares. O que importa é que o sejam de uma forma aberta e plural de modo a fomentar o pensamento crítico. E o pensamento crítico só se forma se for exposto ao contraditório.

Nota: Não deixe de ler o Polígrafo sobre o “alerta” do deputado Nuno Melo, que nem acertou no nome da disciplina, chamando-a de “Sexualidade, Género e Interculturalidade”, as três palavrinhas que garantidamente inflamam os pais (às vezes com razão). [Nuno Melo: "Alunos chumbam porque não frequentam aulas de 'Sexualidade, Género e Interculturalidade'". Confirma-se?]



Tentações de Cristo
Por Botticelli, 1481-82, na Capela Sistina, no Vaticano.


Cidadania, Sectarismo e Bom Senso
católico do grego καθολικος (universal)
diabo do grego διάβολος (aquele que separa)
Mateus 4, 8-10
Em seguida, o diabo conduziu-o a um monte muito alto e, 
mostrando-lhe todos os reinos do mundo com a sua glória, disse-lhe: 
«Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares.» 
Respondeu-lhe Jesus: 
«Vai-te, Satanás, pois está escrito: 
“Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.”»

um
Subscrevo a quase 100% o artigo de Isabel Stilwell. E só não o subscrevo a 100% porque não subscrevo a “dentadinha” no deputado Nuno Melo.

dois 
Que a disciplina de Educação Para a Cidadania, ou Cidadania e Desenvolvimento, as fontes variam, é de índole político-ideológica é, mas a disciplina de Organização Política e Administrativa da Nação, obrigatória entre 1936 e 1974, também o era, e não me consta que pais republicanos, socialistas, comunistas, tivessem invocado fosse o que fosse para evitar que os seus filhos a frequentassem.

três 
O que mais me impressiona na polémica é o sectarismo e falta de bom senso que a mesma revela. A ideia é tribalizar Portugal? Recuar aos saudosos tempos da República Afonsista, da Guerra dos Dois Irmãos, das Invasões Francesas?




Fontes e referências
  1. “Cidadania e Educação: Seus reflexos na formação.”. Instituto Vida Cidadã. Sem data de publicação. Recuperado a 05 de Setembro de 2020 às 20:07 UTC+1.
  2. “Eu também nunca teria ido à escola”. Isabel Stilwell. Jornal de Negócios. Publicado a 01 de Setembro de 2020 às 19:39.
  3. “Tentação de Cristo”. Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 21h36min de 9 de abril de 2020.
  4. “católico”. Wikcionário. Esta página foi editada pela última vez às 02h25min de 30 de abril de 2017.
  5. “diabo”. Wikcionário. Esta página foi editada pela última vez às 08h09min de 30 de abril de 2020.
  6. “Bíblia Sagrada”. Difusora Bíblica. Publicada a 13 de Maio de 2001.
  7. “Cidadania”. Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 13h12min de 24 de junho de 2020.
  8. “Educação para a Cidadania”. Direção-Geral da Educação (DGE). Sem data de publicação. Recuperado a 06 de Setembro de 2020 às 08:27 UTC+1.






Etiqueta principal: Política à Portuguesa.

22 de junho de 2020

Corrupção e Democracia


Vilipendiar a Corrupção
e
Enaltecer a Democracia
é
Ignorância ou Hipocrisia



A Democracia é 
  • o governo dos acordos, 
  • o governo dos negócios, 
  • o governo do toma-lá-dá-cá, 
  • o governo dos comerciantes e dos banqueiros, 
  • o governo daqueles que têm no “ganho” a primeira prioridade.



Nas Democracias Ocidentais tudo se compra, tudo se vende, e quem não tem algo para vender, ou dinheiro para comprar, está fora dos mercados, não existe.



Digo isto com algum desgôsto …

Fiquei contente com o 25 de Abril de 1974 (25A), tal como todos os da minha geração, íamos – finalmente! – poder participar no governo da república , tudo iria deixar de ser “só como eles queriam”, nós teríamos uma “palavra a dizer”.

Ó ilusões da juventude …



Dizem-nos que temos mais liberdade de expressão do que antes do 25A … – mentira! – tal como então não podemos tocar nos “assuntos tabú”.

Dizem-nos que temos mais liberdade política do que antes do 25A … – mentira! – tal como então podemos plebiscitar “os escolhidos”.

Mas, ao contrário do que acontecia antes do 25 de Abril, não sabemos quem manda, quem “realmente manda”, pelo que corremos um risco que então não corriamos, o risco de pisar, inadvertidamente, “o risco”.



E este desabafo vai-me custar, como é hábito, o ser etiquetado de “comunista”, por uns, de “fascista”, por outros, ou, talvez, quem sabe, de “populista”, “putinista”,  “racista”, “trumpista”, etiquetas hoje bem mais na moda.




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Etiqueta principal: Corrupção.
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