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| O abandono da Liberdade |
Liberdade, Liberdade,Quem a tem chama-lhe sua,Já não tenho Liberdade,Nem de pôr o pé na rua.
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| O abandono da Liberdade |
Liberdade, Liberdade,Quem a tem chama-lhe sua,Já não tenho Liberdade,Nem de pôr o pé na rua.
Primeiro a transcrição de um artigo de Joana, a louca com juízo, depois um comentário sobre a Implantação do Totalitarismo Sanitário em Portugal.
Os monstros das bolachas
Por Joana Amaral Dias no Diário de Notícias às 00:14 de 04 de Abril de 2021.
Uma das consequências desta gestão da covid tingida pelo medo foi passarmos de um Estado de direito para um Estado policial prenhe de leis estúpidas e arbitrárias, que escancararam os portões para um abuso de poder que oprime e intimida.
Faz sentido, por exemplo, que não se possa caminhar sozinho na praia enquanto temos lojas de ferragens ou bricolage e supermercados a abarrotar de gente? Tem lógica vedar jardins públicos ou impedir desporto ao ar livre quando reforçar o sistema imunitário e ter baixo peso é essencial no combate a esta doença? Certo é que são cada vez mais comuns os teatros do absurdo, os relatos distópicos de pessoas autuadas por comerem gomas ou bolachas na rua, por almoçarem sós dentro do carro ou de cidadãos presos com teste PCR negativo, como no já famoso caso da advogada detida (ainda que com alta clínica) porque passou pelo escritório para levantar uns processos e trabalhar em casa. Já agora, se, por exemplo, compramos um pão ao postigo mas não o podemos comer à porta do estabelecimento, nem na rua, nem no carro... onde será que podemos "ingerir o alimento", para usar a terminologia da PSP? Podemos comer!? Acrescente-se a obrigatoriedade de apresentar um comprovativo de morada para quem for à rua praticar exercício ou passear o cão, ou some-se a cobrança imediata das coimas (com a chantagem de quem não liquidar na hora ter de mais tarde pagar as custas processuais - atacando o direito à impugnação), entre outras aleivosias, e o fascismo sanitário está montado.
O estado de emergência, como o próprio nome indica, não pode ser banalizado, não suspende a Constituição e tem que respeitar a proporcionalidade. Mais de um ano depois de excepções continuamente decretadas, estas multas de 200 a mil euros por infracções ridículas, num país com um salário mínimo de pouco mais de 600 euros, estupram qualquer uma dessas três prerrogativas. De resto, pode mesmo haver litigância não apenas contra o Estado que impõe este totalitarismo, como queixa do agente que age com prepotência, considerando que o acto é cometido a título doloso, distorcendo o espírito da lei, ignorando que em causa está reduzir a disseminação do vírus.
Além do mais, em saúde, como muitos estudos indicam, punir com coimas tem eficácia muito reduzida e raramente constitui motivação para mudar ou aderir a um comportamento. Aliás, pode até mesmo ser contraproducente, originando posturas defensivas e desafiantes. As coimas intimidam, geram gordas receitas, mas são estratégia que apenas residualmente promove as atitudes desejadas.
Eis o "novo normal", inaugurado com o 11 de Setembro: a troca de liberdade por segurança, um perigoso marcador do século XXI caracterizado por medo, desconfiança, delação, coacção, perseguição. Tudo o que devíamos rejeitar numa civilização. De resto, qualquer pessoa devia perceber que se agora acontece aos comedores de bolachas ou às idosas que vão à padaria, amanhã sucede-lhe a si próprio. É verdade que o medo da morte, a pobreza, a habituação através da dose "de 15 em 15 dias", mesmerizaram e anestesiaram a sociedade, criando uma certa indiferença a este Estado autoritário e repressor no qual ninguém votou. Mas, mesmo assim, não estará a ser fácil demais levarem-nos os nossos direitos, tão simples como tirar um doce a uma criança? Ou será uma goma?
Psicóloga clínica. Escreve de acordo com a antiga ortografia.
Implantação do Totalitarismo Sanitário em Portugal
Mas que se passa?
Então Joana Amaral Dias não é "de esquerda"?
Passa-se o que o Diagrama de Nolan etiquetado acima mostra:
Joana Amaral Dias, que é Libertária e Psicóloga Clínica, apercebendo-se que as pessoas estão a ser manipuladas pelo Governo e pelos Meios de Comunicação Social ao serviço dos Estatistas António Costa, Rui Rio, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, passou-se dos carretos e resolveu intervir.
É mais fácil enganar as pessoas do que desenganá-las.
Porquê?
Saber não sei, mas suspeito.
Suspeito, estou mesmo praticamente certo, que ter de reconhecer que fomos enganado é desagradável, desagradabilíssimo, por vezes traumatizante.
Os exemplos clássicos são dois:
Ter de reconhecer que fomos enganados afecta imenso a boa imagem que gostamos de ter dos outros e de nós próprios, o que nos leva a evitar reconhecê-lo, mesmo quando o engano é por demais evidente.
Na prática acabamos por não ter remédio senão reconhecê-lo se, e quando, os prejuízos que o engano nos causa atingem níveis inaceitáveis. Níveis inaceitáveis em termos materiais, em termos morais (ou espirituais), ou em ambos os termos. Até lá estamos em negação: Não! Não acredito!
Terraplanistas são eles
A “ciência” viu-se apropriada por devotos da virologia de veterinários, da fancaria das TVs e da hipocondria do inquilino de Belém. Isto é, por místicos que não fazem a mínima ideia do que é a ciência.
Por Alberto Gonçalves no Observador às 00:09 de 27 de Março de 2021.
Antes da Covid, o “argumento” mais revelador da falta de argumentos e de neurónios de quem o utilizava era o da Rennie. Quando alguém confrontava um palerma com alguma coisa que lhe desagradasse, o palerma respondia imediatamente: “Toma Rennie que isso passa”, e a seguir retirava-se triunfante e seguro de que ganhara o debate. Num país cujo serviço de saúde não colapsasse à primeira oportunidade, o palerma ganharia a avaliação de uma junta de psiquiatras, mas esse é outro ponto. Aqui, o ponto é o recuso ao refluxo gástrico, vulgo azia, para encerrar uma discussão. Às vezes, o Kompensan substituía a Rennie, embora não houvesse massa encefálica que substituísse o ar morno na caixa craniana dessa gente. Bons tempos.
Em tempos de Covid, e contra todas as expectativas, o nível da “argumentação” conseguiu baixar. Hoje, a turba indistinta do “fique em casa”, do “confinamento” eterno e das máscaras permanentes é tão desprovida de razão que faz o pessoal da Rennie parecer sofisticado por comparação. O caso é particularmente irónico na medida em que, no lugar dos antiácidos, a nova estirpe de magos da retórica invoca a ciência. Ou melhor, aquilo que julga ser ciência, na verdade umas curvas estatísticas apresentadas em reuniões no Infarmed por matemáticos e veterinários desejosos de agradar ao governo. Não importa que as curvas sejam inúteis a descrever o presente e desastrosas a prever o futuro. Não importa que ninguém perceba a sensatez de trucidar uma economia débil a partir de curvas mal amanhadas. E não importa que as curvas se limitem a confirmar as conclusões previamente tomadas pelo dr. Costa e pelo prof. Marcelo: manter os cidadãos em clausura parcial, rebentar com a iniciativa privada e produzir mais dependência face ao Estado e às quadrilhas que o controlam. Importa que, na cabeça dos tontos, as curvas e as desumanas restrições que delas “decorrem” são “ciência”. E importa sobretudo que, armados com solenidade “científica”, os tontos se sentem habilitados a insultar e perseguir quem deles discorda.
Quem sugerir que o estado de emergência não é adequado para lidar com uma doença que quase só afecta gravemente velhos é “negacionista”. Quem lembrar que teria sido decente proteger os velhos, em alternativa a prender a população em peso, é “terraplanista”. Quem notar que a evolução da Covid não depende exclusivamente de “confinamentos” e regras abstrusas é “medieval”. Quem inventariar os países e as regiões em que a falta de “confinamento” e de regras abstrusas coabita com o decréscimo nos infectados e nos mortos é “conspiracionista”. Quem insiste em conviver com familiares e amigos é “bolsonarista”. Quem repara que o Brasil tem menos mortos “com” ou “de” Covid do que Portugal é “primitivo”. Quem não respeita as normas decretadas por governantes que não se dão ao respeito – nem respeitam as próprias normas – é “fascista”. Quem questiona a prepotência é “nazi”. Quem não sai de casa sem se disfarçar de iraniana ou assaltante de bancos é “anti-social”. Quem não reduz a vastidão do universo a um vírus é “inconsciente”. Quem recorda que a existência implica sempre riscos é “criminoso”. Quem previne que esta demência colectiva terá consequências muito feias para todos, excepto para os irresponsáveis que a provocaram, é “assassino” e indigno de merecer o proverbial ventilador no dia em que precisar de um.
Estamos nisto. É, literalmente, o mundo ao contrário. De repente, a “ciência” viu-se apropriada por devotos da virologia de veterinários, da fancaria dos telejornais e da hipocondria do inquilino de Belém. Ou seja, por místicos que não fazem a mínima ideia do que é a ciência. Boa parte destes “cientistas” instantâneos até se diz de esquerda, o que os coloca logo no mesmo campeonato da credibilidade de astrólogos, cartomantes, homeopatas e cultores do Feng Shui. Muitos não sabem ler uma tabela estatística. Muitos são incapazes de alinhavar uma frase sem dois erros ortográficos e três de sintaxe. Muitos julgam que Steinmetz é um defesa do Dortmund. Mas nenhum abdica de uma ideia infantil acerca do que é ciência para fundamentar o seu dogmatismo.
Em circunstâncias normais, não custaria deixar os fanáticos a berrar sozinhos e assistir de bancada ao espectáculo. Afinal, há certa graça em ver em acção as principais características do método científico: a intolerância, a fúria e a vontade de enfiar blasfemos na cadeia ou na fogueira. A chatice é que as circunstâncias não são normais, e estes adeptos do pensamento mágico (sem a parte do pensamento) não contam apenas com a força da cegueira, que já é bastante. Para azar dos que prezam a civilização, os fanáticos contam com a força literal, a dos senhores que legislam alucinações e a da polícia que as executa. A boçalidade, enfim, tomou por completo o poder, através dos que o ocupam e através dos que os apoiam. Salvo milagre, os factos estão condenados a subjugar-se a indivíduos que enchem a boca com ciência como antes a enchiam com liberdade, embora desconheçam a primeira e detestem a segunda. Terraplanistas, negacionistas e primitivos são eles.
Original e comentários aqui.
Os comentários podem ser lidos pelos não assinantes e é extremamente instrutivo lê-los.
Uma imagem, uma referência, um artigo, um comentário, duas referências.
Não há “evidência científica”
Talvez esta pandemia pudesse, se as pessoas ao menos parassem para pensar, trazer-nos alguns ensinamentos. Sobre, por um lado, a eficácia da ciência. E, por outro, os seus limites.
Paulo Tunhas • Observador • 04 mar 2021, 00:09 • Original e comentários aqui
Em memória de Fernando Gil
Sou provavelmente a última pessoa a ter vocação para protestar contra a introdução em português de galicismos ou anglicismos em nome da pureza da língua. Falta-me, por assim dizer, o gosto. Em primeiro lugar, porque protestar é geralmente inútil, e, como muitas coisas inúteis, tende para o ridículo. Em segundo, porque a apropriação de vocábulos estrangeiros é um dos meios através dos quais a língua evolui. Em terceiro, porque eu próprio me sirvo deles quando tal me parece necessário. Por exemplo, uso a palavra “pervasivo” (do inglês pervasive) porque o mais pacato “invasivo” não transmite, parece-me, a ideia de uma infiltração generalizada que ocorre simultaneamente em todos os lugares. É um caso entre muitos. Há, é verdade, vá lá Deus saber porquê, galicismos que me irritam, como, por exemplo, “massivo”, mas não atribuo a essa irritação grande importância. E há, sobretudo, liberdades que têm outra dimensão, porque vão contra o que se poderia chamar a lógica da língua e, em consequência, introduzem nela confusões desnecessárias.
Por estes dias, por causa da Covid, toda a gente que aparece na televisão ou escreve nos jornais anda constantemente com a “evidência científica” na boca. Ora, acontece que tal coisa não existe. Ou melhor: não existe em português. Existe, sem dúvida, em inglês, onde, a partir do fim século XVII – é visível, creio que pela primeira vez, no Ensaio sobre o entendimento humano de Locke –, se cria a expressão self-evidence para designar aquilo que é patente, que salta aos olhos, deixando progressivamente evidence (que aparece no século XIV) com o sentido de indício que aponta para uma prova, de indício probatório. Em português, no entanto, as coisas passam-se diferentemente: “evidência” mantém o sentido da evidentia latina, tradução oferecida por Cícero da enargeia grega, significando algo que se confunde com um sentimento em que o subjectivo aspira a transcender-se em objectivo: o sentimento de algo tão perspícuo que, por definição, dispensa a prova. E, exactamente por “evidência” manter em português tal significado, a expressão, cada vez mais corrente, “auto-evidente” é o paradigma da redundância: “evidente” é já, pela sua própria natureza, “auto“.
Por isso, quando, por exemplo, as pessoas do Ministério da Saúde, falam de “evidência científica”, presumindo que pretendem falar em português e que se encontram habilitadas para o exercício, estão a falar de uma coisa que não existe. A ciência não lida, senão indirectamente, na reflexão que sobre ela se faz, com a evidência: lida com provas e indícios probatórios. Não há “presente evidência científica”: há indícios probatórios – num sentido mais forte, provas – que, a uma dada altura, legitimam uma maior ou menor confiança em certas hipóteses, numa escala de graus de assentimento complexa e extensa. Nada disso tem algo a ver com a evidência, embora o cientista possa perfeitamente experimentar um sentimento de evidência por relação à sua própria teoria, o que é sem dúvida interessante e importante – mas é outra questão.
Esta conversa da “evidência científica” anda muito ligada a um outro fenómeno contemporâneo, o da crença maciça na existência de um bloco inamovível chamado “ciência”, em torno do qual se mobilizam, agonisticamente, defensores e adversários. No seu aspecto mais cómico, tal atitude manifesta-se no título de um artigo publicado no mês passado no Público por Gabriel Leite Mota, que se apresenta como “doutorado em economia da felicidade”: “Acreditem na ciência, porra!”. Não duvido, é claro, que o autor tenha conseguido realizar o célebre “corte epistemológico” que nos permitiria transitar de uma concepção ideológica para uma concepção verdadeiramente científica da felicidade, apoiada nas suas determinantes económicas (a menos que se trate de uma concepção científica da economia apoiada nas suas determinantes felicitárias, se a inovação terminológica me é permitida). Não duvido, como disse, embora a tal “economia da felicidade”, que preside talvez à decisão do Governo, contestada por Francisco Assis, de lançar uma Lotaria Instantânea (vulgo “raspadinhas”) do Património Cultural, não apareça espontaneamente ao comum dos mortais como a base mais segura para a defesa da atitude científica. O problema é que a injunção “Acreditem na ciência!” (o “porra!” pode ser posto na conta de um subtil efeito estilístico, preferível ao mais ameaçador “senão…”) ilustra algo próximo daquilo que os filósofos chamam uma auto-contradição performativa: só é possível ser proferida a partir de um ponto de vista que em si desmente aquilo que se propõe defender. A ciência não é matéria de obrigações impostas.
A verdade é que esta atitude anda muito próxima da da nossa querida Greta Thunberg (por onde anda ela?) e dos muitos milhões que, inspirados pelo seu exemplo, por esse mundo fora desfilavam aos gritos de “Estamos do lado da ciência” contra o “aquecimento global”. Não pretendo de modo algum que não haja indícios probatórios a favor de causas antropogénicas do “aquecimento global”. O que quero dizer é que, como é frequente nas controvérsias científicas mais impuras (a “impureza” é sempre uma questão de grau), a presença de elementos políticos e ideológicos na controvérsia tende a inflectir esta na direcção de uma postura agonística em que as partes deixam de se ouvir uma à outra. Tecnicamente, passa-se da controvérsia ao diferendo, tal como Jean-François Lyotard o concebia. Não é um desenvolvimento natural nas controvérsias da ciência, que tendem a terminar com um acordo (que não se reduz a um mero “consenso científico”, ao contrário do que a moda presente interesseiramente nos quer fazer crer), embora em política ocorra com mais frequência. E, voltamos aqui ao princípio, os indícios probatórios, em virtude da passionalidade do conflito, aparecem magicamente transformados em evidências, no sentido português da palavra. Quer dizer: algo que salta aos olhos – que fura os olhos, como dizem os franceses – e que só um cego não vê. Neste sentido, derivado e corrompido, há, de facto, “evidências científicas”: falsas evidências falsamente científicas.
Somando tudo, talvez esta pandemia pudesse, se as pessoas ao menos parassem para pensar, trazer-nos alguns ensinamentos. Sobre, por um lado, a eficácia da ciência, que, através do trabalho desenvolvido nas farmacêuticas, descobriu, num tempo verdadeiramente muito curto, vacinas contra o vírus. E sobre, por outro lado, os seus limites, patentes nos problemas com os modelos matemáticos usados nas estratégias de combate à pandemia. Se se parasse para pensar, talvez a confiança (como coisa distinta da crença) na ciência se desenvolvesse, e talvez também a sanguínea certeza na fiabilidade dos modelos matemáticos que sustentam as previsões do “aquecimento global” (muito mais problemáticos do que os outros) se atenuasse um pouco, dando lugar a uma conversa mais racional. Mas é sem dúvida esperar demais. Como é que meio mundo conseguiria viver sem o prazer sublime de se dirigir aos restantes três quartos com uma frase que invariavelmente começa com: “A ciência diz…”?
Covid, Ciência e Charlatanisse
Quando lerem, ou ouvirem, alguém falar em
desconsiderem de imediato, não é Ciência, é Pseudo-Ciência, Charlatanice.
Suponhamos que me constipo, que fico com alguma dificuldade em respirar normalmente, que me assusto, Será covid?, que faço o teste e que dá positivo.
Que probabilidade tenho de morrer… de COVID-19?
Alguma terei… mas qual?
Como sou meio alérgico a médicos e a hospitais, resolvo calcular a dita probabilidade antes de ir a correr para o banco de urgências mais próximo.
Para efectuar o cálculo necessito de dois valores:
Para a confiabilidade do teste o melhor que encontrei foi um artigo da Deutsche Welle onde se afirma, cito:
De acordo com as fabricantes, os testes (rápidos de antígenos) deverão ter 97% de precisão – mas isso só se aplica em condições ideais de laboratório. Em condições reais, a sensibilidade do teste estaria entre 80% e 90% – o que é bom, mas, ao mesmo tempo, isso significa que cerca de 20% dos infectados não são detectados e seguem adiante com a sensação enganosa de que o teste deu negativo, podendo infectar centenas de outras pessoas.
Afirma-se isto e dá-se a entender que os demais testes têm uma confiabilidade superior à dos testes rápidos de antígenos.
Para a probabilidade de uma pessoa morrer de COVID-19 tomei como estimador o número de óbitos por cem habitantes, valor que pode ser calculado a partir dos dados em Worldometers.info:
De 15-02-2020 a 31-01-2021 foram imputados, em Portugal, 12.482 (doze mil quatrocentos e oitenta e dois) óbitos ao COVID-19, sendo a população do país, em 2020, de 10.196.709 habitantes.
Logo, dividindo 12.482 por 10.196.709, obtenho um estimativa da dita probabilidade,
Isto feito posso aplicar a fórmula que sumariza o Teorema de Bayes
Usando os seguintes valores
P(B|A) = 0,95
P(A) = 0,001.224.120.449.059
P(B) = 0,95 x 0,001.224.120.449.059 + 0,05 x 0,998.775.879.550.941
= 0,001.162.914.426.606 + 0,049.938.793.977.547
= 0,051.101.708.404.153
e efectuando o cálculo
concluo que, sabendo que testei positivo ao COVID-19, tenho uma probabilidade de pouco mais de dois por cento de morrer do dito e uma probabilidade de pouco menos de noventa e oito por cento de não morrer do dito.
Tenho 97,724% de probabilidade de não morrer… de COVID-19!
Bem bom!!!
as melhores frases durante, ou sobre, a crise pandémica
— edição revista e aumentada —
old boys network
08.10.20
“Há baixíssima probabilidade de vírus em Portugal. A OMS está a exagerar um bocadinho.”
— Graça Freitas
“Apelo para que visitem os lares: sejam solidários.”
— Graça Freitas
“Não usem máscaras. As máscaras dão falsa sensação de segurança.”
— Graça Freitas
“Testes? Testes negativos dão falsa sensação de segurança.”
— Graça Freitas
“Esta semana chegam 500 ventiladores. Outros tantos após a Páscoa.”
— Lacerda Sales
“Então nós íamos mascarados para o 25 de Abril?”
— Ferro Rodrigues
“Não é necessário usar máscara. A AR é um edifício grande.”
— Graça Freitas
“Admito a possibilidade de celebração do 13 de Maio.”
— Marta Temido
“Já tenho um esquema para ir à praia.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“Senhor Presidente, isso não é permitido.”
— Elemento da segurança de Marcelo Rebelo de Sousa
“Não vai haver austeridade.”
— António Costa
“Tracei as linhas gerais para um plano a 10 anos em 2 dias.”
— António Costa e Silva
“Comigo ninguém falou sobre qualquer plano.”
— Mário Centeno
“Nos aviões não é necessário distanciamento porque as pessoas só olham para a frente.”
— Graça Freitas
“A realização da fase final da Champions em Lisboa é um prémio para os profissionais de saúde.”
— António Costa
“O que nós queremos é que venham muitos estrangeiros.”
— Graça Freitas
“Que bom que foi poder ver o Algarve sem as filas e as enchentes de sempre.”
— António Costa
“A pandemia pode ser uma oportunidade para a agricultura portuguesa.”
— Maria do Céu Albuquerque
“Que cada um de nós recorra à horta de um amigo. Não açambarquem.”
— Graça Freitas
“Admitimos retaliar contra países que impedem entrada de portugueses.”
— Augusto Santos Silva
“Aparecem mais casos porque estamos a testar mais.”
— António Costa
“A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez (CMAV), como forma de proteger as crianças que regressaram esta segunda-feira ao jardim de infância, criou um dispositivo que ajuda a manter sempre o distanciamento social. A solução surgiu sob a forma de um chapéu com quatro hélices.”
— CMAV
“A Junta de Freguesia de São Martinho do Porto (JFSMP) levou a cabo uma acção de desinfecção do areal da praia com um tractor e uma solução que continha hipoclorito, no início de Maio.”
JFSMP
“Vá, dentro do elevador cada um virado para o seu lado.”
— Graça Freitas
“Até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar.”
— António Costa
“É muito difícil fazer previsões quando o mundo mudou 360 graus em dois meses”
— António Costa
“População menos educada e mais pobre poderá estar a potenciar uma maior incidência da epidemia no norte.”
— TVI
“Existe, de facto, um produto muito eficaz, um produto que mata todos os micro-organismos e, portanto, bactérias e vírus, e que consegue durante um mês essa mesma segurança. Há uma película que é formada em torno das superfícies onde ele for aplicado.”
— Matos Fernandes
“Estou aqui sem nenhuma proteção porque tenho a certeza que nem a Cristina nem nenhum dos adjuntos que estão aqui, que aliás são muitos, não representam qualquer tipo de problema para a minha saúde. Sei disso olhando para eles.”
— Francisco George
“Por que é que aquilo só afecta os chineses?”
— Cristina Ferreira
“Se isto é um milagre, o milagre chama-se Portugal.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“Não é patriótico atacar agora o governo.”
— Rui Rio
“Confinamento é para manter diga a Constituição o que diga.”
— António Costa
“Nesta guerra, ninguém mente nem vai mentir a ninguém. Isto vos diz e vos garante o Presidente da República.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“É menos perigoso do que a gripe.”
— Jorge Torgal
“Vai ficar tudo bem.”
— Sem autor atribuído
“Quero felicitar o Senhor Presidente da República neste 4º aniversário da sua tomada de posse, com votos de que o ano que agora se inicia seja assinalado pelo mesmo nível de sucesso, aproveitando para o congratular pelos resultados negativos no teste efetuado.”
— António Costa
“As Câmaras Municipais do Porto (CMP) e de Vila Nova de Gaia (CMVNG) informam que a noite de São João se comemora a 23 de Junho, ontem."
— CMP/CMVNG
“Cerca sanitária no Porto? Neste momento, e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido, a ser equacionada entre a autoridade de saúde regional e nacional e o Ministério da Saúde, obviamente.”
— Graça Freitas
“É mentira, é mentira.”
— António Costa
“Se o primeiro-ministro puxou as orelhas à ministra teria certamente razão.”
— Marta Temido
“A falsa frágil como as orquídeas que ama.”
— Fernanda Câncio
“Existe nas últimas semanas uma ligeira subida numa tendência que é de estabilização da descida.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“No se trata de Lisboa, sino de algunos barrios de municipios vecinos. No existe ninguna relación con el centro de la ciudad de Lisboa donde se celebrará la Champions.”
— António Costa
“O antibiótico é para combater o vírus.”
— António Costa
“Temos uma enorme dificuldade em pronunciar o nome das pessoas, uma enorme dificuldade em comunicar.”
— Rui Portugal
“Ir assim para a rua mamar copos sem máscara sem nada, hum…, não é boa ideia.”
— Marta Temido
“As vacas não deixaram de existir e a poluição baixou.”
— Maria do Céu Albuquerque
“Um dia será o Reino Unido a precisar de quem agora está em baixo.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“Com maus chefes e pouco exército não conseguimos ganhar esta guerra.”
— Fernando Medina
“Ministério da Saúde não se pode deixar capturar pela crítica fácil e pela má-língua.”
— Marta Temido
“Pandemia pode ser oportunidade para resolver problemas no acesso à habitação em Lisboa.”
— Fernando Medina
“A questão do Estado de Direito não deve ser relacionada com as negociações sobre o plano de recuperação.”
— António Costa
“Nós não estamos aqui para festas de anos de ninguém.”
— Mark Rutte
“O ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás.”
— Siza Vieira
“Vamos beber o drink de fim de tarde.”
— Graça Fonseca
“A melhor forma de dar a volta a esta crise é o crescimento económico.”
— Siza Vieira
“O meu objetivo não é apurar a responsabilidade de surtos nos lares.”
— Ana Mendes Godinho
“Não o li, mas a Ordem dos Médicos fez-me chegar o relatório e já pedi que o analisassem.”
— Ana Mendes Godinho
“É fácil ficar no nosso consultório e passar o dia a falar por videoconferência para as televisões.”
— António Costa
“É que o presidente da ARS mandou para lá os médicos fazerem o que lhes competia. E os gajos, cobardes, não fizeram.”
— António Costa
“O Senhor Primeiro-ministro não reproduziu integralmente e fielmente aquilo que minutos antes tinha reconhecido à Ordem dos Médicos.”
— Ordem dos Médicos
“Diga aos portugueses para votarem noutro Governo.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“Nunca pensei que chegássemos a cinco dias da Festa do Avante sem conhecer as regras do jogo.”
— Marcelo Rebelo de Sousa
“O encerramento das escolas não se devem ao facto de as escolas serem um local de contaminação mas pelo contrário a escola deve-se ao facto de a escola ser um local de contacto ser um local que favorece naturalmente a contaminação.”
— António Costa
“A escola, em si, não transmite o vírus.”
— António Costa
“O estudo do Instituto de Saúde Pública do Porto concluiu que não existe ligação direta entre as infeções da COVID-19 e utilização do transporte ferroviário na Área Metropolitana de Lisboa.”
— Pedro Nuno Santos
“É altura de deixarmos de pôr o país nas bocas do mundo, dizendo que a informação não é boa. Isso até nem é patriótico.”
— Graça Freitas
“Uma vez que estive na reunião do Conselho de Estado a aplicação STAYAWAY COVID devia-me ter alertado. E não alertou.”
— Rui Rio
“De acordo com estudo preliminar, o excesso de mortes em 2020 poderá dever-se à temperatura elevada.”
— António Costa
« Analisamos a adoção de intervenções não farmacêuticas nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) durante a fase inicial da pandemia da doença coronavírus 2019 (COVID-19).
Dada a complexidade associada às decisões de pandemia, os governos enfrentaram o dilema de como agir rapidamente quando seus principais processos de tomada de decisão são baseados em deliberações que equilibram considerações políticas.Os nossos resultados mostram que, em tempos de crise severa, os governos seguem o exemplo de outros e baseiam suas decisões no que outros países fazem. Os governos em países com uma estrutura democrática mais forte são mais lentos para reagir diante da pandemia, mas são mais sensíveis à influência de outros países. Fornecemos ideias para pesquisas sobre difusão de políticas internacionais e pesquisas sobre as consequências políticas da pandemia COVID-19. »
« Embora o nosso artigo não possa julgar qual seria o momento de adopção “óptimo” para qualquer país, segue-se, a partir de nossas descobertas do que parece ser uma imitação internacional de adopções de intervenção, que alguns países podem ter adoptado medidas restritivas antes do necessário.Se for esse o caso, esses países podem ter incorrido em custos sociais e económicos excessivamente altos e podem ter problemas para sustentar essas restrições pelo tempo necessário devido à fadiga do bloqueio. »
Guardado.
Carlos Ataide • 22 de Agosto às 21:02
Quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto, caro Antonio Gil.
No caso das "medidas" a cada nível da “máquina burocrática” o irresponsável responsável acrescenta-lhe mais uma, para que não possa ser acusado de irresponsabilidade.
Depois há outra questão, independente da anterior, porque é que as pessoas aceitam submeter-se?
Duarte Pacheco Pereira • 23 de Agosto ás 08:27
Vou levar, caro Antonio Gil.
Duarte Pacheco Pereira • 23 de Agosto ás 08:27