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22 de março de 2019

Bandeira do Divino — Ivan Lins & CAO-UC

Símbolo comumente usado na Festa do Divino Espírito Santo.


Ivan Lins
Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra

bandeira do divino




Os devotos do Divino
Vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
Ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai

Os devotos do Divino
Vão abrir sua morada
Pra bandeira do menino
Ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai

Deus nos salve esse devoto
Pela esmola em vosso nome
Dando água a quem tem sede,
Dando pão a quem tem fome, ai, ai

Deus nos salve esse devoto
Pela esmola em vosso nome
Dando água a quem tem sede,
Dando pão a quem tem fome, ai, ai

A bandeira acredita
Que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta,
Que essa casa seja santa, ai, ai

A bandeira acredita
Que a semente seja tanta
Que essa mesa seja farta,
Que essa casa seja santa, ai, ai

Que o perdão seja sagrado
Que a fé seja infinita
Que o homem seja livre,
Que a justiça sobreviva, ai, ai

Que o perdão seja sagrado
Que a fé seja infinita
Que o homem seja livre,
Que a justiça sobreviva, ai, ai

Assim como os três reis magos
Que seguiram a estrela guia
A bandeira segue em frente
Atrás de melhores dias, ai, ai

Assim como os três reis magos
Que seguiram a estrela guia
A bandeira segue em frente
Atrás de melhores dias, ai, ai

No estandarte vai escrito
Que ele voltará de novo
Que o rei será bendito
Ele nascerá do povo, ai, ai

No estandarte vai escrito
Que ele voltará de novo
Que o rei será bendito
Ele nascerá do povo, ai, ai


Figura XIb do manuscrito "Liber Figurarum", "Livro das Figuras"
do Abade Joaquim de Fiore (1135-1202) simbolizando em três círculos a "Santíssima Trindade".



Fontes
  1. "Bandeira do Divino - Antigos Orfeonistas com Ivan Lins". YouTube. Publicado por Patrick Mendes a 31/12/2011. Recuperado a 22/03/2019.
  2. "Ivan Lins". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 17h46min de 22 de fevereiro de 2019. Recuperada às 17h47min de 22 de março de 2019.
  3. "Vítor Martins". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 13h54min de 24 de outubro de 2018. Recuperada às 17h49min de 22 de março de 2019.
  4. "Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 03h40min de 28 de abril de 2015. Recuperada às 17h51min de 22 de março de 2019.
  5. "Festa do Divino Espírito Santo". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 00h26min de 13 de março de 2019. Recuperada às 17h53min de 22 de março de 2019.
  6. "Irmandades do Divino Espírito Santo". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 19h32min de 3 de março de 2019. Recuperada às 17h58min de 22 de março de 2019.
  7. "Palhoça". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 13h01min de 28 de dezembro de 2018. Recuperada às 18h02min de 22 de março de 2019.
  8. "Culto do Espírito Santo". Portal do Governo dos Açores. Sem data de publicação. Recuperado a 22 de Março de 2019.
  9. "Divino Espírito Santo: a festa que reúne todos os açorianos". Sítio Informativo Igreja Açores. Publicado a 19 de Maio de 2018. Recuperado a 22 de Março de 2019.
  10. "Joaquim de Fiore". Wikipédia. Esta página foi editada pela última vez às 00h57min de 27 de fevereiro de 2019. Recuperada às 18h21min de 22 de março de 2019.
  11. "Epístola a Flora". Wikipedia. Esta página se editó por última vez el 16 ene 2019 a las 21:30. recuperada vez el 22 marzo 2019 a las 18:24.
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Etiqueta principal: Música.
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10 de março de 2019

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, …



Humor
Se olharmos do ângulo adequado, é sempre possível sorrir. Que “as coisas nunca estiveram tão más como agora” é uma afirmação do tempo dos avós dos nossos avós cansada e gasta de tão repetida a propósito da Escola, Ciência, Economia, Cultura, Justiça, Saúde,..., de tudo quanto é português. O certo é que já é possível ver entre nós “O Último Tango de Fermat”, “Flatland” e “Aquele Espermatozóide é Meu”. E, mal ou bem, já todos vão para a Escola embora saiam de lá sem gostar de ler os jornais uns, outros incapazes de os entenderem (dizem as estatísticas).
Em jeito de graça, termino com três perguntas dedicadas a literatos e a todos os que abominam a Matemática. A graça é para ser saboreada também por filósofos e sociólogos sobretudo os que não cessam de falar no Teorema de Gödel ou na Teoria dos Quanta. E, claro, ninguém os proíbe de achar piada nem de rirem como fazem todos os que entenderam.
Pergunta. Quando se aplicou pela primeira vez o Teorema de Banach-Tarski?
Resposta. Há cerca de 2.000 anos no milagre da multiplicação dos pães. Se dúvidas havia, ficou definitivamente demonstrado que os ramos mais abstractos da Matemática têm aplicações (úteis e pacíficas) de fazer luzir o olho aos empresários obcecados com a produtividade.
Pergunta. Quantas carreiras de autocarros há em Telavive?
Resposta. Um amigo meu, matemático, que visitou Telavive disse-me que viu, para seu espanto, um autocarro com as letras hebraicas א0 (alefa e zero) no local onde se costuma pôr o número da carreira. Nunca pensara que a cidade estivesse tão bem servida em matéria de transportes públicos que os inteiros não bastassem para numerar os veículos!
No regresso da viagem, deu conta, como exemplo a seguir, ao Presidente da autarquia. Nunca recebeu resposta mas todos os vereadores, numa reunião dedicada aos transportes, riram a bom rir.
Pergunta. Quem teve pela primeira vez a percepção do conceito de segunda derivada?
Resposta. Luís de Camões quando escreveu (atente-se no último verso):
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança; 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança; 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto, 
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia, 
Outra mudança faz de mor espanto: 
Que não se muda já como soía.


Fontes
  1. "London New Mayor". Old Boy Network. Recebido a 09 de Março de 2019, às 23:08.
  2. "Como vai a Ciência entre nós". Graciano de Oliveira. Gazeta de Matemática, n.º 147, pág. 16, 01 de Julho de 2014. Recuperado a 10 de Março de 2019.


Etiqueta Principal: Curtas.
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11 de novembro de 2018

Sermão Dominical: Sozinho – Não Estás

Mestre Yoda.



Em inglês um um sermão dominical de Friar Stephen Freeman (Frei Estevão Homemlivre), um sacerdote da Igreja Ortodoxa na América, em português um comentário meu.



Sunday Reading 

Alone – You Are Not


Written by
Fr. Stephen Freeman, a priest of the Orthodox Church in America, serving as Rector of St. Anne Orthodox Church in Oak Ridge, Tennessee

Published at
Oriental Review on November 11, 2018


This is not a quote from Yoda. It is a simple statement concerning the nature of our existence. The fullness of existence is only found in communion, a mutual indwelling in which our lives are known and experienced not just in their self-contained form, but in their relation to others and everything around us. True existence is a connected-ness. It is also the very place where the instability and fragility of our lives is most revealed. If we can withdraw into ourselves, it is possible to imagine that we are fine, and that the things and people around us are just noise, sometimes enjoyable and other times annoying. But we do not think of the things and people around us as if our lives depended on them.

Against this withdrawal are the words of St. Silouan: “My brother is my life.”

At the very core of Christian belief is the Trinitarian God. Trinity is not just a revelation of how we speak about God. It is also the revelation of the very character of existence. The monotheism of Islam substituted God as individual for God as Trinity. As such, it might be the first modern religion. That many modern Christians struggle with Trinitarian belief and expression is evidence of how far removed modernity is from classical Christian roots. For us, “relationship” is a word that describes how we are getting along with another individual. For the Fathers, “relation” is an expression of mutual indwelling and coinherence. This exists because that exists, and they exist in one another. That is the true meaning of relationship.

When Christ says, “No one comes to the Father except by me,” modern Christians take it to mean that non-Christians go to hell. It is, in fact, a statement about the nature of Trinitarian existence. No one can come to the Father apart from Christ because there is no Father apart from Christ. The Son is “Son,” because of the “Father.” But the “Father” is not “Father,” except for the “Son” (and so on).

This is true of God but is equally true of us. The limit within human existence is that we experience our personal existence as individual existence – or the temptation to do so is always present. It assumes that who we are only refers to what is within the boundaries of our skin.

A meditation: The breath we breathe. Is it part of us or is it something else? We cannot live without it. When we take it in or breathe it out, it is “our” breath. The only human existence without breath is a lifeless corpse. God “breathed” into the dust and it became a living soul. But the “breath” is also inherently the air around us. When does the air around us become “us,” and when does it cease to be “us”?

Of course, this is just a meditation on breath and air. But the same meditation could be extended to everything else around us. It could and should be extended to every person around us. If there were no relationships whatsoever, we simply would not exist. There is nothing within us that isn’t something existing in relationship. Nothing.

We do not create relationships, nor do we have them. We are relationships and we either perceive this and pay attention or we do not. In as much as we do not, we begin moving towards non-existence – death. This is not a description of massive and universal extraversion. It is possible to be very quiet, even a hermit, and yet be profoundly aware and responsive to our existence as relationship.

The Scriptures say that “God is love.” They do not say that God simply “has” love. God “is” love, which makes love a matter of ontology. That God is love is perfectly consistent with His existence as Father, Son, and Holy Spirit. What we do not see clearly is that we are love, just as truly as God is love. Love is a mode of existence, indeed, the mode of existence.

“My brother is my life.” Consider the fullness of such a statement in Christ’s words, “I have come that they might have life and that more abundantly.”

Note
I will add a note of apology and explanation. I have previously written articles (The Fiction of Relationships and the Fullness of Life at Glory To God For All Things on January 20, 2017) that criticize the use of the word “relationship,” and, yet, here I am using it myself. The earlier articles stand, but I am here seeking to recapture the word “relationship” and use it in its older, theological meaning. Despite that vast vocabulary of English (the largest language in existence), words still create limits. I hope the reader will understand and be patient with me.

Source
Alone – You Are Not at Glory To God For All Things on October 31, 2018.



Frei Estevão Homemlivre e o Maometanismo


Achei curioso que Frei Estevão Homemlivre fosse, desnecessariamente, pegar com o Maometanismo comparando-o às Modernas Religiões Idolátricas – “The monotheism of Islam substituted God as individual for God as Trinity. As such, it might be the first modern religion.” ou, em português, “O monoteísmo do Islão substituiu Deus como indivíduo por Deus como Trindade. Como tal, pode ser a primeira religião moderna.” – o que, parece-me, nos dá a medida da penetração da propaganda anti-maometana nos Estados Unidos da América.

A grande diferença entre o Cristianismo e o Maometanismo reside, não no Trinirarismo – não aceite por alguns cristãos –, mas no facto de os Cristãos considerarem Jesus, Filho de Maria, Deus e os Maometanos se recusarem a fazê-lo.

Os Maometanos consideram Jesus, Filho de Maria, como um Profeta, um Grande Profeta, o Segundo Maior Profeta – o Primeiro Maior Profeta é Maomé –, mas não aceitam que Jesus seja de Natureza Divina.

Também não aceitam nem a Morte de Jesus na Cruz nem a Sua Ressurreição, afirmam que Deus não O deixou morrer, que O arrebatou, e que O mantém junto a Si até ao Dia da Ressurreição (يوم القيامة‎).

Fora isso aceitam tudo o que os Cristão Católicos – Romanos e Constantinopolitanos – aceitam, incluindo a Concepção Virginal de Maria.

E a comparação do Maometanismo Modernas Religiões Idolátricas é verdadeiramente assombrosa!

Então compara o Maometanismo com os Modernos Endeusamentos da Ciência (Gnose Moderna), de Uma Particular Classe Social, de Uma Particular Cultura, de Uma Particular Raça, de Um Particular Sistema Económico-Financeiro, de Um Particular Sistema Político?



Referências
  1. Sunday Reading: Alone – You Are Not at Oriental Review.
  2. Yoda na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Escatologia islâmica na Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Nascimento virginal de Jesus na Wikipédia, a enciclopédia livre.

Origem da imagem
  • Sunday Reading: Alone – You Are Not at Oriental Review.


Etiqueta principal: Religião.
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