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26 de julho de 2019

O meu problema com a União Europeia



Mapa diacrónico do Reino dos Francos (em latim: Regnum Francorum), de 481 a 843.


O meu problema com a União Europeia não tem a ver com nem Ursula von der Leyen, nem com Angela Merkel, nem com qualquer outro que para lá vá ou lá tenha estado, o meu problema com a União Europeia tem a ver com a própria União Europeia.


Estados fundadores da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA),
embrião das futuras Comunidade Económica Europeia (CEE) e União Europeia (UE).
Na época, em 1952, a Argélia era parte do território da Quarta República Francesa.


E tem a ver com a própria União Europeia porque estou convencido de que a Alemanha Reunificada está tentando Unificar a Europa usando a metodologia que a Prússia usou no século XIX para Unificar a AlemanhaPrimeiro o Zollverein, a União Aduaneira, depois o Reich, o Império.


O Deutscher Zollverein, a União Aduaneira Alemã.


Só que, em minha opinião, a metodologia que funcionou na Alemanha no século XIX não tem a menor hipótese de funcionar na Europa no século XXI.


Em minha opinião a metodologia funcionou na Alemanha no século XIX porque, pese embora as suas diferenças e particularismos, que os têm, os Alemães eram uma Nação. Tinham uma Língua Comum, uma História Comum, uma Cultura Comum e viam-se a si próprios como uma Nação, a Nação Alemã.


Ainda em minha opinião a dita metodologia não tem a menor hipótese de funcionar na Europa no século XXI porque, chegue ou não a Europa aos Urais, os Europeus não são uma Nação. Não têm uma Língua Comum, uma História Comum, uma Cultura Comum, não se vêm a si próprios como uma Nação, a Nação Europeia.


Portanto, e sempre em minha opinião, uma Associação Europeia de Comércio Livre é um tipo de organização com hipótese de funcionar e de ser vantajosa para todos os participantes, uma União Aduaneira Europeia, ou uma União Europeia, não.


Aqueles que
não conseguem lembrar o passado
estão
condenados a repeti-lo
Sei bem que nos tempos que correm falar de Língua, de História, de Cultura, de Nação, é algo que costuma dar direito a sermos expeditamente etiquetados de “direitistas”, de “reaccionários”, de “fascistas” por vezes, mas o facto é que, conforme escreveu George Santayana: “Progress, far from consisting in change, depends on retentiveness. When change is absolute there remains no being to improve and no direction is set for possible improvement: and when experience is not retained, as among savages, infancy is perpetual. Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.



Post scriptum: O livro Prisioneiros da Geografia – Dez Mapas que lhe Revelam Tudo o que Precisa de Saber Sobre Política Internacional por Tim Marshall (autor) e Sónia Maia (tradutora) ajuda-nos a descobrir como, e porquê, a Geografia é um fator tão determinante para a História do Mundo e na Política Internacional, tema sobre o qual também se debruça a Stratfor's "Geographic Challenges" Series: France's Geographic Challenge, Germany's Geographic Challenge, Italy's Geographic Challenge. Eu diria, entretanto, que os estados e os seu dirigentes não estão só prisioneiros da Geografia – Física e Humana –, estão-no também da Sociobiologia Humana, da Antropologia – Física e Cultural – e da História – Política e Militar, Económica e Social e das Ideias e Mentalidades –.





Fontes das ilustrações
  1. Reino Franco”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 23h02min de 1 de maio de 2019. Recuperada às 06h02min de 26 de julho de 2019.
  2. União Europeia”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 00h19min de 17 de julho de 2019. Recuperada às 06h39min de 26 de julho de 2019.
  3. Zollverein”. Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 12h08min de 21 de agosto de 2018. Recuperada às 07h26min de 26 de julho de 2019.
  4. George Santayana”. Wikiquote, the free quote compendium. This page was last edited on 9 June 2019, at 23:01. Retrieved on 26 July 2019, at 07:56.



Etiqueta principal: União Europeia.

4 de novembro de 2018

Dia do Armistício


Capa do jornal O Paiz no dia 12 de Novembro de 1918.


Comemorando-se de hoje a oito dia, pela nonagésima nona vez, o Dia do Armistício – Dia do Armistício, não Dia da Paz, note-se, porque a Guerra dos 34 anos só terminou em 1945 e a Actual Guerra começou quase de imediato – comemorando-se de hoje a oito dia, pela nonagésima nona vez, o Dia do Armistício, dizia, recomendo vivamente a leitura da obra


Impérios em Guerra, 1911-1923 (The Greater War) by Robert Gerwarth,  Erez Manela, Miguel Mata (Translator)


Uma perspectiva inteiramente nova de encarar a Primeira Guerra Mundial.
«Olhar para a Grande Guerra como uma guerra de sobrevivência e expansão imperiais ajuda a colocar o conflito num contexto espacial e cronológico mais lato, iniciado com a invasão italiana de territórios otomanos no norte de África, em 1911. […] O quadro imperial torna também mais fácil ver que a violência em massa da guerra não acabou como armistício de 1918 e que a violência que antecedeu Agosto de 1914 pertenceu, na verdade, ao mesmo processo de realinhamento de padrões de poder e de legitimidade globais.» 

Das Principais Potências que se envolveram na Guerra dos 34 anos foram Perdedoras:
  • A Áustria, que perdeu o seu império, a Britânia, que perdeu a hegemonia de que gozava desde 1815 e parte do seu império, a França, que perdeu o seu império, a Itália, que perdeu o seu império, o Japão, que perdeu o seu império, a Prússia, que perdeu o seu império e a Sublime Porta (Otomânia) que perdeu o seu império
e foram Ganhadoras
  • A China, que manteve o seu império, os Estados Unidos da América, que aumentaram o seu império, Portugal, que manteve o seu império, e a Rússia, que aumentou o seu império.

A Guerra dos 34 anos foi a primeira guerra em que a Península Europeia foi invadida a partir de Poente – e foi-o por duas vezes – e as suas consequências foram catastróficas para as Potências Perdedoras e, também, para a China e para a Rússia, que ficaram muito destruídas e demoraram mais de 50 anos a recuperar.



Referências
  1. Dia do Armistício – Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Armistício de Compiègne – Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Impérios em Guerra, 1911-1923 – Goodreads.
Origem das imagens
  1. Dia do Armistício – Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Impérios em Guerra, 1911-1923 – Goodreads.


Etiqueta principal: História.
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