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28 de novembro de 2019

Chumbar ou não chumbar?

A propósito da actual polémica sobre a momentosa questão em epígrafe, Chumbar ou não chumbar?, lembrei-me de algo que a 3 de Abril de 2018 publiquei no meu descriado Facebook Profile "Álvaro Aragão Athayde".



Da Destruição do Sistema de Ensino Estatal

Nomenklatura, uma Classe de Funcionários Partidários Medíocres


O Sistema de Ensino Estatal tem vindo a ser destruído.

O Sistema de Ensino Estatal tem vindo a ser sistemática e propositadamente destruído.

O sistemática e propositadamente destruído pelos que afirmam ser De Esquerda, não pelos que afirmam ser De Direita.


Porquê???

A meu ver porque é a única forma de os Medíocres Filhos do 25 de Abril se perpetuarem no poder.

Se compararmos os próceres do 25 de Abril com os do 5 de OutubroMário Soares com Afonso Costa, Sá Carneiro com Brito Camacho, por exemplo – é mais que evidente que os segundos são muito melhores que os primeiros.

E se compararmos as primeiras, segundas e terceiras figuras da III e da I Repúblicas a diferença é, digamos assim, verdadeiramente assustadora.

O Pessoal Político da III República é, estatisticamente falando, medíocre ou mau, encontrando-se no entanto, como sempre acontece, alguns Diamantes no meio do Lixo.

Como pode então a Nomenklatura Abrilista, uma Classe de Funcionários Partidários Medíocres, perpetuar-se no poder e, o que é mais importante, transmitir esse poder aos seus descendentes?

Simples!

Destruindo o Sistema de Ensino Estatal e enviando os filhos para Escolas de Elite Não-Estatais – na sua maioria Católicas ou Estrangeiras –, escolas a que só tem acesso quem tem dinheiro e influência.

Um verdadeiro Ovo de Colombo!!!


Álvaro Athayde em Coimbra, a 3 de Abril de 2018.



Referências
  1. "Chumbar ou não chumbar?". Joana Mortágua. ionline. Publicado a 28 de Novembro de 2019. Recuperado a 28 de Novembro de 2019.
  2. "O Triunfo dos Porcos". Wikipédia, a enciclopédia livre. Esta página foi editada pela última vez às 20h48min de 24 de novembro de 2019. Recuperada às 14h25min de 28 de Novembro de 2019.
  3. O Triunfo dos PorcosGeorge Orwell. Publicações Europa-América, Lda.. Sem data de Publicação. Recuperado a 29 de Novembro de 2019. Nota: É um pdf do romance publicado por Mkmouse, uma revista mensal brasileira.
  4. "O triunfo dos porcos". Carlos Garcez Osório. Aventar. Publicado a 21 de Novembro de 2018. Recuperado a 29 de Novembro de 2019. Nota: Como esta publicação é posterior à minha não foi a esta que fui buscar a imagem, foi a outra, mas já me não lembro a qual.
  5. "Da Destruição do Sistema de Ensino Estatal". Álvaro Aragão Athayde. Álvaro Aragão Athayde's Dropbox. Carregado na Dropbox às 16h31min de 29 de Novembro de 2019.




Etiqueta principal: Nomenklatura.
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18 de dezembro de 2018

A França em poucas palavras

Sans-culottes en armes, guache de Jean-Baptiste Lesueur, 1793-1794, museu Carnavalet.

Sans-culotte foi a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa, principalmente em Paris.  
Livremente traduzido da língua francesa como “sem calção”, o culote era uma espécie de calções justos que se apertavam na altura dos joelhos, vestimenta típica da nobreza naquele país à época da Revolução. Em seu lugar, os “sans-culottes” vestiam uma calça comprida de algodão grosseiro, traje tipicamente utilizado pelos burgueses. Estes eram, normalmente, os líderes das manifestações nas ruas. 
— em Sans-culottes, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Classe Governante Francesa… como a Nova Aristocracia Francesa! E os Coletes Amarelos… como o Novos Sem Calção! Uma abordagem interessante a estes eventos surpreendentes e aparentemente estranhos!!!


O Governo Parou de Ouvir as Pessoas há 20 anos

A exploração inteligente, pelas elites, de ficções politicamente corretas, tem encantado a Esquerda comatosa e acrítica, mas não aqueles que vêem seus padrões de vida em queda livre.

Publicado por Charles Hugh Smith a 12 de Dezembro de 2018 em Of Two Minds Blog 
Republicado em Zero Hedge (a 12 de Dezembro) & Washington’s Blog (a 13 de Dezembro)


Um membro da família que morou décadas em França resumiu a fonte dos protestos gilets jaunes numa frase: “O governo parou de ouvir as pessoas há 20 anos”. Seria difícil negar a seguinte generalização dessa afirmação: muitos, se não a maioria, dos governos pararam de ouvir o seu povo décadas atrás, preferindo ouvir em seu lugar as elites financeiras e políticas e, também, as entrincheiradas elites culturais, que encaram o povo com desdém.

Legiões de comentadores estão-se debruçando sobre as origens económicas e culturais do destempero da França. Muitos caracterizaram os protestos como operários, em termos gerais da responsabilidade das multidões que viram erodir-se o poder de compra dos seus salários, ou pensões, enquanto as elites financeira, política e cultural, da França se banquetearam com os magros ganhos que a economia francesa registrou nos passados 20 anos.

Os manifestantes acertadamente percebem que são politicamente invisíveis: a classe governante, independentemente de seu pendor ideológico, não crê necessitar do apoio dos politicamente invisíveis para governar como bem entende. A classe governante tem, além disso, contado com as elites culturais para marginalizar e suprimir os politicamente invisíveis, descartando qualquer dissensão das classes inferiores como racista, fascista, nacionalista e quqlquer outra palavra propositadamente escolhida para votar a dissidência ao ostracismo.

As elites culturais contavam com que a incessante apresentação dos desacordos das classes inferiores como populismo racista-fascista continuariam marginalizando os plebeus, mas o cântaro partiu a asa: as classes marginalizadas financeira, política e culturalmente estão fartas.


Somos felizes como servos explorados
porque a nossa Aristocracia usa frases politicamente correctas em público.

Apesar das brigas habituais entre facções, a classe dominante há muito tempo está unida por trás de uma simples ferramenta de controle: comprar cumplicidade com benesses do governo. Se a divergência se transformar num movimento amplo, a solução é comprar os manifestantes com algum novo subsídio ou benefício.

Esta é uma das dinâmicas essenciais do Neofeudalismo que são:
  1. Penúria-por-dívida e lealdade dos escravos-assalariados à Nova Aristocracia que possui a dívida.
  2. A aristocracia financeira-e-política maximiza o seu benefício e justifica a exploração com  a concessão de garantias directas aos servos-da-dívida politicamente impotentes, servos-da-dívida aos quais esta predação sistémica magicamente oferece a melhor saída possível do campesinato.
  3. Os benefícios do Estado são usados como suborno para comprar a cumplicidade e a passividade dos escravos-assalariados servos-da.dívida.
  4. A Nova Aristocracia propõe ficções politicamente politicamente corretas para justificar a sua exploração e predação.

Agora que esta estratégia não conseguiu silenciar os gilets jaunes (coletes amarelos), a classe governante da França apercebeu-se  de que a situação é mesmo séria. E como todos sabemos, a classe governante segue, em todos os lugares, este ditado: quando fica sério, há que mentir.

As mentiras são agora contínuas, daí a explosão da preocupação da elite com as  fake news (notícias falsas). A faísca que acendeu o estopim dos actuais protestos era uma mentira, é claro; O imposto sobre o combustível não tinha como objetivo “salvar o planeta”, mas sim aumentar as receitas para que as elites pudessem continuar a extrair o seu benefício sem pôr em risco a ordem económica.

A exploração inteligente, pelas elites, de ficções politicamente corretas, tem encantado a Esquerda comatosa e acrítica, mas não aqueles que vêem seus padrões de vida em queda livre.



Origem do texto

Tradução do texto


Origem das figuras
  1. Sans-culottes, un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.
  2. France in a Nutshell: “The Government Stopped Listening to the People 20 Years Ago” from Of Two Minds Blog.


Referências
  1. Culotte, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Sans-culottes, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.


Etiqueta principal: Política.
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