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11 de janeiro de 2019

Não existe ensino gratuito




Não existe ensino gratuito.

Não existe ensino gratuito, todo o ensino tem custos.

Os custos mínimos do ensino são os custos da alimentação de alunos e professores. Depois há os outros…

Podem não existir escolas e o ensino ser ministrado ao ar livre. Podem não existir livros e o ensino consistir na memorização das palavras do professor. Mas existem sempre alunos e professores que têm de comer. 

Logo os custos mínimos do ensino, os custos da alimentação de alunos e professores, são inescapáveis.

Em Portugal e em qualquer parte do Mundo.

Os custos do ensino, os mínimos e os outros, são sempre suportados pelos alunos, ou pelas suas famílias. 

No que concerne à alimentação dos alunos suponho que nenhum leitor contestará a  afirmação do parágrafo anterior.

No que concerne à alimentação dos professores o custo é suportado directamente quando os professores são pagos directamente, como acontece no caso dos explicadores, e suportado indirectamente quando os professores são pagos indirectamente, como acontece no caso dos pagamentos a instituições, estatais ou não estatais que, por sua vez, pagam aos professores.

No caso dos Sistemas de Ensino Estatais "Gratuitos", impropriamente ditos Sistemas de Ensino Públicos, o que acontece é que os alunos, ou as suas famílias, pagam os Impostos ao Estado e o Estado paga a alimentação aos professores, cobrando-se, como todos os intermediários sempre o fazem, de um tanto para as suas próprias despesas.

Não existe ensino gratuito, todo o ensino tem custos.

Não existe ensino gratuito.




Origem do texto

Origem da figura

Referências


Etiqueta principal: Política.
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18 de dezembro de 2018

A França em poucas palavras

Sans-culottes en armes, guache de Jean-Baptiste Lesueur, 1793-1794, museu Carnavalet.

Sans-culotte foi a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa, principalmente em Paris.  
Livremente traduzido da língua francesa como “sem calção”, o culote era uma espécie de calções justos que se apertavam na altura dos joelhos, vestimenta típica da nobreza naquele país à época da Revolução. Em seu lugar, os “sans-culottes” vestiam uma calça comprida de algodão grosseiro, traje tipicamente utilizado pelos burgueses. Estes eram, normalmente, os líderes das manifestações nas ruas. 
— em Sans-culottes, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Classe Governante Francesa… como a Nova Aristocracia Francesa! E os Coletes Amarelos… como o Novos Sem Calção! Uma abordagem interessante a estes eventos surpreendentes e aparentemente estranhos!!!


O Governo Parou de Ouvir as Pessoas há 20 anos

A exploração inteligente, pelas elites, de ficções politicamente corretas, tem encantado a Esquerda comatosa e acrítica, mas não aqueles que vêem seus padrões de vida em queda livre.

Publicado por Charles Hugh Smith a 12 de Dezembro de 2018 em Of Two Minds Blog 
Republicado em Zero Hedge (a 12 de Dezembro) & Washington’s Blog (a 13 de Dezembro)


Um membro da família que morou décadas em França resumiu a fonte dos protestos gilets jaunes numa frase: “O governo parou de ouvir as pessoas há 20 anos”. Seria difícil negar a seguinte generalização dessa afirmação: muitos, se não a maioria, dos governos pararam de ouvir o seu povo décadas atrás, preferindo ouvir em seu lugar as elites financeiras e políticas e, também, as entrincheiradas elites culturais, que encaram o povo com desdém.

Legiões de comentadores estão-se debruçando sobre as origens económicas e culturais do destempero da França. Muitos caracterizaram os protestos como operários, em termos gerais da responsabilidade das multidões que viram erodir-se o poder de compra dos seus salários, ou pensões, enquanto as elites financeira, política e cultural, da França se banquetearam com os magros ganhos que a economia francesa registrou nos passados 20 anos.

Os manifestantes acertadamente percebem que são politicamente invisíveis: a classe governante, independentemente de seu pendor ideológico, não crê necessitar do apoio dos politicamente invisíveis para governar como bem entende. A classe governante tem, além disso, contado com as elites culturais para marginalizar e suprimir os politicamente invisíveis, descartando qualquer dissensão das classes inferiores como racista, fascista, nacionalista e quqlquer outra palavra propositadamente escolhida para votar a dissidência ao ostracismo.

As elites culturais contavam com que a incessante apresentação dos desacordos das classes inferiores como populismo racista-fascista continuariam marginalizando os plebeus, mas o cântaro partiu a asa: as classes marginalizadas financeira, política e culturalmente estão fartas.


Somos felizes como servos explorados
porque a nossa Aristocracia usa frases politicamente correctas em público.

Apesar das brigas habituais entre facções, a classe dominante há muito tempo está unida por trás de uma simples ferramenta de controle: comprar cumplicidade com benesses do governo. Se a divergência se transformar num movimento amplo, a solução é comprar os manifestantes com algum novo subsídio ou benefício.

Esta é uma das dinâmicas essenciais do Neofeudalismo que são:
  1. Penúria-por-dívida e lealdade dos escravos-assalariados à Nova Aristocracia que possui a dívida.
  2. A aristocracia financeira-e-política maximiza o seu benefício e justifica a exploração com  a concessão de garantias directas aos servos-da-dívida politicamente impotentes, servos-da-dívida aos quais esta predação sistémica magicamente oferece a melhor saída possível do campesinato.
  3. Os benefícios do Estado são usados como suborno para comprar a cumplicidade e a passividade dos escravos-assalariados servos-da.dívida.
  4. A Nova Aristocracia propõe ficções politicamente politicamente corretas para justificar a sua exploração e predação.

Agora que esta estratégia não conseguiu silenciar os gilets jaunes (coletes amarelos), a classe governante da França apercebeu-se  de que a situação é mesmo séria. E como todos sabemos, a classe governante segue, em todos os lugares, este ditado: quando fica sério, há que mentir.

As mentiras são agora contínuas, daí a explosão da preocupação da elite com as  fake news (notícias falsas). A faísca que acendeu o estopim dos actuais protestos era uma mentira, é claro; O imposto sobre o combustível não tinha como objetivo “salvar o planeta”, mas sim aumentar as receitas para que as elites pudessem continuar a extrair o seu benefício sem pôr em risco a ordem económica.

A exploração inteligente, pelas elites, de ficções politicamente corretas, tem encantado a Esquerda comatosa e acrítica, mas não aqueles que vêem seus padrões de vida em queda livre.



Origem do texto

Tradução do texto


Origem das figuras
  1. Sans-culottes, un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.
  2. France in a Nutshell: “The Government Stopped Listening to the People 20 Years Ago” from Of Two Minds Blog.


Referências
  1. Culotte, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.
  2. Sans-culottes, um verbete da Wikipédia, a enciclopédia livre.


Etiqueta principal: Política.
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30 de novembro de 2018

Questões Orçamentais

Portugal: Carga Fiscal em 2017.



Acompanhei de longe, muito de longe, o debate e aprovação do Orçamento de Estado Português para 2019.

E conclui…

Que os impostos só deveriam poder ser alterados de cinco em cinco anos!

Cada cinco anos o Executivo em Funções proporia um Plano Fiscal Quinquenal, plano que seria discutido e aprovado pelo Legislativo em Funções, promulgado pelo Chefe de Estado em Funções, publicado no Jornal Oficial e executado, ao longo do quinquénio. pelos Executivos em Funções.

E durante os cinco anos de vigência do Plano Fiscal Quinquenal os Executivos em Funções executariam o Plano Fiscal Quinquenal aprovado, os Legislativos em Funções fiscalizariam a dita execução, e os impostos não sofreriam modificações!

Este seria o Grande Princípio, princípio que poderemos designar de Princípio da Estabilidade Fiscal.

Depois, e sem negar nem ofender o Princípio da Estabilidade Fiscal, poder-se-ia introduzir uma cláusula de salvaguarda: permitir-se-ia a Revisão Extraordinária do Plano Fiscal  Quinquenal caso ocorressem eventos realmente extraordinários, eventos que tornassem obsoleto o Plano Fiscal em execução.

Suponho que não necessito de explicar em detalhe porquê cheguei a esta conclusão…



Origem do texto
  • Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas.


Origem da figura


Referências
  1. Os 10 Melhores Estados Para Estabilidade Fiscal em pt.RipleyBelieves.com.
  2. Os 10 Piores Estados Para Estabilidade Fiscal em pt.RipleyBelieves.com.


Etiqueta principal: Política.
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28 de outubro de 2018

A “esquerda” reaccionária


Arnaldo Matos arrasa o Bloco de Esquerda – Portugal Glorioso.



João Miguel Tavares afirma "a esquerda tornou-se profundamente conservadora" e eu discordo!

A “esquerda” é, e sempre foi, profundamente reaccionária.

A “esquerda” quer, e sempre quis, regressar a um tempo que, nunca tendo existido, a “esquerda” imagina que existiu.

Mas primeiro o artigo, depois o comentário.


O ARTIGO

A esquerda chamou os fascistas; os fascistas vieram


O tema da “culpa da esquerda” é absolutamente essencial para explicar a ascensão de figuras como Jair Bolsonaro.

Por João Miguel Tavares no Público a 25 de Outubro de 2018 às 6:28


Durante vários anos, eu fui fascista. De vez em quando ainda sou. Aliás, ali entre 2011 e 2015, tive imensa companhia. Foi o tempo em que Passos Coelho era fascista. Angela Merkel era fascista. Rui Ramos era fascista. José Manuel Fernandes era fascista. Helena Matos era fascista. Henrique Raposo era fascista. Éramos todos fascistas e, a bem dizer, consoante os dias, e os assuntos em discussão, continuamos a sê-lo. Ser fascista é a profissão de acesso mais fácil em Portugal – basta defender com algum fervor posições que a esquerda não gosta. Menos Estado? Fascista. Crítica aos delírios verbais das políticas de identidade? Fascista. Delação premiada para combater a corrupção? Fascista.

Tal como na fábula do pastor e do lobo, tantas vezes a esquerda gritou pelo fascismo, que o fascismo finalmente apareceu. Não é o fascismo dos anos 30, com certeza, mas muitas das suas características estão lá – o mesmo amor pela autoridade, o mesmo ódio ao outro, o mesmo culto da violência, o mesmo desprezo pelas minorias, o mesmo desrespeito pelos contrapesos democráticos, a mesma devoção às personalidades messiânicas. É aquilo a que a língua inglesa chama “self-fulfilling prophecy”, uma profecia que acaba por se cumprir porque o seu obsessivo anúncio ajudou, e muito, a que ela viesse a concretizar-se. E é nesse sentido que o tema da “culpa da esquerda” é absolutamente essencial para explicar a ascensão de figuras como Jair Bolsonaro, pois ele é o produto desta nova configuração do mundo: a esquerda tornou-se profundamente conservadora, recusando qualquer mudança no statu quo; e esta nova direita, de Trump, Bolsonaro ou Duterte, ocupou o espaço revolucionário, anunciando mudanças radicais e o combate aos interesses instalados.

Não ver isto, ou não admitir isto, é circular pelo espaço público com duas palas nos olhos, actividade a que vejo demasiada gente dedicada. Leio articulistas portugueses comovidos sobre a importância de manter o Brasil democrático ao mesmo tempo que nos seus textos continuam a classificar Lula da Silva como um preso político e a destituição de Dilma como um golpe de Estado. Vejo gente convencida de que o Brasil só caiu nas mãos de Bolsonaro por causa das fake news, como se mais de 50 milhões de brasileiros estivessem hipnotizados pelo WhatsApp, quando os únicos grupos que apoiam maioritariamente o PT são os mais pobres e os menos instruídos. Assisto aos clamores para que Fernando Henrique Cardoso tome uma posição pró-Haddad, como se algum brasileiro, nesta altura do campeonato, fosse alterar o seu sentido de voto por causa dos conselhos de um membro da sua elite política.


O COMENTÁRIO

A “esquerda” reaccionária


A “esquerda” é, e sempre foi, profundamente reaccionária.

Por Álvaro Aragão Athayde em coisas & loisas a 28 de Outubro de 2018 às 1:55


João Miguel Tavares afirma "a esquerda tornou-se profundamente conservadora" e eu discordo!

A “esquerda” é, e sempre foi, profundamente reaccionária.

A “esquerda” quer, e sempre quis, regressar a um tempo que, nunca tendo existido, a “esquerda” imagina que existiu.

A “esquerda” quer A REVOLUÇÃO que a “esquerda” acha que Francisco da Costa Gomes, o Chico Rolha, e Álvaro Barreirinhas Cunhal, o Cavalo Branco, trariam em 1975, no 25 de Novembro.

Trairam A REVOLUÇÃO em 1975, no 25 de Novembro, o primeiro, o Chico Rolha, quando disse ao segundo para mandar recolher a betoneiras do Jota Pimenta, e o segundo, o Cavalo Branco, quando as mandou recolher.

A “esquerda” imagina que vai conseguir realizar hoje, no tempo da decepcion e das fakes news dos Neocons, Neolibs, Liberal Internationalists, Liberal Hawks, Pro-War Leftists, Anti-Germans, etc., A REVOLUÇÃO que em 1975 Costa Gomes, Cunhal e Suslov falharam em 1975.

Entretanto, e como sempre tem acontecido, enquanto a profetizada Sociedade Sem Classes não chega a “esquerda” defende as Conquistas De Abril e aproveita-se das Contradições do Capitalismo .



Referências
  1. A esquerda chamou os fascistas; os fascistas vieram – Público.
  2. Francisco da Costa Gomes | Wikipédia, a enciclopédia livre.
  3. Álvaro Cunhal | Wikipédia, a enciclopédia livre.
  4. Morreu o construtor do “Pois, pois Jota Pimenta” – Observador.
  5. neocon – Urban Dictionary.
  6. neolib – Urban Dictionary.
  7. Neoconservatism | Wikipedia, the free encyclopedia.
  8. Neoliberalism | Wikipedia, the free encyclopedia.
  9. Neoliberalism (international relations) | Wikipedia, the free encyclopedia.
  10. Liberal internationalism | Wikipedia, the free encyclopedia.
  11. Liberal hawk | Wikipedia, the free encyclopedia.
  12. Pro-war Left | Wikipedia, the free encyclopedia.
  13. Anti-Germans (political current) | Wikipedia, the free encyclopedia.
  14. Mikhail Suslov | Wikipedia, the free encyclopedia.
  15. Sociedade sem classes | Wikipédia, a enciclopédia livre.
  16. Trabalhadores. Conheça as conquistas de abril – Sol.
  17. Contradições do Capitalismo – Passei Direto.

Origem das imagens
  • Arnaldo Matos arrasa o Bloco de Esquerda – Portugal Glorioso.

Etiqueta principal: Portugal.
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11 de outubro de 2018

Tempo de Vésperas


Guerra na Síria.



vésperas das United States midterm election 2018

se Donald J. Trump as perder a luta continua
se Donald J. Trump as as ganhar a luta também continua

a luta continua sempre
e a vitória nunca é certa


quem viver verá




Tema principal: Guerra.
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30 de setembro de 2018

Economia Real e Economia Virtual



Economia real versus economia virtual. O ultraliberalismo global e a crise europeia.


Economia Real e Economia Virtual


Álvaro Aragão Athayde, Universidade de Coimbra


15 de Junho de 2012, versão 3



Dizem que A CRISE é económico-financeira... e eu sou engenheiro... logo estou fora da minha área de especialidade.

Estou portanto fora da minha área de especialidade... mas não sou propriamente parvo... nem inculto... e há mais de um ano a esta parte que ando a ouvir e ler sobre a economia, as finanças, a banca, a dívida, enfim, sobre A CRISE!

E a maneira como empresas e países têm perdido valor é uma coisa que verdadeiramente me maravilha!

Para explicar o que verdadeiramente me maravilha vou considerar o caso da empresa ALFA (a nossa CIMPOR, por exemplo) que vou supor que tem património, produção, clientes, vendas, receitas, depósitos bancários, enfim, tudo aquilo a que uma empresa que funciona tem direito, e, também, as respectivas acções cotadas em Bolsa.

Portanto, na minha visão de engenheiro, a empresa funciona e tem valor, VALOR REAL.

Entretanto como está cotada as suas acções têm na Bolsa um dado valor, que é o valor a que são transaccionadas, valor que vai oscilando no tempo em função da dinâmica do mercado bolsista: Se aparecerem muitos investidores interessados em comprar as acções o valor sobe, se aparecerem muitos investidores interessados em vender as acções o valor desce.

Portanto, na minha visão de engenheiro, a empresa cotada tem na Bolsa um valor diferente do VALOR REAL de que atrás falei, que designarei por VALOR BOLSISTA.

O facto de o VALOR REAL e o VALOR BOLSISTA serem diferentes é uma das coisas que permite aos investidores fazerem bons negócios em Bolsa…

Como?

Antecipando, por exemplo, uma valorização. As acções estão baixas mas a empresa tem capacidade instalada que lhe permite expandir a produção... e está a lançar-se em novos mercados. Logo tem potencial. Logo vale a pena comprar, aguardar que a empresa expanda, que as acções valorizem e, depois, vender. Ou então não vender, ficar com as acções e receber os dividendos.

Se bem percebi a mecânica é esta.

Suponhamos agora que a empresa ALFA está fisicamente localizada no país ZETA (o nosso Portugal, por exemplo), que o rating do país é cortado e que, por arrastamento, as acções da empresa ALFA desvalorizam.

Desvalorizam como?

Desvalorizam se os investidores que as possuem as colocarem no mercado para venda, fazendo com que o seu preço baixe.

Logo o VALOR BOLSISTA da empresa ALFA baixou devido ao corte do rating do país ZETA, mas o seu VALOR REAL não baixou, ficou na mesma!

Aparentemente, e mesmo que não se verifiquem quaisquer transacções, as acções podem ainda desvalorizar... só que desvalorizam em termos meramente nominais, passam a ser contabilizadas a um valor mais baixo... e esse facto acarreta que digam que o valor da empresa baixou!

Parece-me a mim que este valor, que não é o VALOR REAL da empresa ALFA, nem o seu VALOR BOLSISTA, porque não houve transacções, é um novo valor, o VALOR VIRTUAL, que só existe na cabeça das pessoas que estão enfronhadas neste assunto e nos programas de computadores que essas pessoas mandam escrever para tentarem gerir informaticamente as carteiras de investimentos.

Portanto parece que estamos na curiosíssima situação de termos programas de computadores a gerirem carteiras de investimentos e de esses programas e quem os manda fazer terem perdido o contacto com a realidade.

Entretanto devo dizer que se tivesse dinheiro consideraria esta situação de redução do VALOR VIRTUAL, seguido de pânico bolsista, seguido de redução do VALOR BOLSISTA, como a oportunidade de eleição para adquirir por tuta e meia acções de empresas com efectivo VALOR REAL…

Comentário


Segundo o Público de ontem, 14 de Junho de 2012,

Juros espanhóis batem novo recorde após mais uma baixa de rating

«Os juros implícitos das dívidas de Itália e Espanha continuavam a subir, nesta quinta-feira, um dia após a agência Moody's ter baixado o rating espanhol. As taxas prosseguem assim a subida dos últimos dias para níveis insustentáveis, com os juros espanhóis a dez anos a atingir um novo recorde, a roçar o limiar psicológico dos 7%.»

E, segundo a Antena 1 às 9 horas, os juros das obrigações de Espanha a 10 anos ultrapassou os 7% e o risco os 500 pontos base.

Mas, que eu saiba, não foi feita nenhuma emissão de obrigações por Espanha…

Logo, aparentemente, Espanha vai ter de pagar mais de 7% por obrigações que não foram emitidas... logo que não existem.

Não me digam que isto não é verdadeiramente maravilhoso!


Notas

• PDF de Economia Real e Economia Virtual, versão 3, de 15 de Junho de 2012.
Economia real versus economia virtual. O ultraliberalismo global e a crise europeia.

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